quinta-feira, 15 de junho de 2017

Após inaugurarem templo, policiais do Bope querem aulas de teologia


Pastor Antônio Carlos Costa confirmou a informação em uma publicação do Facebook e disse que as aulas de Teologia no Bope devem começar em breve


inauguração de um templo evangélico dentro da sede Batalhão de Operações Especiais (Bope), em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro, tem movimentado o local nos últimos dias, devido à realização frequente dos cultos, que recebem não apenas policiais, mas também moradores das comunidades próximas.
Convidado para pregar no culto de inauguração do templo, o pastor Antônio Carlos Costa elogiou a iniciativa dos policiais, que estão vendo na nova igreja, mais uma oportunidade de interagir de forma saudável com a comunidade.
O pastor disse que se sentiu honrado em participar daquele momento e também revelou que os policiais lhe pediram que ele dê aulas de teologia no local.
"Fica aqui o registro da minha gratidão. Esses policiais revelaram grande ausência de preconceito ao convidarem um militante dos direitos humanos para ser o preletor numa data tão solene. Senti-me muito honrado", afirmou.
"Como se não bastasse isso, eles ainda me pediram para dar início a um curso de teologia no novo templo. Em breve, começaremos as aulas", acrescentou.
Direitos Humanos
Pastor Antônio Carlos é o fundador da ONG Rio de Paz e já lançou diversas ações de combate à violência - sobretudo contra casos polêmicos que envolviam ações indevidas da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Porém ele destacou que isso não o coloca em um lado oposto da polícia nesta guerra.
"Direitos humanos não têm lado. É isso que temos procurado semear como valor inegociável. Todos conhecem nosso compromisso com a causa do pobre e a consequente luta para que o morador de favela tenha seus direitos respeitados. Não vemos incompatibilidade, contudo, entre esse tipo de manifestação pública e as mais de 10 ocasiões nas quais fomos às ruas protestar contra a morte de policiais e lutar pelos seus direitos", disse.
Antônio Carlos também ressaltou que a luta pelos direitos humanos também envolve o combate à violência.
"Lutamos pela vida e pela paz. Odiamos ver gente tendo a vida interrompida pelo crime e ansiamos por construir pontes entre os seres humanos", disse. "Repito, a real defesa dos direitos humanos pressupõe a não exclusão de nenhum humano".
Fonte: CPAD News  

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