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quinta-feira, 9 de maio de 2024

Pr. LUIZ ANTÔNIO ALERTOU OS GAÚCHOS SOBRE OS PERIGOS DA IDOLATRIA CULTURAL...

sexta-feira, 22 de março de 2024

"Desobediência, Idolatria e Liberdade Cristã" - Mensagem com o Pr. Carlos Roberto Silva


"Desobediência, Idolatria e Liberdade Cristã" - Mensagem com o Pr. Carlos Roberto Silva

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Cubanos estão se entregando a Cristo e jogando seus "ídolos" em rio


Segundo cristãos locais, os novos convertidos estão se desfazendo de objetos que antes eram adorados por eles.


Em Cuba, as pessoas estão se convertendo a Cristo ao testemunharem a fé de seus vizinhos e familiares. Helen Williams, da World Missionary Press (empresa cristã que produz livros evangelísticos em mais de 340 idiomas), diz que sempre houve um trabalho no país de distribuir material religioso há muitos anos.

"Temos distribuidores que estão trabalhando com igrejas locais e ministérios menores, dentro dos parâmetros que são permitidos lá, e o Senhor realmente abençoou", disse ela.

Recentemente, Helen recebeu informações de um contato que distribuía material evangelístico em Cuba. "Ele disse que os cubanos estão ouvindo testemunhos maravilhosos de Deus trabalhando no coração do povo. As pessoas estão sendo salvas. E as que adoravam outros deuses estão levando seus ídolos de metal e jogando-os no rio", contou.

Os ídolos eram feitos de materiais que não podiam ser queimados. Helen diz que o fato dessas pessoas terem se livrado desses objetos tem sido um testemunho incrível para as famílias e amigos. O contato confirmou que Deus está trabalhando em Cuba, e muitos corações estão se voltando para Ele.

"As pessoas estão reconhecendo Jesus Cristo como o único caminho, através da 
Sua Palavra e do testemunho silencioso dos cristãos", salientou.

Quando Helen diz "testemunho silencioso", ela quer dizer que os cristãos em Cuba dependem fortemente de seus testemunhos individuais, compartilhados de boca em boca e pelo modo como vivem suas vidas, para testemunhar aos outros.

"Eu só quero encorajar nossos ouvintes a saberem que a Palavra está lá, está sendo compartilhada, e que mesmo em um país onde há restrições, a Palavra está dando frutos. As pessoas estão vindo ao Senhor e tornando isso público. E nós só queremos louvar a Deus por isso", ressaltou.

Nova remessa

Novas conexões estão sendo feitas e a World Missionary Press começou a imprimir uma nova remessa de material evangelístico que já foi aprovada pelo governo. Congregações podem se encontrar abertamente. Mesmo assim, ainda há muita necessidade de oração.

"Esses cristãos, em muitas dessas cidades, estão se reunindo e suas vidas estão sendo mudadas. É isso que mostra aos outros o testemunho de uma vida transformada", diz Helen. Desta forma, os cristãos estão compartilhando sua fé com suas comunidades e famílias.

No início deste ano, um avião caiu logo após decolar em Havana. O acidente matou mais de 100 pessoas e foi devastador para a Igreja. "Havia dez pastores e suas esposas. Eles estiveram em uma conferência em Havana e foram todos mortos. Isso deixou 10 igrejas sem pastores e 17 órfãos", explica Helen.

"Há um trabalho sendo realizado em conjunto pelos cristãos de Cuba, e isso é um sinal de crescimento na Igreja", finalizou.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Padres respondem Agenor Duque: “palhaço gospel”

Vídeo com carta aberta viraliza e pároco manda recado a pastor: “Mamãe do céu ama você!”

