domingo, 23 de novembro de 2014

FÉ ONLINE - Compartilhada por um em cada cinco internautas


Um em cada cinco internautas compartilha sua fé on-line

Quase metade dos adultos norte-americanos (46%) dizem que viram um de seus amigos compartilhar “alguma coisa sobre a sua fé” na internet na última semana. Um em cada cinco (20%) diz que gosta de falar sobre suas crenças nas redes sociais.
“O grande número de pessoas que debatem sobre a fé online é bastante impressionante”, disse Greg Smith, diretor associado do Instituto de Pesquisas Pew. A pesquisa sobre “Religião e Mídia Eletrônica”, publicada pelo Pew na última quinta-feira (6), constatou que 27% dos evangélicos e 15% dos católicos também afirmam compartilhar sua fé no “mundo real”.
Embora seja mais provável que as pessoas que frequentam uma igreja falarem sobre o assunto, metade (50%) dos entrevistados que se definem como “sem religião” dizem debater essa questão on-line.
“No entanto, toda essa discussão digital sobre fé não parece ser um substituto para atividades off-line, como frequentar a igreja”, disse Smith.  A pesquisa também mediu a relação entre fé e a “velha mídia”, descobrindo que: 23% assistia programas de TV religiosos; 20% ouvia programas de rádio religiosos; 19% ouvia música gospel.
Foi a primeira vez que o Instituto Pew fez esse tipo de pesquisa, por isso não há como estabelecer tendências.Uma pesquisa realizada em 2012 mostrou que o Brasil é o país que mais discute religião na rede, com 39% dos usuários falando sobre o tema. Há um empate técnico em primeiro com a Indonésia, em seguida vem a Índia com 33% e com 17% está os Estados Unidos. A nação que menos fala sobre o assunto é o Japão, com apenas 1%.
Fonte: Charisma News/Gospel Prime via Verdade Gospel

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Henrique Pizzolato, ex-diretor do BB diz ter aceitado a Jesus como Salvador

Henrique Pizzolato

"Meu único desejo é fazer a vontade de Deus", diz Henrique Pizzolato, ex-diretor do BB


Henrique Pizzolato, o ex-diretor do Banco do Brasil condenado a mais de 12 anos no julgamento do Mensalão, diz que encontrou Jesus e agora frequenta a igreja quase todos os dias.

Henrique Pizzolato encontrou Jesus. Pelo menos é o que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil condenado a mais de 12 anos no processo do Mensalão anda dizendo para os amigos mais próximos desde que deixou a Penitenciária de Sant’Anna, em Modena, na Itália, onde passou os últimos meses encarcerado.

Praticamente recluso desde que conquistou a liberdade ao ter sua extradição para o Brasil negada pela Justiça italiana no dia 28 de outubro, o ex-diretor de marketing continua vivendo em Modena e se tornou um dos frequentadores mais assíduos da Igreja Pentecostal Cristã Carismática Fonte di Vita, uma denominação protestante localizada na região central da cidade italiana de 180 mil habitantes.

Pizzolato tornou-se religioso na cadeia. O ex-diretor do Banco do Brasil passou a frequentar um grupo de orações e estudos bíblicos organizado pelo pastor Romulus Giovanardi, um dos líderes da Fonte di Vita. Lentamente, Pizzolato passou a frequentar com assiduidade os encontros promovidos pelo religioso todas as quintas-feiras na Penitenciária de Sant’Anna. “Quando chegou à prisão Pizzolato era um homem esfacelado, mal caminhava, não falava, tremia, era confuso, ansioso e tinha medo de tudo”, conta o pastor que se transformou em um amigo e espécie de porto seguro para o condenado pelo Supremo Tribunal Federal. “Depois que encontrou Jesus, Pizzolato é um outro homem, saiu da prisão de cabeça erguida”.

Na manhã do domingo 16, Pizzolato decidiu, pela primeira vez, dar um testemunho público de sua fé. Junto com a mulher, Andrea Haas. Henrique Pizzolato subiu no palco da pequena igreja por volta das 10 horas e durante 30 minutos contou como sua vida se transformou após aproximar-se da religião. “Uma noite, após ter participado da quinta-feira de oração e louvor, senti dentro de mim o desejo de pertencer a Jesus”, disse ele, emocionado e quase indo às lagrimas. “O aceitei como meu Senhor e Salvador e imediatamente me senti leve, cheio de paz e alegria. Eu estava atrás das grades, mas livre.”, disse ele, arrancando lágrimas da mulher, Andrea Haas, que acompanhava o testemunho do marido na primeira fileira.

Pizzolato aproximou-se da religião nos momentos que ele considerava mais difíceis na cadeia e que não tinha certeza se conseguiria realmente evitar a extradição. O executivo condenado a 12 anos de prisão passou a depositar na fé as esperanças de permanecer na Itália, país do qual é cidadão, e livrar-se da cadeia no Brasil. Pizzolato passou a ter certeza que seria liberto ao iniciar um período de leitura quase compulsiva da bíblia, que lia diariamente na prisão. “No dia anterior ao seu julgamento escrevi uma carta a ele dizendo que ‘Jesus é seu advogado’”, conta Giovanardi. “Ele, naquele dia, estava mais seguro que sairia do tribunal um homem livre do que seu advogado”.

Pizzolato e Andrea falam com o padre quase que diariamente. Não raro, saem para almoçar com o pároco e são presença frequente na igreja. Em seu testemunho no domingo, o ex-diretor do Banco do Brasil disse que se precisasse voltar à penitenciária não teria problema algum. “Se me perguntassem quais momentos da minha vida eu gostaria de reviver, não tenho dúvida: todos aqueles dias na (Penitenciária de) Sant´Anna, porque ali eu conheci Deus e sofri uma profunda mudança. Se antes conhecia um Deus distante, que às vezes o percebida como um juiz, agora sei que o Senhor Jesus me ama”, afirmou.

Pizzolato ainda não sabe seu destino final. Nesta segunda-feira o Ministério Público italiano entrou com um recurso na corte suprema do país pedindo novamente sua extradição para o Brasil, onde ele terá que cumprir sua pena em regime fechado. Diante dos fiéis da Fonte di Vita, Pizzolato, no entanto, disse que seu maior objetivo na vida não está mais relacionado a ambições terrenas. “ Hoje meu maior desejo é fazer a vontade de Deus e ajudar os outros.” 

Publicado na IstoÉ via Notícias Cristãs

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Impérios Mundiais e o Reino do Messias - EBD / CPAD - Lição 8 - Subsídio Teológico


Dn 7.1-28

Os estudiosos do livro de Daniel dividem o livro em duas partes, histórica e profética. Os capítulos 1 a 6 o identificam como históricos, mesmo contendo uma parte profética no capítulo 2. Os capítulos 7 a 12 são tratados como sendo proféticos. É interessante notar que os acontecimentos dos capítulos 7 e 8 antecedem os descritos nos capítulos 5 e 6. Se no capítulo 6, Daniel já passava dos 80 anos de idade, no capítulo 7, ele tinha aproximadamente uns 70 anos. Quando Daniel organizou o seu livro tratando das interpretações dos sonhos nos capítulos 2 e 6 e as visões que ele recebeu de Deus as separou da parte histórica.

