quarta-feira, 13 de maio de 2015

PODER SOBRE A DOENÇA E MORTE - LB Adultos - EBD/CPAD - Lição 7 - 2. Trim/2015 - Subsídio Teológico


PODER SOBRE A DOENÇA E MORTE por Prof. Adaylton de Almeida Conceição

Lições Bíblicas Adultos - EBD/CPAD - Lição 7 - 2. Trim/2015 - Subsídio Teológico


Qual a relação que existe entre pecado e doença?

A doença, considerada em si, é uma conseqüência natural do desequilíbrio ou desgaste dos órgãos e humores que constituem o corpo humano. Decorre, pois, do fato de ser o corpo um composto de elementos sujeitos a sofrer desajustamento entre si. A possibilidade de adoecer é assim inerente ao conceito mesmo de natureza humana.

A fé, porém, ensina que a doença, como ela hoje ocorre, não é fenômeno meramente natural.

Deus, ao criar os primeiros pais no estado de inocência, houve por bem conferir-lhes o privilégio de evitar a doença e a própria morte (dons da impassibilidade e da imortalidade). 

Caso perseverassem na amizade com Deus, não somente teriam sido isentos de qualquer moléstia, mas também haveriam gerado filhos possuidores da mesma prerrogativa.

Aconteceu, porém, que os primeiros pais pecaram. Em conseqüência, perderam o dom da impassibilidade; os achaques físicos ficaram sendo a sorte do gênero humano. Disto se segue que a doença que hoje acomete o homem, tem caráter religioso, é efeito de um pecado, de uma revolta contra Deus.

O pecado continua sendo o grande problema do ser humano. Porém, o que acontece hoje é que ele não representa mais um grande problema; pelo contrário, chega a ser glamourizado. Aquilo que no passado foi repudiado hoje é visto como virtude; ambição, ganância, vaidade, promiscuidade, consumo são valores em alta. Com o avanço da ciência, o pecado deixou de ser um conceito teológico para se transformar em “doenças” e ser tratado com remédios. A dor da culpa que Davi sentiu por ter ofendido a Deus e ao próximo, que ele descreve nos salmos de confissão, hoje não é mais tratada com arrependimento e confissão, mas com terapia. Porém, a raiz do problema da humanidade continua sendo o pecado, a cobiça décadaum de nós, que vem dando à luz este assassino serial, colocando em risco a pessoa, a família e a sociedade.

Sabemos que a força última que move o ser humano é seu desejo por Deus. Em suas “Confissões”, Agostinho expressa assim este desejo: “Contudo, esse homem, uma partícula da tua criação, quer louvar-te. Tu mesmo o incitas a deleitar-se nos teus louvores, porque nos fizeste para ti e o nosso coração está inquieto enquanto não descansar em ti”. Por outro lado, se Deus não permanece no centro dos nossos desejos, eles se tornarão vulneráveis e confusos, levando-nos a ceder às seduções da mentira e do engano, envolvendo-nos em ilusões e paixões, numa busca insana de falsas realizações, adoecendo a alma e assassinando o corpo.

MILAGRES DE JESUS

Durante seu ministério, Jesus operou vários milagres, mostrando assim seu poder sobre a doença, a natureza e até mesmo sobre a morte. É importante notar que em nenhum momento Jesus usou seus poderes para benefício próprio. Nem ao ficar quarenta dias em jejum, quando foi levado ao deserto para ser tentado por Satanás (Mateus 4:1-11). 

Mateus 4:23) - E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. (Mateus 4:24) - E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava. (Mateus 4:25) - E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e de além do Jordão.

(Mateus 9:35) - E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.

Durante seu ministério, Jesus operou vários milagres, mostrando assim seu poder sobre a doença, a natureza e até mesmo sobre a morte.

Os Milagres de Jesus – A Bíblia apresenta 35 milagres. Se considerarmos como alguns teólogos a ressurreição e a ascensão então serão 37 catalogados.

Sem dúvida alguma, os milagres relatados na Bíblia não representam a totalidade de maravilhas que Jesus realizou durante seus 3 anos e meio de pregação do Reino de Deus.

