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sexta-feira, 31 de maio de 2024

Missão de Franklin Graham produz água potável para população do RS




A Samaritan’s Purse instalou 10 sistemas comunitários de filtragem de água, cada um com a capacidade de prover água para até 10 mil pessoas por dia.


A organização humanitária de Franklin Graham, Samaritan’s Purse, enviou dois de seus aviões de carga cheios de suprimentos ao Rio Grande do Sul, para ajudar na enchente histórica que devastou o estado.

Entre os mantimentos emergenciais, a missão forneceu dez sistemas comunitários de filtragem de água, cada um com a capacidade de prover água potável para até 10.000 pessoas por dia.

Esses sistemas estão fazendo a diferença na vida dos moradores afetados, que ainda enfrentam a falta de água potável e energia elétrica.

A maior parte do sistemas de filtragem foram instalados em igrejas locais, em pontos estratégicos de fácil acesso, em diversas cidades.

Bairros inteiros inundados

Um deles foi implantado na igreja do pastor Isaac em Canoas. A cidade da região metropolitana foi uma das mais atingidas.

Quando os diques do Rio Guaíba foram destruídos pela enchente, todos os bairros de Canoas foram inundados rapidamente, exceto três. Os prédios nas áreas não atingidas se transformam em refúgio para os desabrigados.

Parece que o primeiro dia ainda não acabou. Parece que ainda estamos vivendo a noite de sexta-feira quando a enchente começou”, comentou o pastor Isaac.

Desde que a calamidade iniciou, a igreja de Isaac já distribui alimentos, roupas e água mineral para 400 pessoas.

Os sistemas de filtragem foram instalados em várias cidades do RS. (Foto: Samaritan’s Purse).

Quando a equipe da Samaritan’s Purse foi à igreja propor uma parceria para instalar o sistema de filtragem de água, o líder louvor ao Senhor. “Foi um milagre. Não tivemos nenhum contato com você e Deus fez isso”, testemunhou.

Em outra igreja de Canoas, a água potável produzida pela missão também tem abençoado muitos moradores.

Estávamos tendo que racionar água para tudo. Estávamos reutilizando água. Quando lavávamos a louça com água, colocávamos de volta na garrafa e reutilizávamos”, relatou a moradora Marília.

Paulo, outro morador, disse: “Essa água chegou em boa hora e é água boa. Olha, me deixe dizer uma coisa; nem mesmo a nossa água tratada é tão boa quanto esta”.

Pregando o Evangelho em meio ao caos

O pastor local Ricardo, também se beneficiou da ação da Samaritan's. Ele contou como foi fugir da enchente na cidade.

É muito difícil quando você e seus entes queridos têm que deixar um lugar e as coisas são arruinadas e destruídas tão rapidamente", disse ele. 

Penso nas lembranças que temos dos meus filhos e das pessoas daquela região que não estão mais conosco – muita coisa foi perdida e somos impotentes para fazer qualquer coisa”, confessou.

Apesar da provação, o pastor disse que a calamidade abriu uma oportunidade para pregar o Evangelho.

Estamos num momento maravilhoso para dizer às pessoas que ainda há esperança. Seu nome é Jesus”, declarou Ricardo.

E ressaltou: “Parece loucura, mas se eu tivesse que abrir mão de todos os meus bens materiais para estar na posição que estou hoje, evangelizando, teria feito isso muito antes”.

Uma Equipe de Resposta de Assistência a Desastres da Samaritan’s, especializada em servir em tragédias no mundo todo, está em Porto Alegre, promovendo uma ação humanitária, em parceria com as autoridades e uma rede de igrejas locais.


Fonte: Guiame

segunda-feira, 20 de maio de 2024

ONG de Franklin Graham envia 2º avião para ajudar Rio Grande do Sul




A aeronave de carga DC-8 está transportando lonas de abrigo e uma Equipe de Resposta a Desastres.


A organização humanitária de Franklin Graham, Samaritan’s Purse, vai enviar seu segundo avião ao Rio Grande do Sul, para ajudar as vítimas da enchente histórica que devastou o estado.

A aeronave de carga DC-8 partiu dos Estados Unidos no domingo (12) com destino ao RS, transportando lonas de abrigo e suprimentos de socorro. À bordo, também está uma Equipe de Resposta a Desastres da missão que vai atuar em campo.

