terça-feira, 28 de junho de 2022

Pr. Nilton dos Santos é reeleito como Presidente da Convenção das AD's em Santa Catarina - 2022/2026

A CIADESCP reunida em Piratuba (SC) elege a Diretoria da Junta Executiva para o quadriênio 2022/2026


A Convenção das Igrejas Assembleias de Deus no Estado de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná - CIADESCP, elegeu sua Diretoria para o quadriênio 2022/2026, durante a realização da 86ª Assembleia Geral Ordinária realizada na cidade de Piratuba, na tarde desta segunda (27).

O Pr. Pr. Nilton dos Santos foi reeleito para o cargo de Presidente com 902 votos. Saiba mais sobre a eleição dos demais cargos da Junta Executiva, conferindo na publicação da instituição em sua página no Facebook.
 

"Mais um dia histórico para a CIADESCP.
Em votação realizada no plenário da 86ª Assembleia Geral Ordinária em Piratuba, na tarde desta segunda (27), o Pastor Nilton dos Santos, foi reeleito para presidente da Junta Executiva para o próximo quadriênio (2022/2026).
No processo democrático, todos os nomes que compõem a diretoria foram indicados no plenário e logo em seguida cada obreiro pode escolher através de voto secreto entre aqueles que foram apresentados.
O pleito seguiu por toda a tarde e finalizou com os seguintes eleitos:
Presidente: Pr. Nilton dos Santos com 902 votos, Pr. David Pereira de Araújo recebeu 212 votos;
Para Vice-Presidente, o Pr. Sérgio Melfior foi reeleito por aclamação;
O 2º Vice-Presidente: Pr. Ezequiel Machado foi reeleito com 642 votos; Pr. Josué Cipriano teve 352 votos e o Pr. Adilson Leonardo recebeu 115 votos;
Para Secretário: Pr. Volmir Antônio Lalana foi também reeleito por aclamação; o mesmo acontecendo com o 2º Secretário, Pr. Hebrom Mussini;
Para 1º Tesoureiro: Pr. Zilmar Miguel foi reeleito com 754 votos, Pr. Elias Reis teve 322 votos;
2º Tesoureiro: Pr. Josué Álvaro de Souza eleito com 341 votos; Pr. Manoel dos Santos recebeu 323 votos; Pr. Wilson Dias, 269 votos e o Pr. Rubens da Silva - 141 votos.
Na composição para o Conselho Fiscal, entre os nomes apresentados, foram eleitos:
Presidente: Pr. Roberto Ohlweiler
Secretário: Pr. Márcio Vieira
Relator: Pr. Giovani Miguel
E Suplente: Pr. Gilmar Santana
No final do processo de votação todos os eleitos receberam a oração do plenário Convencional e depois cada um agradeceu a confiança recebida.
O Presidente, Pr Nilton dos Santos, falou do grande desafio para os próximos anos e salientou que a diretoria vai continuar trabalhando para que a Convenção siga sendo cada dia mais unida, avivada, missional e relevante.
“Nossa gratidão! Estamos convictos que com a graça de Deus vamos prosseguir na caminhada rumo ao centenário fazendo a diferença nesta sociedade.” Finalizou."
 

Namorar um não cristão possui “implicações espirituais”, diz autora ex-homossexual

A autora cristã Jackie Hill Perry, conhecida por seu livro “Garota gay, bom Deus”, onde relata como deixou o estilo de vida homossexual para se tornar seguidora de Jesus Cristo, fez uma série de alertas aos cristãos que desejam ter um relacionamento amoroso, e que por isso acabam se expondo a certos riscos.

Perry, no caso, falou sobre o jugo desigual, que é quando alguém se relaciona com outra que não compartilha da mesma fé. Para os cristãos, então, esse tipo de relacionamento possui “implicações espirituais”, segundo a autora.

No início da minha fé cristã, eu sentia que, porque eu tinha acabado de sair da homossexualidade, eu deveria ficar com um cara para me tornar mais heterossexual”, disse Parry, explicando que  muitas vezes a busca por alguém é fruto da impaciência e, portanto, atitudes precipitadas.

