sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A verdadeira sabedoria se manifesta na prática - EBD / CPAD - Subsídio Teológico

Lições Bíblicas

Por Eliseu Antonio Gomes

A Carta de Tiago enfatiza o lado prático do Evangelho de Cristo. No capítulo 1 e versículo 27, o apóstolo destaca as evidências da "religião pura e imaculada" para nos faz entender que praticar a Palavra é torná-la viva ante o mundo. É importante viver na prática a Palavra de Deus, para não cairmos no descrédito daqueles que nos rodeiam.

O cristão portador da sabedoria do alto é um crente abnegado, ao invés de simplesmente pronunciar a Palavra, vive-a como um exemplo de que ela é praticável e benéfica. Seu comportamento faz com que as pessoas em sua volta reflitam sobre como recebem as Escrituras, se como simples relato histórico ou como a sagrada regra de fé e conduta.

Mahatma Ghandi, diante de um líder cristão, disse: "Eu admiro o vosso Cristo, e não o vosso cristianismo". Infelizmente, vivemos num tempo em que, para muitos, há um grande abismo entre o ato de dizer e o fazer, o ato de pregar e o praticar, o ensinar e o oferecer exemplo.

O crente tem que ser uma testemunha viva do amor e poder do Senhor. De que adianta, ao homem, ouvir mandamentos, preceitos e ordenanças sem conhecer na prática os seus efeitos positivos?

É necessário ouvir

Quem é de Deus ouve as palavras de Deus (João 8.47). O verbo ouvir neste texto tem mais do que o sentido de escutar, é prestar atenção com a intenção de aprender e tornar-se apto a pôr o ensinamento em prática.

Na Palavra encontramos a exposição de um padrão ético superior ao que se vê em homens e mulheres comuns. A ética bíblica não visa apenas ao que a pessoa faz, mas ao que ela é, vai ao encontro de todas as áreas essenciais da vida e de encontro ao código exterior da sociedade edonista e ególatra.

Quando o leitor se submete à vontade divina, a Palavra cria fé em seu coração (Romanos 10.17). À medida que uma pessoa lê a Bíblia, esta, por sua vez, interage com o leitor, falando dinamicamente às suas necessidades. Ela é a voz de Deus, é penetrante, toca no âmago do ser humano e oferece todas as respostas necessárias às perguntas mais importantes (Hebreus 4.12, 13).

A leitura bíblica gera conhecimento e o conhecimento do Senhor produz libertação (Oseias 6.3; João 8.32). A Palavra transforma o leitor em todos os setores que precisa ser transformado e o conduz ao encontro com Deus. O leitor cuja alma está cansada e oprimida, recebe o alívio proporcionado por Cristo, que troca o fardo pesado que encontra-se em seu coração pelo fardo leve e agradável que Ele tem para quem deseja ser praticante da vontade divina. Com a ajuda do Espírito o crente experimenta viver praticando a Palavra prazerosamente (Mateus 11.28-30; João 14.26).

As ideias expostas na Bíblia, morais e religiosas, encaminham o leitor em direção a Deus, que o ama, apresentando o Todo Poderoso como fonte originária da relevância e do propósito para si mesmo e para o seu mundo, orienta-o com vista ao seu bem-estar pleno.

O perfil do crente praticante da Palavra de Deus

Segundo Tiago, o nosso relacionamento com outros deve ser propenso a dar atenção ao próximo. O praticante da Palavra é sempre dado a ouvir, pois quando fala corre o risco de pecar.

Há muita sabedoria em ser uma pessoa tardia para falar, a Bíblia revela que o homem de entendimento cala-se, até o tolo, quando calado, será reputado por sábio (Provérbios 11.12; 17.28). No círculo social das rodas de conversas, a Bíblia valoriza mais quem se propõe a escutar do que quem se dispõe a expressar-se. Recomenda o filho prestar atenção nas instruções do pai, ouvir as palavras dos sábios e afirma que é melhor "ouvir a repreensão do sábio do que a canção do tolo" (Provérbios 1.8; 22.17; Eclesiastes 7.5).

Em nosso relacionamento com o próximo é preciso estar disposto a ouvir mais e não ter pressa para falar. Ao relacionarmos com Deus, é necessário estar sempre pronto a ouvir a Palavra com mansidão e possuir muita disposição para rejeitar o pecado.