"Por favor, continuem a orar por todos aqueles cujas vidas foram devastadas por estas inundações, uma vez que chuvas ainda mais fortes estão a caminho", pediu o evangelista Franklin Graham.

No sábado (11), a Samaritan’s Purse enviou seu primeiro avião, o Boeing 757, levando sistemas de filtragem de água para uso individual, kits de higiene, luzes solares e outros itens emergenciais para socorrer os gaúchos afetados.

A missão também vai fornecer dez sistemas comunitários de filtragem de água, cada um tem a capacidade de prover água potável para até 10.000 pessoas por dia.

Uma outra Equipe de Resposta de Assistência a Desastres, especializada em servir em tragédias no mundo todo, já está em Porto Alegre, preparando uma ação humanitária, em parceria com as autoridades e uma rede de igrejas locais.

Equipe da ONG Samaritan's Purse durante momento de oração (Foto: Samaritan's Purse)
Equipe da ONG Samaritan’s Purse durante momento de oração (Foto: Samaritan’s Purse)

Tragédia no RS

Segundo o último boletim da Defesa Civil , 149 pessoas morreram, 806 ficaram feridas e 112 moradores ainda estão desaparecidos devido às inundações, conforme o G1.

Mais de 600 mil gaúchos estão desabrigados em 435 cidades atingidas. No total, mais de 1,9 milhão de pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas. A população ainda enfrenta a falta de água, energia elétrica, alimentos e sinal de internet.

Igrejas de todo o Brasil estão enviando caminhões com doações para o Rio Grande do Sul. Em uma onda de generosidade e compaixão, toneladas de donativos estão chegando às cidades atingidas para socorrer os gaúchos afetados pelas enchentes.

Veja como ajudar

Em meio a um cenário de guerra, igrejas e organizações cristãs estão na linha de frente, abrigando famílias desabrigadas nos próprios templos, distribuindo refeições e realizando arrecadações.

As denominações que estão ajudando são:

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗼 𝗥𝗶𝗼 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗦𝘂𝗹
PIX: 51 996 386 617 (Banco Sicredi)

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: sosilhaspoa@gmail.com

Assembleia de Deus Missão Região Sul - Nova Cachoeirinha
PIX: 37.650.723/0001-46

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗚𝘂𝗮í𝗯𝗮
PIX: adguaiba@yahoo.com

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗻𝗼𝗮𝘀
PIX para doações é: 90092305000163 (Colocar o descritivo Enchentes Doação).

𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗱𝗲 𝗟𝗮𝗷𝗲𝗮𝗱𝗼
PIX: ieadlajeado@hotmail.com

𝗕𝗿𝗮𝘀𝗮 𝗖𝗵𝘂𝗿𝗰𝗵 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: sosrs@brasachurch.com

𝗟𝗮𝗴𝗼𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲 𝗜𝗽𝗶𝗿𝗮𝗻𝗴𝗮
PIX: tesouraria@lagoinhaipiranga.org

𝗕𝗼𝗹𝗮 𝗱𝗲 𝗡𝗲𝘃𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: sos.rs@boladeneve.com

𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗠𝗼𝗻𝘁’𝘀𝗲𝗿𝗿𝗮𝘁 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: doar@institutomontserrat.org

𝗣𝗮𝘇 𝗖𝗵𝘂𝗿𝗰𝗵 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: igrejapazpoa@gmail.com

𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮 𝗩𝗶𝗱𝗮𝘀 𝗥𝗲𝘀𝘁𝗮𝘂𝗿𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗴𝗿𝗲
PIX: 384466550001-60

𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁é𝗿𝗶𝗼 𝗘𝗻𝗴𝗲𝗹 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮
PIX: 94445319000174

𝗖𝗼𝗻𝘃𝗲𝗻çã𝗼 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼 𝗥𝗶𝗼 𝗚𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗦𝘂𝗹
PIX 92.986.256/0001-38 (Junta de Administração e Missões da Convenção Batista do Rio Grande do Sul). Acrescente 0,01 centavo para identificar o destino da doação.

