terça-feira, 23 de setembro de 2014

Consciência política: o papel do Pastor e da Igreja

Consciência política: o papel do Pastor e da Igreja - Point Rhema

O papel do pastor na conscientização política da Igreja


O Brasil se prepara para as eleições. Em outubro, milhões de brasileiros irão às urnas para escolher os governantes e os legisladores do país. Diante de tamanha responsabilidade para com o futuro de nossa nação se faz necessário e imprescindível fazer uso da “consciência política”.
Na formação e articulação desta “consciência política”, o pastor tem papel preponderante. Como guia responsável pela orientação da igreja é sua missão alertar, informar e esclarecer a membresia. A igreja deve ser educada na doutrina bíblica e também sobre as questões debatidas no Congresso Nacional e Poder Executivo que afrontam o Evangelho de Cristo.
Apesar de a conscientização política estar florescendo, ainda existe na igreja, focos de resistência. Não poucos crentes são contrários ao envolvimento ou a posição pastoral em relação à política. Acreditam que a igreja não pode comprometer-se com o poder temporal sob o risco dos escândalos. Reconheço que existem líderes oportunistas desprovidos da ética que querem levar vantagens de ordem pessoal. Este comportamento deplorável acaba por expor a igreja à vergonha e ao escárnio público. Porém, não é por causa de uma ou mais frutas podres que vamos recusar a cesta toda.
Como a igreja está engatinhando neste mister, cabe ao pastor o uso de sabedoria, cautela, diplomacia e prudência. É importante levar em consideração o aspecto cultural e o grau de instrução da membresia. Suas convicções devem ser ouvidas e respeitadas. Qualquer persuasão só pode ser levada em efeito sob a autoridade das Escrituras.
A conscientização deve partir do pressuposto que somos discípulos de Cristo e devemos andar como Ele andou (1Jo 2.6). Neste caso, é de bom alvitre, perguntar: “Em nossos passos, que faria Jesus?” Será que Cristo apoiaria partidos políticos envolvidos em corrupção e contrários aos valores cristãos? Será que Cristo votaria em candidatos ficha suja? Cristo faria aliança com políticos favoráveis à liberação da maconha, ao aborto e a homossexualidade
Cumpro com alegria a nobre missão de pastorear na capital do Brasil. A cultura da cidade é politizada. Os crentes estão familiarizados com as manobras políticas,  Estão informados e atualizados com as questões políticas que envolvem ou afrontam a igreja. Como pastor, não tenho dificuldades em apontar o caminho do bom senso e da ética cristã. No entanto sou consciente que esta realidade não se coaduna entre os evangélicos distantes dos conflitos políticos.
Em virtude desta realidade, às vezes os cristãos ficam receosos de que a politização da igreja possa retardar o cumprimento das profecias. Eles perguntam com sincera preocupação: “Não está profetizado que a iniqüidade vai se multiplicar?”. Ao que respondo, alicerçado no Sermão da Montanha: “Sim, mas enquanto a igreja estiver na terra, temos que oferecer resistência à iniqüidade” (Mt 5.13,14).
Assim, para cumprir o seu papel e vencer suas batalhas a igreja deve estar consciente do confronto espiritual e dos ardis de Satanás. Não podemos ignorar que o mundo jaz no maligno (1Jo 5.19) e que temos o compromisso de ser o sal da terra (Mt 5.13). O mundo ainda não se afundou no lamaçal de miséria moral e na calamidade da insegurança por conta da forca restringidora do Espírito Santo que habita na igreja (2Ts 2.7).
É a igreja de Cristo que detém a espada do juízo divino sobre os moradores da terra. As advertências bíblicas sobre o papel do povo de Deus na restauração da nação incluem clamor e consagração: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2Cr 7.14).
Como já escrevi em outra postagem, levanto a bandeira da conscientização política e do voto consciente. Sou favorável a mobilização evangélica e entendo que o Pastor deve divulgar sua posição coerente com o evangelho. No entanto, lembro que nossa luta não é contra a carne e o sangue (Ef 6.12).
As lideranças devem orientar e conscientizar a igreja politicamente. E ao mesmo tempo, precisam promover o despertamento e o avivamento espiritual. O avivamento liderado por John Wesley (1703-1791), por exemplo, trouxe radicais mudanças sociais na Inglaterra. É preciso ter consciência que o mal a ser combatido é o pecado. Quando a igreja passar a viver e priorizar integralmente os valores do evangelho então viveremos um tempo de mudanças.
Por isso, quando as mensagens nos púlpitos das igrejas deixarem de ser de auto-ajuda e o arrependimento voltar a ser pregado, então vidas serão transformadas. O Espírito Santo terá liberdade para convencer os ouvintes da verdade, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Isto acontecerá quando a igreja se recusar a ser um clube de encontros e tornar-se um lugar de adoração. Pecados serão confessados e abandonados. A velha natureza será substituída. Haverá radical transformação e o caráter será revestido “do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.24).
Quando as lideranças deixarem de se preocupar com o crescimento numérico desprovido de qualidade. Quando a disputa por audiência ou por poder for deixada de lado. Quando os embates para conquistar igreja maior e mais rica forem abandonados. Quando o foco for ajustado para a unidade do corpo de Cristo (Jo 17.21). Quando os crentes começarem a viver para a glória de Deus (1Co 10.31). Quando a ortodoxia cristã for defendida e proclamada (Jd 1.3). Então será possível o verdadeiro avivamento espiritual. 
Deste modo nossa nação sofrerá transformações sociais e espirituais. Os crentes terão consciência de seu papel na terra. Jamais concordarão com erro e o pecado. Em hipótese alguma votarão em partidos ou políticos corruptos contrários ao evangelho. E acima de tudo o nome do Senhor será glorificado: “Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem”. (1Pe 2.12).
Reflita acerca disto!
Pr. Douglas Baptista
Fonte: CPADnews
Douglas Baptista é pastor, líder da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento, pós-graduado em Docência do Ensino Superior e Bibliologia, e licenciado em Educação Religiosa e Filosofia; presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Cristã Evangélica, do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e da Ordem dos Capelães Evangélicos do Brasil; e segundo-vice-presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos das ADs de Brasília e Goiás, além de diretor geral do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas.

