sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Cristãos progressistas atacam conceito de pureza sexual e defendem o poliamor

A mais nova investida contra mensagem de santidade sexual da Bíblia está partindo dos grupos chamados cristãos progressistas, alinhados com a agenda homônima que vem moldando o comportamento da sociedade ocidental. Agora, líderes religiosos dessa orientação vem fazendo apologia ao poliamor, alegando que a castidade é "doentia".
Os aplicativos de relacionamentos sem compromisso, como Tinder e Grindr, passaram a ser endossados por esses líderes religiosos que se recusam a advertir as pessoas sobre as consequências da chamada "cultura de conexão".
Pastores como Brandan Robertson, do Mission Gathering Christian Church, em San Diego, Califórnia; Chalice Overy da Igreja Batista Pullen Memorial em Raleigh, Carolina do Norte; e "Michael", um homem de San Antonio cujo sobrenome não foi apresentado pelo portal Huff Poste trabalha como integrante da diretoria de uma igreja e adepto do poliamor, defenderam a prática.
De acordo com o portal The Christian Post, a publicação explorou questões sobre a vida amorosa e a ética sexual com os líderes religiosos de orientação liberal, como parte de uma série de reportagens sobre relacionamentos "na perspectiva de diferentes etnias, identidades sexuais, experiências de vida e circunstâncias".
"Acho que o mundo da igreja evangélica de onde venho ensinou algumas ideias realmente pouco saudáveis ​​sobre sexo e sexualidade, e passo muito do meu tempo tentando desconstruir a 'cultura da pureza' em favor de uma visão mais saudável e holística da sexualidade", afirmou Brandan Robertson, que se identifica como gay, quando perguntado sobre sexo antes do casamento.
"Acredito que para algumas pessoas, esperar pelo casamento antes de fazer sexo pode ser um caminho saudável. Eu também acredito que para a maioria das pessoas o sexo antes do casamento é uma expressão saudável do dom da sexualidade e não é 'pecaminoso' ou moralmente errado", acrescentou.
Robertson afirmou ainda que pessoalmente rejeita a "cultura da conexão" em sua vida pessoal, porque acha o sexo aleatório insatisfatório, mas declarou que não julga "aqueles que o fazem". Em outubro, esse pastor progressista havia publicado um vídeo, posteriormente apagado, chamando os relacionamentos poliamorosos e abertos de "santos" e "belos" em uma palestra em sua igreja em apoio à "teologia queer", também conhecida como "teologia inclusiva".
Chalice Overy criticou a ideia de sexo apenas no casamento, afirmando que trata-se de uma expectativa "irracional", e que ao longo dos anos, evoluiu suas crenças sobre o assunto, dizendo que o sexo antes do casamento se torna essencial para que as pessoas "tomem decisões ponderadas sobre com quem se casam".
Michael, de San Antonio, argumentou que "nossa própria ética pessoal" constitui as fronteiras do sexo, e não "acordos contratuais" como o casamento, ignorando o recado de Jeremias 17:9: "Enganoso é o coração do homem, mais do que todas as coisas, e perverso".
"Eu vivi a monogamia, e isso não foi diferente eticamente para mim do que viver com múltiplos amantes", disse Michael.

'Questão de época'

Cheslen Vicari, diretora do programa evangélico do Instituto sobre Religião e Democracia, com sede em Washington, reagiu com incredulidade às declarações dos pastores progressistas, comentando que não havia conhecido um único aspecto "saudável" que venha com o pecado sexual.
"No topo da minha cabeça, eu posso pensar em todos os efeitos nocivos do sexo antes do casamento, sob a perspectiva da mulher. Insegurança, desejo de falsa afirmação através da intimidade, apego, sentimentos de rejeição, e o ciclo continua", escreveu ela. "Todos esses efeitos prejudiciais são frustrados pelo pacto do casamento que deve trazer segurança, fidelidade e compromisso vitalício".
Vicari destacou que embora seus pontos de vista pareçam estranhos para alguns, a realidade é que existe uma espécie de "sinal verde" na mente de muitos jovens evangélicos quando o assunto é o sexo antes do casamento, e parte disso se dá por causa da postura de líderes evangélicos que não abordam os temas que circundam a questão, mas apenas o tema em si, diretamente, dizendo apenas o que não fazer.
"Os jovens cristãos precisam de orientação sobre essas questões morais graves. Claro, é aqui que o seu fiel testemunho cristão é tão desesperadamente necessário", disse ela, pedindo aos pastores que falem sobre os assuntos que envolvem o desejo, como por exemplo os tópicos que ela mesma já havia indicado: insegurança, apego, falsa intimidade, etc.
O desafio ao ensino histórico sobre casamento e ética sexual tem sido uma recorrência no discurso dos autores cristãos progressistas ao longo dos anos. Em 2016, a escritora e pastora progressista Bromleigh McCleneghan, da Igreja Unida de Cristo e autora do livro Good Christian Sex: Why Chastity Isn’t the Only Option — And Other Things the Bible Says About Sex ("Bom sexo cristão: porque a castidade não é a única opção – e outras coisas que a Bíblia diz sobre o sexo", em tradução livre), concedeu uma entrevista atacando esse princípio.
McCleneghan afirmou que ouviu de "incontáveis" pessoas que se queixavam por terem sido ensinadas que se elas se abstivessem do sexo até o casamento evitariam frustrações e teriam vidas sexuais satisfatórias, mas que na realidade, não alcançaram suas expectativas.
Ela acredita que relacionamento sexual fora do do casamento é bom, desde que eles sejam "mutuamente prazeirosos e afirmativos", declarou a escritora: "Eu também conheço muitos que tiveram relações sexuais fora do casamento que não os deixaram feridos ou vazios, mas eram amorosos e apoiadores", garantiu.
Sobre a infalibilidade das Escrituras, ela contemporizou, declarando que considera a Bíblia Sagrada "seriamente como uma testemunha viva, mas também como um documento histórico escrito em um tempo e lugar específicos".

Apostasia

O pastor Greg Laurie, da Harvest Christian Fellowship, no sul da Califórnia, avaliou os comentários das lideranças progressistas como evidência do fim dos tempos, uma vez que "a Bíblia diz que nos últimos dias haveria falsos mestres".
"Quando alguém se levanta e diz que a Bíblia não é a Palavra de Deus, eu realmente não ligo para qual é o ponto deles. Para mim, isso é apostasia", resumiu.
Fonte: Gospel+
MEU COMENTÁRIO:
Simplesmente um absurdo, uma aberração em termos de interpretação da Bíblia, dos princípios da moral, da ética, bem como contra todos os pilares do Velho Testamento, dos Evangelhos, de todas as cartas e do Apocalipse.
Querem reinventar a Igreja, missão impossível, o que conseguem é desvirtuar os incautos e analfabetos da Palavra de Deus.
Essas interpretações exdrúxulas, normalmente são uma forma de justificar o estilo de vida dos seus próprios autores.
Apostasia pura!
Deus nos guarde...    

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