𝗔𝗗𝗥𝗔 – 𝗔𝗴ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗔𝗱𝘃𝗲𝗻𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗗𝗲𝘀𝗲𝗻𝘃𝗼𝗹𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗲 𝗥𝗲𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼𝘀 𝗔𝘀𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀
PIX: sos@adra.org.br

𝗭𝗶𝗼𝗻 𝗖𝗵𝘂𝗿𝗰𝗵
PIX: zionemacao@zionchurch.org.br

𝗩𝗶𝘀ã𝗼 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹
PIX: sos@visaomundial.org

Fonte: Point Rhema com informações de Samaritan’s Purse, Guiame e Folha Gospel

domingo, 5 de maio de 2024

Pastores pedem oração pelo Rio Grande do Sul atingido por enchentes. Veja como ajudar





As fortes chuvas provocaram enchentes, deslizamentos e destruição em grande parte do estado. 74 pessoas morreram e mais de 100 seguem desaparecidas.


O governo do Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública, após as fortes chuvas provocaram enchentes, deslizamentos e destruição em grande parte do estado nos últimas dias. Ainda há risco de barragens romperem.

Segundo dados da Defesa Civil atualizado às 18:00 horas de ontem (02/05) o número de mortos, vítimas dos temporais, já chega a 75 e mais de 100 pessoas seguem desaparecidas. Milhares de pessoas estão em abrigos e outros milhares desalojados que se refugiam em casa de familiares ou amigos. Mais de 71 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas. Os feridos são 36.

Em meio a tragédia e novos riscos, pastores e líderes gaúchos pediram oração pelo estado.

"Mais uma vez, estamos enfrentando um difícil momento com as grandes chuvas e alagamentos em todo o nosso estado. Gostaríamos de convocar toda a igreja para nos unirmos em oração, uma vez mais, visto que a previsão é de muita chuva ainda para os próximos dias", pediu o pastor presidente da Assembleia de Deus do RS, Geraldino Silva, em postagem no Instagram.

O pastor Joel Engel, líder do Ministério Engel em Santa Maria – uma das cidades mais atingidas – está promovendo uma campanha de oração ininterrupta 24 horas pela situação do Rio Grande do Sul.

"Estamos levantando os grupos de orações 24/7 para entrarmos nesta batalha espiritual à favor de nosso povo conforme o Senhor promete em 2 Crônicas 7: 14", declarou Engel, em postagem no Instagram.

E pediu: "Convido a todos a se unirem em oração pelo povo gaúcho. Que possamos nos humilhar diante do Senhor, clamando por sua misericórdia e intervenção".

Cidades evacuadas

Mais de 120 trechos de rodovias estaduais e federais estão bloqueados devido às chuvas, e pontes foram destruídas pelas enxurradas..

Conforme o último boletim da Defesa Civil, 147 cidades foram atingidas com inundações, quedas de barreiras e deslizamentos de terra. Os municípios mais afetados são os das regiões Central, dos Vales, Serra e Metropolitana de Porto Alegre.

"Será o maior desastre que o nosso estado já tenha enfrentado", afirmou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, na quarta-feira (1), em coletiva.

O governador alertou que, segundo as previsões, a catástrofe será maior do que as enchentes de setembro do ano passado, com as chuvas continuando nos próximos dias.

Leite também emitiu um alerta de evacuação para a população do Vale do Taquari, pedindo que os moradores saíssem de suas casas e buscassem abrigo em locais seguros.

Igreja inundada pela segunda vez

Na noite de quarta-feira (1), o Rio Taquari passou dos 30 metros e atingiu o maior nível da história nas cidades de Lajeado e Estrela. Devido a chuva constante, a tendência é que a água suba mais nas próximas horas.

Daniel Fich, pastor da Assembleia de Deus de Lajeado, também pediu oração pela situação crítica no RS. Nas enchentes causadas por um ciclone no ano passado, o templo matriz da igreja foi inundada pela água, atingindo 1m70 de altura, cobrindo até o altar.

A igreja, que conseguiu recuperar as cadeiras e móveis perdidos em 2023, agora enfrenta o mesmo problema.

"Socorremos todos os que pudemos e no nosso templo matriz erguemos tudo que tínhamos para o mezanino (um nível que era impensável chegar água). Mas infelizmente cobriu até o teto do segundo andar", informou o pastor Daniel, no Instagram.

