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quinta-feira, 27 de março de 2025

Escola cancela eventos da Páscoa alegando “respeito pela diversidade”



A decisão de cancelar os eventos de Páscoa contradiz a própria política da escola sobre a celebração de festivais religiosos.


Uma escola primária em Hampshire, na Inglaterra, cancelou os eventos de Páscoa deste ano alegando que eles não estariam alinhados com os "valores de inclusão e respeito pela diversidade" da escola.

Stephanie Mander, diretora da Escola Primária Norwood em Eastleigh, escreveu aos pais informando que o tradicional culto de Páscoa e o desfile de chapéus de Páscoa não aconteceriam este ano.

Ela disse: "Entendemos que essa mudança pode ser decepcionante para alguns, especialmente para aqueles que valorizam essas tradições ao longo dos anos. No entanto, acreditamos que esta decisão está alinhada com nossos valores de inclusão e respeito à diversidade".

"Estamos explorando maneiras alternativas de celebrar a temporada nos próximos anos, que sejam inclusivas para todas as crianças e reflitam a rica diversidade cultural da nossa comunidade."

Contradição

A decisão de cancelar os eventos de Páscoa contradiz a própria política da escola sobre a celebração de festivais religiosos.

De acordo com o site da instituição, datas religiosas e culturais incluindo Natal, Páscoa, Eid (celebração islâmica) e Diwali (celebração hindu), são tipicamente "celebradas juntas".

"Nesses momentos, a escola recebe membros da comunidade escolar mais ampla para liderar assembleias e atividades de aprendizagem com as crianças para compartilhar suas crenças com elas", informou o site da instituição.

Ainda sobre o cancelamento das celebrações de Páscoa, a diretora relatou: “Para deixar claro, tal como acontece com outras festas religiosas, as crianças continuam a aprender e a celebrar a Páscoa, tanto educacionalmente nas nossas lições, como nas nossas assembleias durante todo o meio período. As crianças também continuarão participando de atividades artesanais de Páscoa muito apreciadas à medida que nos aproximamos do fim do período”.

Embora as celebrações da Páscoa tenham sido canceladas, a escola planeja marcar a "Semana do Refugiado" em junho — um evento que se concentra nas experiências dos refugiados e promove a conscientização sobre seus desafios.

"Uma das maneiras pelas quais celebraremos a inclusão é participando da Semana do Refugiado, que ocorre em junho, e também iniciando nossa jornada para nos tornarmos uma Escola de Santuário credenciada", compartilhou a escola no e-mail.

Críticas

A decisão de cancelar a Páscoa foi criticada online, com alguns perguntando se a Sra. Mander também está planejando cancelar o Natal ou sugerindo que eventos de todas as religiões sejam celebrados, em vez de cancelar todos eles.

Um internauta comentando disse: "Eu pessoalmente não entendo. É uma experiência que fica a uma curta distância da escola. Os pais sempre tiveram a opção de não comparecer."

Também não está claro a qual diversidade a Sra. Mander está se referindo. De acordo com o Censo de 2021, 45 por cento dos moradores de Eastleigh se identificam como cristãos, enquanto a mesma proporção diz não ter religião. As religiões mais próximas são o hinduísmo e o islamismo, que representam 1 por cento cada da população de Eastleigh.

Quando a nacionalidade é levada em conta, Eastleigh parece ser ainda mais homogênea, com 94,2% dos moradores de Eastleigh dizendo no Censo que se identificam como ingleses, galeses, britânicos ou alguma combinação deles. Apenas 4,4% se identificaram como completamente não britânicos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today 

domingo, 28 de abril de 2024

Por medo de críticas, pastores brasileiros escondem burnout



Pastores evangélicos citam o versículo "Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir. Foste mais forte do que eu e me venceste no teu amor", do livro de Jeremias (20,7), para descrever as dificuldades do sacerdócio. Deus precisaria seduzir, enganar, persuadir ou iludir —dependendo da tradução— a pessoa chamada ao trabalho religioso para ela abdicar de interesses pessoais e confortos em nome do serviço ao próximo.