Desde que começou a circular nas redes sociais o vídeo onde o apóstolo Agenor Duque zomba da imagem de Nossa Senhora Aparecida, comparando-a a uma garrafa de Coca-Cola, diversos líderes católicos decidiram sair em defesa da santa e contra argumentar.
O padre Gabriel Vila Verde, usou seu perfil no Facebook para fazer um ataque direto contra Agenor: "Um picareta, que alguns ainda teimam em chamar de 'pastor'", comparou Nossa Senhora Aparecida a uma garrafa de Coca-Cola. Seu nome é Agenor Duque, um dos maiores palhaços que o mundo gospel já conheceu. Anda vestido de mendigo, mas guarda uma Ferrari na garagem, adquirida com o dinheiro dos tolos que o seguem”
O líder católico disse ainda que "Duque foi vomitado pelo inferno há pouco tempo. Mais cedo ou mais tarde, o seu circo irá acabar, como tantos outros já acabaram” e comparou: “Lembra do pastor da Universal que chutou a imagem? Quem fala dele em nossos dias? Onde está sua fama? Foi parar no brejo”.
Já o padre Zezinho, bastante conhecido por sua trajetória como cantor, seguiu o mesmo tom: "O pastor Agenor Duque, que se veste de mendigo humilde, nos ofendeu e chamou-nos de ignorantes porque ousamos representar Maria negra em veste azul. Acho que ele não lembrou que ele também é uma imagem exótica, quando ele mesmo entra naquele palco vestido de mendigo para anunciar sua igreja”, postou ele em seu perfil. Também estimulou que um advogado católico possa processar o pastor por "desprezo à religião [católica] e aos símbolos da outra igreja".
Contudo, a resposta que obteve mais repercussão, a ponto de viralizar nas redes, com mais de 800 mil visualizações, foi o vídeo do padre Fernando Henrique Guirado intitulado "Coca-cola a gente bebe e Nossa Senhora a gente ama e guarda no coração".
O pároco divulgou uma "carta aberta" a Agenor Duque, a qual leu durante uma missa na Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. Guirado deu um tom mais pastoral, optando por chamar Duque de “amado pastor”.
Ele disse que Maria só poderia ser comparada a um objeto: a Arca da Aliança. Usando ainda os conhecidos argumentos que católicos não adoram imagens, apenas as usam como lembrança de pessoas santas, o padre rebateu vários pontos do vídeo do líder da Igreja Plenitude do Trono de Deus.
Ao contrário dos outros padres, ele não ridicularizou os hábitos de Agenor, nem fez menção a sua riqueza. Preferiu dizer que "Ah pastor! Mesmo o senhor incitando o povo a jogar fora de casa a imagem de Nossa Senhora, tenho certeza que Maria jamais jogará para fora o senhor do coração dela, mesmo o senhor sendo um filho tão desajuizado e ingrato com a mamãe do céu! Mamãe do céu, pastor, ama você!".
Terminou dizendo, sob aplausos dos fiéis presentes, que: "É na ignorância que se nasce as mais belas catequeses, que Maria continue intercedendo por ele [Duque]. Coca-Cola a gente bebe, se for gelada com muito prazer, mas a Virgem Maria, a Arca da Aliança a gente abraça e guarda no coração".
Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 27 de junho de 2017

Rodolfo Abrantes reclama da idolatria gospel nas igrejas: “vim para confrontar isso”


"Eu quero fechar meu olho e espero que quem esteja ministrando esteja tão conectado com Deus que me leve de elevador para a presença Dele"


