terça-feira, 3 de agosto de 2010

Assembleias de Deus - Pastores e as eleições de 2010 - Por João Cruzue



No dia 03 de outubro de 2010, serão realizadas eleições para todos os cargos políticos eletivos desta nação, exceto para prefeitos e vereadores. As principais matérias de cunho anticristão, tais como aborto, casamento gay, projeto de lei da homofobia, projeto de direitos autorais da internet e outras, estão estrategicamente escondidas nas gavetas do Congresso esperando o término dessas eleições para voltarem com toda força. No momento, os crentes, que sempre foram considerados o atraso da sociedade brasileira pela grande maioria dos políticos, estão sendo paparicados e adulados.

Creio que isso não é novidade para nenhum dos leitores.

Como também não é novidade a certeza de que muitos políticos descrentes têm de que é muito fácil comprar o voto dos evangélicos a partir de propostas indecentes para seus pastores. Eles sabem que a fé e a moral desses pastores são bem relativas -- com as raras e abençoadas exceções de sempre.

Pois bem, assim que os próximos deputados federais e senadores tomarem posse, em 2011, todos os assuntos antibíblicos engavetados e camuflados voltarão à pauta. E os crentes voltarão a ter o cheiro ruim de fundamentalismo e atraso que eles sempre disseram, depois de eleitos.

Se esses projetos contrários à Bíblia se converterem em Lei -- como já aconteceu na Argentina, no Chile e na Suécia, berço dos missionários que fundaram e organizaram a Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil -- eu tenho algo muito grave a dizer. Se essas leis vieram a prejudicar a sociedade brasileira, é por culpa principalmente dos pastores da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Por que?

Porque seus templos recebem a visita de todos os candidatos com pretensão ao Congresso Nacional. Os homens que decidirão o destino das leis. Esses pastores sabem exatamente o que deve e o que não deve ser feito com os votos dos membros das suas Igrejas. E digo mais: que é muito difícil um aspirante ao Congresso Nacional, hoje, conquistar seu cargo sem votos de evangélicos.

Se, na próxima legislatura, as crianças e adolescentes de nossas Igrejas voltarem para casa com uma cartilha de homoafetividade na mão, impressa com autorização do MEC, como está acontecendo no Chile; se, no dia de amanhã, pastores forem obrigados a mudar a liturgia ministerial em suas Igrejas para se adequar à lei de homofobia, como aconteceu na Suécia; se, no dia de amanhã, quebraram as portas de templos evangélicos para celebrar casamentos e outros eventos para gays e lésbicas, eu vou culpar e responsabilizar principalmente os pastores da "minha" Igreja -- a Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Vou culpar por não conscientizarem seus membros, porque eu não me atreveria a pensar que os culparia por negociar os votos potenciais de suas Igrejas em favor de ímpios por dinheiro ou vantagens inescrupulosas. Ou por empregos para parentes, terrenos para templos ou cinco milheiros de blocos.

Senhores pastores, o voto evangélico representa, no mínimo, 25% dos eleitores desta nação. Não costumamos votar com base em vida religiosa dos candidatos, mas por sua potencial competência. Mas, de agora em diante, os candidatos comprometidos com causas inimigas da Igreja, ainda que vierem vestidos de branco e trazendo auréola de santos, não merecem o nosso voto. Não devem receber um voto que seja de um cristão que tenha temor de Deus.

E, por falar em temor de Deus, antes de votar em outubro pergunte para seu travesseiro: o deputado federal e os dois senadores em que estiver pensando em votar vão respeitar os interesses cristãos diante de um projeto que venha a prejudicar a Igreja? Se tiver dúvidas, não vote neles.

E, se seu pastor estiver fazendo campanha ostensiva ou disfarçada na Igreja em favor de candidatos que só aparecem na Igreja no período eleitoral, reúna alguns irmãos e peçam explicações a ele. Não seja omisso, pois no dia em que seu filho ou neto voltar para casa com uma cartilha gay ou sua Igreja for obrigada a realizar casamentos gays, ou for proibido ler a Bíblia inteira no púlpito, a culpa vai ser do seu pastor e também sua, porque não fez nada, a não ser criticar.

Isto é muito duro, mas é melhor dizer agora -- antes das eleições.

***

Texto de João Cruzué, autor do Blog Olhar Cristão: http://olharcristao.blogspot.com/

Gravura: "O Beijo" - desconheço o autor.

Revisão: Maya

6 comentários:

Edilson Paulo disse...

Aceitamos tudo isso a anos, e ninguem falava nada a respeito disso, concordo com tudo que o senhor postou, é preciso dar um basta nisso tudo.chega de politicos que se dizem cristaos fazendo oraçao por dinheiro de falcatruas, e sanguessugas evangelicos envolvidos nos casos da ambulancia.
www.overbooverbooverbo.blogspot.com

Anônimo disse...

Embora as ASSEMBLÉIAS DE DEUS serem a maior denominação evangélica brasileira, isso não significa que ela é responsável pela eleição de políticos sejam eles para quais cargos forem; é uma obrigação de todos nós servos do DEUS ALTÍSSIMO não sermos levados a votar em A ou B por indicação de pastor. O problema é que muitos seguem indicação por idolatrarem seus lideres. Isso não acontece só nas ASSEMBLÉIAS DE DEUS.

Pr. Carlos Roberto disse...

Prezado Edilson Paulo,

Graça e Paz!

Nossa arma é o voto!
Se votamos e não se portaram com cristãos genuínos, que o voto seja depositado em favor de outro.
só assim contribuiremos de alguma forma.

Grato pela visita!

Um grande abraço!
Pr. Carlos Roberto

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro comentarista anônimo,

Graça e paz!

Seu comentário é pertinente, no entanto, o autor do artigo por ser um assembleiano levou em consideração a considerável participação da denominação, da qual também participo.
De qualquer forma, crescemos quando começamos avaliar a situação e revemos nossas posições.

Sua participação aqui foi importante, motivo pelo qual não esqueça de se identificar na próxima vez.

Um grande abraço!

Pr. Carlos Roberto

jurandir alves disse...

De fato, precisamos refletir de modo honesto neste texto, apesar de o exagero em culpar-se "toda" a cupula assembleiana. Existe uma minoria que nas faz parte deste conluio, afinal, quem melhor entende um lobo senao outro (digo dos amigos do poder, caciques e outros que sondam a nobreza palaciana politiqueira).
Alem da oracao, precisamos de cabecas sadias que ajudem a pensar nao com uma falsa mania de espiritualizar todas as coisas, pois os efeitos podem sim, ser espirituais, mas muitas decisoes sao fisicas, materiais, racionais, reflexivas e trazer a luz os efeitos reais de decisoes emotivas.
abracos

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Jurandir Alves,

Graça e Paz!

Refletir e conscientizar é justamente o que estamos nos propondo a fazer neste singelo blog.

Grato pela visita comentário!

Um grande abraço!

Seu conservo,

Pr. Carlos Roberto

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