Ela também apontou o fator emocional como agente influenciador. “Há também a parte da solidão”, contou ela. “Eu estava sempre conversando com alguém, eu sempre tinha alguém para enviar mensagens. Era desconfortável para mim vir a Jesus e apenas ficar sem ninguém para conversar.

O pecado sexual

Outro aspecto apontado por Parry como um pecado que traz implicações espirituais é o sexo antes do casamento, também conhecido como fornicação. A autora explica que é muito difícil resistir a essa prática com alguém que não possui o mesmo compromisso com a Palavra de Deus.

Se abster do pecado sexual nem mesmo faz sentido para alguém que não teve sua mente renovada. E eu não tenho tempo para convencê-lo sobre porquê Jesus é Senhor do seu corpo”, disse ela.

Casada com Preston Perry, o marido da autora também contou um pouco da sua experiência. “É perigoso quando você entra em um relacionamento em jugo desigual, porque isso vai criar um conjunto diferente de problemas. Porque quando for hora de orar, quando for hora de jejuar sobre algo sério, você vai querer estar com alguém que conhece Jesus”, disse ele.

Um pensamento comum por parte de quem se relaciona com um não crente é o da possível conversão. Acreditando poder levar a pessoa para Cristo, o cristão termina se arriscando a ser vítima do processo inverso.

É perigoso acreditar que Deus virá e os salvará. E se Ele não fizer isso no seu tempo, e se Ele não fizer nada, então você está preso a alguém que pode segurá-lo espiritualmente”, disse Preston no podcast do casal.

Por fim, Perry e o seu esposo concluem aconselhando os irmãos em cristo a terem a certeza de que Deus já preparou a pessoa certa para cada um, não havendo motivo para impaciência e atitudes precipitadas.

Deus tem alguém que Ele projetou de forma única que será perfeito para você. Mas na nossa falta de paciência, queremos namorar alguém que marque todos os requisitos, exceto seguir Jesus”, concluem.

Fonte: Gospel+

Disney anuncia lançamento de 1º romance adolescente abertamente gay

O anúncio foi feito no Instagram oficial da Walt Disney Animation Studios

O filme de animação “Strange World” (Mundo Estranho) com lançamento previsto para novembro, será o primeiro filme da Disney a apresentar um romance abertamente gay entre adolescentes produzido pela empresa.

O anúncio foi feito no Instagram oficial da Walt Disney Animation Studios, com a apresentação do cartaz de divulgação.

Acabo de ver pela primeira vez #StrangeWorld da #Disney no festival #Annecy2022. Apresenta o primeiro romance adolescente abertamente gay em um filme da Disney! #RepresentationMatters”, escreveu o desenhista de Strange World, Matthieu Saghezchi em sua conta no Twitter.

A cena mostra o filho sendo muito tímido na frente do garoto que ele gosta, e seu pai entra e diz: ‘Prazer em conhecê-lo! Meu filho fala de você o tempo todo’ e envergonha ainda mais o filho. Muito lindo”, descreve.

A investida na Disney em produções com teor na ideologia de gênero só aumenta. Porém, o que antes aparecia de forma velada, agora está aberto.

A empresa de entretenimento, com foco no público infantil e na família, teve vários personagens que foram assumidos como gays – embora sua sexualidade nunca tenha sido reconhecida – em projetos anteriores.

Um exemplo é o personagem LeFou do live-action “A Bela e a Fera”, que foi anunciado como gay, junto com o ciclope animado Officer Spector de Onward, mas nem a sexualidade do personagem foi reconhecida abertamente, nem desempenhou um papel importante no desenvolvimento da trama, explica a Metro Weekly.

Na semana passada, a Disney lançou Lightyear, um spin-off de Toy Story, com a exibição de um beijo lésbico. O filme, proibido em 14 países de maioria muçulmana e na China, teve bilheteria abaixo do esperado tanto.

‘Prejudicial às crianças’

Em entrevista à ACI Prensa, Pilar Escobar Varela, mestre em Ciências da Família pela Universidade de Málaga, na Espanha, disse que “familiarizar e normalizar crianças em idade tão precoce com relacionamentos homossexuais coloca em altíssimo risco o desenvolvimento saudável, tranquilo e normal de sua própria sexualidade”.