O cantor Rodolfo Abrantes é um testemunho vivo de alguém que viveu dias de extrema fama e sucesso. Quando vocalista da banda Raimundos, ele teve a oportunidade de encarar os aplausos dos fãs. Agora, o cantor luta contra a chamada "idolatria gospel" e faz um alerta para que a Igreja não adore a homens, mas somente a Deus.
Em entrevista para o canal Dois Dedos de Teologia, o cantor ressaltou que sua mente ainda tem mudado com o tempo. "Eu creio que se a gente conhece a luz verdadeira, qualquer luz artificial perde a graça. É inevitável que quando o tempo vai passando a gente vá percebendo coisas diferentes. Eu percebo como meu ponto de vista tem mudado a respeito de certas questões. Não radicalmente a ponto de pensar outra coisas, mas pensar amplamente nesses contextos", disse.
"Tenho entendido pela minha própria experiência que cada caso é um caso. Não é porque eu fui um cara que aceitei Jesus e larguei tudo que todo artista que aceitar Jesus tem que largar tudo. É um pensamento religioso que coloca uma receita na obra de Deus e eu tenho começado a perceber algumas coisas", colocou.
"A igreja não tem problema algum em ter membros cristãos, como um cara que é advogado e continua sendo um advogado. Ele não tem que largar a advocacia dele para entrar para a igreja e ficar advogando em causas da igreja. A mesma coisa acontece com professores. O cara não tem que largar a profissão dele porque ele aceitou Jesus", alertou.
"A gente pode enumerar tudo isso, jogadores de futebol, enfim. Quando se trata de artista, a igreja não pensa de outra forma. O cara é artista, ele aceitou Jesus? Ele tem que largar a arte dele para ele ir para a igreja. E isso é tão perigoso. Eu creio que quando Deus amou o mundo de tal maneira, ele quer a redenção das esferas da sociedade", pontuou.
"Eu creio que a melhor coisa que a gente pode ter são políticos que são filhos de Deus legislando em favor do povo, não em favor dos crentes. E essas pessoas têm que aprender a legislar em favor de todos como se fosse o próprio Deus legislando. A melhor coisas que pode ter é um professor cheio do Espírito Santo entrando na sala de aula, ensinando não apenas matérias, mas mentalidade, pois é isso que os professores fazem. Ele tem crianças e quando eles têm crianças nas mãos, você tem o futuro nas mãos", ressaltou o cantor.
Cultura da Idolatria Gospel
Rodolfo relembra o episódio em que estava na Igreja Batista da Lagoinha em 2012 e falou sobre a idolatria gospel dentro das igrejas. Ele explica que as pessoas podem ter tido uma interpretação errada sobre o vídeo. "Em 2011 o comportamento de fãs e de idolatria dentro das igrejas estava me incomodando muito. Deus me mostrou a autoridade que estava sobre mim por Ele ter me tirado de onde ele me tirou. Ele me disse: 'Você tem essa mensagem, entregue essa mensagem'", compartilhou.
"Em 2012, desde a primeira ministração do ano, todos os lugares que eu fui, falei da mesma coisa. Eu falava daquilo e pregava uma mensagem em todos os lugares. Quando eu fui na Lagoinha, era um congresso chamado 'Faça Guerra'. Eu fui ministrar depois da palavra do pastor, eu era o encerramento. No voo da ida Deus me falou o que eu ia fazer: 'A partir daqui isso vai se espalhar para o Brasil inteiro'".
"Eu creio que Deus me usou de forma profética. Eu não escolhi essa mensagem. Eu tenho discernimento que isso atingiu a reputação da igreja, muita gente me viu como rebelde, como alguém que não respeita. Não fui lá para afrontar, eu fui lá e com a Lagoinha clamei sobre isso. Os pastores estavam orando a respeito disso. Quando eu falo no vídeo que 'eu vim aqui para fazer guerra', eu estava no contexto do congresso, que se chamava 'Faça Guerra'. Não vim aqui para guerrear contra a Lagoinha, eu vim aqui para junto com a Lagoinha confrontar essa cultura que está assolando a Igreja", comentou.
Doutrinação Escolar
"É muito sério, a gente está vendo o estrago que o marxismo cultural tem provocado na nossa nação por conta de um partidarismo dentro das escolas, doutrinando a mente das crianças, uma mentalidade totalmente comunista. A gente sabe o estrago que isso provoca", disse.
"Eu creio que nada transforma mais a cultura do que as artes, do que a música, do que os livros, do que a literatura, o cinema. Como que os Estados Unidos espalhou sua cultura pelo mundo? Por meio de música, filmes, de uma cultura de entretenimento", colocou.
"Quando a gente usa a palavra entretenimento, parece que a gente fala de alguma coisa ruim, mas ela não é. Todo mundo tem uma forma de entretenimento para relaxar. Às vezes você senta e gosta de ver um futebol. Se o teu escape for uma coisa sadia que tenha princípios do Reino, algo que fale do que edifica, nesse teu momento você está se edificando", disse.
"O que acontece com o artista. Ele aceitou Jesus e a igreja diz que a arte que ele faz lá fora é do diabo. A arte de dentro é boa e a arte de fora é do diabo e eu já vi arte de dentro que é do diabo. Esse cara que tinha a profissão dele como músico. Se ele vem para a igreja, ele não pode exercer sua profissão. Ele tem que escolher. A gente perde uma atuação cultural importante", pontuou.
"Eu creio que a igreja vai aprender a enviar seus artistas para o lado de fora e entender que o músico que está do lado de dentro é um adorador e não está fazendo um show. E o cara que é do lado de fora está na indústria do entretenimento, mas falando de princípios, preparando uma cultura onde a mensagem do Reino vai encontrar um lugar para pousar", disse.
"A gente faz uma separação tão grande entre o sagrado e o secular, que eu creio que quando Jesus entra na vida de alguém, esse cara não tem mais nada de secular. Se ele é um músico, ele vai ser um músico para a glória de Deus. Se o centro for Jesus, se tudo ali for voltado para Ele, se todas as canções falarem Dele. Quando eu vou para um culto eu não quero ser distraído pelas performances. Eu quero fechar meu olho e espero que quem esteja ministrando esteja tão conectado com Deus que me leve de elevador para a presença Dele. Se a gente se isola, o mundo entende que Deus os odeia, porque nós os odiamos".
Fonte: Guiame via Gospel Geral
Confira o vídeo na íntegra:

domingo, 25 de junho de 2017

“Sem João” evangélicos adaptam a Festa junina com música gospel - COMENTO A NOTÍCIA


Segundo o pastor, a ideia é apenas ter a caracterização caipira e as comidas. Foi criada a pedido do movimento jovem da igreja para arrecadar fundos para os departamentos de jovens

