domingo, 30 de outubro de 2016

Pastor pede que Igreja não se divida por questões políticas: `Somos cristãos, acima de tudo´


O pastor sênior da Igreja Presbiteriana Redeemer em Nova York, Timothy Keller advertiu nesta quinta-feira (28), que a política não deve dividir a Igreja e lembrou que, antes de mais nada, ela é formada por cristãos e não ativistas políticos.
A menos de duas semanas das eleições presidenciais de 2016, nos Estados Unidos, Keller, que pregou no último dia da conferência do Movimento 'Global Cities', realizada no Jacob Javits Center, em Nova York, citou a política como uma ameaça em potencial para a unidade da Igreja e outros movimentos cristãos.
"Há cada vez mais divisões por causa da política em diversos países e os cristãos podem ser tentados a se dividir também. Podemos começar a nos dividir politicamente em vez de lembrarmos somos primeiro cristão, em primeiro lugar e somos brancos, negros, asiáticos, latino-americanos, em segundo lugar. Você é um cristão, antes de mais nada e você é americano, britânico ou Africano em segundo lugar", advertiu Keller depois de falar sobre o tom que as atuais campanhas dos candidatos à presidência dos Estados Unidos desenvolveram e também lembrando da recente votação que dividiu o Reino Unido ('Brexit').
Keller explicou que uma cidade pode ser inteiramente alcançada pelo evangelho se os cristãos superarem diferenças raciais, denominacionais e políticas.
Os movimentos evangélicos bem-sucedidas em cidades, segundo ele, estão "vendo o Corpo de Cristo crescer em qualidade e quantidade mais rápido do que a própria população, de modo que o sal e a luz do amor e da verdade cristã vão realmente influenciar aquela cidade, renová-la, melhorá-la socialmente, influenciando-a culturalmente e levantando o nome de Jesus, fazendo-O cada vez mais respeitado e honrado entre os seus cidadãos".
Entre os desafios para estes movimentos, ele disse, está a política, bem como a cultura pós-cristã, em particular no mundo ocidental.
"Evangelizar em uma cultura pós-cristã pode se tornar um problema crescente. O secularismo ocidental, que, naturalmente, está presente em todas as cidades ocidentais também está crescendo nas grandes cidades globais. A razão pela qual isto rpresenta um problema particular para o evangelismo é porque esta é a primeira cultura que se baseia na rejeição completa do cristianismo", disse Keller.
"A própria ideia de que você acha que tem a verdade consigo é o que comanda a cultura pós-cristã e nós precisamos ser resgatados dela", explicou Keller.
Muitas igrejas realmente não sabem como agir em meio a esta cultura pós-cristã, disse Keller, e isso continuará a ser um desafio até que igrejas descubram maneiras abordar a população.
Apesar dos desafios, no entanto, Keller explicou que ainda há muita esperança no movimento cristão, enquanto o Evangelho tem experimentado um forte crescimento em nível mundial.
Ele observou que há pelo menos 15 a 20% de cristãos em todos os continentes e agora cristianismo é a "primeira confissão de fé verdadeiramente mundial".
Ele também exortou o público a acreditar na capacidade de "resiliência sobrenatural" da Igreja diante dos novos desafios.
"Toda vez que a Igreja se encontra diante de um novo desafio consegue vencê-lo. Existe uma resistência sobrenatural na Igreja. Foi sobre ela que Jesus falou, quando disse: 'Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela", disse o pastor.
Fonte: CPADNews

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