No capítulo 7 inicia-se, essencialmente, a parte profética do livro de Daniel, o verdadeiro Apocalipse do Antigo Testamento. Esse capítulo 7 com a sua visão dos impérios mundiais é paralelo com o capítulo 2 que tem o sonho de Nabucodonosor. O capítulo 2 apresenta quatro impérios representados por quatro figuras do mundo material. A visão do capítulo 2 foi dada a um rei pagão, o rei Nabucodonosor e a visão do capítulo 7 foi dada a um servo de Deus, o príncipe Daniel. A Nabucodonosor a visão revela o lado político e material dos impérios, representados na figura da grande Estátua. A Daniel Deus revelou o lado moral e espiritual desses impérios representados pelas figuras dos quatro animais. Os fatos são os mesmos, mas o objetivo das duas visões difere nas finalidades. Deus mostra a decadência desses impérios e o surgimento do reino eterno do Messias.Igualmente, os acontecimentos preditos e proféticos nos capítulos 7 a 12 se darão em sequência cronológica. As duas primeiras visões dos capítulos 7 e 8 se deram antes da festa de Belsazar, descrita no capítulo 5. Porém, a visão do capítulo 9 precedeu à experiência de Daniel na cova dos leões no capítulo 6. Já, a quarta visão de Daniel (cap.10 a 12) se deu no “ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia” (Dn 10.1).

I - VISÃO DOS QUATRO ANIMAIS


Uma perspectiva do futuro

Nos capítulos 7 e 8 temos a história do futuro que vieram a Daniel em visões. Cada uma das visões está relacionada com os acontecimentos dos futuros governos mundiais representados por quatro impérios. Esses impérios são, em primeiro lugar, o da Babilônia, regido por Nabucodonosor; o segundo, o Império Me- do-persa, pela aliança dos reis da Média e da Pérsia; o terceiro, é o Império Grego, que aparece sob a liderança de Alexandre Magno, que depois de morto, foi dividido entre seus quatro generais. O quarto império é o de Roma. Percebe-se que estes quatro impérios são os mesmos do sonho de Nabucodonosor no capítulo 2. A distinção entre os capítulos 2 e 7 está na figura da Estátua que Nabucodonosor viu em seu sonho, nos materiais de ouro, prata, cobre, ferro misturado com barro, e a figura de quatro animais no capítulo 7. Na verdade, esses quatro impérios mundiais representam os poderes gentílicos dominando o mundo.

No capítulo 2, o quarto Império, o Romano, representado pelo ferro das pernas e o barro misturado com ferro dos pés, é destruído por uma pedra cortada do monte que é lançada sobre os pés e destrói toda a estátua. Sem o uso de ferramentas, a pedra lançada representa o Reino do Messias que virá para desfazer o poder das forças gentílicas.

No capítulo 7, temos a figura do ancião sentado em um trono de juízo, e destrói o último inimigo. Depois, com “as nuvens do céu” vem o “filho do homem” que recebe o domínio, a glória e o reino e Ele reinará para sempre. Não é outro senão, Jesus Cristo, o Messias, não reconhecido em sua primeira vinda, mas se dará a conhecer quando todo olho o verá vindo do céu sobre o monte das Oliveiras (Zc 14.4).

Sonhos e visões de Daniel (7.1). Nos capítulos 2 e 4, o agente das visões e sonhos foi Nabucodonosor e Daniel interpretou esses sonhos do rei. Agora, no capítulo 7, Daniel é o agente direto das revelações e interpretações que Deus lhe concedeu. Antes do capítulo 7, Daniel fazia um relatório na terceira pessoa e, depois, ele fala e escreve na primeira pessoa, relatando as suas visões. Outrossim, o texto diz que estas visões lhe vieram “no primeiro ano de Belsazar”. O reino da Babilônia já começava a dar os primeiros sinais de enfraquecimento político quando Daniel tem essas visões de Deus. Essas visões de Daniel vieram entre os anos 552 e 553 a.C., que foi o primeiro ano do reinado de Belsazar.

Os quatro ventos do céu

Daniel, em sua visão, viu “os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande” (7.2) que simbolizam os poderes celestiais movimentando o mundo nos quatro pontos cardeais. São ventos que representam as grandes comoções políticas, os conflitos bélicos e sociais nas nações do mundo.

“mar grande”(v. 2) e “subiam do mar”(v. 3). O “Mar Grande” tem sido interpretado de dois modos: Alguns estudiosos veem o “mar grande” como sendo a humanidade; outros veem o “Mar Grande” como sendo o Mar Mediterrâneo, pelo fato, de que os quatro impérios da visão surgem junto ao Mediterrâneo. Por outro lado, “o mar”, nas profecias escatológicas da Bíblia é interpretado, também, como sendo “as nações gentílicas” (Is 17.12,13). Minha opinião particular, fruto das avaliações que fiz do texto é de que “o Mar Grande” é o Mediterrâneo. O versículo 3 diz que “subiam do mar” e isto indica que se trata das nações adjacentes ao Mediterrâneo. Uma das razões é que, o último império do capítulo 2 e o 7, é o Império Romano, cujas dimensões alcançavam as nações gentílicas adjacentes a Roma.


II - O SIGNIFICADO FIGURADO DOS QUATRO ANIMAIS


Os quatro animais como já dissemos estão ligados com o Mar Mediterrâneo. O uso simbólico e profético do “mar” revela as turbulências e inquietações promovidas pelas lideranças desses personagens dos quatro impérios. Esses animais são diferentes uns dos outros e possuem caraterísticas que revelam a brutalidade daqueles dias de forma irracional porque as ações desses animais ultrapassarão o nível da racionalidade. Era o retrato que Deus dava desses impérios nas figuras animalescas do texto para revelar o surgimento deles ao longo da vida de Israel e do mundo, bem como, destacar o último grande império mundial sob a égide de Satanás, representado pelo Anticristo.

“o primeiro era como leão e tinha asas de águia” (7.4.). O leão, do mundo animal, o rei dos animais, simboliza a Babilônia, profetizado, também, pelo Profeta Jeremias (Jr 4.6,7). Comparando as visões do capítulo 2, a “cabeça de ouro”(Dn 2.32,37,38) é a “Babilônia” representada no capítulo 7 pelo “leão com asas de águia” (Dn 7.4), percebemos o paralelo entre os dois capítulos. Deus se utiliza de figuras do conhecimento cultural do homem para revelar verdades morais e espirituais, por isso, na visão de Daniel Deus usou figuras do mundo animal. No reino animal, o leão é o predador maior, portanto o rei. Aqui no capítulo 7 o leão representa o Império Babilónico e as “asas de águia” fala da conquista em extensão desse império que foi o maior do mundo naquela época. 

Na natureza, na fauna animal, o leão e a águia são os animais nobres. O leão é símbolo do rei dos animais terrestres e a águia é identifica como a rainha das aves do céu. Os dois, o leão e a águia representam a Babilônia pela ostentação de domínio e riqueza que tinha em relação ao mundo de então. O leão lembra a bravura, a violência e a força bruta sobre suas presas. Foi o que Nabucodonosor fez com as nações que subjugou sob seu domínio. A águia lembra a rapidez e a voracidade. Portanto, o domínio da Babilônia aconteceu entre os anos 605-539 a.C. 

Na visão, Daniel viu que o fim chegou para a Babilônia quando lhe “foram arrancadas as asas” (7.4) e isto lembra o fato quando Nabucodonosor que ficou demente, agindo como animal do campo, porque não soube reconhecer a soberania divina. Ora, uma águia sem asas significa um poder desfeito, sem capacidade de voar. Depois de “arrancadas as asas”, diz o texto que o mesmo “foi posto em dois pés como homem”, e na sua recuperação voltou à racionalidade e passou a agir como homem normal. Com esta experiência, Nabucodonosor teve que reconhecer a soberania divina e lhe dar a glória que só pertence a Deus (Dn 4.24,25,32,33,36,37).