Santo Antonio, São João e São Pedro. As festas juninas estão entre as celebrações mais populares do país, mas contêm o elemento religioso, do catolicismo, que costumava afastar evangélicos das comemorações.
Há ainda elementos de festa pagã –os cultos solares, que já aconteciam na Antiguidade nos dias de solstício de verão no hemisfério Norte – e sincretismos religiosos – é o início do ano agrícola para os indígenas brasileiros, que cultivavam o milho, um dos principais integrantes da mesa junina– abominados pelas igrejas evangélicas. 
O fim dessa resistência, no entanto, foi ensaiado e já é praticado em comunidades evangélicas do Nordeste ao Sul, sem no entanto elementos que remetam ao que os adeptos desaprovam.
As fogueiras, por exemplo, nem sempre são acesas. Os santos não existem (a Festa de São João virou a de “Sem João, com Cristo”) e as bebidas não incluem álcool. O quentão (cachaça fervida com gengibre) virou o “crentão” (algum suco fervido com gengibre). Há até o vinho crente, feito com suco de uva.
O crentão é um quentão sem álcool. Não tem mastro, não tem fogueira. Alguns pastores, que são muito radicais, acham que tudo o que não é evangélico é errado. Mas aproveitamos uma festa boa e tiramos aquilo que pode ter erro e fazemos a festa apenas para a congregação”, afirma o pastor Cristiano Mendes, 34, da Congregação Luterana São Paulo, de Curitiba.
Segundo o pastor, a ideia é apenas ter a caracterização caipira e as comidas. Foi criada a pedido do movimento jovem da igreja para arrecadar fundos para os departamentos de jovens, atrair vizinhos e ter o seu lucro.
A festa junina é uma tradição brasileira. Não é só da Igreja Católica. É feito na igreja, mas sem conotação cristã. Acontece o culto jovem e depois é a confraternização. A gente ia mudar o nome para festa caipira. É uma oportunidade de confraternização, sem estar ligado aos santos. Falam em festa de são João, mas não são para o santo em si”, afirma o pastor Cristiano. “Acredito que possa ter [algo pagão], mas nunca fui em uma que tenha tido. É só uma cópia do que acontece no Nordeste.
Alguns pastores, que são muito radicais, acham que tudo o que não é evangélico é errado. Mas aproveitamos uma festa boa e tiramos aquilo que pode ter erro
Cristiano Mendes, pastor da Congregação Luterana São Paulo, de Curitiba
Em São Bernardo do Campo (SP), a Bola de Neve Church fará no sábado (24) a Festa do Crentão. No ano passado, o evento reuniu 1.400 pessoas, segundo a organização. O tema de 2017 é bem distante do universo junino: Bollywood, o polo cinematográfico indiano, inspirado na Hollywood norte-americana.
Amendoim, no máximo
Em Itamotinga, no interior da Bahia, a festa do Sem João surgiu como alternativa aos retiros realizados nesta época do ano. “A maioria das igrejas saem em retiro espiritual, mas a nossa nunca saiu”, afirma Andressa Caldas, 23, líder do grupo de louvor da Igreja Batista da cidade. “É um encontro com jovens. Ninguém leva roupa caipira; é uma reunião, um encontro. A gente faz oficina para meninos e meninas, as dinâmicas, um período de louvor, tem outros jovens. A comida típica que a gente come é amendoim, no máximo. Tomamos apenas refrigerante”, diz.
Ela cita uma passagem da “Bíblia” para expor sua contrariedade às festas tradicionais de São João. “Em uma passagem, a filha de Herodes [Salomé] pede a cabeça de João Batista. E muitos gritam [quando veem a cabeça decapitada]: ‘Viva são João’. João é um grande homem de Deus, e a gente não comemora. Por isso tiram a cabeça dele e falam isso”, diz. Os três livros bíblicos que citam a decapitação de João (de Mateus, Marcos e Lucas), no entanto, não têm essa menção.
Diácono da Igreja Presbiteriana do Brasil em Funcionário IV, em João Pessoa (PB), Diego Monteiro Pacheco é um dos organizadores do “Sem João, Com Cristo” da igreja, que será realizado no dia 1º de julho. “Não comemoramos, só aproveitamos a data para ficarmos em comunhão, palavra e oração. A nossa maior preocupação é quanto a nossos jovens não se sentirem atraídos pelos festejos pagãos e acabarem indo para outra comemoração além da igreja. Por isso alugamos um local, onde possamos ficar um pouco distante dos festejos, e lá glorificar a Deus”, diz.
Na igreja na capital paraibana, Monteiro diz que há alguns limites, relacionados a alguns hábitos da festa tradicional. “Não vemos mal algum em comer comida de milho e usar camisa quadriculada. Isso é de cada pessoa. Mas não fazemos nada que engrandeça outros significados. A quadrilha, ela tem um significado pagão forte, e nossa intenção não é trazer isso à tona, e sim glorificar a Deus.
