terça-feira, 27 de setembro de 2016

Prometendo parceria com igrejas em projetos sociais, João Dória lidera disputa pela prefeitura de SP

A disputa pela prefeitura da capital paulista está embolada, com três candidatos mantendo chances de chegar ao segundo turno, sendo que o atual líder das pesquisas, o empresário João Dória (PSDB), é uma figura inédita na política.
Dória, que é filho de um ex-deputado filiado ao então Partido Democrata Cristão (PDC) e perseguido pelo regime militar, propôs em seu programa de governo estabelecer parcerias com igrejas evangélicas e entidades católicas que já atuem na área social.
Falando especificamente sobre creches, o empresário propôs que a prefeitura estabeleça convênios com as igrejas, para que elas recebam verbas públicas para, usando a estrutura de templos e escolas privadas, acolher crianças para que pais e mães possam trabalhar: “Vamos conveniar a creche, de forma capilarizada pelas organizações sociais mantidas pelas igrejas e organizações do terceiro setor que manifestam interesse em ajudar”, propôs.
De acordo com informações do G1, João Dória revelou ainda que, caso seja eleito, vai doar todos os seus salários de prefeito, aproximadamente R$ 24,1 mil mensais, para entidades que desenvolvem projetos sociais.
“Sou rico e admito, sou uma pessoa bem-sucedida. Me permite ser um candidato com eficiência e autonomia. Não sou candidato dos ricos, sou candidato da população de São Paulo”, frisou.
Nas últimas pesquisas realizadas por três institutos diferentes (Paraná Pesquisas, Kantar-Ibope e Datafolha), Dória mostrou grande crescimento e agora chegou à liderança, ultrapassando o deputado federal Celso Russomano (PRB), antes líder das pesquisas, e a senadora Marta Suplicy (PMDB).
A mais recente pesquisa divulgada, do Datafolha, mostra que Dória tem 30% das intenções de voto, contra 22% de Russomano, 15% de Marta e 11% do atual prefeito, Fernando Haddad (PT).
Haddad ficou marcado nacionalmente por sua passagem no Ministério da Educação (MEC) entre 2005 e 2012, durante os governos Lula e Dilma, quando propôs a distribuição de um material apelidado de “kit gay”. À frente da prefeitura paulistana, tornou-se muito criticado e hoje é o candidato com maior rejeição dos eleitores: 47% dizem que jamais votariam nele.
Fonte: Gospel+

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