A Bíblia diz que Jesus operou diversos milagres que não foram registrados, os que foram registrados são apenas para nutrir a nossa fé.

(João 20:30) - Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. (João 20:31) - Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

(João 21:25) - Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem.

Jesus operou milagres de ordem: Física, mental, espiritual e financeira. Jesus é completo.

O que é milagre?

1.    Milagre é  aquilo que está além das possibilidades humanas. 

2.    Milagre é a manifestação da onipotência de Deus em nossas vidas

3.    Milagre é o sobrenatural agindo naquilo que é natural

4.    Milagre é a interferência da lei divina nas leis naturais

5.    Milagre  é um evento extraordinário que não obedece à ordem natural nas coisas em que se dá.

6.    Milagre é algo extraordinário que ninguém explica

7.    Milagre não se explica, se acredita e aceita : ou cremos ou não cremos nele.

Milagre vem do latim miraculum. 

Na Antigüidade clássica era um fato excepcional ou inexplicável, um fato maravilhoso ou extraordinário que suscita admiração, considerado como sinal e manifestação de uma 

Geralmente três conjuntos de termos para falar de milagres:

• Sinal - No hebraico a palavra é ´ôth (sinal, marca, indício, prova) e no grego é sêmeion (sinal sobrenatural ; uma prova). Significa algo que aponta ou indica outra coisa.

• Prodígio. No hebraico é môpheth (maravilha, milagre, feito) e no grego terás (maravilha; coisa portentosa). Indica um acontecimento que deixa as pessoas assombradas ou 

• Milagre ou poder miraculoso. No hebraico a palavra é gebûrah (poder) e no grego é dynamis (poder; poder maravilhoso). Revela o poder divino que opera o milagre.

JESUS CURA OS ENFERMOS DE CAFARNAUM

Ao entardecer, estando o sol já posto, trouxeram-lhe todos os enfermos e possessos, e ele, com uma palavra, expulsava os espíritos impuros e curava todos os doentes. Todos os habitantes da cidade estavam então reunidos diante da porta. 

Impondo-lhes as mãos, curou a muitos que sofriam de várias enfermidades. De muitos deles saíam espíritos impuros, não permitindo que eles falassem, porque sabiam que ele era o Messias e gritavam ao deixar suas vítimas: “Tu és  o Filho de Deus!”

Deste modo se cumpria o que foi dito pelo profeta Isaías: 

Levou nossas enfermidades e carregou nossas doenças . (Evangelhos de: Mateus, cap. 8, vv. 16 e 17 – Marcos, cap. 1, vv. 32 a 34 – Lucas, cap. 4, vv. 40 e 41).

Cafarnaum foi a cidade escolhida por Jesus para o seu domicílio durante a sua vida pública e foi onde ele mais curou. A luz brilha mais forte quando próxima de sua fonte. Ao curar na sinagoga de Cafarnaum, Jesus tornou público o seu poder de cura, atraindo para si os enfermos do corpo e da mente que residiam na cidade e regiões vizinhas. Uma multidão de enfermos foi levada até a casa de Pedro, onde Jesus residia, para que ele pudesse curá-la. 

Todos os enfermos que foram levados ao divino Mestre foram curados, sem exceções. 

Jesus sabia que por meio da cura do corpo era possível avançar para curas mais profundas vinculadas às enfermidades morais, causadoras de todas as doenças físicas. Ele não veio para curar corpos, mas necessitou dos corpos para curar espíritos, buscando restabelecer o vínculo consciencial entre a criatura e o Criador. Uma conexão outrora rompida por meio do mau uso do livre arbítrio, constituindo a causa primária das enfermidades morais do espírito.

O EVANGELHO DE MARCOS E OS MILAGRES DE JESUS

Dentre os quatro Evangelhos, o de Marcos é o mais enxuto e direto, também chamado de Evangelho catequético e inicia mostrando que o seu objetivo é responder à pergunta: “Quem é Jesus?”, e isso ele já deixa claro já no seu início: “Começo da Boa Nova de Jesus, o Messias, o Filho de Deus” (Mc 1,1), e depois em 3,11, 8,29, 14,61 e 15,39. 