Pastores brasileiros, entretanto, são vistos mais como sedutores financeiros do que como pessoas seduzidas pela fé. Na semana passada, um leitor desta coluna (Juliano Spyer, colunista do jornal Folha de São Paulo) ironizou a ideia de que pastores poderiam sofrer de burnout. Para isso acontecer, ele defendeu, pastores precisariam trabalhar. "E é muito mais fácil viver de dízimos que, em seus bolsos, se transformam em mansões, carrões, jatinhos e vida nababesca." 

Essa visão generalizada, porém, não reflete a realidade de um grupo composto majoritariamente por pobres periféricos. "A maioria das igrejas evangélicas são pequenas, com 50 ou 100 pessoas", conta Gutierres Siqueira, jornalista e autor de "Quem Tem Medo dos Evangélicos". "Muitos pastores não recebem salário da igreja. Eles têm seus empregos e pagam o dízimo como os outros membros."

Homem rezando sobre a Bíblia
Patrick Fore na Unsplash

Conversei com profissionais da saúde para conhecer as queixas desses religiosos. O psicólogo e pastor Daniel Guanaes, que atende pastores há 17 anos, enfatiza que o esgotamento não é resultado da pregação nos cultos, mas da exposição diária ao sofrimento. "A rotina deles inclui atividades como sepultar, acompanhar vítimas de violência e aconselhar casais atravessando crises de relacionamento." Mas, para Daniel, é insuficiente apresentar pastores como heróis. "Tem uma beleza nesse altruísmo, mas isso tem um preço: abrir mão de cuidar de si e da própria família."

O teólogo e psicoterapeuta Zenon Lotufo Junior, autor de "Teologia e Plenitude Humana", observa que pastores também adoecem ao tentar conciliar as contradições na doutrina cristã. Enquanto pregam sobre um Deus de amor, também lidam com a ideia de um Deus rigoroso e vingativo, o que pode criar conflitos internos. E Zenon acrescenta que aqueles que se desencantam com sua atividade têm mais um motivo para angústia: eles continuam a pastorear quando já não creem, porque é a única coisa que sabem fazer.

Existem organizações que oferecem ajuda por meio de profissionais que têm a mesma crença. Os associados do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos atendem em todos os estados cobrando honorários simbólicos ou gratuitamente. Mas muitos pastores dispensam o tratamento por acreditar que pedir ajuda é o mesmo que demonstrar fraqueza e ter pouca fé. "Mas quando eles têm azia, tomam remédio", brincou um interlocutor.

A matéria é de Juliano Spyer, colunista do jornal Folha de São Paulo e autor do livro: "O Povo de Deus: Quem são os evangélicos e por que eles importam", lançado em 2020.

OU www1.folha.uol.com.br/colunas/julian cc

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Após autorizar batismos de trans, papa Francisco demite bispo conservador que o criticava



No último sábado, 11 de novembro, o bispo católico conservador Joseph E. Strickland, um dos críticos mais ferrenhos das ações do papa Francisco, foi demitido pelo líder da Igreja Católica.


O papa Francisco demitiu o bispo Joseph E. Strickland, de Tyler, no Texas (EUA), após ele se recusar a renunciar ao cargo ao final de uma investigação do Vaticano contra ele. Na história da Igreja Católica, é incomum que um bispo seja imediatamente dispensado das suas funções.

De acordo com informações da agência Reuters, normalmente, pede-se aos bispos que têm problemas com o Vaticano que renunciem antes de apresentarem a renúncia, o que o papa aceita.

Aos 65 anos, o bispo Strickland foi demitido no que seria a reta final de seu ministério, já que os bispos católicos costumam se aposentar aos 75 anos. A medida drástica de Francisco se tornou notícia ao redor de todo o mundo, já que Strickland criticava, dentre outras coisas, os recorrentes acenos do papa à militância LGBT.

Na última semana, por exemplo, o Vaticano afirmou que pessoas transgêneros podem se batizar e ser padrinhos de batismos e de casamentos, além de afirmar que uma pessoa em uma relação com uma outra do mesmo sexo pode ser testemunha de casamento. A declaração foi escrita pelo cardeal argentino Víctor Manuel Fernández, e aprovada pelo papa Francisco em 31 de outubro.

O bispo demitido pelo papa havia sido nomeado para a diocese de Tyler pelo então papa Bento XVI em 2012. Strickland havia sido apoiador do presidente Donald Trump e disse abertamente esse ano que rejeitava o “programa que mina o Depósito da Fé” do papa Francisco.

