sábado, 13 de outubro de 2018

Há um ano, empresas tentavam “lacrar” com ideologia de gênero no Dia das Crianças

O dia 12 de outubro marca a comemoração, em todo o Brasil, do Dia das Crianças, e há um ano, empresas e formadores de opinião de orientação progressista se valeram da data para promover conceitos alinhados com a ideologia de gênero. A reação da maioria conservadora, no entanto, foi rápida e contundente.
Uma das empresas que se mobilizou para endossar a ideologia de gênero foi a marca de sabão em pó Omo, que produziu um comercial feito para o Dia das Crianças nos moldes do "marketing da lacração" – estratégia contemporânea que usa temas politicamente corretos para agradar ao público "progressista" – e terminou por descobrir a fúria da sociedade brasileira quando se refere à qualquer interferência na família ou à infância.
A campanha se mostrou um verdadeiro tiro saído pela culatra, pois a reação do público em geral foi de reprovação. "Brincar de casinha é coisa de menina. Andar de skate é coisa de menino. Essas regras parecem coisa do passado, não é? Deixe seu filho brincar livremente", dizia um trecho do malfadado vídeo publicado no YouTube e redes sociais.
Um dos que reagiram em protesto foi o músico Kiko Scornavacca, do trio KLB: "Que p*#$@ de anticristos estão tomando conta das coisas atualmente? Uma guerra está iminente, e é tão claro que só não enxerga quem não quer! Já houveram guerras santas, sangrentas, violentas. Outra está à espreita por causa de imbecis que querem forçar uma nova realidade que não existe, a não ser em seus malditos universos particulares", disparou.
A preocupação do músico com a possibilidade de a guerra ideológica se tornar um confronto civil nas ruas foi além:
"Tenho visto pessoas confusas se revoltarem contra homossexuais, evangélicos, católicos, como se [eles] fossem culpados dessa demonização da atualidade. Não são! […] Precisamos sim exigir de um país com regras, que estas sejam cumpridas", afirmou, referindo-se ao desrespeito às leis que protegem a infância da erotização precoce.
Outra empresa que tentou "lacrar" no Dia das Crianças e sentiu a rejeição do público foi a rede francesa de hipermercados Carrefour. Uma mensagem publicada nas redes sociais dizia que gênero é algo que não deve existir na infância:
"Depois que viram adultos, meninos que brincam de boneca ou casinha tornam-se mais conscientes e responsáveis com a família. Brincadeiras não têm gênero".
A reação do público conservador foi tão intensa que a empresa apagou a publicação. Diversos usuários do Facebook reagiram classificando a empresa com a pior nota possível, uma estrela, e outros protestaram com comentários ou com o botão "Grr", que expressa desaprovação.
Apesar da ousadia em sugerir a pais e mães como criarem seus filhos, uma mensagem menos explícita foi transmitida por outras empresas que, na ocasião, aderiram à onda de apologia à ideologia de gênero: todas destacam que meninos devem brincar com coisas de menina. Foi assim na reportagem exibida pelo Fantástico no domingo 08 de outubro de 2017.
A Avon também conheceu a fúria do público ao promover o documentário Repense o Elogio, que orienta pais, mães, familiares e amigos em geral a não elogiar meninas como “princesas”. A marca aproveitou a matéria sobre a ideologia de gênero no Fantástico para promover o documentário, mas o trailer do filme recebeu uma chuva de reprovação do público no YouTube.
TV Globo, curiosamente, optou por usar apenas casos de meninos que se vestem como meninas como ilustração da mensagem que tentava passar, sempre com a opinião "testemunhal" de especialistas, pesquisadores e outros ativistas.
Um ano depois, essas empresas optaram por não reiterar suas afirmações a respeito da ideologia de gênero. A postura, em parte influenciada pelas eleições presidenciais, evidencia a comprovação de que a sociedade brasileira como um todo, incluindo evangélicos e católicos, não compactua com a erotização infantil.
No mesmo contexto atual, a reação do público contra a visão "progressista" rendeu ao candidato a presidente declaradamente conservador – e inimigo declarado da ideologia de gênero – uma expressiva votação em primeiro turno, com pouco mais de 49 milhões de votos.
Fonte: Gospel+

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