"O cenário é de guerra. Nossa região está sendo destruída. Mas sabemos que apesar de todas as circunstâncias, Ele permanece no trono, soberano e sofrendo por tudo isso! Somente o Senhor Jesus pode nos dar esperança! Orem por nós! Orem por nós!", clamou.

A AD Lajeado está aceitando ofertas de ajuda através do PIX ieadlajeado@hotmail.com.

Como ajudar

Igrejas estão se mobilizando para ajudar as famílias afetadas e realizando arrecadações de itens emergenciais.

O Conselho de Ação Social da Assembleia de Deus do RS está recebendo doações de alimentos, água, roupas, colchões, toalhas, travesseiros e produtos de higiene pessoal em suas igrejas nas cidades de: Santa Rosa, Passo Fundo, Rosário do Sul, Itaara e Sapucaia do Sul.

Doações em dinheiro podem ser feitas através do PIX 51 996 386 617 (Banco Sicredi).

Na região metropolitana de Porto Alegre, a Igreja Lagoinha em Canoas está recebendo arrecadações de: pão de sanduíche, pão francês, presunto, queijo, água mineral, maionese, margarina, pasta de dente, escova de dente, sabonete, shampoo, condicionador, papel higiênico, lenço umedecido, fraldas P ao XG, toalha de banho, lençol, cobertor e colchão.

As doações devem ser entregues no templo, na rua Bartolomeu de Gusmão 93, das 9h às 16h30.

A Assembleia de Deus da Missão com sede em Cachoeirinha - Região Metropolitana de Porto Alegre RS, liderada pelo Pr. Osiel Pires, uma igreja que de forma ordinária se envolve com a obra social, agora também está totalmente engajada, realizando um trabalho humanitário para ajudar as vítimas das enchentes, conforme vídeo abaixo:




Fonte: Com informações de Folha GospelGuia-me, G1, GZH e Redes Sociais

domingo, 27 de março de 2022

Seminário Batista na Ucrânia se transforma em abrigo humanitário


Com a invasão russa no território ucraniano, o Seminário Teológico Batista da Ucrânia se transformou em um abrigo humanitário, e alunos, professores e funcionários têm acolhido centenas de refugiados em Lviv.

O seminário, localizado a cerca de 3 km do aeroporto e a 69 km da fronteira com a Polônia, que antes recebia estudantes de teologia, abriu as portas para moradores locais e ucranianos de outras cidades.

As salas de aulas se tornaram dormitórios para 4.150 pessoas, que passaram a conviver com os sons das sirenes de alerta de possíveis ataques aéreos todos os dias.

O presidente do Seminário Batista Yaroslav Pyzh relatou que, na última sexta-feira (18), viu da janela do seminário a região do aeroporto de Lviv ser atingida por mísseis russos, formando colunas de fumaça escura.

"Vinte e três dias de guerra [e] infelizmente hoje Lviv foi bombardeada. Foi a primeira vez na minha vida que vi mísseis de cruzeiro explodindo. Eu tenho que admitir, isso foi estranho e assustador", disse Pyzh em um comunicado em vídeo.

O seminário também está ajudando ucranianos a escapar da guerra e a se refugiar na Polônia. Cerca de 3 mil pessoas já foram retiradas do país, em parceria com organizações batistas polonesas.

Depois do bombardeio de sexta-feira, o número de refugiados aumentou e a operação de retirada se intensificou. "Decidimos evacuar nossas mulheres e crianças. Temos parceiros na Polônia que estão nos ajudando a encontrar um lugar para nossas famílias", contou Pyzh ao International Mission Board.

Ao chegarem na Polônia, os refugiados são recebidos por organizações de ajuda batista, como a International Mission Board, que doam suprimentos para suas necessidades imediatas.

Segundo Yaroslav Pyzh, com o apoio do ministério de compaixão batista do sul Send Relief, o seminário também tem enviado suprimentos para outras cidades na Ucrânia, onde a necessidade é maior e nem todos moradores podem evacuar. Nesta ação de ajuda, mais de 8 mil ucranianos foram auxiliados.

"Com a ajuda de tantas pessoas que provavelmente nunca conhecerei, podemos atender aqueles que estão em grande necessidade. Gostaria de agradecer por suas orações e por compartilhar conosco esse fardo", declarou Pyzh.

