sábado, 30 de dezembro de 2017

ANO DE REFLEXÃO: Esses falsos deuses se infiltraram também na sua igreja?


Há várias décadas, as pessoas tem saído das igrejas denominacionais tradicionais porque suas necessidades não estavam sendo atendidas, e elas estavam famintas pelas coisas mais profundas acerca de Deus.

Como resultado disso, muitas organizações paraeclesiásticas foram fundadas e desempenharam um papel fundamental no treinamento e no discipulado de novos convertidos. Escolas bíblicas foram estabelecidas para equipar pastores e líderes.

Muitos desses pastores, ministérios e ou igrejas que surgiram durante esse período, agora no entanto, se tornaram tão estruturados, rígidos e definidos em suas próprias agendas, assim como as igrejas de onde saíram.
Pela necessidade, surge agora uma tendência, que tenta reverter esse processo, evitando outro êxodo em massa de nossas igrejas, usando para isso, novos métodos e desenvolvendo programas para manutenção dos membros atuais, ou para atrair novas pessoas, o que gerou a "filosofia da igreja amigável".

Geralmente se faz isso com o planejamento de vários eventos ou oferecendo novos e excitantes programas que tentam produzir uma qualidade de sucesso na igreja, mas este não é o padrão do Novo Testamento.
Deixe que o fruto cresça o ministério
O Senhor me deu uma palavra há alguns anos que amplia ainda mais esta verdade: "Deixe o fruto crescer o ministério e não o ministério crescer o fruto".
Vejamos o exemplo da mulher samaritana que teve um encontro com Jesus no poço, a qual fez com que toda a cidade Samaria fosse impactada com o evangelho (João 4: 28-30, 39-42).
O fruto do testemunho dessa mulher produziu grande resultado e o crescimento do natural do ministério entre muitas outras pessoas.
Este é o padrão que vemos ao longo dos evangelhos e do Novo Testamento. A chave para este fruto estava na revelação, no poder e na compaixão que Jesus demonstrou, como resultado de Sua comunhão com o Pai. Todo fruto cresce e flui naturalmente no meio dessa igreja.
Não podemos produzir qualidade na igreja de fora para dentro, como é comum se tentar nos dias de hoje.
Quando iniciamos um ministério ou um programa, engessamo-lo com um tipo de estrutura e depois tentamos respirar a vida espiritual que é o que realmente produzirá frutos, mas aí já estamos engessados.
O padrão do Novo Testamento é descobrir onde o Espírito Santo já está agindo e a vida espiritual já está fluindo, e aí sim damos sequência naquilo. Em seguida, se construimos apenas a estrutura suficiente para facilitar essa vida.
Dessa forma, se a operação do Espírito de Deus muda de direção, ou não é mais possível continuar da mesma forma, existe uma estrutura tão pequena que as coisas podem ser facilmente modificadas para facilitar uma nova maneira ou um novo fluxo de vida.
Por outro lado, a mudança de formas externas, estruturas, estilos de adoração, a adição de uma nova declaração da missão, novos programas e novos encontros ou mesmo mudar o nome de sua igreja ou ministério, coisas comuns nos dias de hoje, são formas falsas e improdutivas de produzir vida espiritual.
A vida espiritual, a saúde e a vitalidade fluem da comunhão que temos com o Senhor dentro dos nossos espíritos.
Os deuses do crescimento da igreja moderna
Outra reunião, outra oferta, outra canção, outra convenção, outro banquete, outro orador especial, outro concerto, outro projeto, outro programa ... e a "vida da igreja" continua a mesma, mas a vida transformada continua escassa.
"Se o cavalo estiver saudável, o carro será puxado de qualquer maneira, agora, se o cavalo não tiver saúde, podemos tornar o carro o mais atraente possível, será porém inútil". -Roy Farias
Construir grandes templos, um grande número de pessoas e um fluxo crescente de dinheiro não são sinais de vida espiritual e vitalidade, nem garantem o mesmo.
A igreja não começou com esse foco, mas o ativismo da igreja moderna colocou a ênfase no atendimento, nos edifícios e no dinheiro. Alguns chamaram isso de "o ABC do crescimento moderno da igreja moderna".
Muitas falsas religiões do mundo também têm grandes sucessos, magníficos edifícios e muito dinheiro. Muito embora não nos oponhamos a nenhuma dessas coisas por si só, não são os verdadeiros indicadores da espiritualidade de uma igreja.
De fato, via de regra, essas coisas servem muito mais como uma espécie de fachada ou cortina de fumaça que esconde os verdadeiros problemas que a igreja enfrenta nos dias atuais.
Nós mesmos somos os culpados por pintarmos e decorarmos o carro, enquanto negligenciamos o cavalo doente.
Meu irmão biológico mais novo, que é um poeta em palavras, fez uma citação que ilustra bem a mentalidade do "carro antes do cavalo", o que prevalece tanto no corpo de Cristo hoje:
"Há uma mentalidade sutil, subliminar, quase subconsciente na igreja moderna, que nos estimula a dar grande ênfase nas aparências exteriores do cristianismo. Somos treinados por exemplo para cuidar da aparência, da apresentação, do profissionalismo e do espetáculo, acima da valorização do serviço escondido, do interior. Vamos esquecer o carro e cuidar do cavalo doente."

Por: Bert M. Farias,
Avivalista e fundador da Holy Fire Ministries, foi autor de vários livros com ênfase em ajudar a restaurar o verdadeiro espírito do cristianismo na Igreja hoje, incluindo o recém-lançado, Passando o mover de Deus para a próxima geração e o livro altamente sagrado, o jornal de uma viagem a sua santidade. Uma unção de fogo marca seu ministério com manifestações freqüentes do Espírito e poder de Deus. Ele ministra interdenominacional e culturalmente nas nações, igrejas, conferências, nas ruas e nas casas. Ele e sua esposa, Carolyn, também hospedam The Holy Ghost Forum - uma escola do Espírito. Acompanhe-o em Bert Farias e Holy Fire Ministries no Facebook e @ Bertfarias1 no Twitter.

Tradução e Adaptação: Pr. Carlos Roberto Silva

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