sexta-feira, 6 de julho de 2018

Marcelo Crivella reúne pastores na sede da Prefeitura, faz campanha e promete privilégio em cirurgias eletivas



O prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (PRB) reuniu aproximadamente 250 pastores para uma reunião em seu gabinete, no Palácio da Cidade, em Botafogo, para uma reunião em que incentivou os líderes a incentivarem os fiéis a fazerem escolhas baseadas em valores básicos do cristianismo.
O "Café da Comunhão" – como foi chamada a reunião – foi marcada via WhatsApp com os pastores, de diversas denominações. O jornal O Globo deu ares de mistério na notícia que relatou o encontro, chamando-a de "reunião secreta".
Além dos pastores, esteve presente o pré-candidato a deputado federal Rubens Teixeira, ex-secretário de Transportes da Prefeitura do Rio de Janeiro. Crivella discursou afirmando que os valores que guiam os evangélicos são essenciais para que a sociedade brasileira seja transformada e derrote a corrupção.
"O que nós precisamos é de ter uma política que faça com que esse país encontre o caminho do seu progresso e se liberte da corrupção. Nós somos a esperança. Nós pegamos a oferta do povo, levamos pro escritório, contamos tudo e a gente constrói igrejas. É esse Brasil evangélico que vai dar jeito nessa pátria", disse Crivella.
O prefeito também enfatizou aos pastores que é preciso "vigiar" para evitar apoio a políticos corruptos que estão fora dos cargos eletivos, e isso só será possível que a comunidade evangélica "votar em homens e mulheres de Deus".
Ao longo de seu discurso, Crivella usou os os casos do ex-governador Sérgio Cabral e do governador Luiz Fernando Pezão como exemplo de casos a serem evitados, e também comparou o ex-prefeito Eduardo Paes ao rei da Babilônia, Nabucodonosor, líder arrogante que acabou louco. O desafeto, recentemente, provocou o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus com versículos bíblicos.
Além do discurso acima, o ponto mais polêmico foi o prefeito colocar seus assessores à disposição dos pastores presentes, no sentido de privilegiar os membros das diversas igrejas evangélicas do Rio de Janeiro, na fila das 15.000 cirurgias eletivas contratadas pelo governo municipal, prometendo a realização em cerca de duas semanas, da mesma forma para aquelas igrejas que possuem processos de isenção de IPTU parados na prefeitura.

O prefeito do Rio por certo não sabia que sua reunião estava na mira do Jornal O Globo, e portanto sendo gravada.

Agora já está às voltas para dar explicações ao Ministério Público.
No meu entender não tem que haver privilégio para qualquer classe da população, cabendo ao poder público prestar um excelente serviço que atenda a todos, sem distinção.

O prefeito deveria fazer a fila andar decentemente, instruir todos a entrarem na fila do atendimento, e assim provar que a coisa mudou para melhor e para todos indistintamente.
Não se conserta uma nação, cometendo os mesmos erros daqueles que se está criticando.
Simplesmente lamentável e vergonhoso.
Com informações: Gospel+

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Um comentário:

José Roberto disse...

Não tem praga pior do que pastor em politica!E o pior falando em não votar em corrupto,o que é corrupção para esse lobos? Essa criatura não foi eleita para governar para alguns, e sim para toda a população do RJ! Tem pessoas esperando por mais de 2 ano cirurgia de cataracas,e ele resolveu privilegiar alguns,em troca de apoio político!E isto não é corrupção? Fico indignado com isto, em um país sério,seria cassado!

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