Como mãe e especialista em questões familiares, acredito que a sociedade, incluindo pais, educadores, legisladores e também a indústria do entretenimento, são chamados a dar às crianças o melhor, e isso inclui altos ideais que as motivem e inspirem a se desenvolverem plena e saudavelmente”.

O lugar por excelência onde o ser humano se desenvolve plenamente e aprende a amar é uma casa composta por um homem e uma mulher onde os filhos se enriquecem com a complementaridade dos pais e reforçam a sua identidade sexual”, declarou Pilar.

Para a peruana Giuliana Calambrogio, mãe de oito filhos e mestre em Matrimônio e Família pela Universidade de Navarra, “a inocência das crianças deve ser protegida”.

Em entrevista ao ACI Prensa, disse que não se deveria colocar as crianças “em situações em que terão um conflito entre o que é natural e aquelas situações que, embora aconteçam, não fazem parte do comum”.

Uma criança entre 4 e 6 anos está na idade do pensamento imaginário, acredita em unicórnios, fadas, Papai Noel. Por isso, alguns aproveitam essa idade para introduzir a ideia de gênero, de homossexualidade, e tentam normatizar isso”, disse.

Fonte: Guia-me com informações de ACI Digital via Folha Gospel

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Após proibição, EUA decide que técnico pode orar em campo


Treinador foi advertido pelo distrito da escola onde trabalhava de que não deveria orar no meio do campo

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta segunda-feira (27), que um treinador de futebol americano tem o direito de orar em campo após as partidas de seu time. A votação foi definida por seis votos a três a favor da manifestação religiosa do treinador Joseph Kennedy. Ele liderava a equipe de futebol americano de uma escola pública da cidade de Bremerton, em Washington.

Durante oito anos, Kennedy rotineiramente fazia orações no meio do campo após os jogos de sua equipe, com os alunos muitas vezes se juntando a ele. O treinador também comandava e participava de orações no vestiário, prática que mais tarde abandonou.

Em 2015, após um treinador adversário dizer ao diretor da escola de Kennedy que achava “muito legal” que ele pudesse orar em campo, o conselho escolar pediu então que ele encontrasse um local privado para orar. Após Kennedy se recusar e seguir com as orações, o distrito deu uma baixa avaliação ao treinador e ele decidiu não se candidatar para a renovação de seu contrato.

O técnico acionou então o Judiciário e afirmou que o Distrito Escolar de Bremerton violou sua liberdade religiosa ao dizer que ele não podia orar tão publicamente após os jogos. O distrito, por sua vez, disse que estava tentando evitar a aparência de que a escola estava endossando um ponto de vista religioso.

Para Kennedy, ele estava agindo em seu próprio nome, expressando suas próprias opiniões religiosas, não falando como um porta-voz da escola. Mas o distrito escolar disse que os alunos do time de futebol admiravam seu treinador e se sentiam coagidos a fazer o que ele fazia.

Após instâncias inferiores afirmarem que ele estava agindo como funcionário público ao fazer suas orações em um lugar tão proeminente e concluírem que, com isso, sua conduta não era protegida pela Primeira Emenda da Constituição norte-americana, o caso chegou à Corte máxima dos Estados Unidos.

Na Suprema Corte, onde Kennedy venceu com seis votos favoráveis, o juiz Neil Gorsuch, que transcreveu a decisão da maioria, afirmou que “tanto as cláusulas de livre exercício quanto de liberdade de expressão da Primeira Emenda” da Constituição dos Estados Unidos protegem manifestações religiosas como a realizada pelo treinador.

Nenhuma compreensão adequada da Cláusula de Estabelecimento da Emenda exige que o governo destaque o discurso religioso privado para um desfavor especial. A Constituição e o melhor de nossas tradições aconselham respeito e tolerância mútuos, não censura e supressão, tanto para visões religiosas quanto não religiosas – ressaltou o juiz.

O ex-vice-presidente do governo Trump, Mike Pence, elogiou a decisão da Suprema Corte e afirmou que “os americanos de fé não desligam e ligam sua devoção como um interruptor de luz”. Pence ainda defendeu que “devemos rejeitar qualquer tentativa do governo de controlar a expressão religiosa privada”.

