sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

NÃO TERÁ OUTROS DEUSES - Lições Bíblicas - EBD/ CPAD - Subsídio Teológico


NÃO TERÁ OUTROS DEUSES

Por: Prof. Adaylton de Almeida Conceição

Em Notícia do dia 12 de outubro de 2007, o Estadão Online  trazia estampado o seguinte: 

Americanos conhecem mais o Big Mac do que os Dez Mandamentos. Permitam-me ler a matéria: “Em um teste, americanos lembraram os sete ingredientes de um hamburguer Big Mac, do McDonalds, e os membros do programa de TV The Brady Bunch com mais facilidade que os Dez Mandamentos da Bíblia. Uma pesquisa da Kelton Research descobriu que 80 por cento de mil consultados sabiam o nome do principal ingrediente do sanduíche - dois hambúrgueres - mas menos de seis em cada 10 sabiam do mandamento “não matarás”. 

Menos de metade dos pesquisados - 45% - podiam lembrar o mandamento “honra a teu pai e a tua mãe”, mas 62 por cento sabiam que há picles no Big Mac. Bobby e Peter, os nomes menos lembrados da série Brady Bunch, foram citados por 43 por cento dos consultados, superando os 34% que sabiam do mandamento ‘lembra-te do dia de sábado’ e 29% se recordaram de ‘não tomarás o nome de Deus em vão’.

Pouco depois de Moisés ter livrado os filhos de Israel da escravidão no Egito, e ao iniciarem eles a viagem em direção à terra prometida, Deus chamou-o ao seu encontro no monte Sinai. Ele deve ter lhe falado mais ou menos o seguinte: “Moisés, seu povo está a caminho da prosperidade. A terra que eu lhes prometi é rica e produtiva. Ela lhes dará muito mais do que o essencial. Na verdade, é uma terra que mana leite e mel. 

Contudo, o povo nunca será feliz, nem se sentirá realizado apenas com a posse de bens materiais. O modo como vivem deve ser mais importante do que as riquezas. Por isso, vou lhe dar dez leis para regerem este viver. 

Quero que você as ensine a eles. Se pautarem a existência por elas, prometo que serão grandemente abençoados. Todavia, desejo fazer uma advertência: se violarem estas leis, serão severamente punidos.

A AUTORIDADE DA LEI

A LEI – PRINCIPIO DO GOVERNO DE DEUS.

A palavra Tórah do hebraico תּוֹרָה, geralmente é traduzido por Lei, mas  muitos estudiosos preferem traduzi-la por “guiar/ensinar”, alegando que é a base da palavra hebraica. Mas não difere muito do significado mas popular que corresponde a instrução, orientação, conjunto de ensino profético ou doutrina. É o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh também chamados de Hamisha Humshei Torah, mas o termo Torá é aplicado igualmente ao Antigo Testamento como um todo.

A Torá possuem 613 mandamentos (mitzov). Todas essas Leis expressam a vontade de Deus, através das quais um grupo de sacerdotes exerce o governo do povo (Teocracia). Em um estado teocrático o poder Temporal e Espiritual encontram-se unidos, não havendo distinção entre Lei civil, moral e religiosa. Todas elas são objeto da classe sacerdotal que conduz e regula a vida do povo através dos Mandamentos outorgados por Deus.

O que é, portanto, os Dez Mandamentos? 

É a declaração da vontade de Deus, feita ao gênero humano, dirigindo e obrigando todas as pessoas à conformidade e obediência perfeita e perpétua a ela - nos apetites e disposições do homem inteiro, alma e corpo, e no cumprimento de todos aqueles deveres de santidade e retidão que se deve a Deus e ao homem, prometendo vida pela obediência e ameaçando com a morte a violação dela.

