quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Pastor que fingiu ressuscitar um morto foi processado por funerárias

A disseminação de novas "teologias" no continente africano provocou uma explosão de denominações sem vínculo doutrinário com instituições cristãs históricas. Desse modo, vários ensinos estranhos à Bíblia ganharam repercussão, muitos dos quais baseados em promessas de prosperidade financeira e curas milagrosas.
Um caso recente que exemplifica essa realidade foi protagonizado pelo pastor Alph Lukau, que é o fundador e superintendente geral da Alleluia Ministries International. Ele aparece em um vídeo onde, supostamente, um morto teria ressuscitado.
"Levante-se", diz Alph para o homem deitado em um caixão, que em seguida se levanta com semblante de espanto, para o alvoroço do público presente. A cena que viralizou na internet, no entanto, foi fingida, segundo denúncias de três funerárias locais.
A Comissão para a Promoção e Proteção de Comunidades Culturais, Religiosas e Linguísticas da África do Sul, disse para uma emissora estatal que esse tipo de prática existe porque visa explorar a necessidade da população, segundo o G1.
Por sua vez, as empresas funerárias Kingdom Blue, a Kings & Queens e a Black Phoenix disseram que foram enganadas de várias formas para que farsa fosse concretizada. "Supostos membros da família do falecido" disseram à Kings & Queens que tiveram um "conflito com um outro fornecedor de serviços funerários".
Os conflitos fingidos, aparentemente, serviriam para convencer o prosseguimento com o falso serviço funerário.
Procurada pela BBC, a Alleluia Ministries International não respondeu. Entretanto, a igreja tentou se explicar, dizendo que o "morto", na verdade, já estava vivo quando foi levado ao caixão, e que o pastor Alph apenas havia "completado um milagre que Deus já havia realizado".
No site da igreja, Alph é apresentado como "um estudioso da Bíblia e um renomado palestrante internacional que ministra em diferentes plataformas ao redor do mundo. Através de seu ministério, as pessoas são salvas, curadas, libertas".
Fonte: Gospel+

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