Na Bola de Neve Church da capital paranaense, a festa ainda não aderiu ao nome “Sem João, com Cristo”. “Rola músicas cristãs no ritmo de festa junina, oração… Enfim, é uma comunhão só que a caráter. Sempre convidamos pessoas que não são pessoas evangélicas. Às vezes, tem quadrilha. E tem o nosso crentão, com suco. É bom, sim”, diz Ana Paula de Oliveira, 33.
Tem quadrilha? Às vezes…
As danças de quadrilha, quando existem, são com o forró da banda gospel Shallom. “Festa de crente oferece comida, festa do mundo oferece cachaça; festa de crente termina com alegria, festa do mundo quando acaba é sem graça; festa de crente tem hora pra terminar, festa do mundo só termina quando há faca”, diz a letra de “Incompatibilidade”, sucesso nos arraiais adaptados.
É uma música polêmica, porque trata de forma descontraída [das diferenças entre as festas]. A gente costuma abrir alguns eventos [com ela]. É um tanto diferente, a gente trata o assunto que, para nós, é uma verdade: o cara toma bebida alcoólica, e aí acontece um acidente”, afirma o proprietário da banda, Sandro Sacramento.
Segundo o músico, os convites para as festas de Sem João, com Cristo vêm acontecendo com frequência de cinco anos para cá. “É mais como uma estratégia no segmento evangélico”, diz. “Neste mês de junho, muitos jovens não têm outra atividade e se desviaram da religião nesse período: se sentiram tentados por uma festa junina, tomaram um gole de cerveja e foram atraídos pelo ritmo. E a gente quer mostrar que o forró não está restrito ao segmento secular, que a palavra de Deus pode estar inserida. É se reunir, ouvir um pé de serra com a família, botar os brinquedos com as crianças.
Festa de crente oferece comida, festa do mundo oferece cachaça; festa de crente termina com alegria, festa do mundo quando acaba é sem graça; festa de crente tem hora pra terminar, festa do mundo só termina quando há faca
Crítica às celebrações
Pastor titular da igreja Nova Aliança, em Água Verde, bairro de classe média de Curitiba (PR), Robson Hernandes de Oliveira, 58, é crítico do uso das atividades juninas pelos evangélicos. Acha, por exemplo, que já existem formas de levantar fundos para a instituição, como as doações.
Nós não fazemos”, diz. “Acho melhor evitar, porque a gente identifica o que não endossa, como veneração a figuras históricas que são valiosas, mas a forma de venerar não é algo que a gente valida. Eu preferi não fazer por essa questão sincretista. Eu prefiro me afastar desse constrangimento desnecessário.
A posição do pastor é se distanciar de qualquer forma de comércio que possa evitar algum tipo de crítica –e o Sem João seria uma delas. O pastor classifica como “um prejuízo moral” figuras que aparecem muito na mídia, são passíveis de críticas e identificados “com pastores de milhares de igreja tentando sobreviver”.
Acho melhor evitar, porque a gente identifica o que não endossa
Robson Hernandez de Oliveira, 58, pastor da igreja Nova Aliança, que não aderiu às festas juninas
A origem dessas festas, no meu modo de ver, está ligada à exaltação de personagens cristãos históricos, mas, ao lado da personalidade, há um tanto de mito, estimulado pelo folclore”, afirma Robson. “Como entendemos biblicamente que não precisamos buscar uma pessoa para mediar a relação entre nós e Deus, isso nos basta. Não queremos dar espaço para que essas pessoas sejam dadas como intermediadores, não queremos uma celebração que nos dê essa impressão ou estimular o sincretismo, que é danoso para a igreja, a gente evita. Mas respeito quem faz.
Com informações uol via Gospel Geral
MEU COMENTÁRIO
Com todo o respeito que merecem todos aqueles que assim pensam, sou daqueles contrário a tais adaptações e, como na própria matéria somos taxados como "radicais", ainda assim assumo a "pecha".
Há muita coisa boa para se fazer, naturalmente e sem contra indicação, sem o risco de ficarmos buscando "álibis" para se justificar o que contraria a tradição cristã de não se comemorar tais festas, datas e ídolos pagãos. Quanto as iguarias, temos todo o ano para comer tais guloseimas, sem ter que ser necessariamente nessas datas.
Outrossim, já não entendo ser correto um cristão promover ou participar de tais festas, quanto serem as mesmas organizadas sob a bandeira institucional de uma Igreja evangélica.
Do jeito que a coisa vai, estamos marchando para o ecumenismo escancarado, com "tudo junto e misturado", como já disse em uma de suas músicas um tal "filósofo" chamado Latino. Com tudo se tornando "gospel", daqui hà pouco vamos ter outras manifestações interagindo até mesmo com espiritismo e outras religiões. 
Há de se levar em conta que, principalmente nas igrejas mais tradicionais, várias gerações se congregam sob a mesma bandeira e pastoreio, e os membros mais antigos "entram em parafuso", causando murmurações, divisão e dissensão no meio da Igreja.
Oremos e vigiemos!
Pr. Carlos Roberto Silva