O segundo grande animal da visão é UM URSO (7.5). O urso, pela sua força e voracidade é quase tão formidável quanto o leão. E um animal pesado que tem um apetite voraz, carnívoro e que estraçalha suas presas sem dificuldade. E um animal que age com ataques súbitos e inesperados. Na interpretação de Daniel, esse “urso” representa o segundo império que sucedeu ao babilônico que foi o “império medo-persa” (Dn 2.39). Um detalhe interessante é que o texto diz: “o qual se levantou de um lado” (v. 5). Em outras versões, a compreensão se amplia com a forma como está escrito, quando diz: “com uma das patas levantada, pronto para atacar”, conforme está na Bíblia Viva. Subentende-se que o urso não está dormindo, mas está pronto para atacar e foi o que fez, unindo a Média e a Pérsia, num ataque violento contra os exércitos de Nabonido. Na visão, o urso tinha “três costelas entre os dentes” que podem representar o domínio sobre três pequenas nações conquistadas por Ciro e por Dario. 

O Império Medo-persa foi formado com a união das duas nações: a Média e a Pérsia. No capítulo 2, o peito e os braços da colossal estátua simbolizavam o império que sucedeu ao Babilônico, que é o medo-persa. Os dois braços simbolizavam a Média e a Pérsia que se aliaram para atacar a Babilônia e formar um governo só. Em relação a visão de Daniel, “o grande urso” se levantou de um lado, ou seja, se levantou para atacar com voracidade e foi o que fez.

Diz mais o texto que o tinha “três costelas entre os dentes” (v. 5). Os estudiosos escatológicos discutem sobre “as três costelas” entre os dentes do grande urso, que podiam representar três outras nações que foram conquistadas por esse império. A maioria desses estudiosos entende que se tratava da Babilônia, da Lídia, na Ásia Menor e do Egito. Essas nações fizeram uma coligação para suplantar as ameaças de dois reis, Dario e Ciro. Essas três nações (Babilônia, Lídia e Egito) não conseguiram reagir porque “o urso” atacou com força voraz e muita violência e os desfez. As “costelas entre os dentes” era o resultado de outra ordem divina para o ataque do Urso, quando diz: ”Levanta-te, devora muita carne”. Segundo a história e as profecias bíblicas, especialmente, de Isaías, Ciro da Pérsia foi usado por Deus e é chamado o seu “ungido” para desfazer a força da Babilônia (Is 44.28; 45.5). Deus usou um rei pagão para fazer o que ele estabeleceu em sua soberana vontade para punir aquelas nações e para restaurar o seu povo em Jerusalém. Porém, na presciência divina, haveria um tempo para os sucessos do Império Medo-persa e esse tempo chegaria com o surgimento de outro animal: um leopardo.

O terceiro grande animal da visão é um LEOPARDO COM QUATRO ASAS (7.6). A primeira frase que aparece na sequência da visão depois do segundo animal, o urso, foi a seguinte: “Depois disso, eu continuei olhando”. Essa frase dá a entender que os animais apareceram na visão em sequência. Não apareceram todos ao mesmo tempo, mas um depois do outro, porque Deus queria facilitar a compreensão do seu servo Daniel em todos os detalhes da visão. O terceiro animal, portanto, era um leopardo, ou semelhante a um leopardo. A caraterística principal desse animal era a sua agilidade, a sua rapidez. Acima de tudo, esse leopardo não era semelhante aos leopardos comuns porque ele tinha “quatro asas nas costas” e tinha, também, “quatro cabeças”. Deus toma a figura desse animal extraordinário, porque não havia no mundo animal nenhum semelhante. Esse leopardo era uma representação da Grécia, que, com estupenda velocidade e crueldade conquistou o mundo de então que estava sob o domínio medo-persa. O leopardo comum, além de ser carnívoro, é capaz de ataques súbitos e inesperados. Esse ágil e forte leopardo representa, sem dúvida, ao reino grego sob a força militar de Alexandre em 331 a.C. Como figura mítica, esse leopardo tinha quatro asas de ave e quatro cabeças. As asas indicam o império depois da morte de Alexandre (323 a.C.). 

O Império Grego, no capítulo 2 é representado no sonho da Estátua de Nabucodonosor representado pelo “ventre e as coxas de cobre” (Dn 2.32). No capítulo 7, Daniel vê o leopardo alado e com quatro cabeças como o Império Grego que veio com Alexandre, o Grande, da Macedônia. Em dez anos, Alexandre com enorme rapidez dominou o Império Medo-persa em 334 a.C., e expandiu o seu domínio na Europa e na índia. Ele tinha uma obsessão em conquistar outros territórios, e o fez com quatro principais generais de guerra.

O texto diz que “foi-lhe dado o domínio” (v. 6) e, de fato, rapidamente Alexandre conquistou as nações ao redor e a influência do seu domínio, especialmente, na cultura, foi capaz de tornar-se referencial cultural para o mundo inteiro até os tempos modernos. Porém, em 323 a.C., Alexandre teve uma morte súbita e o seu reino foi dividido por seus quatro generais. A Cassandro, foi-lhe dado a Macedônia e a Grécia; a Ptolomeu I, a Palestina e o Egito; a Selêuco I, foi-lhe dado a Síria e a Lisímaco, foi-lhe dado a Ásia Menor e Trácia.

Na linguagem bíblica, a figura da “cabeça” simboliza governo (Is 7.8,9; Ap 13.3,12) e “as quatro cabeças” do leopardo representam os quatro generais que repartiram entre si o império depois da morte de Alexandre, o Grande. O leopardo, como um todo, diz o texto no versículo 6 que “foi lhe dado o domínio”. Naturalmente, entende-se, antes de tudo, que Deus tem o cetro de governo do universo e deu ao rei grego o poder de dominar por um pequeno período de tempo. No projeto divino prevalece a sua soberania que domina sobre as nações do mundo. Esses quatro generais se tornaram reis nas regiões designadas e se destacaram pela mesma ambição de glória e de poder como seu líder e desenvolveram conflitos entre si e lutaram entre si. Segundo outra visão que Daniel teve acerca desse mesmo império no capítulo 11.4: “o seu reino será quebrado, e repartido para os quatro ventos do céu, mas não para a sua posteridade”. Mais uma vez, ninguém rouba o cetro de governo de Deus. O Império Grego também passou e foi superado por outro mais forte e violento, o Império Romano. O leopardo audaz foi abatido pelo “animal terrível e espantoso” (Dn7.7).

O quarto grande animal tem aparência indescritível (7.7,23)

A semelhança do capítulo 2, o Império Romano aparece no sonho de Nabucodonosor representado pelas “pernas de feno e os pés, em parte de ferro e em parte de barro” (2.33). 

No capítulo 7, o Império Romano aparece na visão de Daniel como um “animal terrível e espantoso” (Dn 7.7). Esse quarto animal não se parece com qualquer outro tipo do mundo animal. Não havia nada comparável do mundo animal. O profeta percebe que era um animal, um monstro mítico o qual define como um animal “terrível e espantoso”. A caraterística que se destacava nesse animal era a sua força e poder de destruição. Esse animal tinha “dentes de ferro” que triturava tudo o que estivesse à sua frente, indicando força e insensibilidade no trato com coisas vivas (v. 23). A força desse império foi demonstrada pela força militar que se tornou o maior referencial da sua conquista. Esse é o império sequente que veio depois do medo-persa.

