quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Brasileiros que adulteram crêem que Deus perdoa casos extraconjugais, segundo pesquisa


Para 76% dos usuários do site de infidelidade, Deus perdoa odisseias desde que, estas tenham ocorrido por uma boa causa; 45% rezam a Deus por perdão.

A preferência destes adúlteros cristãos brasileiros é de serem perdoados pelo seu cônjuge do que por Deus. Esta é uma das principais conclusões de uma pesquisa feita por uma rede social de infidelidade sobre como os adúlteros tratam da relação traição x religião.

De acordo com o site Victoria Milan, que entrevistou 3.544 infiéis brasileiros cadastrados na rede, 76% dos usuários acreditam que Deus perdoará suas odisseias infiéis, desde que estas tenham ocorrido por uma boa causa. No entanto, este mesmo grupo não procura ativamente oportunidades para obter perdão divino, seja em uma confissão ou habitual oração.

O questionário revelou também que a maior parte dos infiéis (54%) acredita ser mais importante o perdão conjugal do que o divino.

Para Sigurd Vedal, fundador do site, os resultados demonstram uma disposição para acreditar mais facilmente no perdão de Deus do que no do parceiro.

"A nossa pesquisa nos mostra que o cristianismo não é visto como sendo uma religião promíscua, pelo menos não mais do que outra religião qualquer, embora os cristãos priorizem o impacto da infidelidade no seu cônjuge em detrimento daquele que é causado na sua fé", diz.

"Eles acreditam veemente que Deus perdoaria sua infidelidade, enquanto a vontade do parceiro não parece igualmente benevolente", opinou. 

As perguntas foram realizadas com 3.544 brasileiros pesquisados:

- É cristão? 
Sim - 82%
Não - 18%

- Considera o cristianismo uma religião de pessoas infiéis?

Sim - 9%
Não - 45% 
Não mais do que as restantes - 46%

- Acredita que Deus perdoa casos extraconjugais, caso ocorram por uma boa razão/causa?

Sim - 76%
Não - 24%

- Reza a Deus pelo perdão da sua infidelidade?

Sim - 45%
Não - 55%

- Acredita que se tornasse mais religioso se parasse de trair?

Sim - 12%
Não - 88%

- Acredita ser mais importante o perdão de Deus ou o do seu cônjuge?

De Deus - 46%
Do Cônjuge - 54%

- Considera festividades Cristãs, tais como o Dia de Todos os Santos, uma boa ocasião para compensar os seus pecados e procurar o perdão?

Sim - 36%
Não - 64%

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Suzane Von Richthofen se casa com sequestradora na prisão


Suzane Von Richthofen se casou com uma sequestradora dentro da penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, segundo o jornal "Folha de S.Paulo".  A mulher de Suzane, Sandra Regina Gomes, foi condenada a 27 anos de prisão pelo sequestro de uma empresária.
Sandra foi casada com Elize Matsunaga, condenada pela morte do marido, Marcos Matsunaga, em junho de 2012.
Quando se casou, Richthofen deixou a ala das evangélicas e foi para a cela das presas casadas. Suzane pretende fazer uma cerimônia no começo de novembro para comemorar a união.
Suzane foi condenada a 38 anos e seis meses pela morte dos pais, em outubro de 2002.

Suzane Von Richthofen dispensa advogado e herança 

Suzane von Richthofen abriu mão da disputa pela partilha da herança dos pais em comunicado enviado à Justiça. Ela foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão pelo envolvimento na morte deles no ano de 2002. 
No comunicado, Suzane de 30 anos "manifesta sua intenção de desistir da herança dos seus genitores". O processo de inventário e partilha corre na Justiça desde dezembro de 2002, dois meses após o crime. O interesse financeiro sobre os bens da família foi apresentado pela acusação no julgamento como motivo para Suzane agir para matar os seus pais.
A declaração de vontades de Suzanne foi homologada pela Justiça, que sentenciou o processo de partilha em favor de Andreas von Richthofen, irmão dela.