O CONTEXTO DOS 10 MANDAMENTOS

Os Dez Mandamentos registrados em Êxodo 20. 1 – 17 é, segundo Betty Bacon (1991, p. 133), “um dos pontos altos da revelação divina, é seminal no pensamento bíblico, como indicam suas freqüentes e importantes ocorrências no NT”. Outros escritores concordam com isto, crendo que com o Decálogo, chega-se ao clímax do livro de Êxodo; o Decálogo é o tema central e mais exaltado do Livro de Êxodo. O que foi registrado antes era preparação para ele; e tudo que foi registrado depois dele é resultado e suplemento. Nas Escrituras o Decálogo é chamado “as palavras da aliança, os dez mandamentos” (Ex 34. 28). O próprio formato dos Mandamentos revelam que eles são formulados como um pacto entre Deus e os Homens.  “Então vos anunciou ele a sua aliança que vos ordenou cumprir, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt 4. 13). 

O PRIMEIRO DOS DEZ MANDAMENTOS – A PRIMAZIA DE DEUS

- Um código Monoteísta

Não importa muito os sonhos e valores de nossa vida, até resolvemos a questão de quem ou o que está em primeiro lugar em nosso coração. Sobre esta questão Jesus Cristo nos alerta dizendo: "...Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração..." (Mateus 6:21). Esta questão tem que ser resolvida! Se alguém, ou alguma coisa, ocupa o primeiro lugar de nossa vida diante de Deus, nossa vida esta fora de controle e fora de equilíbrio. Esta é a essência do primeiro Mandamento, Deus quer nos dizer que Ele deve estar em primeiro lugar em tudo o que ocupa o nosso coração, inclusive nos desejos, e sonhos de nossa vida. Esta exigência de Deus é muito simples. Ele sabe que todos os homens adoram algum tipo de deus ou deuses, inclusive aqueles que se dizem ateus e agnósticos, por que qualquer coisa que toma a primazia em nosso coração é considerado como um deus, uma idolatria, seja dinheiro, imagens de esculturas, artistas, ideologias, filosofias, relacionamentos, etc. Tudo o que ocupar o primeiro lugar em nossa vida nos desviara do verdadeiro Deus que é o único digno de nosso amor e devoção.

“Eu sou JEHOVAH teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas, nem as servirás; porque eu, JEHOVAH teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me aborrecem, e faço misericórdia em milhares aos que Me amam e guardam os Meus mandamentos.” (Êxodo 20: 2-5) 

O RECONHECIMENTO DE DEUS

O reconhecimento de Deus, a ideia ou concepção que o ser humano faz do Criador, é a ideia fundamental de sua vida. Tal reconhecimento é tão essencial para o homem que Deus fez que houvesse um influxo universal, procedente dEle mesmo, nas almas dos homens, dando a intuição de que existe um Deus e Ele é Um. Por causa desse influxo universal é que todas as raças e povos, em todos os tempos e lugares, tendo uma religião sã, tiveram e têm o reconhecimento original de Deus, embora esse reconhecimento primitivo seja depois apagado em muitos por causa das ideias humanas e corporais.

Lançada e firmada solidamente a autoridade de sua lei, Deus enuncia o primeiro mandamento, a saber: que não tenhamos deuses estranhos diante de sua face [Êx 20.3]. O fim deste mandamento é que Deus quer ser o único a ter a preeminência em seu povo e nele exercer seu direito em plena medida. Para que isso aconteça, ordena que estejam longe de nós a impiedade e toda e qualquer superstição, em virtude da qual ou se diminui ou se obscurece a glória de sua divindade.

Deus não começa ordenando, Ele começa se revelando!

Nossa obediência a Deus deve brotar da consciência de quem Ele é (Conhecer a Deus – Se não entendermos quem Ele é, não entenderemos o que Ele quer.

Quando conhecemos alguém, sabemos o que lhe agrada ou não. Quando amamos esse alguém, o nosso desejo é agradar-lhe.

Deus revela ao Seu povo quem Ele é através das coisas que Ele faz (“que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”).

Tt 3.3-7: “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”.

