sábado, 14 de setembro de 2013

Uma vida cristã equilibrada - EBD - CPAD - Subsídio Teológico - Por Pr. Juber Donizete


O coração nas Escrituras é a sede das emoções, dos sentimentos, por isso Paulo orienta os irmãos filipenses a colocarem suas mentes em Deus, a viverem em alegria e a buscarem a paz de Deus, a fim de guardarem suas mentes e emoções da ansiedade (Fp. 4.5,6). A mente do mundo, isto é, sua forma de pensamento, conduz as pessoas ao desespero, à ansiedade, e, às vezes, à depressão. Para não nos deixar conduzir pelo modo do mundo ver a realidade, não podemos nos conformar com ele, antes ter a mente renovada, de acordo com a vontade de Deus, que é agradável, boa e perfeita (Rm. 12.1,2). Se mantivermos nossas mentes em Deus, poderemos desfrutar da sua maravilhosa presença, ter a convicção de que Ele estará conosco.
Jesus quase não falou de muitos temas que não saem de nossas conversas e preocupações. O mesmo não se pode dizer da ansiedade. A ela Jesus reserva significativo espaço no bojo de Seu ensino essencial: o Sermão do Monte. De fato, isoladamente, é o assunto tratado de modo mais ilustrado e longo em todo o sermão (Mateus 5 - 7).
A ansiedade é uma Droga. Uma das piores que existem. Foi por esta razão que Jesus dedicou tanta atenção a ela. Mateus 6 expressa bem a preocupação de Jesus com o poder adoecedor da ansiedade.  A ansiedade essencial é fruto da desconfiança básica de todo homem.
O que se crê é que ele, o homem, é o responsável pela sua própria vida e saúde, enquanto é ameaçado de todos os lados, tanto pela competição horizontal, como também pelo sentimento de abandono em relação a Deus.
Daqui nascem todos os males! Então, entra em campo o time da ansiedade, com todos os seus infindos craques de angustia e surtos de insegurança e carência; e, paradoxalmente, tomado de ambição e desejos fantasiosos de segurança e poder.
Ansiedade gera neurose assim como também produz uma mente paranóica. A pessoa cai no “responsabilismo neurótico”; ou, então, entra no estado de desconfiança essencial [paranóia], amedrontado em relação ao que possui, e que pode lhe ser tirado, tanto por homens, como por doenças ou pragas invisíveis.
Ora, essas coisas nascem da ansiedade assim como a retro-alimentam. Então a ansiedade-neurótico-paranóica gera a Síndrome do Pânico, a Hipocondria, a Depressão e os surtos de perseguição ou de angustia e medo de morrer.
Na base de quase todas as enfermidades da mente está a desconfiança essencial.
Ora, a desconfiança essencial é a primeira filha da ansiedade do mesmo modo em que é a sua mãe. O ansioso cai na desconfiança essencial, e a insegurança essencial é o que gera ansiedade. É o ciclo da morte...
A cura para esse mal é a fé. Por isso Jesus apenas mandou confiar no amor do Pai. E mostrou como é idiota pensar diferente. Afinal, pergunta Ele, quem pode o quê?
E mais do que confiar, Jesus disse que a cura total dessa ansiedade essencial vem de se buscar em primeiro lugar o reino de Deus em nós.
O reino de Deus em nós! Uma leitura recomendada: Salmo 46 e Mateus 6

“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” é talvez a ordem divina mais difícil de ser atendida.
A dificuldade está no fato de que é Deus quem fala, mas é o homem quem tem que se aquietar, deixando o motor de suas ansiedades parar, permitindo-se levar no ‘automático da confiança”.
“Aquietai-vos” evoca uma decisão pessoal; uma resolução; uma consciência que abre mão do instinto aflito de auto-defesa; é uma vontade de paz; um entregar confiante da impotência pessoal, crendo que em tal paradoxo nasce o poder que realiza o impossível. 

Aqueietar-se em Deus é o agir pelo não agir! Em meio a tudo isso, nesse ‘aquietai-vos”, há também com convite ao silêncio interior. 

Deus fala no silêncio! 

Silêncio em Deus é quando os processos mentais se acalmam, a alma se deita aconchegada, os espírito de levanta voluntário, o coração se aninha humilde, os ouvidos interiores se abrem, e, nossas vozes vocais ou não-vocais emudecem...; sim..., é depois de tudo isso que podemos ficar abertos para ouvir Deus no silêncio... 

E Ele fala. Fala dentro de nós. Fala sem palavras e sem linguagem. Fala através de sentimentos... às vezes de angustias que emulam a consciência... às vezes através de brisas, ventos, folhas que se esvoam, pássaros que cantam, estações que mudam, luares sombrios ou iluminados; bem como através de gestos, acontecimentos, inspirações, alegrias puras, gratidão, esperança, sonhos...; e, sobretudo, mediante o silêncio da Palavra, que fala sem gritar, e que admoesta em consolação. 

Experimente a santa irresponsabilidade de descansar em Deus, de dizer ‘tô nem aí... está nas mãos de Deus...’; ou, ainda, experimente fazer da quietude o seu tesouro, o seu modo de vida, o seu sentir mais normal, e sua ambição mais preciosa. 

Ah! Grande alegria e contentamento há na confiança que sossega e se aquieta! Quem assim faz... em fé... esse conhecerá a Deus. Sim, esse ‘saberá’ em profundidade acerca do poder que emana em favor da alma que se aninha na amizade de Deus. 

Bem-aventurados os que se aquietam, pois eles saberão e conhecerão quem é Deus!

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