“terrível e espantoso” (7.7). Esse animal deixou seus rastros de morte e destruição por onde passava. O Império Romano é caraterizado pela dureza do ferro que é um símbolo do poder militar. Pelo poder militar, o Império Romano impôs sua força brutal, com violência e dureza, inclusive nos tempos da vida terrestre de Jesus Cristo. Os sofrimentos impingidos na prisão, martírio e crucificação de Jesus revelam a força bruta das milícias romanas contra as pessoas. Em relação ao quarto animal, Daniel o vê como “terrível e espantoso”. Isto lembra, não só as proezas romanas, mas a violência como cultura e entretenimento, quando levavam seus prisioneiros às arenas romanas para serem devorados por animais carnívoros e famintos, enquanto a elite e o povo assistiam com aplausos e gritos (At 19.12-18;At 16.36-39). 

Nos tempos cristãos, ainda sob a égide romana, milhares de cristãos foram martirizados nessas arenas e circos, especialmente, em Roma. O império se impunha pela força bruta, por isso, “tinha dentes grandes de ferro” que a tudo destruía e triturava. Diz o texto que a tudo que tomava nos dentes “fazia em pedaços”. No versículo 23, Daniel explica e interpreta a figura desse quarto animal representando um reino em que a crueldade seria a marca do império desde 241 a. C. até 476 d. C. Esse império é visto numa perspectiva escatológica, pois cremos que, mesmo que aparente e fisicamente tenha deixado de existir, historicamente, num tempo especial ele ressurgirá com força reunindo as forças gentílicas das nações do mundo, especialmente, as nações adjacentes ao “Mar Grande”, o Mediterrâneo, e mostrará sua força sob a liderança do Anticristo.

“Estando eu considerando as pontas (chifres), eis que entre elas subiu outra ponta pequena (chifre)” (7.8). Em outras versões, a tradução apresenta de forma direta como “chifre pequeno” que surge entre os demais chifres no espantoso animal. Esse “chifre pequeno” representa, escatologicamente, “o homem do pecado” ou “o filho da perdição” (2 Ts 2.3) que surgirá num determinado tempo designado por Deus identificado como o “anticristo”. Esse personagem aparecerá, literalmente, no “último tempo”, ou seja, na Grande Tribulação, blasfemando contra o Altíssimo até que venha o juízo de Deus sobre ele. Os dez chifres do quarto animal representam a força desse terrível animal.

Conforme a visão, Daniel vê sair do meio da cabeça desse espantoso animal, entre os dez chifres um “chifre pequeno” que tem olhos e uma boca que “fala insolências”. Falar insolências significa falar com desrespeito às instituições e pessoas. Significa ser desaforado e é exatamente o que o personagem do “chifre pequeno” fazia e fará na pele do Anticristo. Esse “chifre pequeno” surgirá entre os outros chifres do “animal terrível espantoso”, ou seja, entre os dez reinos no último tempo como está profetizado e interpretado por Daniel nos versículos 24 e 25, quando diz: ”E, quanto às dez pontas, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros e abaterá a três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues nas suas mãos por um tempo, e tempos, e metade de um tempo”. Esse chifre pequeno será um homem que aparecerá no “último tempo” e blasfemará contra Deus, até que lhe venha o juízo divino.

“o chifre pequeno” (7.8). Tanto em Daniel 7.8 como em Apocalipse 13.1,5,6, as profecias apontam para um personagem dos últimos tempos, o Anticristo. A relação das profecias dadas a Daniel no Antigo Testamento e a João, o apóstolo, no Novo Testamento, nos mostra que os dois apontam para o governante simbolizado por esse “chifre pequeno” e que o mesmo adquire personalidade porque tem “uma boca que fala grandiosamente”. Falar coisas grandes sugere que este Líder fará promessas políticas persuasivas, especialmente, para enganar o povo de Israel e todo o mundo, que ficarão pasmados com a eloquência desse personagem. Assim como os discursos de líderes políticos do mundo influenciam nações e políticos com decisões que podem ser para a guerra ou para a paz, o Anticristo terá um poder enorme de persuasão entre as nações. É desse modo que o Anticristo fará um pacto com Israel no período da Grande Tribulação.

Segundo a visão escatológica de Daniel, esse Líder (o “chifre pequeno”) representado pelo Anticristo será investido de autoridade e fará fortes ameaças para manipular os governos de todo o mundo naquela época. Ele dirá grandes blasfêmias contra Deus e, arrogantemente terá uma postura zombeteira contra Deus e contra o povo de Israel. O apóstolo João, em sua visão apocalíptica no capítulo 13.6 diz: “Abriu a boca contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu”. Hoje, nosso mundo parece estar sob a síndrome desse líder futuro que mostra os seus primeiros sinais e se não mostrou a sua cara ainda é porque a Igreja de Cristo está na terra. Mas não há dúvida, o espírito do Anticristo, movido pelo Diabo, está agindo e preparando o cenário mundial para o seu advento.

Os líderes atuais do planeta, para governar as nações, usam recursos do materialismo, da idolatria, mas terão uma retórica vazia com discursos inflamados para acusar as nações que ainda possuem um pouco de temor a Deus. Esse líder será, sem dúvida, um líder político, mas irá explorar a religiosidade dos seres humanos e mostrará, entre outras simulações, alguém que terá aparência religiosa para enganar os povos religiosos do mundo, explorando o fanatismo religioso dos povos com o objetivo de tirar proveito para si. Vivemos tempos de rebelião e oposição contra Deus quando o Diabo prepara o mundo para a plataforma do Anticristo.

III - O CLÍMAX DA VISÃO (7.9-14)

A escatologia está sendo abandonada por muitas igrejas e pregadores, porque entendem que a igreja não deve se preocupar com Israel, nem com o seu futuro. Algumas igrejas e pregadores preferem uma teologia horizontalizada que se preocupa, essencialmente, com “o aqui e agora”, com o “hoje”. Ensinam alguns que as profecias de Daniel e Apocalipse têm um caráter apenas alegórico e que pode ser descartado por temas atuais. Entretanto, não podemos descartar a importância dessas profecias que apontam para o futuro.

A visão de Tronos e do Juízo de Deus (7.9-14)

O texto diz: “foram postos uns tronos”(7.9).A partir do versículo 9, Daniel vê uma cena de juízo da parte de Deus contra o quarto animal, ou seja, a quarta Besta que aparece na visão com um vislumbre escatológico para o Anticristo. Esses tronos, no plural, indicam vários juízos aplicados nos dias da Grande Tribulação. E interessante notarmos que os tronos de juízo aparecem simultaneamente com a aparição do “chifre pequeno” indicando todos aqueles juízos revelados na visão do Apocalipse a João na Ilha de Patmos. Esses tronos vistos na visão de Daniel indicam tribunais em que alguns personagens especiais se assentam para julgar.

O texto lembra um tribunal como a Suprema Corte que reúne juízes para julgar. O próprio Deus, Juiz Supremo, se assenta no seu Trono, acompanhado de seu Conselho Celestial para julgar (1 Rs 12.19; Jó 1.6).

“o ancião de dias” (7.9-12). Esse personagem, o “ancião de dias”, ganha destaque na visão de Daniel. E uma figura humana que ilustra o respeito pelo que Deus é, naturalmente, muito mais que “um ancião de dias”; muito mais que alguém respeitado pela idade, porque Deus é o Supremo Juiz, que aparece como um “ancião de dias” numa referência a cultura humana de respeito às pessoas idosas, por causa da experiência e a sabedoria. As palavras hebraicas atiz e yomin que se traduz por “ancião de dias” é uma designação do Deus Todo poderoso como Juiz supremo, quem derramará seus juízos contra os reinos do mundo que tenham se associado com o Anticristo. Por isso, essa figura do “ancião de dias” é utilizada para identificar a Deus como aquEle que tem autoridade e poder para julgar, especialmente, contra o personagem daquele “pequeno chifre”.