Assim, a primeira coisa que o primeiro mandamento determina é que não se deve adorar ídolos. Este é o sentido da letra ou natural do Mandamento. Porque na antiguidade havia um grande número de religiões cujo culto se tornou idolátrico. Erram religiões que tinham simbolismos e correspondências provenientes das Igrejas Antigas e Antiquíssima, mas que fizeram tais símbolos e representativos se degenerarem em grosseira idolatria, porque perderam o conhecimento acerca do que tais símbolos significavam. A primeira coisa era, portanto, determinar que o homem não tomasse esses ídolos em lugar de Deus, e tampouco tomasse homens, vivos ou mortos, como  deus, “como tinha sido feito no mundo asiático e em diversos lugares em torno; muitos deuses das nações não eram outra coisa, como Baal, Astaroth, Chemos, Mikom, Belzebu; e em Atenas e em Roma, Saturno, Júpiter, Netuno, Plutão, Apolo, Palas, etc., dos quais, alguns foram adorados a princípio como santos, depois como deidades, e enfim como deuses” .

“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”. 1 João 5:21.

a) A palavra idolatria é formada por dois vocábulos gregos: eidolon (ídolo) + latria (adoração). Idolatria é a adoração aos ídolos. Teologicamente, idolatria é tudo aquilo que, em nosso coração, tira a primazia de Deus. É idolatria, por exemplo, o excessivo apego que se tem a uma pessoa ou objeto. (Cl. 3:5). A idolatria é uma afronta ao próprio Deus, pois rouba-lhe a glória e consagra-se às obras que nada são, ignora a eterna e inquestionável soberania e zomba das reivindicações que Ele apresenta em sua Palavra.

b) A Bíblia condena energicamente a idolatria. A primeira iniqüidade a ser introduzida no Universo foi justamente a idolatria. Haja vista a rebelião de Satanás e a pretensão de nossos primeiros pais. Talvez hoje não mais encontremos por aí o horrendo deus Maloque nem a infame deusa Diana dos efésios. Mas a moderna idolatria, além de seu aspecto tradicional e grosseiro (a adoração de imagem de escultura), vem de forma sorrateira, furtiva a até subliminar, minando a resistência do povo de Deus.  

c) Muitos são os cristãos que se vêm deixando contaminar pelos promotores desse perverso e ímpio sistema idolátrico que, nos meios de comunicação, recebe os mais insinuantes títulos: humanismo, nova era, filosofia holística e univérsica, regressão psicológica, prosperidade, pensamentos positivo, liberação sexual, etc.

d) Os agentes da impiedade não poupam esforços; sabem como insuflar suas doutrinas até entre os santos. Estejamos alertas! Não podemos traficar com a gloria divina, nem trocá-la pelos ídolos sejam quais forem as formas com que estes se apresentam. O Senhor não negocia a sua majestade.   

UM DEUS ENTRE OUTROS DEUSES

Alguns poderiam perguntar: "Bem, mas não há somente um Deus?" Sim, existe apenas um "DEUS VERDADEIRO", mas há muitos falsos deuses! Criados e adorados pelo homem, como já foi mencionado acima, um deus pode ser qualquer coisa, uma ideologia, uma filosofia, bens materiais, uma pessoa, um objeto que considerarmos mais precioso, algo que não exitamos em fazer um maior sacrifício, ou qualquer outra coisa que mova o nosso coração. O homem, por natureza, é um ser religioso, portanto mesmo inconscientemente ele vai encontrar alguém, ou algo, para dar a sua adoração. Muitas vezes, coisas ou pessoas ocupam o primeiro lugar em nossa vida tornando-se um deus para nós. 

Observe alguns exemplos de coisas que se elevam a status de deus na vida de muitas Santo Agostinho disse:  “Minha alma esta desassossegada, e sempre estará, enquanto não encontrar descanso em ti, ó Deus.” Nenhum ídolo realmente preenche este vazio da alma, mas nós podemos passar a vida toda buscando satisfação num falso objeto de adoração. E são muitos os que agem assim. 

UM MUNDO COM MUITOS DEUSES

1. Deus anuncia Sua exclusividade num mundo em que existiam muitos deuses (egípcios, cananeus, jebuseus). Hoje, ao invés de Baal e Astarte, os deuses se chamam sucesso, prestígio, o próprio “eu”, fama, etc... Os Ídolos modernos trazem insegurança, necessidade de aceitação… escravidão!!

2. Se pertencermos só a Deus, estamos livres de pertencer aos tiranos que querem nos aprisionar.
O objetivo do primeiro mandamento é proteger a nossa liberdade.