O perfil do crente, que por esquecimento ou desatenção, não pratica a Palavra



Os exemplos de Moisés e Jesus em momentos de ira devem ser observados e imitados. A indignação que manifestaram teve como alvo a iniquidade e afronta contra Deus. Moisés revoltou-se contra a idolatria ao bezerro de ouro e quebrou as tábuas da lei. Jesus, irou-se contra a ação de cambistas no templo, virou mesas com chicote nas mãos. Ambos não pecaram contra o próximo ao agirem com objetivo de reestabelecer a vontade do Senhor. É válido frisar: eles não pecaram.

A Palavra de Deus conclama o ser humano a uma moralidade que supera a nossa medida de justiça. "A ira do homem não opera a justiça de Deus"(Tiago 1.20). O crente não praticante da Palavra ao sentir-se prejudicado, lança mão de recursos injustos, luta contra o próximo objetivando fazer justiça em favor de si mesmo e em proteção de seus interesses egoístas. Toda pessoa não praticante da Palavra ainda não despojou-se do "velho homem", portanto dá vazão à indignação através do pecado. É capaz de fazer uso de gritarias, seus lábios transbordam amargura, pensamentos maus, calúnias, mentiras, blasfêmias, e toda espécie de malícia contra seu semelhante por quem Cristo morreu, ignorando (ou ignorante) que seus inimigos reais têm origem espiritual, não possuem sangue e carne, são principados, potestades, os príncipes das trevas deste século, as hostes espirituais da maldade, alojadas nos lugares celestiais (Efésios 4.22, 25; 31; 6.12).

Tiago compara tais pessoas a um homem que se olha no espelho e ao afastar-se esquece dos detalhes de sua fisionomia. São exatamente assim as pessoas que um dia entregaram-se ao senhorio de Cristo, mas em determinadas circunstâncias costumam deixar que a raiva apodere-se de suas vidas. O sentimento de cólera toma o coração delas com autoridade de senhor, elas parecem esquecidas do mandamento que orienta a amar o próximo como a si mesmo. Talvez abatidas pelo surto de amnésia, ou propositalmente, desprezam a ordem de Jesus para amar quem nos odeia, falar e fazer o bem aos que nos maldizem e fazem mal, orar em favor de nossos perseguidores.

Conclusão

É primordial praticar a Palavra: no lar, na igreja, em trânsito. É necessário que cada cristão realize um exame de consciência e pergunte-se se seus sentimentos refletem ambição egoísta ou o amor de Deus, pois não há evidências aceitáveis no relacionamento com Deus e com os outros na vida de crentes que são apenas conhecedores e não praticantes. Suas ações produzem consequências maléficas à Obra de Deus.

Não é normal alguém pregar o Evangelho e ao mesmo tempo ter atitudes que destoam de seus ensinamentos. É anormal pronunciar a Palavra sem praticá-la, tal contradição é puro intelectualismo; o ensino sem a vivência é puro farisaísmo.

É preciso, diuturnamente, desejar e ser parte do grupo de crentes que são praticantes da Palavra e não apenas conhecedores e pregadores dela, é necessário aplicar a verdadeira religião cristã em nossas vidas, observando seus preceitos e estatutos. Do contrário, nossa religião será vã, vazia, sem resultados apropriados e a Palavra nos condenará ao porvir sem paz, sem alegria, sem motivos para sorrir.

Fonte: E.A.G. - Belverede

Consulta: 
Ensinador Cristão, ano 15, nº 59, página 40, 41, julho-setembro de 2014, Rio de Janeiro (CPAD). 
Lições Bíblicas - Mestre, Elinaldo Renovato de Lima; 1º trimestre de 1999, páginas 40, 24-30, Rio de Janeiro (CPAD). 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Evangélicos impulsionariam vitória de Marina no 2º turno, mostra Ibope

