domingo, 18 de outubro de 2015

Juiz cita a Bíblia ao negar pedido de Eduardo Cunha


Eduardo Cunha é conhecido por fazer parte da bancada evangélica, mas teve uma surpresa quando pediu o encerramento da investigação sobre seu Imposto de Renda.
A alegação do presidente da Câmara dos Deputados é que está sendo “alvo de perseguição”. Porém, o juiz Pedro Pereira Pimenta, da 17ª Vara Federal de Belo Horizonte, onde corre o processo, não acatou o pedido. Mandou que a análise continuasse.
Em seu relatório, o juiz afirma que o fato de Cunha além de deputado ser o presidente da Câmara “não lhe confere imunidade ou salvo conduto algum para se eximir das obrigações legais”. Classificou como “absurdo” o pedido de Cunha para o “encerramento, em definitivo, da fiscalização”. O político poderá recorrer na 2ª instância da Justiça Federal.
A fiscalização começou após Cunha ter seu nome envolvido na Operação Lava Jato, que investiga como ocorreram os desvios na Petrobras. A Procuradoria Geral da República (PGR) conseguiu bloquear as contas dele, após a confirmação que ele possui contas não declaradas em paraísos fiscais.
O juiz Pimenta escreveu: “ninguém está acima da lei, por mais alto que seja o cargo que ocupe na República”. Inclusive citou a Bíblia: “A quem muito é dado, muito será exigido e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” [Lucas 12:48]. Ressaltou que esta seria uma boa oportunidade para Cunha “comprovar sua retidão fiscal e afastar, de vez, se for o caso, as graves suspeitas que lhe pesam sobre os ombros”.
Segundo a assessoria do deputado, após ele romper com o governo Dilma, Cunha passou a enfatizar que era “alvo de uma devassa fiscal” e de uma “ação persecutória”.  Embora tenha optado por não se pronunciar publicamente sobre esse assunto, o parlamentar vem sendo cobrado por lideranças evangélicas para que explique como pelo menos 5 milhões de dólares foram parar em contas em seu nome e da esposa em bancos da Suíça.
O envolvimento de seu nome numa oferta de pelo menos R$ 250 mil feita a Assembleia de Deus Ministério Madureira em 2012 também gerou uma denúncia contra ele por parte da Procuradoria Geral da República em agosto.
Com informações de G1 via Gospel Prime

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