3. Quando amamos a Deus “tridimenssionalmente” (Mt 22.37), não nos apaixonamos pelas futilidades desse mundo:
Salmos 31:6: “Aborreces os que adoram ídolos vãos; eu, porém, confio no SENHOR”.
Amar a Deus de todo o coração não significa odiar o mundo e as pessoas. Jesus entende o amor de Deus manifestado no amor ao próximo. Por isso, acrescentou ao primeiro mandamento um segundo: “Mas o segundo é semelhante a este: amarás o próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39).

4. O primeiro mandamento contém a condenação explícita de qualquer forma de idolatria, seja visível, ou invisível.

a. A revelação do Sinai é totalmente contrária à idolatria, na forma de imagens ou apegos insensatos. “Não terás outros deuses DIANTE de mim”.
Mas, ainda que sejam inúmeras as coisas que devemos a Deus, contudo a quatro tópicos se podem muito bem mencionar: Adoração, a que se anexa como um apêndice a obediência espiritual da consciência, confiança, invocação e ação de graças. Chamo adoração a veneração e o culto que qualquer um de nós lhe rende, quando se lhe submete à grandeza. 

Por isso, não improcedentemente, incluo à adoração a submissão de nossa consciência à sua lei. Confiança é a segurança de nele descansar, em virtude do reconhecimento de seus predicados, quando, atribuindo-lhe toda sabedoria, justiça, poder, verdade, bondade, reconhecemos que somos bem-aventurados somente em sua comunhão. Invocação é o recurso de nossa mente à sua fidelidade e assistência, como ao sustentáculo único, sempre que alguma necessidade insiste. Ação de graças é a gratidão com que se lhe atribui o louvor de todo bem.

A REVELAÇÃO DE DEUS NO PRIMEIRO MANDAMENTO

O primeiro mandamento é o testemunho da exclusividade e singularidade de Deus, ou seja, revela o Senhor em Seu caráter, Seu ser e Sua ação.

Seis verdades, seis atributos de Deus são revelados através desta autodeclaração divina:

1. É um Deus e Senhor exclusivo – o Alpha e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Início, o Absoluto, a Suprema Autoridade, que tudo ordena, exige e completa.

2. É um Deus pessoal (“teu Deus”) – “Teu” é pronome possessivo. Deus está pronto a se entregar totalmente, com toda abnegação divina, e faz isso através de seu único filho, Jesus Cristo, que se entregou por nós. Por isso, podemos dizer hoje: “Ele é meu Deus”.

3. É um Deus de relacionamento – Ele se relaciona com aquilo que criou. Deseja comunicar-se conosco e nos revelar a Sua vontade.

4. É um Deus presente e constante – “Eu sou” significa que Ele é no presente, e mais, Ele é “onipresente”. Deus é o mesmo hoje e sempre (Hb 13.8); Ele não muda. Não é um Deus do passado, é um Deus presente nas aflições do dia-a-dia (Sl 46).

NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM! 

Isaías 44:10-12: “Quem formaria um deus ou fundiria uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo? Eis que todos os seus seguidores ficariam confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos e se apresentem, espantem-se e sejam, à uma, envergonhados. O ferreiro faz o machado, trabalha nas brasas, forma um ídolo a martelo e forja-o com a força do seu braço; ele tem fome, e a sua força falta, não bebe água e desfalece.”

Formaria (יצר yatsar) – Através do ato de espremer em uma forma.
Préstimo (יעל ya ̀al) - ganhar, lucrar, beneficiar, aproveitar 

OS DEUSES NOSSO DE CADA DIA

Ter algo ou alguém como seu deus é coisa mais comum do que se pensa. Quando ouvimos acerca dessa verdade, a primeira lembrança que nos ocorre é o exemplo de uma pessoa que tem uma verdadeira adoração por outra, a ponto de sacrificar tudo o mais por causa desse amor. E tudo o mais, nesse caso, inclui o sacrifício da própria verdade e do bem. Por causa de um apego ou amor extremo a alguma coisa ou a alguém, chega-se a fechar os olhos para a razão e para o que é realmente bom e verdadeiro. É o caso, por exemplo, dos pais que amam indiscriminadamente um filho mau, e que, por causa desse amor, encobrem os erros e crimes do filho, sem fazer uma separação entre as coisas no filho que são dignas das que são indignas, isto é, as que devem ser amadas e cultivadas das que devem ser corrigidas e removidas como males e cada um dele. Todo o tipo de deuses eles criavam. 