Fonte: Pleno News

domingo, 26 de junho de 2022

Igreja Presbiteriana se manifesta sobre o Pr. Milton Ribeiro e as investigações no MEC - VEJA AQUI


Com relação ao caso da investigação que apura possíveis atos de corrupção passiva no MEC - Ministério da Educação e Cultura do Brasil, com suposto envolvimento do Ex-Ministro da pasta, o reverendo Milton Ribeiro, que além de atuar como pastor titular da Igreja Presbiteriana Jardim de Oração na cidade de Santos (SP), também preside o Presbitério daquela denominação na Região da Baixada Santista.

Hoje, domingo - 26.06.2022, foi publicada "NOTA DE ESCLARECIMENTO" pela Comissão Executiva do Presbitério de Santos – CE/PRST no blog da instituição, com parecer oficial sobre o caso:


"Estimados Conselhos e pastores:
Fazemos lembrar que diante de Herodes Jesus manteve-se em silêncio, ainda que “de muitos modos o interrogava” (Lc. 23.9). Isso nos conduz a considerar que jamais convém à liberdade de expressão configurar como importunação, obrigação ou coerção. Contudo, servimo-nos dela como dever, para assegurar às igrejas jurisdicionadas à assistência da voz presbiteral, que ecoa como grito para espantar os lobos ou como canção para alentar seus corações, desde 1977. 
Recentemente, ficamos imensamente comovidos, quando um dos nossos membros e presidente desta organização religiosa, o reverendo Milton Ribeiro, teve sua prisão preventiva decretada e executada, sob alegação de autoria de crimes cometidos na gestão do Ministério da Educação e Cultura do Brasil (MEC), para a qual foi nomeado ministro, pelo excelentíssimo senhor presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, em data de 10 de julho de 2020.

Esse Concílio dispõe de dispositivo para aplicar penalidade aos membros faltosos, de conformidade com a Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil (CI/IPB) e seu Código de Disciplina (CD/IPB), desde que ocorra uma sentença eclesiástica. 
No entanto, a prisão preventiva do reverendo Milton Ribeiro, não possui elementos que justifique a abertura de processo regular com vista à sentença eclesiástica, pois não possui caráter condenatório, haja visto a ausência de julgamento do processo e sentença pronunciada.

Sob o condicionamento dessa situação, o PRST vê-se apenas em condição de emitir juízo sobre a seriedade, competência e caráter moral do reverendo Milton Ribeiro: que recebeu educação cristã em uma de nossas igrejas e por ela foi encaminhado ao Presbitério, como aspirante ao sagrado ministério; que concluída sua candidatura, foi licenciado e ordenado ao ministério; que exerce seu pastorado na mesma igreja, onde é reeleito, democraticamente, desde 1994; que possui a postura de homem de família, dada a sua educação sob o cuidado de uma professora e servidora pública e de um homem de bem e trabalhador; que também se tornou construtor, com cuidado e respeito, de uma família, como seguindo um legado, ao lado de sua esposa, com quem providenciou as suas duas filhas as devidas oportunidades de afeto, educação e futuro; que semanalmente visita sua mãe, professora aposentada e idosa, com providência de mantimento e, muitas vezes, fazendo a refeição dela; e que, desde 1994, reeleito anualmente, tem presidido o PRST, oportunizando que sua capacidade administrativa se tornasse um inegável fator de implantação de igrejas e de boa condução do Concílio, devido a sua coerência, honestidade e humanidade.

Não nos compete sentenciar. Havendo acolhimento de denúncia, oportunidade ao direito de defesa e nulidade da apelação, o julgamento deste Concílio, na função de tribunal, emitirá a devida sentença a qualquer faltoso. A presunção e a suspeita não exercem influência no tribunal, onde a justiça é amiga da inocência. O juiz, o promotor, o advogado e os elementos documentais que validam a denúncia não se chamam “presunção” ou “suspeita”. Se assim fosse, a tirania do preconceito e da discriminação estaria sentada na cátedra dos tribunais. E o inocente veria sua honra à mercê dos ditames do bel-prazer ou da ludicidade do bem-me-quer ou malmequer, em uma flor sem defesa.