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Festa Junina, o Cristão deve ou não participar?


Festa Junina? O que é isso?
Tudo começou quando a Igreja cristã canonizou João Batista, a partir daí foram-lhe conferidas duas honrarias: o título de santo, “São João”, e uma festa, a festa de São João.

Mas o que se celebra nessa festa?
Com base no Evangelho de Lucas 1.26,36, João Batista nasceu seis meses antes de Jesus. Portanto, se o nascimento de Jesus — o Natal — é celebrado em 25 de dezembro, logo o de João Batista deveria ser celebrado seis meses antes, em 24 de junho. Em outras palavras, a festa de São João, ou a festa junina, é o Natal de João Batista — é claro que estas datas são simbólicas, pois não sabemos ao certo a data do nascimento de Jesus, nem do Batista.

Por outro lado, a velha Europa que recebeu o cristianismo já tinha sua própria cultura. Uma das tradições mais conhecidas era o “midsommar”, o costume de acender grandes fogueiras no solstício de verão (21 a 23 de Junho), a época do ano em que o Sol incide com maior intensidade no hemisfério norte. Há registros de que os Druidas e Vikings acendiam fogueiras em seus cultos de adoração e também para espantar maus espíritos.[1]

Pode o cristão protestante participar das comemorações alusivas à festa junina?

LEIA NO BLOG AQUI EU APRENDI

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Pastor que quebrou imagens é denunciado por intolerância religiosa pelo MPF


O procurador José Godoy Bezerra de Souza denunciou um pastor evangélico da Paraíba por intolerância religiosa. O acusado usou seu perfil no Orkut em 2012 para mostrar imagens onde ele destrói imagens de entidades sagradas para religiões de matrizes africanas.
O pastor teria retirado a imagem de um terreiro de umbanda e afirmou que a quebrou para que pudesse “acomodá-la” melhor dentro de seu carro.
As fotos mostradas na extinta rede social mostravam uma sequência de ações, começando por uma foto do acusado com um machado na mão ameaçando destruir a imagem.
O Ministério Público Federal resolveu abrir a denúncia por entender que o religioso não apenas praticou intolerância religiosa, como também incitou atos parecidos. “Ele não só pratica como também incita a discriminação religiosa aos adeptos das religiões de matrizes africanas”, disse o procurador.
Em sua defesa o homem, que não teve sua identidade revelada, garantiu que publicou as imagens apenas para o público da igreja, mas as imagens não foram restringidas e acabaram se espalhando.
Para o MPF a atitude do pastor violou a Constituição Federal no artigo 5º que versa sobre liberdade de consciência e crença. “Ora, esta garantia fundamental foi explicitamente violada pelo denunciado, na medida em que este, em local, que já foi espaço para culto da religião umbanda, praticou atos discriminatórios, proferindo insultos às entidades sagradas da religião profanada”, argumenta José Godoy.
Fonte: Gospel Prime

MEU COMENTÁRIO

Todo extremismo é perigoso. O pastor acima, ainda que tenha feito de acordo a sua fé, abolindo e destruindo as imagens de escultura, e isso é bíblico, extrapolou na maneira, foi imprudente quanto ao local, afinal qualquer templo é aberto ao público, e não vigiou quanto a exposição em tempos de internet, quando qualquer aparelho de celular produz prova e publica para o mundo inteiro através da grande rede. Fez a coisa certa de maneira errada, afrontou a fé de outros, e agora vai pagar o preço da própria imprudência, e Deus nada tem a ver com isso.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

CUIDADO COM A IDOLATRIA - Pr. Silas Daniel



IDOLATRIA GOSPEL, cuidado com ela


Cuidado com a idolatria

Quando o mero gostar, admirar e respeitar dá lugar a uma doentia adoração por pessoas e coisas

A idolatria é um dos pecados mais terríveis listados na Bíblia, porque consiste em dar glória e veneração a algo ou alguém que não seja o próprio Deus, o único que é digno de toda honra, toda glória, todo louvor e toda adoração. Entretanto, apesar de tão claro, este é um dos pecados mais praticados e mais ignorados em nossos dias no meio evangélico. É triste dizer, mas está se tornando cada vez mais comum jovens evangélicos que desenvolvem verdadeiros comportamentos idolátricos em relação a pessoas e coisas que, obviamente, não devem receber a nossa adoração.