1. O deus dos prazeres - "...porque muitos há, dos quais repetidas vezes vos disse, e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo; cujo fim é a perdição; cujo deus é o ventre; e cuja glória assenta no que é vergonhoso; os quais só cuidam das coisas terrenas...” (Filipenses 3:18-19). O prazer é como uma droga viciante, que muitas vezes requer mais e mais para se obter o mesmo efeito. Entre elas estão: sensualidade, sexualidade, esportes, entretenimentos, relacionamentos, etc. 

"...E aconteceu depois destas coisas que a mulher de (Potifar) seu senhor pôs os olhos em José, e lhe disse: Deita-te comigo. Mas ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: 

(…) Como, pois, posso eu cometer este grande mal, e pecar contra Deus?..." (Gênesis 39:7-9). José é um exemplo de pessoa que não se curvou ao deus do prazer.

2. O deus das Posses e riquezas - "...Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas..." (Mateus 6:24). O deus das Posses e riquezas infelizmente tem dominado muitas vidas neste mundo capitalista, mesmo no meio da cristandade vemos a exaltação a este deus (mamom), são correntes, campanhas, orações, reuniões especiais, envelopes 'sagrados', fogueiras, utensílios 'ungidos', etc. As pessoas que colocam o dinheiro e as coisas materiais em primeiro lugar são idólatras, estas pessoas não se reúnem para louvar e adorar ao Deus verdadeiro, elas se reúnem com o propósito de alcançar prosperidade material.

Existem apenas duas maneiras possíveis em que podemos responder a Deus. Nós podemos continuar a colocar o mundo, o dinheiro, os projetos, os ídolos de pedra, gesso, madeira, etc; acima de Deus e persistir em rebelião terminando assim perdido em uma vida de punição, perdendo a recompensa celestial. Ou, podemos cumprir a exigência de Deus que resultará em uma vida abençoada e uma eternidade gloriosa. A exigência de Deus é esta: "...Não terás outros deuses diante de mim..." (Êxodo 20:1-3).

DEUS ABOMINA OS ÍDOLOS

Dizem que os crentes se converteram dos ídolos a Deus… 1Tessalonicensses.1:9 - Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro.

Ídolos na Bíblia: não são somente imagens de deuses, mas todas as coisas que venham ocupar o lugar de Deus. Figuras- símbolos, figas, patuás, figuras, imagens de ouro, prata, pau, pedra, gesso, barro de qualquer objeto, coisas semelhantes a estas que tenham algum vínculo de fé e confiança espiritual, e que tomem o lugar 

Desde Gênesis a Apocalipse a Bíblia condena toda a sorte de imagem e a idolatria. 

Deuteronômio. 7:25,26- As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que não te enlaces neles; pois abominação é ao SENHOR teu Deus.

Não porás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás, e de todo a abominarás, porque anátema é. (MALDIÇÃO) Deuteronômio. 27:15. Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao SENHOR, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém. 

O que é  o crer? Crer: depositar fé, confiar, fazer votos, fazer oração, ajoelhar diante dela, prestar culto, homenagens, festas, cânticos, preces, fazer pedido na oração, interceder a imagem e objetos. (Gênesis. 15.6; Romanos10.4–Salmo. 95.6– 97:7– 115- 4-8). 

Por: Prof.  Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (TH.B.Th.M.Th.D.)

Facebook – Adayl Manancial

BIBLIOGRAFIA

COMENTARISTA  DO TRIMESTRE: Revdº. Dr. Esequias Soares

Adaylton de Almeida Conceição –  Dispensación de la Ley – STEM – Argentina 
Charles L. Allen – As leis divinas para a vida – Os Dez Mandamentos
Laércio Rios Guimarães – A Ética dos Dez Mandamentos 
Nilza Range – deus abomina os ídolos
Rev. C. R. Nobre – O primeiro mandamento

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