Assim posto, temos plena certeza e esperança de que as provas do processo se apresentarão, na devida instância, favoráveis à inocência do reverendo Milton Ribeiro, como também oportunizará que noticiemos que seu serviço na gestão do MEC contribuiu significativamente para a promoção da educação da Nação.

Cumpre-nos, finalmente, orientar aos Conselhos das igrejas jurisdicionadas ao PRST e aos pastores membros desse Concílio, que mantenham a ordem e o respeito entre a membresia e usem de bom-senso e de cordialidade no trato dessa questão, convictos de que Deus fará, como expressou o salmista, a “graça e a verdade” se encontrarem, e a “justiça e a paz” se beijarem (Sl. 85.10). 
Nessa condição, não se terá o inocente por culpado, nem o delituoso sem dolo. E nem ocasião à perturbação e à contenta para que tumultuem a comunhão cristã.

Que Deus nos ajude e nos livre do mal, encaminhe o reverendo Milton Ribeiro e a sua família à tranquilidade e mantenha os líderes e membros de nossas igrejas vigilantes do bem e da bondade.

Santos/SP, 26 de junho de 2022.

Comissão Executiva do Presbitério de Santos – CE/PRST"

Em suma, a nota de esclarecimento deixa clara a confiança do Presbitério de Santos na "presunção de inocência" do Rev. Milton Ribeiro, e sua postura de aguardar a finalização das investigações com as devidas apurações, quando então poderá atuar na função julgadora do Concílio, se houver necessidade, e, em caso de confirmação da sua inocência, o Concílio trará a público as informações da prestação de serviços do Rev. Milton Ribeiro em sua gestão à frente do MEC, e o quanto contribuiu significativamente para a promoção da educação da Nação.

André Valadão defende juíza que impediu aborto de criança estuprada


André Valadão também respondeu a outra pergunta: E se fosse sua filha?

O caso de uma menina de Santa Catarina, que foi estuprada aos 11 anos, trouxe de novo à tona a polêmica sobre o aborto. Isso porque a criança foi impedida de interromper a gestação.

A mãe da menina só descobriu a gravidez após 22 semanas (5 meses e meio). A criança foi então encaminhada a um hospital de Florianópolis para que um aborto fosse realizado, mas a equipe médica se recusou, já que as normas internas do hospital permitiam o ato até a 20ª semana. O caso foi parar na justiça.

A juíza responsável pelo caso, Joana Ribeiro Zimmer, concluiu que o aborto de um bebê com 22 semanas seria um homicídio e encaminhou a menina a um abrigo após um pedido da Vara da Infância. Agora ela está sendo duramente criticada por seu posicionamento.

Mas, segundo a juíza, a decisão foi uma medida protetiva para manter a criança longe do agressor e também evitar o aborto de uma gravidez em estágio avançado. Há suspeitas de que o estupro tenha ocorrido dentro da própria casa.

Entenda o caso

O estupro aconteceu no começo do ano, mas quando a mãe descobriu a gravidez já era tarde para a realização de um aborto dentro dos parâmetros da lei, já que o bebê estava em estágio avançado de desenvolvimento.

A mãe alega que realmente estava decidida pelo aborto como forma de proteção à filha, conforme o G1. “Diferente de proteger a filha, iria submetê-la a um homicídio”, disse Joana na decisão.

A juíza ainda explica que o aborto só não foi realizado “porque a menina estava institucionalizada [internada em um abrigo] pois, se estivesse com a mãe, teria sido realizado o procedimento sem a salvaguarda da vida do bebê”.

A magistrada ainda escreveu na decisão que a menina passou por três avaliações médicas recentes e que, em nenhuma delas, falou-se em risco para a saúde da menor.

Por outro lado, a advogada da menina, Daniela Felix, insiste em dizer que já havia uma decisão da Justiça que autorizava o aborto. Porém, como a criança foi encaminhada a um abrigo, isso impediu que a decisão fosse executada.

Na última decisão sobre o caso, nesta terça-feira (21), a Justiça determinou que a menina voltasse a morar com a mãe. A advogada de defesa da família não deu detalhes sobre qual será decisão em relação ao aborto. Vale lembrar que a menina agora está em sua 29ª semana de gestação (mais de 7 meses).


Juíza Joana Ribeiro Zimmer.