Idolatria não é só se prostrar diante de um ídolo de pedra, barro ou metal. Coisas ou pessoas também podem se tornar ídolos em nossa vida, quando começam a ganhar em nosso coração um lugar que não deveriam ter.

Uma coisa é gostar, admirar e respeitar; outra bastante diferente é “endeusar”, idolatrar. Logo, segue o alerta: cuidado para que o mero gostar e admirar não dê lugar à adoração por pessoas e coisas!

Veneração a cantores

Infelizmente, hábitos próprios do público do meio artístico secular estão cada vez mais sendo reproduzidos no meio evangélico brasileiro, devido ao crescimento e à maior visibilidade que os cantores evangélicos têm ganhado midiaticamente nos últimos anos, e que é decorrente do avanço do mercado fonográfico evangélico brasileiro.

Não, não há nada demais em gostar de um determinado cantor ou cantora evangélicos, de admirá-lo(a), de sentir-se inspirado positivamente pelo seu ministério, de orar por ele ou por ela, ou mesmo, eventualmente, de fazer aquela “tietagem” básica: elogio, abraços, conversa e fotos. O problema surge quando, por exemplo, aquela pessoa começa a se tornar o centro de tudo, até mesmo ocupando o espaço que deveria ser do culto a Deus.

Quando o vínculo emocional da pessoa com aquele cantor ou cantora que são admirados começa a se tornar exagerado, afetando todo o comportamento dessa pessoa, então a coisa já descambou para a idolatria.

Quando a presença daquela pessoa admirada no culto passa a ser mais importante do que o culto em si, então já estamos diante de um caso de idolatria.

Quando a ordem do culto começa a ser quebrada em nome de um frenesi enlouquecido diante do cantor admirado, então estamos diante de um caso clássico de idolatria dentro da igreja.

Quando tudo o mais é menosprezado no culto diante da presença do cantor ou cantora admirado(a), desde a liderança da igreja até o culto em si, então a coisa já saiu fora do controle.

Lembremo-nos que há o fogo estranho e há o fogo de Deus; há a verdadeira adoração e há a mera agitação carnal confundida com adoração a Deus. E não, não estamos condenando aqui o adorar a Deus com hinos animados, de celebração e alegria! Tudo isso é maravilhoso e legítimo! Estamos falando do perigo de o culto se tornar um mero show, de o local de adoração a Deus se tornar um ambiente de torcida organizada, de o púlpito se tornar um palco onde o foco é o homem, e não Deus, e isso tem a ver tanto com a atitude de quem ministra o louvor como com a atitude daqueles que são ministrados, daqueles que estão ali para participar daquele momento.

Quando o culto a Deus dá lugar ao show do homem, então estamos diante de um pecado. Isso desagrada a Deus, ofende-O profundamente. Podemos chamar isso do que quisermos, mas não de culto a Deus, pois já deixou de sê-lo há muito tempo. É culto ao homem, é idolatria versão evangélica.

Os limites da “tietagem”

Há limites para a tietagem. E quando é que a gente sabe que estamos passando dos limites? Dá para perceber isso facilmente quando:

1) A mera apresentação marcada daquele cantor ou cantora em algum lugar é tratado como “o maior acontecimento da minha vida”;

2) Achamos que podemos fazer qualquer coisa, até mesmo mentir, deixar de lado compromissos e responsabilidades, desobedecer os pais e liderança, magoar pessoas, prejudicar os estudos ou perder o emprego, para conseguirmos estar perto do cantor(a) admirado(a);

3) Deixamos de dar atenção ao culto a Deus para nos focarmos naquela pessoa admirada quando ela está no culto;

4) Ficamos descontrolados e histéricos (e não meramente emocionados) só por estarmos na presença da pessoa admirada;

5) Gastamos todo o dinheiro com materiais relacionados àquela pessoa;

6) Só usamos o computador e lemos revistas, jornais e livros para saber tudo sobre aquela pessoa;

7) Afastamo-nos das pessoas que não compartilham a mesma paixão ou mesmo passa a antipatizá-las;

8) Só gostamos de falar daquela pessoa admirada;

9) Tomamos atitudes radicais em nome daquela pessoa admirada (há até quem faça tatuagens da pessoa no corpo);

10) Valorizamos mais o nosso interesse por aquela pessoa do que qualquer outra coisa.

