segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sessão solene para homenagear Assembleia de Deus na Câmara dos Deputados

Pr. Hidekazu Takayama

Sessão solene da Câmara dos Deputados para Homenagear Assembleia de Deus se transforma em ato de desagravo ao Pr. Marco Feliciano

A Câmara dos Deputados teve na manhã desta segunda-feira (8) sessão solene para homenagear a igreja evangélica Assembleia de Deus. No plenário, os deputados evangélicos usaram a tribuna para fazer um desagravo ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, acusado de adotar posições racistas e homofóbicas.
Às acusações de que Marco Feliciano é racista e homofóbico, o deputado Takayama (PSC-PR), que sugeriu a sessão solene, disse que os pastores evangélicos amam os homossexuais, apesar de não amarem a prática. Takayama criticou as recentes manifestações ocorridas na Câmara contra Feliciano.
Para o deputado Nilton Capixaba (PTB-RO), Feliciano está sendo ferido em seu direito à liberdade de expressão. Capixaba parabenizou o pastor por defender o povo evangélico. Na opinião do deputado de Rondônia, Feliciano saberá cumprir o regimento da Câmara na condução dos trabalhos da Comissão de Direitos Humanos. "Ele fará chegar o direito humano às pessoas que precisam.""O que não está correto é querer fazer baderna na Câmara, colocar ativistas para denegrir a imagem de um cristão. Nunca nos opomos a que simpatizantes dos homossexuais ocupassem a presidência de uma comissão. Agora, quando temos a oportunidade de colocar alguém em uma comissão, não podemos", disse.

Família

Os evangélicos disseram ainda que estão dispostos a defender na Casa os interesses da família brasileira. Os parlamentares se posicionaram contrariamente a qualquer tipo de proposta que legalize o aborto, regulamente a prostituição como profissão ou descriminalize as drogas. "Se depender dos deputados da Assembleia de Deus, essas leis não passarão nesta Casa", resumiu o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF).
O deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS) acrescentou que os integrantes da Assembleia de Deus atuam em defesa da família, da fé e do trabalho - princípios que, segundo ele, estão sendo afrontados nos dias atuais. Nogueira disse que, juntamente com a bancada católica, os parlamentares religiosos trabalharão para que o Brasil não aprove leis que "afrontem a santidade de Deus".
Já Nilton Capixaba disse que, se não fosse a bancada evangélica e seus mais de 70 integrantes, várias "coisas desagradáveis" já teriam acontecido para as famílias e os evangélicos.
A sessão solene foi realizada para homenagear a Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal do Brasil, com 12 milhões de fiéis. A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil realiza nesta semana, em Brasília, sua 41ª Assembleia Geral Ordinária.
Takayama elogiou o trabalho realizado pela Assembleia de Deus na recuperação de pessoas "alijadas" da sociedade, como usuários de drogas, prostitutas e mendigos. "São pessoas que não têm chance, mas que são recuperadas pelo trabalho extraordinário que heróis anônimos fazem por todo o Brasil", afirmou.

Protesto

Um grupo de cinco pessoas discutiu com evangélicos e com a Polícia Legislativa para conseguir entrar no plenário da Casa Legislativa, onde estava sendo realizada uma sessão solene em homenagem à Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
Os manifestantes carregavam cartazes criticando a mistura da religião com a política. As faixas diziam: "Estado laico é uma conquista" e "Não ao retrocesso fundamentalista".
O grupo apenas abriu as faixas durante poucos minutos durante a sessão e, logo depois, saiu.
A sessão continuou e, ao final o deputado Hidekazu Takayama fez um pronunciamento no qual dizia que bancada evangélica no Congresso Nacional não é homofóbica e que os deputados não são intolerantes aos homossexuais, mas aos "manifestantes que fazem baderna" na Casa Legislativa.
"Todos nós não somos homofóbicos. Se querem colocar essa pecha, não vão nos colocar", resumiu o deputado. "Nós nunca nos opusemos aos simpatizantes do homossexualismo ou de qualquer outra visão estar ocupando a presidência de comissões. Mas quando temos a oportunidade de colocar um presidente em uma comissão [se referindo à Feliciano que é pastor evangélico], querer dizer que não podemos? Vale à pena a reflexão sobre toda essa situação", completou. 
(Com Agência Câmara)

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