terça-feira, 22 de agosto de 2017

‘Eu não queria mais ser padre’, revela Fábio de Melo


Após ser diagnosticado com síndrome do pânico, ele falou sobre suas angústias em entrevista ao 'Fantástico'


Na noite deste domingo, 20, Padre Fábio de Melo concedeu uma entrevista ao Fantástico, da TV Globo, na qual falou sobre síndrome do pânico, doença que o afetou no último mês. Em uma rede social, o padre admitiu que ficou uma semana trancado em casa, com sensação de morte e tristeza profunda.

Teve um dia em que meu desespero era tão grande, que eu não queria falar com outra pessoa que não a minha mãe. Eu sou o Padre Fábio de Melo, eu tenho muita responsabilidade como Padre Fábio de Melo, mas eu continuo sendo o Fabinho da minha mãe”, contou emocionado.

Ao ser questionado se a doença abalou a sua fé, ele afirmou que sim. ”Muito. Foram dias em que eu decidi tanta coisa rapidamente. Dentro de mim eu pensei: ‘Eu não quero mais ser padre. Eu não tenho mais coragem de enfrentar as pessoas. Eu não tenho mais condições de ser quem eu sou”’, disse.
Já em tratamento, o padre revela que já se sente melhor e apto para trabalhar. No entanto, Fábio de Melo falou que ainda não está completamente curado e que teme uma nova crise. ”A gente acaba virando um escravo do medo”.

Se eu já tinha um respeito pelo sofrimento humano e pelo mistério que é o ser humano, hoje eu tenho muito mais”, finalizou o sacerdote.

(Portal Uai) via Gospel Geral

Fundador da Hillsong diz que religião não é desculpa para discurso de ódio


Brian Houston diverge dos demais pastores sobre aprovação do casamento gay na Austrália

O fundador da Hillsong, pastor Brian Houston, decidiu se manifestar sobre o plebiscito que ocorre na Austrália sobre a legalização do casamento gay. Enquanto diferentes arcebispos católicos condenaram com veemência, Houston preferiu dizer que cada um deve votar "segundo sua consciência".
Conhecido internacionalmente, o líder da Hillsong publicou uma declaração oficial no site da igreja, onde reitera que o ensinamento bíblico é "o casamento entre um homem e uma mulher", mas diz que existem "muitas ramificações" quando se trata da definição do que é  casamento.
"Para os cristãos", disse ele, "essa também é uma questão de fé e de ensino bíblico, algo que nunca deve ser ridicularizado ou minimizado por aqueles com visões opostas".
Embora o casamento homoafetivo não seja legal na Austrália, isso deverá mudar após o plebiscito que ocorrerá no próximo mês.  Pesquisas indicam que 62% da população é favorável à medida.
Segundo Houston, cada australiano deve votar de acordo com sua consciência. Ele escreveu: "Ao longo de todo esse debate, pessoas dos dois lados não conseguiram entender e respeitar os pontos de vista dos outros. Alguns dos que defendem a mudança na definição de casamento confunde suas convicções de fé com o fanatismo".
O pastor não poupou aqueles que iniciaram campanhas na internet e também com outdoors pelo país, condenando a prática e dizendo que ela viola a "liberdade religiosa".
Muitos cristãos australianos estão sendo acusados de propagar "discurso de ódio", por classificarem o casamento gay de “abominação” e lembrarem aos seus praticantes sobe "o fogo do inferno". A maioria dos pastores se pronunciou contrário e estão fazendo campanhas para que a proposta seja rejeitada.
Para Houston, essa postura é equivocada: "Infelizmente, alguns usam o cristianismo para excluir e até mesmo condenar aqueles que são homossexuais e ignorar o desejo deles de buscarem a felicidade. Como pastor cristão, sempre ensinei e preguei de acordo com a Escritura e minhas convicções pessoais, mas não posso fazer as escolhas das outras pessoas por elas. Deus criou a humanidade com livre arbítrio, e eu me importo com todas as pessoas, incluindo aqueles que acreditam de maneira diferente para mim".

Líderes católicos sentem-se ameaçados

O debate nacional sobre o assunto acabou se radicalizando quando o arcebispo de Melbourne, Denis Hart, advertiu aos 180 mil funcionários ligados a instituições católicas, incluindo funcionários de escolas e hospitais mantidos pela igreja, seriam demitidos caso casassem com parceiro do mesmo sexo.
"Eu quero deixar muito claro que nossas escolas, nossas paróquias existem para ensinar a visão católica do casamento”, disse Hart. “Qualquer palavra ou ação que contrarie isso seria algo muito sério".
O arcebispo de Sydney, Anthony Fisher, advertiu que em todos os países do mundo onde o casamento gay foi legalizado, "aqueles que defendem o casamento tradicional foram assediados ou forçados a engolir essa nova visão do casamento. Seria extremamente ingênuo pensar que isso não vai acontecer aqui".
Sugerindo que a liberdade religiosa estava em jogo na votação, Fisher questiona: "Quais proteções serão oferecidas às pessoas que trabalham para instituições dirigidas pela igreja, como escolas, hospitais e universidades? Os professores serão livres para ensinar o que a igreja defende sobre o casamento ou serão forçados a ensinar um currículo mais politicamente correto?".
Com informações Christian Today