Há ainda o caso mais extremo daqueles que perdem o interesse pelas pessoas do dia-a-dia só para ficar mergulhado em seus sonhos sobre a pessoa admirada. Todos esses casos são doentios, próprios da idolatria, fazendo mal tanto ao nosso espírito quando à nossa alma, tanto às nossas emoções quanto à nossa vida espiritual.

Quem vive assim não cresce, só se infantiliza, e muitos acabam prejudicando a sua vida como um todo. Ora, somos cristãos! E cristãos não são idólatras. O cristão só adora, venera e exalta a Deus. Só Ele é a razão do nosso viver, o sentido e o motivo da nossa vida, pois foi Ele quem nos criou e fomos feitos para Ele, portanto nos realizamos nEle. Nada nem ninguém deve ocupar o lugar que Deus deve ter em nossas vidas!

Idolatria a coisas

Mas, não só a idolatria a pessoas tem feito males na vida de muitos jovens. A idolatria a coisas também.

Há gente que é viciada em internet, fazendo com que toda a sua vida gire em torno do mundo virtual. A maior parte do dia é dedicada à internet, prejudicando o sono, a saúde, os estudos e o relacionamento com Deus, com os pais, com os irmãos e com os irmãos em Cristo.

Há outros que são viciados em jogos eletrônicos, prejudicando seus estudos e o seu crescimento espiritual. Aliás, por falar em vida espiritual, esta é uma reflexão importante para ser feita a esta altura:


  • Afinal, como vai a sua vida espiritual?
  • Como vai o seu relacionamento com Deus?
  • Qual foi a última vez que você gastou tempo com Deus em oração?
  • Qual foi a última vez que você abriu a Bíblia para estudá-la ou para lê-la devocionalmente para a tua edificação espiritual?
  • Qual foi a última vez que você evangelizou alguém?
  • Qual foi a última vez que você dedicou tempo para ajudar as pessoas?
  • Será que a maior parte do seu dia é dedicada a coisas que realmente valem a pena ou só a futilidades?
Todos nós devemos ter tempo para o ócio, isto é, para coisas menos sérias e divertidas. Porém, nunca as amenidades devem ter a primazia sobre a nossa vida. Deus deve ter a primazia, depois a nossa família, e em seguida os nossos relacionamentos com os irmãos em Cristo e com a igreja. As amenidades devem vir em quarto lugar na nossa escala hierárquica de valores.

Outros casos sutis de idolatria

O apóstolo Paulo afirma em Colossenses 3.5: “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria”. Veja: Paulo fala de “afeição desordenada” e de “avareza”, que “é idolatria”. Avareza é apego às coisas materiais. Quando valorizamos mais os bens materiais do que o espiritual, estamos de cabeça para baixo espiritualmente. Estamos longe de Deus!

O profeta Samuel falou também sobre outro tipo de idolatria sutil no meio dos crentes. Disse ele, conforme registrado em 1 Samuel 15.23: “Porque a rebelião é como pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti...”.

Ora, o que significa a palavra “porfiar”? Ela quer dizer, segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, “discutir com calor”, “insistir”, “teimar”, “competir” e “disputar”. Ou seja, insubordinação, disputa entre irmãos, espírito de competição dentro da igreja, teimosia, arrogância, contenda, tudo isso, afirma Samuel é pecado de idolatria. Você já parou para pensar nisso?

Paulo afirma que uma das características do Anticristo, e que é própria do espírito do Anticristo, é se levantar “contra tudo o que se chama Deus, ou se adora” e querer “se assentar como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2.4).

Não se engane: há muita gente que começa bem, mas acaba, infelizmente, perdendo a visão espiritual e, por isso, tem o seu coração cheio de altares. É gente que afirma que serve a um único Deus, mas possui um coração idólatra, repleto de “deuses”, quando também não adora a si mesmo.

Não à idolatria

Que após esta matéria, você possa parar um pouco para refletir melhor sobre a sua vida espiritual. O cristão não deve ser dominado ou escravizado por nada. Apenas Deus deve ser o Senhor soberano de sua vida.

Fora idolatria! Fora vícios! Viva à liberdade em Cristo – uma liberdade com responsabilidade, e que tem como foco principal o próprio Deus, o Senhor da vida!

SILAS DANIEL
Pastor e Editor-chefe do Departamento de Jornalismo da CPAD
Editor do Blog Verba volant scripta

Artigo publicado originalmente na "Revista GeraçãoJC, CPAD, edição 94 (maio/junho/2013)".
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