Em uma entrevista antes do anúncio da decisão do papa, o bispo Strickland disse que a investigação contra ele se devia ao fato de que ele se recusava a implementar as diretivas do Vaticano para restringir o uso da missa em latim ao estilo antigo, preferida por alguns conservadores.

 

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FONTE: Gospel+  

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Gondim rejeita “pecado original” para abraçar causa LGBTQ+





O religioso enviou uma mensagem positiva para homossexuais nas redes sociais


Ricardo Gondim, líder da Igreja Betesda, fez uma publicação para apoiar a causa LGBTQ+ rejeitando pontos importantes do cristianismo.

Para ele, a compreensão de que o homem é herdeiro do pecado de Adão é “invencionice” de santo Agostinho.

O teólogo de viés liberal escreveu que o entendimento do pecado original é “como dogma de seita” e que também está errado.

O recado focado nos grupos do movimento LGBTQ+ enfatiza não apenas a aceitação das pessoas, mas em dizer que não há pecado em ser homossexual, nem tão pouco condenação.

– As diferentes identidades sexuais são peculiaridades humanas e não têm em si nada de pecaminoso. O seu corpo foi criado por Deus e ele não errou com você e acertou comigo – afirmou Gondim.

A mensagem de autoajuda para o grupo pede ainda para que os homossexuais levantem a cabeça e sejam altivos, não tendo medo de xingamentos.

LEIA NA ÍNTEGRA:

Querido e querida LGBT+,

Como já sabemos existe uma homofobia, estrutural, sistêmica e com um transfundo religioso. A discriminação contra LGBT+ está entranhada na sociedade, isso é fato.

Escrevo-lhe porque talvez você ainda estranhe cristãos lhe atribuírem uma condição de desviante. Para muitos você é sim uma aberração, uma deturpação pecaminosa do propósito original da criação.

Não se abata.
Você não é uma deformidade.

De onde vem isso? Desde Santo Agostinho entendeu-se que somos solidários e herdeiros do pecado de Adão. João Calvino acrescentou que somos também culpados e, à priori, condenados em Adão. Aceita-se, quase como dogma de seita, que nossa natureza é, desde o nascimento torta ou caída.

Esse é a vaca sagrada dos evangélicos: Pecado Original. A maioria das igrejas subscreve a ele e vai lhe colocar na mesma tortuosidade que gera alcoólatras, ladrões, mentirosos. Alguns se atrevem a dizer que “infelizmente, você nasceu gay”, pois para muitas famílias melhor seria se nascesse bandido.

Tenho boas novas. Essa doutrina do pecado original é invencionice de Agostinho. Jesus jamais considerou que as pessoas estão “caídas e amaldiçoadas” desde o dia em que nascem.

Você não é esquisito por ter trejeitos afeminados ou masculinizados. Vivemos numa sociedade heteronormativa e patriarcal. O problema, portanto, em achar você esquisito não está em você, mas naqueles que tentam adequar os diferentes a padrões culturais. Ser gay não é pecado, não é exdrúxulo, não é monstruoso.

As diferentes identidades sexuais são peculiaridades humanas e não têm em si nada de pecaminoso.
O seu corpo foi criado por Deus e ele não errou com você e acertou comigo.

Não se sinta anormal. A humanidade já foi ricamente abençoada por Leonardo da Vinci, Michelângelo, Oscar Wilde, Tchaikovsky e aqui no Brasil com o Senador Fabiano Contarato; todos gays e nenhum foi e é uma vergonha.

Levante a cabeça, você é amada por Deus.
Seja altivo, você é filho de Deus.

Por último: não tenha medo de xingamento.
Chamaram Jesus de Belzebu e de deus das moscas.

Até amanhã.

Ricardo Gondim

Com informações: Pleno News


MEU COMENTÁRIO:

Para não dizer somente LAMENTÁVEL para o pensamento ideológico de quem já admirei e fui edificado em tantas de suas mensagens e escritos, além de orar para que venha ao pleno reconhecimento da sua lastimável situação, prefiro citar a Bíblia Sagrada, nossa única regra de fé e prática, 

"Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado. Deste modo, sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito; a porca lavada, ao espojadouro de lama" - 2 Pedro 2:19-22

Que sirva de exemplo para todos nós - Vigiemos!

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