Autor de ataques em Barcelona gritou “Alá é grande” antes de ser morto

Younes Abouyaaqoub usava um cinturão com falsos explosivos

A polícia da região da Catalunha, comunidade independente da Espanha, confirmou que o homem alvejado perto de Barcelona nesta segunda-feira (20), é Younes Abouyaaqoub.
Younes é responsável pelo ataque terrorista que deixou 15 mortos – e mais de 100 feridos – por atropelamento na semana passada em Barcelona, uma das maiores cidades da Espanha.
Segundo informações divulgadas pela imprensa local, o jovem de 22 anos foi encontrado no município de Subirats, que se localiza a cerca de 50 quilômetros a oeste de Barcelona.
Younes só foi encontrado na região depois que foi denunciado por um morador da localidade, que teria identificado uma pessoa com traços físicos semelhantes aos de Abouyaaqoub.
Ainda, de acordo com o Estado de Minas, o terrorista estava portado de falsos explosivos num cinturão na ocasião em que foi descoberto. Antes de ser morto pelos policiais, teria gritado "Allahu akbar" (Alá é grande, em árabe).
As autoridades locais estão investigando se Younes Abouyaaqoub estava com mais pessoas em sua ocasião de morte.

Consequências

Mesmo com os atos terroristas ocorridos recentemente, a Espanha manteve seu alerta de ameaça terrorista no nível 4, um abaixo do máximo, pois acreditam que nenhum ataque é iminente no país localizado no ocidente europeu.
O ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido, afirmou que a segurança será reforçada em locais turísticos e outras regiões de grande circulação populacional e que o governo considera "totalmente desarticulada" a célula de 12 pessoas responsáveis pelos ataques.
O atropelamento ocorrido em Barcelona se iniciou próximo à praça Catalunha e se estendeu por cerca de 600 metros da Rambla. No trajeto, muitas vítimas foram atingidas e mais de 10 pessoas morreram.
Mais tarde, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) divulgou um comunicado no sábado (19) e afirmou que os ataques ocorridos nas localidades de Barcelona e Cambrils, na Espanha, foram contra 'cruzados' e judeus.
Fonte: Gospel Prime

Rabino avisa judeus para voltarem a Israel: “A Europa está perdida”

Levantamento no Reino Unido mostra número recorde de casos de antissemitismo

Os recentes atentados de terroristas muçulmanos na Europa geraram um clima de apreensão em seus cidadãos. Embora somente o de Barcelona tenha sido amplamente noticiado, ocorreram outros atos similares na Alemanha e na Finlândia na mesma semana.
O rabino-chefe de Barcelona, Meir Bar-Hen declarou publicamente que as autoridades europeias não estão “reagindo adequadamente ao problema”. Ele alertou a comunidade judaica para os perigos do islamismo radical e disse que está estimulando os judeus a voltarem para Israel.
"Não pensem que devemos ficar aqui para sempre. Encorajo você a comprar imóveis em Israel… Não repitam o erro dos judeus argelinos e dos judeus venezuelanos. É melhor ir logo, antes que seja tarde demais. A Europa está perdida", concluiu o rabino.
Ele acredita que as autoridades estão relutantes em enfrentar ativamente o terrorismo islâmico. Ao assumir a responsabilidade pelo atentado em Barcelona, o Estado Islâmico fez questão de frisar que o ataque era contra “cruzados [cristãos] e judeus”.

Antissemitismo cresce no continente


As palavras de Bar-Hen ecoam um sentimento crescente em várias partes da Europa.
Uma pesquisa encomendada pela Campanha Contra o Antissemitismo, movimento judaico no Reino Unido, realizou entrevistas com mais de 10 mil judeus britânicos. Mais de um terço deles (37%) pensa em mudar para Israel por causa da perseguição religiosa.
O relatório, publicado semana passada, reúne dados desde 2015. A comunidade judaica do Reino Unido registrou 767 ataques antissemitas no primeiro semestre de 2017 – a maior média mensal já registrada desde que esse monitoramento começou, em 1984. No ano passado foram 1.309 incidentes, número 36% maior em relação à contagem de 2015.
Ao mesmo tempo, o doutor Efraim Zuroff, especializado no monitoramento de movimentos antissemitas, disse que as recentes demonstrações de ódio contra judeus nos Estados Unidos são pequenas se comparadas com o que acontece em países como Estônia, Letônia e Lituânia.
Por lá, segundo ele, as marchas públicas exigindo que os judeus vão embora são bastante comuns, mas não recebem a mesma atenção da mídia.
Fonte: Gospel Prime
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