Marcos quer deixar claro que “Jesus é o Messias, o Filho de Deus”, revelando sua condição divina, demonstrando que os milagres realizados por Jesus asseguravam ser ele o Messias prometido.

Os dezenove milagres registrados em seu curto livro demonstram o poder sobrenatural de Jesus. Oito deles provam seu poder sobre as enfermidades. Cinco demonstram seu poder sobre a natureza. 

Quatro demonstram sua autoridade sobre os demônios e dois demonstram sua vitória sobre a morte. Marcos escreveu seu Evangelho com o objetivo de encorajar os cristãos romanos perseguidos, mostrando, também, Cristo como um servo em ação: “Porque o Filho do Homem não veio para ser servido. Ele veio para servir e para dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (Mc 10,45), identificando-o com “o servo do Senhor” citado por Isaias: “Vejam o meu servo, a quem eu sustento: ele é o meu escolhido, nele tenho todo o meu agrado”. (Is 42,1). As narrativas mostram sempre Jesus agindo, fazendo milagres, curando, viajando, pregando, enfim, servindo.

JESUS, A LEPRA E O PECADO

A lepra não era pecado, mas servia para ilustrar o pecado. Jesus se compadeceu do corpo manchado por esta terrível doença e tocou neste homem para tirar seu sofrimento. Mas o foco de Jesus nunca foi apenas o sofrimento temporário e físico. Se as batalhas foram contra doenças como a lepra, a guerra foi contra o próprio pecado e seu poder de morte. Mateus comentou sobre as mesmas curas de Jesus e ligou suas obras a uma profecia de Isaías. 

Mateus disse: “Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mateus 8:16-17). Enquanto muitos ainda perdem o significado do comentário de Mateus e focalizam as curas físicas, uma leitura do contexto de Isaías 53 tira qualquer dúvida. As curas físicas ilustravam o poder de Jesus para curar as doenças espirituais que ameaçam trazer a morte eterna e espiritual. 

Em outro momento, o próprio Jesus explicou este propósito dos seus milagres: “Mas, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa” (Lucas 5:24).

Se Jesus tivesse apenas resolvido alguns problemas de saúde, ele teria se colocado na mesma categoria de médicos. Podem ajudar com algumas doenças, mas com tempo o corpo ainda adoece e morre. Suas batalhas contra doenças do corpo serviam para mostrar visivelmente seu poder para vencer uma batalha invisível. Jesus veio para vencer o pecado e destruir a sua conseqüência, a separação de Deus causada pelo pecado, ou seja, a morte espiritual. Paulo falou da vitória de Jesus sobre o pecado e a morte: “O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15:56-57). 

JESUS E SEU PODER SOBRE A MORTE

Das muitas pessoas que Jesus curou, ensinou e interagiu, conhecemos apenas algumas consideradas por Ele amigos chegados. Maria, Marta e Lázaro eram grandes amigos de Jesus.

A história. A ressurreição de Lázaro foi a razão que faltava para os líderes religiosos decidirem colocar em prática um plano para matar Jesus. Em João 11:47 lemos: “Então os fariseus e os chefes dos sacerdotes se reuniram com o Conselho Superior e disseram: 

‘O que é que nós vamos fazer? Esse Homem está fazendo muitos milagres!” A conclusão que chegaram foi relatada no verso 53: “Então, daquele dia em diante, os líderes judeus fizeram planos para matar Jesus.” Apesar de suscitar esse plano maligno no coração dos fariseus, a ressurreição de Lázaro é uma das histórias mais emocionantes da Bíblia, pois serve como lembrete constante de que Deus realmente tem poder sobre a morte. 

A história apresenta frases profundas como: “O resultado final dessa doença não será a morte de Lázaro. Isso está acontecendo para que Deus revele o Seu poder glorioso; e assim, por causa dessa doença, a natureza divina do Filho de Deus será revelada” (João 11:4) e “Eu Sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25). Até mesmo um dos versos mais curtos da Bíblia — “Jesus chorou” — faz parte dessa história. 