A sua “veste branca como a neve” (7.9) fala de pureza e santidade. Deus é Santo (Is 6.1-4) e está rodeado de anjos santos.

“Um rio de fogo manava e saía de diante dele” (7.10). Como vislumbrar a glória que envolve a majestade divina? A figura do fogo ilustra o que Deus é: santo, puro, iluminador, purificador. A visão do profeta Isaías no capítulo 6 do livro seu livro ilustra a glória do fogo diante do Trono de Deus. O versículo 10 fala da santidade do “ancião de dias” que é o Pai Celestial e a relação do seu trono com o fogo que manava do Trono para falar de pureza e justiça. As “rodas do trono” indicam que Deus não é uma figura estática como os promulgará a sentença final contra o quarto animal (Roma) e o Chifre Pequeno, representado como o grande opositor dos interesses de Deus para com Israel (7.11,12).

“milhares de milhares o serviam diante dele” (7.10). Daniel percebe que o fogo que manava e saía de diante dEle é identificado com os anjos celestiais que o servem. Os anjos são seres espirituais que podem tomar muitas formas, porque não possuem forma que se possa identificá-los. Na visão de Daniel eles são chamas de fogo que se diversificam em milhares de seres que servem ao Trono do Supremo Deus.

IV - O JUÍZO CONTRA O ANIMAL


O juízo divino contra o império sob o domínio do “chifre pequeno” está declarado assim: “estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito, e entregue para ser queimado pelo fogo” (7.11). O juízo de Deus, sentado em seu Trono de Justiça e Juízo, rodeado de seus anjos, é lançado para por fim a soberba do Anticristo e seus aliados naqueles dias. Ele acabará como os demais. A semelhança dos reis profanos, soberbos e arrogantes como Nabucodonosor, Antíoco Epifânio, Herodes, Nero, Hitler e outros que tiveram uma liderança de destruição e morte, desafiando a Deus e não reconhecendo a sua Soberania, foram destruídos porque só Deus é Deus Todo-Poderoso e tem o cetro de autoridade e governo do mundo.

O apóstolo João profetizou o fim do Anticristo naqueles dias, à semelhança da visão de Daniel 7.11,12, ele viu e revelou em Apocalipse 19.11,17-19: “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde e ajuntai-vos à ceia do grande Deus, para que comais a carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam, e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes, e vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército”. Esse cavalo branco e seu cavaleiro de Ap 19.11 não são os mesmos do capítulo 6.2. Lá no capítulo 6 de Apocalipse, o personagem é o Anticristo e no capítulo 19, o personagem é o próprio Cristo, descendo do céu para destruir o Anticristo e seus comparsas no período da Grande Tribulação. Assim como o personagem do “chifre pequeno” de Dn 7 foi morto e destruído, o futuro Anticristo será destruído pelo poder da vinda de Cristo. O tempo de domínio do personagem do “chifre pequeno” terá seu fim, porque a profecia diz que “foi lhe dada prolongação de vida até certo espaço de tempo” (Dn 7.12).

“e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem”

(7.13,14). Nestes dois versículos, Daniel chega ao clímax das visões e revelações. A Palavra de Deus nunca se contradiz nem submerge com contradição. Pelo contrário, ela se complementa, se interpreta e se aplica a si mesma conforme as necessidades dos que servem a Deus. No versículo 13 está escrito literalmente que o Filho do homem “vinha nas nuvens do céu”. Esta profecia é repetida em Atos 1.9-11, onde os anjos anunciavam que o Jesus que subiu gloriosamente ao céu haveria de vir. Posteriormente, na revelação que Jesus deu ao seu amado apóstolo João, a mensagem é repetida: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram”(Ap 1.7). Daniel, em sua visão, viu esse personagem que vinha nas nuvens do céu e se identificava como “o filho do homem”, o qual se dirigiu ao Ancião de Deus.

Não há dúvida que se tratava de Jesus, a segunda pessoa da Trindade. Este “filho do homem” recebeu a concessão de poder e domínio sobre todas as nações para que o servissem, porque o seu domínio seria um domínio eterno que não passaria e seu reino não seria destruído. O título “filho do homem” tem um sentido messiânico, porque se refere, primeiramente, à vida terrena de Jesus. Porém, esse mesmo Jesus que foi rejeitado pelos judeus em sua primeira vinda e que se manifestou como “o filho do homem”, virá gloriosamente e com a aparência de “filho do homem” para desfazer o reino do Anticristo e tomar o reino de Israel e se assentar no Trono de Davi (Zc 14.1-4). Ele receberá o poder, a glória e o domínio sobre a terra quando descer para instalar o reino milenial na terra. Ao introduzir o Reino de Deus na terra, em sua vida terrena, como o Verbo divino feito carne (Jo 1.1,14) Jesus Cristo, virá a segunda vez, e inaugurará uma nova fase do governo de Deus na terra, instalando um reino de mil anos (Ap 20.2,6).

(7.15-17) Daniel fica perturbado com a visão e pede a Deus que o faça entender. Um dos seres angelicais que estava presente na visão lhe explica tudo e lhe dá a interpretação da visão.

“os santos do Altíssimo” (7.18). Quem são? Os amilenistas que negam a literalidade do Milênio e o veem alegoricamente, isto é, não crêem na realidade são dos amilenistas, “os santos do Altíssimo” são os anjos. Na visão milenista e pré-tribulacionista, “os santos do Altíssimo” são, indubitavelmente, os judeus (Dn 7.21; 9.24; Ap 13.7; 17.6). Jesus Cristo, “o filho do Homem” reinará literalmente na terra por mil anos. Esses santos são, de fato, os judeus fiéis salvos quando o Messias voltar para reinar literalmente. O reino milenar não é para a igreja de Cristo, mas é para os judeus e o mundo depois da Grande Tribulação. 

O milênio não é mera alegoria. O milênio será real e literal, quando Jesus Cristo tomar posse do governo do mundo e desfazer o poder da trindade satânica constituída pelo Diabo, o Anticristo e o Falso Profeta. Segundo o autor D. Pentecost, diz que “o propósito original de Deus era o de manifestar sua absoluta autoridade, e este propósito se realizará quando Cristo reunir a teocracia terrenal com o reino eterno de Deus. Desta maneira se por uma parte o domínio teocrático terrenal se limita a mil anos, que é tempo suficiente para manifestar o governo perfeito de Deus sobre a terra, uma vez que seu reino é eterno e para sempre”.
(7.19-22) Nestes versículos Daniel tem o entendimento dos quatro reis, ou seja, os quatro animais, que ressurgirão sob a égide do Anticristo e perseguirão “os santos do Altíssimo”.

“a ponta pequena (o chifre pequeno) fazia guerra contra os santos e os vencia” (7.21). Este chifre pequeno é a encarnação do Anticristo, forte e robusto, que fará guerra contra Israel e produzirá grande sofrimento e perda em Israel naqueles dias. Será um líder com grande domínio de massas e politicamente atrativo e atrairá apoio das nações contra Israel. Mas seu poder será desarraigado por um poder maior, o poder do “Filho do Homem”,Jesus Cristo que o destruirá e tomará posse de um reino prometido, poderoso e consolidador. A Bíblia declara que o Anticristo será, de fato, o último líder mundial antes de Cristo, o Messias desejado e sonhado por Israel.

