domingo, 9 de setembro de 2018

Ataque a Bolsonaro: advogado diz que igreja paga defesa; parentes silenciam - COMENTO A NOTÍCIA



Os quatro advogados de Adelio Bispo de Olivera, que esfaqueou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) nessa quinta-feira em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, são bancados por uma 'Igreja  evangélica' de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.

Ao menos foi isso o que garantiu o advogado Fernando Costa Oliveira Magalhães, um dos representantes de Adelio no caso. "Fomos contratados a partir de uma congregação de Montes Claros, que pediu sigilo", disse.

Os advogados Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, Zanone Manuel de Oliveira Júnior, Fernando Costa Oliveira Magalhães e Marcelo Manoel da Costa foram os responsáveis por defender o acusado durante audiência de custódia na tarde dessa sexta-feira, em Juiz de Fora.

Representante de Bolsonaro, o deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR) questionou o fato de Adelio ter contratado tantos advogados particulares. "Nos chama muita atenção - e aqui eu faço o registro de que é um direito da defesa ter advogados -, mas alguém, em situação de pobreza como a gente viu, ter quatro advogados e não ter a defensoria pública acompanhando… Só aí eu deixo para vocês de que não há indícios de que não é um 'lobo solitário' sem estrutura financeira nenhuma", disse, ao sair da audiência.

Na manhã deste sábado, Adelio - que é investigado com base na Lei de Segurança Nacional -, foi transferido de Juiz de Fora para um presídio federal no Mato Grosso do Sul, onde cumprirá prisão preventiva. Ainda na madrugada de quinta para sexta-feira, ele havia sido levado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) após ser pego em flagrante.

Advogados atuaram no caso do do ex-goleiro Bruno

Zanone Manuel de Oliveira Júnior e Fernando Costa Oliveira Magalhães são velhos parceiros. Os dois trabalharam juntos, por exemplo, na defesa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, envolvido na morte de Eliza Samúdio, ex-namorada do ex-goleiro Bruno.

Zanone e Fernando trabalham em Belo Horizonte e na Região Metropolitana da capital, mas não são do mesmo escritório. Os dois foram acionados por Marcelo Manoel da Costa e Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, que são de Barbacena, na Zona da Mata, e acompanham o caso desde o início.

Silêncio da família

Enquanto isso, advogados de Adelio orientaram os familiares dele em Montes Claros a não dar nenhuma declaração. O silêncio tem o intuito de "não atrapalhar as investigações".

"Só podemos dizer que não sabemos de nada" , disse uma sobrinha do agressor de Bolsonaro ao Estado de Minas,  na manhã deste sábado , esclarecendo que segue orientação dos advogados. "Não vou responder nenhuma pergunta. Vou sempre dizer não, não e não", afirmou a interlocutora diante da insistência do repórter.

Com informações: EM

MEU COMENTÁRIO

Se os advogados tem direito de ocultar quem está pagando seus honorários, que silenciem sobre o fato, agora, dizerem que é uma "Igreja evangélica" de Montes Claros (MG), é no mínimo a tentativa evasiva de jogarem uma "pecha" sobre as  igrejas evangélicas de modo geral, desviando assim a atenção do verdadeiro patrocinador da causa.

Enquanto esses advogados não nominarem qual Igreja, ministério e ou seu respectivo pastor titular, para que esses possam confirmar, negar ou se defender, essa fala não passa de conversa fiada, salvo melhor juízo, e a palavras dos tais não tem qualquer valor, a nãos ser para incautos e ou preconceituosos.

Não duvido que exista alguma "igreja genérica" que se preste a isso, mas é excessão infiltrada no meio das Igrejas, e será muito bom que, em sendo verdade verdade, venha a tona, no sentido e que se "separe o joio do trigo".

Oremos!


2 comentários:

Unknown disse...

Boa tarde!
Independentemente da origem exata dos recursos dos advogados de Adélio Bispo, torna-se cada vez mais clara a motivação dele, originária justamente no ódio contra a maçonaria e nas autoridades (encarnadas nas igrejas como a do senhor) de que eles são encarnações do diabo e que devem ser eliminados. Tal discurso ganhou ainda mais força com a voz dada a Cabo Daciolo. Portanto, acredito que antes que a gente saiba de onde vem o dinheiro para pagar os advogados (o que todos desejamos que venha à tona), o senhor e seus alinhados teologicamente se retratem publicamente e amenizem o tom absurdo com que têm tratado teorias conspiratórias de poder, especialmente no que tange a ligações de políticos com a comunidade maçon. Isso é o que se espera de pastores honestos e que desejam a verdade. Assuma o estrago psicológico que a religião de vocês tem feito a mentes suscetíveis e perturbadas como a de Adélio e se reúnam a fim de mudar esse discurso absurdo. O resultado está aí, a culpa é de seus pares e o senhor sabe disso.
Abraços e tudo de bom,

Unknown disse...

Concordo plenamente pastor Carlos.

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