sexta-feira, 23 de junho de 2017

Professor causa polêmica com “Deus é fiel sempre” em prova de Direito



Resposta correta estava no Caça-palavras dado aos alunos


Em Boa Vista, capital de Roraima, o juiz federal e professor Hélder Girão Barreto utilizou, como prova de uma disciplina de Direito Constitucional de uma instituição privada, um caça-palavras cuja resposta correta era 'Deus é fiel sempre'.
De acordo com dados divulgados pelo G1, a avaliação foi aplicada para estudantes do 3º semestre de Direito da Faculdade Cathedral. A atividade acabou por não valer nota. No entanto, ainda foi objeto de críticas por parte dos universitários.
Uma estudante, que não quis se identificar, queixou-se. "No final, o que valeu os quatro 'pontos' dessa prova foi a presença no dia do exame e em todas as outras aulas do professor".
Outro aluno lamentou a situação, afirmando que a avaliação foi injusta. "Acho que essa, apesar da nota não ter contado, a prova causou uma perda de conhecimento, porque não mediu o que aprendemos ao longo do bimestre".
Segundo o professor, a situação se tratou de uma 'pegadinha'. "Meus alunos foram avaliados de várias formas, e essa não foi uma avaliação, essa na realidade foi uma pegadinha, uma pegadinha que fiz com eles. A avaliação foi feita pela presença, pela frequência nas aulas".
Hélder enfatizou que a resposta correta do caça-palavras era mesmo 'Deus é fiel sempre'. "Quem tem Deus como direção da sua vida sabe que ele é fiel sempre", afirmou o magistrado.
Questionado em relação as críticas feitas pelos estudantes, o juiz se defendeu e acredita na qualidade e no rigor de suas avaliações. "O professor avalia os alunos da forma como acha conveniente", disse.
"Eu não participo de uma coisa chamada pacto de mediocridade, que é quando uma instituição faz de conta que paga bem, o professor faz de conta que dá aula e os alunos fazem de conta que aprendem. Nas minhas aulas eu passo todas as matérias, com critério, conteúdo e cobrança de frequência", defendeu-se.
Outro estudante disse ter tido surpresa ao conferir a prova. "Ele é um professor rígido, que cobra mesmo. Por isso quando encontrei a frase fiquei até surpreso como todo mundo, pois ninguém esperava isso".
Fonte: Gospel Prime

Claudio Duarte pede perdão a católicos por tê-los “ofendido”


"Temos posicionamentos diferentes, mas isso não nos impede de caminhar próximos", garantiu.

O pastor Claudio Duarte foi alvo de uma campanha de católicos na internet contra ele. Muitos deles acham que o líder evangélico estimulou o "falso ecumenismo" ao pregar "contra Maria" dentro da Paróquia Nossa Senhora Rainha, de Belo Horizonte.
Diferentes páginas católicas nas redes sociais reproduziram o vídeo e pedem que o pastor não seja mais convidado para falar em igrejas católicas, por "respeito a Maria".
O site Fides Press reclama que "Existe uma profunda desorientação na Igreja. Os nossos pastores (padres e bispos) resolveram por fogo na sacristia e os fiéis? Ahh, esses que inalem as fumaças da confusão de Satanás enquanto riem das baboseiras dos "Omoristas" do evangelho."
Devido à repercussão negativa, o pastor Cláudio decidiu gravar um vídeo pedindo desculpas aos católicos. No material, que tem cerca de um minuto, ele afirma ter feito "uma brincadeira que não devia" e ter criado "uma situação desagradável para a fé de pessoas que me respeitam".
Mesmo deixando claro que tem os "seus valores" dos quais não abriria mão, eles não faziam dele "alguém mal-educado". Reiterou que não devia "ter falado da maneira como falei".
Lamentando o ocorrido, assegurou que foi "tolo" e que fez uma brincadeira que não devia. Reiterou seu respeito à comunidade católica. "Temos posicionamentos diferentes, mas isso não nos impedem de caminhar próximos", garantiu. Encerrou pedindo perdão aos católicos.
Assista:

Projeto de Dória dará anistia de multas às igrejas

Prefeitura de São Paulo cedeu à pressão da 'bancada cristã' na Câmara

Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram nesta quinta-feira (22), uma ampla anistia de dívidas de IPTU e de multas às igrejas. O projeto de lei cria o Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), que oferece desconto entre 60% e 85% das multas aos contribuintes que desejarem quitar seus débitos junto a Prefeitura à vista ou a prazo.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, por pressão da "bancada cristã" na Câmara, a gestão do prefeito João Doria (PSDB) cedeu e incluiu de última hora no projeto a anistia para dívidas de IPTU acumuladas até o valor de R$ 120 mil por cada templo até 31 de dezembro de 2016. Estabelece ainda um teto de R$ 120 mil para débitos não-tributários, como multas por barulho contraídos pelas igrejas até a entrada em vigor da lei.
O projeto foi aprovado por 46 votos a favor e segue para a sanção do prefeito. O único voto contrário foi do vereador Cláudio Fonseca (PPS), que reclamou:

"Por tudo que vemos sendo edificado pelas igrejas na cidade esse tipo de isenção não me parece necessário. Defendo que todos paguem impostos conforme a capacidade contributiva. A Câmara oferece um mau exemplo à sociedade aprovando esse tipo de isenção".
Já Eduardo Tuma (PSDB), um dos autores da emenda da anistia e integrante da "bancada cristã", que reúne cerca de dez vereadores, comemorou:

"Nosso intuito é fazer justiça a uma entidade que auxilia o Estado, que não visa o lucro e recupera a sociedade, como no caso dos dependentes químicos".
A inclusão do benefício aos templos foi determinante para que Doria conseguisse aprovar o PPI. Na primeira votação, na última terça-feira, 20, a sessão acabou cancelada por falta de quórum, após sua recusa em ceder ao pedido dos evangélicos.
O presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), explica que a proposta foi elaborada pelos vereadores:

"Isso aqui é um Parlamento, é assim que as coisas funcionam. Não é uma medida para os grandes templos, que estão todos regulares. É para aquelas igrejinhas de bairro, que estão em não-conformidade com o zoneamento e tomam multa do PSIU", esclarece.
A lei brasileira prevê isentos de tributos aos templos religiosos, mas essa imunidade só é concedida após um trâmite burocrático dentro da Prefeitura, que exige dos templos, entre outras coisas, alvará de funcionamento do imóvel onde são realizados os cultos e registro do imóvel ou contrato de locação em nome da igreja.
Os vereadores entendem que, como essa aprovação demora meses, as igrejas acabam acumulando dívidas neste período. O benefício da anistia, aprovado agora, se estende para os templos que ainda não receberam o registro de imunidade tributária.
Com esse novo programa, a gestão Doria espera arrecadar mais R$ 1 bilhão.  Ele foi elaborado a partir de uma recomendação feita pela CPI da Dívida Ativa, que é presidida por Tuma. O tucano explica que isso será benéfico para a cidade no momento de crise econômica do país. Ressalta ainda que a anistia às igrejas "não vai chegar a 2%" do que se pretende arrecadar com o PPI, ou seja, R$ 20 milhões.
"Muitas igrejas não conseguem a imunidade porque ficam em áreas irregulares da cidade e a burocracia as impedem de obter um direito garantido pela Constituição", ressaltou.

Com informações Estadão via Gospel Prime

Pastora trabalha há mais de 10 anos na Cracolândia: “Chamado”


Nildes Néri diz que pastoreia uma “igreja sem teto e sem paredes”


A baiana Nildes Néri, de 50 anos, há 13 trabalha junto aos usuários de drogas da região da Cracolândia em São Paulo. Pastora evangélica, ela chegou com o marido e duas filhas, de 11 e 15 anos, para ser missionária pela Igreja do Evangelho Quadrangular na capital paulista.
Para ela, foi uma grande mudança em todos os sentidos. "Eu nunca tinha visto na minha vida tanta gente numa rua usando drogas", lembra. "Vendo as famílias ali, comecei a me preocupar com elas. E da janela de onde eu morava eu via as pessoas morrendo. E acho que a maior necessidade delas muitas vezes era ter alguém para conversar. Era um ouvido, um abraço, um aperto de mão, um bom dia. E eu olhei e falei, quero ajudar essas pessoas", relata Nildes.
Começou a obra fazendo um "trabalho de formiguinha". "Levava eles para um espaço para dar banho, para dar comida, para ouvir. Então a nossa casa se tornou um lugar onde eles batiam todos os dias", afirma.
Aos poucos ela foi ficando conhecida. Um dia uma pessoa a procurou e disse: "Pastora, nós estamos com uma criança aqui, o pai saiu e não voltou". O menino tinha 4 anos e seu pai, descobriram depois estava preso. Nildes foi atrás da família e acabou encontrando o avô da criança, que não tinha condições financeiras para criá-lo. Ele decidiu ficar com a guarda.
Rafael hoje tem 12 anos e conhece sua história, só tendo conhecido o pai biológico recentemente.
Cerca de um ano depois de adotar o primeiro, Nildes recebeu em sua casa uma usuária de crack, com o filho de 6 meses no colo. Um dia, a mãe saiu e não voltou mais. A Justiça concedeu a guarda de Kauan para a pastora. Hoje, ele tem 7 anos e é o caçula dos quatro filhos.
A pastora teve seu trabalho reconhecido e foi convidada para trabalhar no Programa Recomeço, do governo estadual, que presta atendimento a dependentes químicos. Atualmente ela coordena os conselheiros da tenda que fica numa esquina movimentada do centro. Ela também virou presidente de uma ONG que trabalha com dependentes, o Centro Assistencial ao Povo Carente de São Paulo.
"Me sinto muito honrada de estar aqui. Eu me sinto muito honrada quando eu entro dentro da Cracolândia e eles escondem o cachimbo, e eles falam, 'olha a pastora'. É o respeito, né". "Eu me sinto grata, porque é uma oportunidade que Deus tá me dando pra eu servir o meu semelhante", revela Nildes.
Para ela, esse "É um chamado incondicional, não é pela religião, não é pela igreja. Eu entendo que eu, como cristã, tenho uma responsabilidade". Sua opção é de não sair pelas ruas com a Bíblia na mão. "Não imponho religião, não ando orando com ninguém, mas quando eles pedem 'pastora, ora por mim', eu faço", explica.
"Costumo dizer que sou uma pastora de uma igreja sem teto, de uma igreja sem parede, onde eles não são proibidos de entrar", ressalta.
Com informações G1 via Gospel Prime

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