Por que Jesus chorou? Não foi apenas pela morte de Seu amigo ou pela tristeza que sentiu, mas também devido à teimosia de Seus seguidores. A missão de Cristo foi claramente revelada ao ir até o sepulcro de Lázaro para salvá-lo. 

Muitos não sabem como acontecerá, outros nem mesmo acreditam nessa promessa maravilhosa; mas, assim como Jesus ressuscitou Lázaro no passado, quando voltar ressuscitará todos os que creram em Seu nome e obedeceram aos Seus mandamentos. 

OS MILAGRES DE JESUS

01 - Transformação de Água em Vinho - João 2.1-11

02 - Cura do filho do Oficial - João 4.46-54

03 - Cura do paralítico de Betesda - João 5.1-9

04 - Primeira Pesca - Lucas 5.1-11

05 - Libertação do Endemoninhado - Marcos 1.23-28; Lucas 4.31-36

06 - Cura da sogra de Pedro - Mateus 8.14,15; Marcos 1.29-31; Lucas 4.38,39

07 - Purificação do leproso - Mateus 8.2-4; Marcos 1.40-45; Lucas 

08 - Cura do paralítico - Mateus 9.2-8; Marcos 2.3-12; Lucas 5.18-26

09 - Cura da mão ressequida - Mateus 12.9-13; Marcos 3.1-5; Lucas 

10 - Cura do criado do centurião  - Mateus 8.5-13; Lucas 7.1-10

11 - Ressurreição do filho da viúva de Naim - Lucas 7.11-15

12 - Cura de um endemoninhado mudo - Mateus 12.22 e Lucas 

13 - Acalma a tempestade - Mateus 8.18,23-27; Marcos 4.35-41; Lucas 8.22-25

14 - Cura do endemoninhado geraseno - Mateus 8.28-33; Marcos 5.1-14; Lucas 8.26-39

15 - Cura da mulher enferma - Mateus 9.20-22; Marcos 5.25-34; Lucas 8.43-48 

16 - Ressurreição da filha de Jairo - Mateus 9.18, 23-26; Marcos 5.22-24, 35-43; Lucas 8.41,42,49-56

17 - Cura de dois cegos - Mateus 9.27-31

18 - Cura do mudo endemoninhado - Mateus 9.32,33

19 - Primeira multiplicação de pães - Mateus 14.14-21; Marcos 6.34-44; Lucas 9.12-17; João 6.5-13

20 - Anda sobre as águas - Mateus 14.24-33; Marcos 6.45-52; João 

21 - Cura da filha da Cananéia - Mateus 15.21-28; Marcos 7.24-30

22 - Cura de um surdo e gago - Marcos 7.31-37

23 - Segunda multiplicação de pães - Mateus 15.32-39; Marcos 8.1-9

24 - Cura do cego de Betsaida - Marcos 8.22-26

25 - Cura do jovem possesso - Mateus 17.14-18; Marcos 9.14-29; Lucas 9.38-42

26 - Pagamento do Imposto - Mateus 17.24-27

27 - Cura de um cego de nascença - João 9.1-7

28 - Cura de uma mulher enferma - Lucas 13.10-17

29 - Cura de um hidrópico  - Lucas 14.1-6

30 - Ressurreição de Lázaro - João 11.17-44

31 - Cura dos leprosos - Lucas 17.11-19

32 - Cura do cego Bartimeu - Mateus 20.29-34; Marcos 10.46-52; Lucas 18.35-43

33 - A figueira é amaldiçoada - Mateus 21.18,19; Marcos 11.12-14

34 - Restauração da orelha de Malco - Lucas 22.49-51; João 18.10

35 - Segunda grande pesca - João 21.1-11 

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)
Facebook: Adayl Manancial

REFERENCIAS

  • Emídio Silva Falcão Brasileiro - Jesus cura todos os enfermos de Cafarnaum Ricardo 
  • Barbosa de Sousa - Pecado, a doença da alma
  • Dennis Allan – Jesus e a impureza

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