sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Jesus andava em rua de mão dupla?


Via de mão dupla

Jesus andava em rua de mão dupla? 

 

Dê a Cesar o que é de Cezar e a Deus o que é de Deus

Na hora de legislar, o deputado deve votar segundo a sua consciência ou obedecer a determinação do partido?

Pergunto isto porque o controle do partido sobre os seus afiliados aumenta a cada dia.

Como cristãos, gostaríamos de ver o mundo se rendendo aos pés de Cristo. Não vivemos em uma teocracia, nem estamos preparados para ela, portanto somos cidadãos de um pais que não é regido pelas palavras dos profetas, mas eu e você somos. Minha decisão por Cristo é individual e vale para toda e qualquer situação ou posição que eu ocupe.

Uma nação cristã não será construída com decretos e leis provisórias. Ganhar a nação para Cristo não é função do legislativo, mas da Igreja. A única representação reconhecida pelo próprio Jesus é a Igreja como um todo e isto nem sequer existe, pois no momento atual está totalmente dividida em milhões de pedaços. O estado não interfere na nossa fé, e vice versa.

O legislativo concentra a sua atenção na coletividade, tratando a população no atacado, enquanto a Igreja fixa as suas ações terrenas no individuo, minimizando o seu sofrimento e tentando tirá-lo do mundo. Constantino, o imperador romano juntou os dois (estado e religião) e construiu uma Babel. Por volta do ano 350 d.C. Ele decretou que todos os cidadãos do seu Reino eram cristãos. Os desdobramentos desta decisão culminaram na fundação de uma religião que é um estado, sendo a sua sede em Roma.

Por este motivo continuo achando que igreja não tem candidato. Igreja e estado não correm paralelos, correm em direções diferentes. Nem sequer existe um consenso, entre os evangélicos, em torno da chamada bancada evangélica, portanto, ela não existe. O que existe é um grupo de políticos tentando conquistar um publico cativo entre os evangélicos e um grupo de evangélicos regido por pessoas que tentam conquistar influencia política.

O estado ainda é laico e espero que continue assim. A Igreja é por natureza uma entidade transcendente, mas passou a ser uma instituição, mas espero que saia logo deste buraco. Se a Igreja redescobrir a sua identidade e funcionar de acordo com esta descoberta, já estará muito bom.

Pr. Ubirajara Crespo 

Este artigo me foi enviado, via e-mail, pelo amigo e pastor UBIRAJARA CRESPO, editor do excelente blog: SOB NOVA DIREÇÃO

2 comentários:

sillermo disse...

TEm razão o nosso querido Crespo. Sempre pensei assim e consegui, ao expor as minhas convicções atrair os olhares de alguns. Quando a igreja necessitar de representatividade nas câmaras e congressos a nossa fé mudará de foco. Deixaremos de depender de Deus para depender de políticos que nem sabemos se são crentes de verdade. Agora, o que esta certo também, infelizmente, é que a igreja, convenções,etc. estão divididas e isso eu lamento muito. Todos querem ser o número 1. Foi por isso que houve divisões, e eu a vi; e sigo vendo.

Anônimo disse...

Talvez este seja o artigo mais lúcido e contundente que eu tenha lido sobre a realidade histórica das instituições religiosas e a sua relação com a política. O grande pregador galês, Martin Loyrd-Jones, dizia: devemos olhar para a história da igreja a fim de identificarmos os erros do passado. Esta é reveladora para todos nós. Pois a verdade é única: quando a igreja (representada pela sua liderança) busca o poder temporal (diga-se o político) o resultado não pode ser outro: um retorno ao medievalismo romano. Com consequências divisórias iminentes: o surgimento dos monastérios. Hoje, traduzido na figura dos desigrejados. É a busca pela espiritualidade sem as "alparcas" das instituições. Onde isso vai parar? Só Deus o sabe!

Um abraço,

Marcelo de Oliveira e Oliveira
Rio de Janeiro - RJ
agracadateologia.blogspot.com.br

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