“o tempo em que os santos do Altíssimo possuirão o reino” (7.22). Esse tempo será cumprido ao final da grande Tribulação, ou seja, especialmente depois do segundo período da “semana profetizada por Daniel (Dn 9.27). O “ancião de dias”, subjetivamente é Deus Pai quem declara que o tempo da possessão do reino havia chegado. Até o final dos dias da “última semana”, o “chifre pequeno” será quebrado para sempre. Seu reino será aniquilado. A destruição desse rei blasfemo e déspota acontecerá inevitavelmente quando se terá cumprido o período de três anos e meio, ou seja, o período que compreende ao “tempo, tempos e metade de um tempo”. E, exatamente, na metade da semana da Grande Tribulação. Esse período é identificado como o “tempo dos gentios” no qual as nações gentílicas dominarão o mundo e massacrarão a Israel. O tempo dos gentios terminará com o fim da “última semana” de Daniel 9.27, ou seja, dos sete anos da Grande Tribulação.

(7.23,24) Nestes dois versículos Daniel dá a interpretação da identidade e das ações do quarto animal que é o Império Romano. Descreve a sua força, domínio e glória, bem como, o juízo que virá sobre esse império e a sua destruição pelo poder da vinda de Cristo, a sua parousia com poder e glória (2Ts 2.8 eAp 19.20).

V - O TEMPO DA GRANDE TRIBULAÇÃO


“tempo, tempos e metade de um tempo” (7.25). Esse texto aponta, literalmente, o período de tempo em que ocorrerá um grande sofrimento no mundo, especialmente, contra Israel. Será o período quando “o chifre pequeno”, e na linguagem do Novo Testamento o “anticristo”, firmará o concerto com Israel por “uma semana” (Dn 9.27). Esse período ganha uma linguagem metafórica quando fala de “um tempo, e tempos, e metade de um tempo”(v. 25). Esse período equivale a “três anos e meio”, ou a “42 meses”, ou “a 126 dias” (Dn 12.7; 9.27; Mt 24.21,22; Ap 7.14). E interessante notar que a primeira metade da semana de três dias e meio será de artifícios políticos do Anticristo simulando um tipo de paz nas relações de Israel com as nações. Até que o Anticristo quebre o pacto e comece a pressionar e perseguir a Israel, atraindo o apoio das nações contra Israel. Então se inicia a segunda metade da semana prescrita da Grande Tribulação. “O tempo dos gentios” será, literalmente, o tempo do ódio mundial contra Israel.

Na primeira metade dos sete anos (três anos e meio) o Anticristo fará acordos com Israel os quais não cumprirá. Nesse primeiro período ele exercerá poder e influência política e econômica sobre Israel. Depois, quebrará o pacto feito e não cumprirá o acordo com Israel e fará pressões e incitará as nações para guerrear contra Israel para destruí-lo. Existe uma teoria, chamada midi-Tribulação e baseia esta interpretação no texto de Mt 24.15-28, quando Jesus discursa especialmente para o povo judeu.

A Grande Tribulação não será para a Igreja de Cristo. A igreja será, antes da Grande Tribulação, arrebatada para o céu e os mortos em Cristo serão ressuscitados gloriosamente (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.13-18). Portanto, o Messias virá para Israel e para o mundo e a igreja não estará na terra. O Messias virá para cumprir o sonho desejado e profetizado para intervir no “poder dos gentios” sob o comando do Anticristo e assumirá o Reino sobre a terra.

A destruição do Anticristo (7.26,27)

Até chegar a esse ponto, Cristo descerá sobre a terra literal e visivelmente sobre o Monte das Oliveiras (Zc 14.1-4). Cristo é o Messias sonhado e desejado por Israel e virá para esse povo. Na sua vinda gloriosa e visível, especialmente para Israel promoverá espanto no mundo inteiro. O Diabo saberá que o seu poder de destruição do povo de Israel estará detido. O Messias, Jesus Cristo, então, destruirá esse rei blasfemo e déspota, o Anticristo, e assumirá com autoridade o governo do povo de Deus naqueles dias e iniciará seu governo milenar na terra. Desse modo terá cumprido o período dos “três anos e meio” da segunda metade da semana de Daniel (Dn 9.27). Alguns historiadores preferem interpretar esse período como tendo o seu cumprimento no ano 70 d.C, mas esquecem que é no final do período do domínio do “pequeno chifre” que o reino será dado aos santos do Altíssimo, o povo de Israel. Não há o que duvidar! Depois de tudo isso se estabelecerá o reino do Messias. Não há dúvidas, também, de que a igreja de Cristo não estará na terra nesse período, porque será arrebatada antes que inicie o tempo da Grande Tribulação.

“E o reino e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo” (7.27). O Anticristo não poderá resistir ao poder daqu'Ele que é mais poderoso do que ele, que é o Senhor Jesus Cristo o qual destruirá ao Anticristo e tomará o seu domínio e o passará aos “santos do Altíssimo” que são israelitas naqueles dias. O Anticristo será destruído pelo fogo ( Dn 7.11) e será lançado no Geena (o Lago de fogo) para sempre (Ap 19.20). A Bíblia diz que ele será destruído pela força da vinda do Messias (2 Ts 2.8). A vitória final contra as forças do mal será culminada com o triunfo de Cristo Jesus (Dn 7.27).

O início do Reino de Cristo no Milênio (7.28)

O reino do quarto animal, representado pelo “chifre pequeno” que é um antítipo do “filho da perdição”, do “homem do pecado”, do anticristo, cujas nominações se referem ao mesmo personagem, será desfeito e prevalecerá o Reino de Cristo sobre a terra. A batalha do Armagedom que acontecerá no final da “semana de Daniel”, quando as nações da terra estarão sob o comando do Anticristo pisando e tentando destruir totalmente a Israel, o Senhor Jesus Cristo virá para interferir naquela guerra e obterá grande vitória contra o Diabo, seus anjos e os comandos do Anticristo. Ele, Jesus Cristo, tomará o comando das nações e reinará e estabelecerá seu reino milenar, e então, o domínio e a majestade dos reinos do mundo serão dados ao povo dos “santos do Altíssimo”(Ap 10.7).



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Integridade em Tempos de Crise - EBD/ CPAD - Lição 7 - Subsídio Teológico



A sinceridade dos íntegros os guiará, mas a perversidade dos aleivosos os destruirá” (Pv 11.3)

A integridade envolve toda a pessoa: coração, mente e vontade.              
Dn 6.1-28

O relato do capítulo 6 de Daniel é uma história que obedece a organização cronológica na cabeça do escritor, por isso, os fatos dessa história acontecem dentro do segundo império depois da Babilônia, de Nabucodonosor. Assume o reino o novo império, com dois aliados da Média e da Pérsia e passou identificado como o reino medo-persa, inicialmente, com Dario, o medo, de 522 a 486 a.C. Neste tempo, Daniel não era um jovem quando iniciou-se o governo do novo reino. Já haviam se passado, aproximadamente, 60 anos e Daniel estava com mais de 80 anos de idade e ainda gozava de prestígio e confiança no novo reino.

Porém, a história do capítulo 6 é um testemunho pessoal de Daniel. É uma história que destaca o valor da integridade moral e espiritual em meio à corrupção que dominava o coração de alguns políticos do novo reino medo-persa. Daniel era um ancião respeitado, não só pela idade avançada, mas pela história de fidelidade aos demais monarcas, desde Nabucodonosor. Desde jovem, quando fora como exilado judeu para a Babilônia até o início do novo império (medo-persa) haviam se passado uns 60 anos. Durante todo esse tempo Daniel foi leal aos reis que passaram e nunca se descuidou de sua relação com o seu Deus.

