sábado, 14 de dezembro de 2019

Juiz Federal quer processar Netflix por vídeo do Porta dos Fundos

O juiz federal William Douglas argumenta que é "ofensa ao sentimento religioso"

A repercussão negativa do vídeo do Porta dos Fundos ofendendo Jesus Cristo e a comunidade cristã está causando prejuízo à Netflix. Isto porque além de se tornar alvo de boicote com cancelamento de assinaturas, a gigante do streaming pode ainda sofrer um ação judicial.
A iniciativa pode vir do juiz federal William Douglas, renomado magistrado cristão. Em seu Instagram, Douglas afirma que não irá cancelar o serviço, mas que pretende acionar a Justiça contra a empresa.
Escolher a data mais especial dos cristãos para ofendê-los é uma vergonha. Não vou cancelar o Netflix. O que pretendo fazer é, como consumidor, processar a empresa por ofensa ao sentimento religioso – disse o juiz.
O magistrado também orienta como as pessoas que se sentiram ofendidas podem reagir ao conteúdo, com boicotes "diretos e indiretos".
Se alguém deliberadamente ofende a religião das pessoas: não assista nada que essa pessoa produz (boicote direto, um direito seu); não use nenhum produto anunciado por tais pessoas (boicote indireto, um direito seu); dê nota negativa (direito seu); assine a petição de protesto em http://chng.it/GGdJH27R (idem); compartilhe e divulgue seu protesto: família, amigos, igreja, trabalho etc... (idem) – escreveu.
William Douglas finaliza o texto incentivando o público que se sentiu ofendido a tomar providências.
Eu já não consumia o "humor" ofensivo do Porta dos Fundos, mas vou ser mais exigente com a questão do boicote indireto. Se o Porta dos Fundos anuncia, também não uso. É isso aí: vamos lutar pelos nossos direitos constitucionais, civis e humanos. Se ofende minha religião ou a de outrem, me ofende também. E vamos usar a lei. Viva o respeito ao próximo – declarou.
PETIÇÃO

Circula nas redes sociais uma petição "pelo impedimento do filme de Natal da Netflix e Porta dos Fundos, por ofender gravemente os cristãos".

O abaixo assinado já conta com mais de 770 mil assinaturas e tem o objetivo de chegar a 1 milhão de adeptos.
Embora não tenha efeito prático concreto, a petição revela que o descontentamento do público, sobretudo os cristãos, pode atingir a imagem de uma empresa como a Netflix.
Fonte: Pleno News

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