Defensores do aborto

A ex-coordenadora do setor de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, no Vale do Itajaí, a médica Daniela Lemos Mezzomo, explica que pelo Código Penal, em casos de estupro, risco de vida materna ou má formação fetal incompatível com a vida, não há limite de idade gestacional.

Vinte e duas semanas e dois dias não faria nenhuma diferença quanto a viabilidade, também, e nem deveria ter sido enviado para um juiz. A lei já autoriza. O hospital credenciado deve obrigatoriamente disponibilizar um médico para realizar o procedimento. Interpretam a lei como querem”, ela disse.

André Valadão

pastor André Valadão se manifestou em seu Instagram. Ao ser questionado pelos seus seguidores sobre a decisão da juíza, ele disse que “ela está certíssima”.

Não é porque a criança tem 11 anos que o bebê deixa de ser um ser humano”, disse.

Depois ele respondeu a outra pergunta: E se fosse sua filha? “Se fosse minha filha eu iria cuidar dela nas questões psicológicas e psiquiátricas e nós nunca iríamos abortar o bebê, em hipótese alguma”, reforçou.

Uma vida não deve ser assassinada! Não temos este direito. Bate coração, bate uma vida!”, escreveu ainda.

Por fim, um seguidor pergunta se o pastor André acha que o estuprador do caso em evidência merece pena de morte, punição que não é aplicada pela justiça brasileira.

Valadão responde: “Pena de morte é uma coisa muito séria, gente. Imagine uma pena sendo dada de forma errada a uma pessoa que é inocente. Ou seja, estaríamos matando alguém também”.

A probabilidade de haver erros em condenar pessoas a pena de morte é grande. (Não é o caso comprovado do estuprador) mas mesmo assim, NADA CONTRA A PRISÃO PERPÉTUA, pois em caso de erro, terá a ‘vida inteira’ para provar o contrário…”, escreveu na legenda da terceira publicação.

Outras opiniões

Os abortistas estão realmente preocupados com a trágica situação da menina grávida aos 11 anos ou vislumbraram apenas mais uma oportunidade de disseminar a defesa do assassinato intrauterino?”, questionou também a deputada estadual de Santa Catarina, Ana Campagnolo.

Segundo a deputada, tanto o parto quanto o aborto são traumáticos para uma criança de 11 anos que já sofreu também com o trauma do estupro. “Um aborto não elimina o parto. Um aborto não é mágica que faz o bebê sumir”, considerou.

Após o aborto, ela continuou explicando, que o bebê deverá ser retirado morto de dentro da menina. “Todos precisam saber que após um aborto, seja legal ou não, a menina passaria em um processo para expulsar do seu corpo um bebê que foi propositalmente esmagado, envenenado ou estripado”, detalhou.

As pessoas realmente sabem como é feito o aborto? Por que preferir o trauma do parto de um bebê morto ao parto de um bebê vivo? Por que escolher a morte e não a vida depois que tantas coisas ruins já aconteceram?”, lançou as perguntas.

Juíza se retira do caso

Após a repercussão do caso, Joana Ribeiro Zimmer disse que não se manifestará sobre a audiência realizada e que as informações “foram vazadas de forma criminosa”.

Ela explicou que o caso tramita em segredo de justiça e que busca garantir a devida proteção integral à criança. Em seguida, informou que está deixando o caso, pois foi transferida para a comarca de Brusque, no Vale do Itajaí, conforme informações do G1.

Ela disse ainda que aceitou a promoção e o convite que havia sido feito antes da repercussão do caso. O órgão especial do Tribunal da Justiça disse, na última quarta-feira (15), que “a juíza recebeu a promoção por merecimento”.

Com o julgamento do STF pelo não reconhecimento do direito ao esquecimento, qualquer manifestação sobre o assunto à imprensa poderá impactar ainda mais e para sempre a vida de uma criança. Por essa razão, seria de extrema importância que esse caso continue a ser tratado pela instância adequada, ou seja, pela Justiça, com toda a responsabilidade e ética que a situação requer e com a devida proteção a todos os seus direitos e garantias constitucionais”, a juíza escreveu em nota.

Folha Gospel com informações de Guia-me, G1 e TV Jornal

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