Diferente dos outros homens do palácio, Daniel era um homem que tinha a lealdade como um princípio de vida. Sabia ser fiel e leal aos seus chefes sem trair seus valores morais e espirituais. Sua integridade moral chamava a atenção e causava inveja dos outros príncipes dentro do palácio. “A vida de Daniel prova que um homem pode ser íntegro tanto na adversidade como na prosperidade”, como escreveu Hernandes Dias Lopes, em seu Comentário de Daniel. O sábio Salomão citou um provérbio que retrata a pessoa de Daniel, quando diz: “A integridade dos retos os guia; mas, aos pérfidos, a sua mesma falsidade os destrói” (Pv 11.3 —ARA).

I - DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO EM UM MEIO POLÍTICO DE CORRUPÇÃO (6.1-6)

Depois da conquista medo-persa, Dario, era um tipo de vice-rei de Ciro, da Pérsia. Entretanto, foi Dario, um rei sobre o reino, especialmente, sobre os caldeus. O poder de mando era maior com Ciro, da Pérsia que era rei sobre todo o império, e vários textos bíblicos comprovam esse fato (Is 44.21—45.5; 2 Cr 36.22,23; Ed1.1-4). Independente da discussão sobre quem reinava, de fato, é o nome de Dario que aparece no início do capítulo 6.

Mais de 60 anos já se haviam passado desde que Daniel e seus companheiros foram levados para o Palácio da Babilônia. Eram jovens que, naquela época, demonstraram integridade na sua crença no Deus Vivo e não se corromperam com as ofertas palacianas. Agora, com 85 a 90 anos, aproximadamente, já era um ancião experimentado que tinha ganhado a confiança dos reis que passaram por aquele reino. Estava agora, no início do segundo Império, o medo-persa, sob o comando desses dois reis, Dario, o medo e Ciro, da Pérsia. Daniel, por alguma razão especial continuou a gozar da confiança do novo rei, especialmente, na Babilônia.

Dario reorganiza o governo e delega autoridade administrativa

“Pareceu bem a Dario” (6.1). Coube a Dario a tarefa de governar o Império Babilónico que estava em crise política desde os tempos de Belsazar. Dificuldades administrativas enormes se avolumavam e Dario, inteligentemente, colocou os negócios do império nas mãos de 120 “sátrapas”, ou seja, 120 homens especiais que cuidariam de vários assuntos do império.

Esses sátrapas eram, de fato, presidentes nomeados e delegados para dirigir os negócios do reino, e Dario os submeteu à liderança de três príncipes, entre os quais, Daniel (6.2).
Logo Daniel se destacou entre todos porque Dario percebeu que havia nele “um espirito excelente” (6.3). Daniel gozava da confiança do rei e estava apto a servir os interesses do reino com lealdade. De algum modo, os outros presidentes souberam que Dario pretendia constituí-lo com autoridade sobre todo o reino (Dn 6.3). Essa possibilidade causou ciúmes e invejas dos demais que se fizeram inimigos de Daniel.

Daniel se torna alvo de uma trama política (Dn 6.4,5).

Dario, distinguiu três desses presidentes para tratarem dos negócios do reino com autoridade sobre os demais. Daniel, um dos três presidentes, se destacou entre todos pela sabedoria, prudência, fidelidade e integridade. O rei chegou a pensar em estabelecer Daniel como líder sobre todo o reino (v. 3). Essa possibilidade encheu de inveja e ciúme os demais presidentes, os quais não queriam a Daniel com tão importante posição uma vez que isso o faria superior a todos os demais e seria o representante mais próximo do Rei Dario. Aqueles homens não tinham outros motivos para afastá-lo dessa posição de destaque. Eles não tinham do que acusar a Daniel por qualquer deslize político ou moral contra o imperador. Ele não era inimigo de nenhum deles, mas era um dos poucos que viera dos antigos oficiais e logo conquistou a confiança e o respeito de Dario, e posteriormente, de Ciro, o persa.

A integridade e a lealdade de Daniel eram tão pungentes que eles não encontravam nada de que pudessem acusá-lo. Então tramaram alguma coisa que prejudicasse as relações de Daniel com o rei e com o reino. Mas o quê? Nada relacionado com dinheiro, ou com uso indevido de propriedades do reino, ou alguma desobediência às ordens do rei, nem mesmo qualquer tipo de vício (6.4).

O perigo das confabulações políticas.

“e não se achava nele nenhum vicio ou culpa” (6.4) Quando abrimos os jornais ou constatamos na mídia televisiva a realidade das confabulações mentirosas, caluniosas envolvendo nossos políticos podemos entender como é difícil a vida política. Os políticos cristãos que exercem suas atividades nas câmaras municipais, estaduais e federais, precisam estar atentos para não negociarem a fé. Por causa da fé, são desafiados com leis injustas e que afrontam os princípios divinos. Para serem fiéis a Deus, essas pessoas tornam-se alvo de calúnias, mentiras para serem prejudicadas. No mundo político, há possibilidade de confabulações que denigrem a imagem moral daqueles que lutam por justiça e moralidade.

Daniel foi alvo dessa maldade dos seus pares dentro do palácio da Babilônia. Aqueles homens se tornaram inimigos de Daniel, sem que ele tivesse ofendido a qualquer um deles. Confabularam contra Daniel buscando alguma falha moral, material e mesmo religiosa, mas foram frustrados pela integridade dele (Dn 6.4,5). Osvaldo Litz escreveu em seu livro: “A estátua e a Pedra” que “o sucesso sempre exige um tributo. Também o sucesso conseguido através da fidelidade e do esmero. A intenção do rei de promover a Daniel para o posto de maior poder no governo suscitou a inveja dos outros presidentes. Eles seriam passados para trás e um estrangeiro teria poder sobre eles”. A integridade moral e política de Daniel para com o rei eram incontestáveis. Porém, destacava-se, também, a fidelidade de Daniel para com o seu Deus que era conhecida pelos seus inimigos.

“Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus” (6.5) A armadilha preparada para que Daniel caísse deveria ser pela sua fidelidade ao seu Deus, e não por qualquer transgressão. Nossos políticos cristãos são constantemente desafiados na sua fé para fazerem concessões e desonrarem a Deus.

Uma proposta para afetar a vida religiosa de Daniel (6.6-9)

Elaboraram uma trama contra Daniel e falsamente exploraram a vaidade do Rei apresentando uma proposta. A proposta seria um decreto real que expressava o apoio unânime dos proponentes.

Naturalmente, Daniel não sabia de nada porque agiram de forma que todos os subordinados do reino, “presidentes, prefeitos, conselheiros e governadores” concordaram com a proposta levada a Dario, o rei (6.7). A falsidade desse grupo de elite do palácio, próximos do rei, explorou a vaidade e o ego do rei para que, por 30 dias, ninguém fizesse oração a outro deus que não fosse a Dario. A ideia falsa e mentirosa era o fortalecimento do poder real do rei. Ora, a ideia agradou ao rei que desejava ser a corporificação da deidade, recebendo adoração dos seus súditos. Daniel não havia sido consultado sobre o edito e sabia que o objetivo era atingir a sua vida devocional de oração e comunhão com Deus. O rei caiu na trama daqueles inimigos de Daniel ficaram na espreita para encontrá-lo orando e, desse modo, ter de que acusar a Daniel diante do Rei. Entretanto, Daniel continuou do mesmo modo, cumprindo seus deveres políticos, bem como o seu tradicional costume de orar três vezes por dia ao seu Deus (Dn 6.10).

II - DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO QUE NÃO TRANSIGE COM SUA FÉ (Dn 6.10-16)

“Daniel,... três vezes no dia se punha de joelhos, e orava” (6.10). Nenhuma trama política mudaria seu hábito devocional de oração. Daniel soube do decreto do rei, mas não mudou seus hábitos cotidianos. De manhã, abria as janelas do seu quarto, voltadas para Jerusalém, e orava a Deus e pedia pela restauração do seu povo à sua terra. Daniel desde jovem entendeu que sua vida dependia da sua relação com Deus. A oração era o canal inteligente e racional pela qual ele seria guiado em suas decisões pessoais e políticas. A trama política visava neutralizar a voz de oração de Daniel. Em nossos dias, nossos políticos cristãos, comprometidos com o Senhor são desafiados a transigirem do conhecimento da Palavra de Deus para apoiarem decisões contraditórias que ferem frontalmente os princípios morais, éticos e religiosos da fé recebida em Cristo Jesus. Tão logo Daniel soube do edito real não mudou seu hábito de orar a Deus três vezes por dia. Ele não transigiria com sua fé, mesmo que lhe custasse a vida.

Três vezes por dia faz a sua oração” (6.11). Era tudo o que seus inimigos queriam: encontrar um modo para acusar Daniel diante do rei e roubar-lhe o lugar e a posição de destaque que Daniel tinha para com o Rei. Teria que ser algo que atingisse o rei. Com ousadia, Daniel, mesmo sabendo do decreto do rei, não alterou seus hábitos. Continuou a abrir as janelas do seu quarto de dormir e, três vezes por dia, orava e dava graças a Deus. Não mudou sua postura de oração ao orar de joelhos. Daniel não escondeu nenhum dos seus hábitos.

(6.12-14) Nestes versículos está escrito que aqueles homens acharam Daniel orando a Deus. Imediatamente, se apresentaram diante do Rei e fizeram a acusação contra o homem de maior confiança de Dario e exigiram que o decreto fosse cumprido e Daniel sofresse a pena na cova dos leões.

(6.14) O Rei se entristeceu por causa de Daniel e descobriu que ele fora alvo da trama dos outros príncipes. Daniel era seu conselheiro fiel, e perde-lo seria uma tragédia para o seu reino. Esforçou-se ao máximo para não cumprir o decreto e livrar Daniel da cova dos leões, mas foi pressionado por aqueles homens e teve que cumprir a pena.


III - DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO MESMO QUANDO LANÇADO NO FOSSO DOS LEÕES (Dn 6.16,17)


Daniel preferia ser sacrificado do que transigir com sua integridade

Daniel não discutiu, nem questionou sua condenação com o rei. Sua convicção era de que o seu Deus o livraria se assim o quisesse. Ele não deixou de orar e de manter seu hábito devocional. Daniel foi denunciado, preso e lançado na cova dos leões. Sua integridade não o livrou da maldade e da inveja dos seus inimigos do palácio. Ele, entretanto, preferiu não confrontar seus inimigos gratuitos, porque suas orações o sustentavam em quaisquer situações. Ter o coração íntegro tinha linha direta com Deus, dando- lhe paz interior para enfrentar aquela situação. Como crentes em Cristo estaríamos dispostos a sacrificar nossa vida e até morrer pelo nome de Jesus? O próprio Jesus declarou que no final dos tempos os verdadeiros discípulos seriam odiados, atormentados e levados à morte. Teríamos novos “daniéis” em nossos tempos modernos?

A confiança do Rei no Deus de Daniel.

“O rei disse a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará” (6.16-18). Certamente o rei já havia ouvido falar das proezas do Deus de Daniel nos anos em que Daniel esteve naquele palácio. O testemunho da grandeza do Deus de Daniel era uma realidade que aquele palácio não podia deixar de reconhecer. Mais uma vez Deus interfere numa situação que parecia impossível. Daniel era um ancião com mais de 85 anos de idade e seus inimigos não tiveram complacência. Pelo contrário, seus corações eram rancorosos e tudo o que queriam era livrar-se do velho Daniel. O Rei não conseguiu dormir, nem comer. Seu coração estava partido de tristeza. Restou-lhe um pouquinho de esperança de que o Deus de Daniel o salvaria de ser estraçalhado pelos leões naquela cova.

Nenhuma ameaça afetaria sua integridade (6.19-22). A proposta de uma lei escondia nas entrelinhas a maldade daqueles homens. A lei tinha que ser cumprida e o rei não poderia voltar atrás depois de assinada (v. 17). Dario, o rei, percebeu que havia caído na mesma armadilha que prepararam para Daniel. Viu-se forçado a cometer uma injustiça em nome do sistema da lei e da ordem. Percebeu que, os pretensos defensores da lei, ao seu redor, armaram uma situação para se cometer a pior injustiça contra um homem íntegro. Por isso, ele se empenhou até ao pôr do sol para evitar aquela injustiça contra Daniel.
Daniel nos deixou o exemplo de que é possível permanecer íntegro mesmo quando somos ameaçados e vítimas de conspiração contra nós. Foi o que aconteceu com Daniel. Seus pares no reino de Dario conspiraram contra ele buscando ocasião para acusá-lo diante do rei.

Integridade é uma palavra que significa “inteireza, ser completo, ser inteiro”. Aprendemos que uma pessoa íntegra não é dividida, não age com duplicidade, não finge, não faz de conta. As pessoas íntegras não escondem nada porque são transparentes em seus comportamentos. Daniel nunca escondeu que orava a Deus e não faria isso escondido dos olhos dos outros. Sua fé em Deus jamais seria negada ou transigida por qualquer pressão política. Os inimigos de Daniel orquestraram uma situação de injustiça em que, Daniel não poderia escapar, nem o rei retroceder.

“E chegando-se à cova, chamou por Daniel “ (6.20,21). O rei estava triste mas guardava a esperança de que o Deus de Daniel era poderoso para livrá-lo. Daniel ouviu a voz do rei e gritou de dentro da cova: “O rei, vive para sempre”, indicando que estava vivo porque o anjo do Senhor o livrou.

Daniel foi protegido da morte pelo anjo de Deus (6.22,23). Os leões podiam estraçalhar seu corpo e deixar exposto apenas o seu esqueleto. Ele não podia fechar a boca dos leões, mas estava certo de que Deus o faria pelo seu anjo. Sem trair sua fé e sua integridade, Daniel não escapou da cova dos leões, mas o anjo de Deus entrou com ele naquela cova e fechou a boca dos leões.

A firmeza da fé de Daniel estava acima de qualquer trama diabólica, por isso, Deus enviou o seu anjo que fechou a boca dos leões que não puderam devorá-lo. Sua comunhão com Deus era algo vital e inalterável na relação entre ambos. A Bíblia declara que “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (SI 34.7). Dario, o rei estava triste, mas sabia que um milagre poderia acontecer porque o Deus de Daniel era Poderoso e poderia livrá-lo, por isso, foi à boca da cova (fosso) para constatar a possibilidade do milagre, sendo surpreendido pela sua realização.

(6.24,25) A maldição dos inimigos de Daniel caiu sobre a cabeça deles. Todos aqueles homens foram lançados na cova dos leões e estraçalhados, e não escapou nem mesmo suas famílias.


CONCLUSÃO


O Rei Dario honrou ao Deus de Daniel e os seus inimigos tiveram que enfrentar a mesma sentença que tramaram contra Daniel. Foram lançados na cova e estraçalhados pelos leões. Dario tornou público um novo edito “a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra” (Dn 6.25) que se reconhecesse como o Deus verdadeiro o Deus de Daniel. Esse foi o fruto da sua integridade em todas as situações.

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