Juiz cristão pede demissão para não fazer casamentos de homossexuais


Um juiz de 57 anos, renunciou ao seu cargo na Carolina do Norte. Gilbert Breedlove, que também é pastor ordenado, trabalhava há 24 como juiz para o Condado de Swain. Entre suas funções de juiz ele realizava casamentos no fórum. Por causa da nova lei do Estado, seria obrigado a realizar casamentos de pessoas do mesmo sexo a partir deste mês. Como isso vai contra sua fé, decidiu abandonar a função.
“Era a minha única opção… a Bíblia inteira ensina que casamento é entre um homem e uma mulher. Qualquer outro tipo de atividade sexual é definida como a fornicação, não casamento”, declarou Breedlove à imprensa.
Ainda sem ter idade para se aposentar, abriu mão de sua principal fonte de renda e passará a viver com um salário oferecido por sua igreja, o qual é bem inferior. Ele afirmou que entende claramente as consequências de sua decisão, mas sabe estar fazendo o que é certo, pois Deus é mais importante em sua vida.
Seu desejo é que seu exemplo possa incentivar outros magistrados a se posicionar. Ele não está sozinho. John Kallam Jr., juiz do condado de Rockingham, também apresentou sua renúncia, citando sua fé.
Kallam afirma que fazer casamentos homossexuais seria “profanar a santa instituição estabelecida por Deus”. Cerca de 400 cristãos reuniram-se em frente ao tribunal que ele trabalhava para mostrar seu apoio. Um juiz do condado de Pasquotank, que não quer se identificar, divulgou para a imprensa que após se recusar a fazer um casamento de dois homens, recebeu um aviso do governo do Estado que, segundo a nova lei, se insistir em sua postura será demitido.

Fonte: CPADNews

Reflexões sobre o resultado da Eleição Presidencial - 2014



DEUS ELEGEU DILMA?
Algumas pessoas estão a dizer que Dilma foi reeleita pela vontade de Deus. Afinal, nada acontece sem a Sua vontade, não é mesmo? A discussão teológica por trás dessa simples afirmação é complexa, envolvendo alguns séculos de debate da tradição cristã. Uma parte dessa tradição - na qual me incluo - afirma que a vontade de Deus se expressa de dois modos: vontade determinativa e vontade permissiva. Nesse último caso, ainda que Deus permita que algumas coisas aconteçam não significa que ele concorde com elas. Como escreveu Roger Olson: "Deus está no controle de tudo, sem ser o controlador de tudo". Do contrário, isso faria de Deus o co-autor de todos os crimes e barbáries da história humana. O que, é claro, não dá para aceitar. Desse modo, a permissão de Deus não retira a responsabilidade humana por seus atos e as conseqüências daí advindas. Deus permitiu que Judas Iscariotes entregasse Jesus para ser morto, porém, o traidor pagou as consequencias. Somente isso é suficiente para refutarmos a ideia de um Deus cuja vontade determinativa se expressas nas urnas. Portanto, a não ser que você conheça, de fato, o pensamento de Deus - o que eu acho improvável - pare de dizer que Deus elegeu Dilma. É mais sensato afirmar que Deus permitiu o resultado da eleição. Mas, além disso, diga que está consciente das consequências dessa permissão.

ELEIÇÃO E DESILUSÃO
Muitas pessoas ficaram desiludidas com o resultado da eleição presidencial. Ainda que isso expresse um sentimento momentâneo justificável - diante de um quadro político sinistro e tenebroso - não pode servir como fenômeno desencadeador de extrema desilusao. A política é um elemento importante da vida em sociedade, mas não o mais importante e muito menos o centro da vida. A política tem valor instrumental, e não ontológico. Significa dizer quer a política não é o propósito último da vida, e aquilo que nos serve de esperança. Falando de uma perspectiva bíblica e cristã, lembro que o sentido da vida está arraigado em Deus e nossa esperança se alicerça em Cristo. Deus está no controle de tudo. Então, permita-se entristecer por um pouco de tempo (caso o seu candidato não tenha sido eleito), mas não desiludir-se. Amanhã, quando o sol raiar novamente, encontre forças, levante a cabeça e continue a batalha. Essa não é uma mensagem de auto-estima. É um lembrete de encorajamento, de alguém que vê todas as coisas pelas lentes das Escrituras, que busca ajuda não em si mesmo, mas em Deus.
BRASILEIRO, ACIMA DE TUDO
Continuo sendo brasileiro ainda que o meu candidato não tenha sido eleito. Faz parte do jogo democrático aceitar a derrota eleitoral, ainda que não concorde com a forma como o jogo foi disputado. Respeito aqueles que votaram, por convicções pessoais e ideológicas, na candidata vencedora, independentemente da raça, cor, religião ou estado em que mora, ainda que discorde frontalmente da ideologia vencedora. Porém, não posso dizer o mesmo daqueles que votaram por interesse econômico ou em troca de favores. Esse tipo de voto expressa, a meu sentir, o que há de mais deplorável no processo eleitoral, pois também é uma forma de corrupção. Terminada a eleição, permanece a nossa responsabilidade de fiscalizar, denunciar e orar pela nação, e muito.
Por Valmir Nascimento
Valmir Nascimento jurista, teólogo e mestrando em teologia. Possui pós-graduação em Direito e antropologia da religião. Professor universitário de Direito religioso, Ética e Teologia. Editor da Revista acadêmica Enfoque Teológico (FEICS). Membro e Diretor de Assuntos Acadêmicos da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). Analista Jurídico da Justiça Eleitoral. Articulista em periódicos nacionais. Escritor e palestrante. Presbítero da Assembleia de Deus em Cuiabá/MT.
Fonte: CPADNews
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