Marina Silva

Evangélicos turbinam projeto da "terceira via" com Marina Silva


Se o 2.º turno da eleição fosse hoje, Marina Silva (PSB) seria eleita presidente graças, sobretudo, ao voto dos eleitores evangélicos. É o que revela a pesquisa Ibope divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Há empate técnico entre Marina e Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, entre os católicos: 42% a 40%, respectivamente, na simulação de 2.º turno. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro. Ou seja, apesar de serem o maior contingente do eleitorado (63%), os católicos teriam impacto quase insignificante no resultado da eleição, pois dilmistas católicos anulariam marinistas da mesma fé.
O voto decisivo seria dos evangélicos. Com 22% do eleitorado, eles têm praticamente o dobro de preferência por Marina. Na média, 53% dos eleitores pentecostais, de missão e de outras denominações evangélicas declaram voto na candidata do PSB, ante apenas 27% que dizem preferir a atual presidente.
Os 15% de eleitores que não são católicos nem evangélicos (ateus, agnósticos, outras religiões) também pendem mais para o lado de Marina. Mas, além de terem um peso menor, a distância que separa Dilma da sua principal adversária é menor entre eles: 27% a 45%. É um grupo heterogêneo e, entre eles, não há líderes com a influência de pastores e bispos entre os evangélicos.
Não é novidade a preferência do eleitorado evangélico por Marina. Em 2010, Dilma não venceu no 1.º turno por causa de campanha movida por pastores e seguida por padres. O motivo: a hipotética defesa da legalização do aborto pela petista. A maior parte dos eleitores que abandonaram Dilma migrou para Marina, dobrando seu eleitorado na reta final.
Dilma negou defender o aborto, mas não adiantou. Só foi recuperar parte dos eleitores evangélicos quando se revelou que a mulher de seu adversário no 2.º turno, José Serra (PSDB), fizera um aborto quando jovem.
O eleitor evangélico sempre desconfiou da presidente. Em maio, uma nova onda tomou a internet quando o governo Dilma regulamentou a execução de abortos autorizados pela lei (casos de estupro, por exemplo) na rede de hospitais públicos do SUS. A reação foi tão grande que o governo voltou atrás.
A intenção de voto em Dilma entre os evangélicos cai desde então. Era 39% em maio, é 27% agora. Entre os católicos, no mesmo período, a intenção de voto na presidente oscilou muito menos, de 42% para 39%.
Já a entrada de Marina na corrida eleitoral provocou uma revolução no eleitorado evangélico. No começo de agosto, Eduardo Campos, então candidato do PSB, tinha 8% de intenções de voto entre eleitores dessa fé - a mesma taxa do Pastor Everaldo (PSC). Marina já entrou com 37%, abrindo uma vantagem de 10 pontos sobre Dilma.
O impacto foi tão grande que pulverizou as intenções de voto no até então mais notável candidato evangélico. O pastor caiu de 3% para 1% no eleitorado total, e de 8% para 3% entre evangélicos. Everaldo é líder religioso e tem o apoio de outros pastores, como Silas Malafaia.
Em nenhum outro segmento do eleitorado Marina tem uma vantagem tão grande sobre Dilma do que entre os evangélicos. Nem entre os jovens, nem no Sudeste, nem entre os mais escolarizados, nem entre os mais ricos. Isso não significa que a maioria dos eleitores de Marina seja evangélica - tem 56% de católicos. Mas Marina está abaixo da média nesse segmento, e fica sete pontos acima entre os evangélicos.
A candidata do PSB trocou a Igreja Católica pela Assembleia de Deus em 1997. Ela costuma evitar a mistura religião e política no seu discurso, mas às vezes derrapa. Questionada no Jornal Nacional sobre seu fraco desempenho eleitoral no Estado de origem, o Acre, Marina disse: "Ninguém é profeta em sua própria terra". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. - Via UOL

MARINA SILVA entrevistada no Jornal Nacional da Rede Globo


Marina Silva (PSB) no Jornal Nacional da Rede Globo

Para uma boa audição,
desligue o som do Stúdio Rhema
no canto superior esquerdo do blog.







DIVÓRCIO - Mais da metade das pessoas se arrepende


Mais da metade das pessoas se arrepende de divórcio


Decidir pelo divórcio é sempre difícil. Tanto que, passado o calor do momento, mais da metade das pessoas se arrepende. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada no Reino Unido com 2 mil pessoas: nada menos do que 54% admitiram que ficaram se perguntando se fizeram mesmo a escolha certa, e a resposta foi “não”.


Para alguns, o arrependimento foi tão grande que 42% consideraram dar uma nova chance ao relacionamento. Desses, 21% estão juntos do ex-parceiro novamente.

Segundo a psicóloga e terapeuta de casais Daniela Ervolino, do Psicolink, situações como essas são comuns também no Brasil.

— Muitos casais se separam por impulso. Cada vez mais as pessoas querem resolver tudo instantaneamente e têm menos paciência para se dedicar ao relacionamento — avalia.
Para a especialista, em geral, o arrependimento no divórcio se deve à falta de flexibilidade e de abertura para o diálogo enquanto a relação existia — dois erros que levam à separação precipitada.

— As pessoas não conversam sobre os problemas por medo de iniciar uma discussão, por preguiça e por achar que o outro já deveria saber determinada coisa. Falar e ouvir é fundamental — afirma a psicóloga.


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