sábado, 20 de setembro de 2014

Dia Nacional da Escola Dominical - 3º Domingo de Setembro




No terceiro domingo de setembro comemora-se o Dia Nacional da Escola Dominical nas Assembleias de Deus. Considerado o maior meio de estudo da Palavra de Deus, gratuito, realizado semanalmente na maioria das denominações existentes. Apesar de ter sido iniciado em outubro de 1780 pelo jornalista Robert Raikes enquanto fazia um editorial para o jornal de Gloucester, uma cidade no centro-oeste da Inglaterra.

A CPAD, que tem uma trajetória marcante na Escola Dominical nas igrejas brasileiras, parabeniza a todos os pastores, superintendentes, professores e alunos que estão matriculados na maior escola bíblica do mundo.

Saiba mais sobre a história da Escola Dominical em nosso site:

Clique aqui e Compartilhe esta ideia!

Promova você também a maior Escola Bíblica do mundo com a campanha de Incentivo à Escola Dominical da CPAD nas Redes Sociais.

Fonte: CPADweb

Pr. Silas Malafaia responde: O maior preconceito é contra quem?

Pr. Silas Malafaia


Para uma boa audição,
desligue o som do Stúdio Rhema
no canto superior esquerdo do blog.


Os Pecados de Omissão e de Opressão - EBD - CPAD - 3º TRIMESTRE 2014 LIÇÃO 12 - Subsidio Teológico



LIÇÕES BÍBLICAS - CPAD - 3º TRIMESTRE DE 2014 LIÇÃO 12 - Os Pecados de Omissão e de Opressão - Subsídio Teológico


Prof. Natalino das Neves

ACESSE O VÍDEO COM OS COMENTÁRIOS REFERENTE A ESTE ARQUIVO EM UM DOS SEGUINTES ENDEREÇOS:

  • TEXTO ÁUREO - "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado" (Tg 4.17).
  • VERDADE PRÁTICA - Os pecados de omissão e opressão são tão repulsivos diante de Deus quanto às demais transgressões. Lições Bíblicas - CPAD
  • LEITURA BÍBLICA - 17 - Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado. 1 - Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. 2 - As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas da traça. 3 - O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. 4 - Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras e que por vós foi diminuído clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos. 5 - Deliciosamente, vivestes sobre a terra, e vos deleitastes, e cevastes o vosso coração, como num dia de matança. 6 - Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu. – Tg 4.17; 5.1-6
  • INTRODUÇÃO • Pelo visto, os destinatários de Tiago, sabiam fazer o bem e não faziam (pecado de omissão). • Mesmo dentro da comunidade cristã está havendo exploração dos ricos sobre os mais pobres (pecado de opressão). • Tiago recomenda um tratamento mais igualitário e justo entre os membros da comunidade cristã.
  • I - O PECADO DE OMISSÃO (Tg 4.17) • Quem nunca deixou de fazer um bem que poderia fazer? • Algumas vezes, as pessoas se justificam pelas dificuldades e aflições sofridas. • O contexto da Carta de Tiago é de perseguição e sofrimento, mas o apóstolo não “refresca” com a comunidade e pede mais ação. “[...] e o não faz comete pecado” (Tg 4.17).
  • II. O PECADO DE OMISSÃO (Tg 4.17) • O pecado de omissão tem sido ignorado pelo povo de Deus. Mas, Deus está atento (Mt 25.35- 46). • Pecado não é somente quando desobedecemos um mandamento de Deus, mas também quando omitimos de fazer o bem (Lc 10.25-37; Jo 15.22,24).
  • APLICAÇÃO PRÁTICA Será que você tem feito o bem que poderia fazer? Será que você não tem ignorado o pecado de omissão? Pense sobre isso.
  • II. - O PECADO DE ADQUIRIR BENS À CUSTA DA EXPLORAÇÃO ALHEIA (Tg 5.1-3)) • 1. O julgamento divino sobre os comerciantes ricos (v.1). • A carta de Tiago destaca-se no NT, quando o assunto é recomendar uma ação mais justa dos ricos (Tg 1.9-11; 2.2-6; 5.1-6). • Todos os ricos (cristãos nominais ou não) que conduzem os seus negócios de maneira desonesta e opressora contra os menos favorecidos serão julgados e condenados por Deus.
  • II. - O PECADO DE ADQUIRIR BENS À CUSTA DA EXPLORAÇÃO ALHEIA (Tg 5.1-3)) • A tendência dos ricos é depositarem sua confiança nos bens que possuem (Pv 10.15; 18.11; 28.11; Jr 9.23; 1 Tm 6.9,17). • Ver também a parábola do rico insensato (Lc 12.16-20). • Não há paz para quem adquirir suas riquezas sobre a desgraça/sofrimento dos outros.
  • II. - O PECADO DE ADQUIRIR BENS À CUSTA DA EXPLORAÇÃO ALHEIA (Tg 5.1-3)) • Jesus também reforça essa advertência no Sermão da Montanha: “não [devemos ajuntar] tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mt 6.19). • O reino de Deus é para todos, ricos ou pobres, desde que tenham uma vida justa.
  • APLICAÇÃO PRÁTICA Como você tem adquirido os seus bens? Você tem sido justo quando comercializa com alguém? Para você ter vantagem, alguém teve que ter desvantagem!
  • III. A EXPLORAÇÃO DOS TRABALHADORES
  • III. A EXPLORAÇÃO DOS TRABALHADORES (Tg 5.4-6) • A comunidade cristã e formada por pessoas de todas classes sociais. Como as comunidades primitivas a maioria continua sendo de pobres. • Relação de Tiago 5.4 com Dt 24.14-15. • Os patrões e executivos cristãos devem fazer a diferença no tratamento com os trabalhadores a seu serviço. • Tiago advertem que Deus acompanha a relação patrão-empregado.
  • III. A EXPLORAÇÃO DOS TRABALHADORES (Tg 5.4-6) • A regalia dos ricos que não temem a Deus cessará (v.5). • Os ricos que desconsideram os pobres serão julgados por Deus (Ex 23.6; Dt 24.17; Lc 16.19- 31). • Paulo recomenda aos ricos a tratarem os pobres com benevolência para acumularem tesouros no céu e não na terra (1 Tm 6.17-18). • Deus está atento e se coloca no lugar do pobre e justo porque este não resiste à opressão do rico.
  • APLICAÇÃO PRÁTICA Você cristão, que tem pessoas que lhe prestam serviços, como os tem tratado? Saiba que Deus está atento à situação do pobre!
  • CONSIDERAÇÕES FINAIS
  • Pecado não é somente quando desobedecemos um mandamento de Deus, mas também quando omitimos de fazer o bem
  • O cristão não pode explorar o próximo na comercialização de bens e produtos.
Os patrões cristãos não devem explorar seus empregados, sob o risco de serem condenados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARRINGTONFrench L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. ASLAN, Reza. Zelota: a Vida e a Época de Jesus de Nazaré. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. BROWN, Raumond E.; FITZMYER, Roland E. Murphy. Novo Comentário Bíblico São Jerônimo: Antigo Testamento. São Paulo: Ed. Academia Cristã Ltda; Paulus, 2007. ERICKSON, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2008. HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento: Atos a Apocalipse. Edição Completa. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS JOSEFOFlávio. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2000 RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012. RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. STORNIOLO, Ivo. Como ler a Carta de Tiago: a fé e a prática do Evangelho. 5ª reimpressão. São Paulo: Paulus, 2013. STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais
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Pr. Presidente: Ival Teodoro da Silva
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Comentários: Ev. Natalino das Neves - www.natalinodasneves.blogspot.com.br
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