Em 2014, o Seminário Teológico Ucraniano também abrigou refugiados internos que fugiram para Lviv, após perderem suas casas em ataques de forças russas.

O presidente Yaroslav diz que está orando por um milagre e que ele e os voluntários do seminário começam cada dia de trabalho como se fossem o último, porque não sabem quando a guerra irá terminar.

"Todos os dias temos fé suficiente para continuar fazendo o que estamos fazendo. Deus renova essa fé todos os dias. A razão pela qual temos força é porque conhecemos Sua fidelidade", testemunhou Pyzh.

De acordo com a agência de migração da ONU, quase 6,5 milhões de pessoas foram deslocadas dentro da Ucrânia e 3,5 milhões já fugiram do país.

Com informações de Guia-me e International Mission Board via Folha Gospel

Missionários da JOCUM decidem ficar na Ucrânia: ‘Enquanto Deus permitir, vamos ajudar’


Mesmo correndo risco de morrer, missionários evangelizam, preparam alimentos e distribuem suprimentos pela cidade.


Quando a guerra começou e as bombas russas começaram a cair em Kiev, os missionários, Marie e Japhin John, tiveram que tomar uma decisão difícil — partir ou permanecer na capital. 

Nós fizemos as malas com pressa porque a situação era incerta. Mas, de repente, acordamos pela manhã com o som das bombas. Ficamos, tipo: Uau, o que está acontecendo aqui?”, relatou Marie.Não era uma decisão fácil de ser tomada, então oramos. E, depois de orar, foi fácil decidir ficar”, acrescentou Japhin.

Japhin John e Marie. (Foto: Captura de tela/YouTube/CBN News)

Sobre o casal de missionários

Marie é alemã e Jaffin é indiano. Ambos são missionários na Ucrânia e representam o JOCUM — Jovens Com Uma Missão. O movimento internacional que envolve várias denominações está espalhado por todo o mundo, com o objetivo de levar Cristo às pessoas. 

Eu cresci na Índia e exerci o ministério em meu país. Esta não é a primeira vez que vivo uma situação perigosa, na verdade, é a terceira”, disse Japhin.

O casal decidiu ficar em Kiev por causa do compromisso de servir ao povo ucraniano, apesar do perigo real para suas vidas.

É como o compromisso que temos de permanecer unidos em nosso casamento — nos bons e nos maus momentos. Não estamos aqui apenas tentando causar impacto quando os tempos são favoráveis. Quando todos estão indo embora, é o momento em que realmente precisamos ficar”, compartilhou Marie à CBN News.

Situação em Kiev

Mais da metade da capital já foi evacuada e o cenário de guerra inclui sacos de areia empilhados, lajes de concreto e estruturas metálicas destinadas a parar os tanques russos.

Enquanto isso, os missionários da JOCUM estão focados em ministrar o Evangelho às pessoas que permaneceram na cidade. Além das ministrações, o grupo também oferece ajuda humanitária. 

Uma das missionárias, Natália, e seus dois filhos trabalham na cozinha fazendo refeições para as pessoas do bairro. “Depende do dia, às vezes, cozinhamos para cerca de mil pessoas”, contou.

Levando alimento físico e espiritual

Katarina, outra missionária da JOCUM, uma finlandesa que dirige para entregar suprimentos, disse: “O único pensamento que me dava paz era voltar para a Ucrânia, é por isso que estou aqui”. 

Não estou dizendo que Deus me obrigou a vir para zona de guerra ou que eu não tive escolha. Eu tive escolha e escolhi estar aqui, por isso Deus abriu essa porta”, explicou.

Katarina foi evacuada pouco antes do início da guerra, mas voltou dias depois. Agora ela sai às ruas de Kiev entregando comida e outros suprimentos para aqueles que não podem sair de seus apartamentos. Cada visita termina com um momento de oração. 

David, missionário da JOCUM. (Foto: Captura de tela/YouTube/CBN News)

Missões perigosas

Enquanto Katarina faz suas entregas diárias, um outro missionário chamado David, que normalmente cuida da manutenção no campus da JOCUM, está trabalhando numa missão perigosa de retirar as pessoas que ficaram presas em locais dominados pelos russos. 

Toda vez que vou para essas áreas, me preparo para a possibilidade de não voltar. Eu oro sempre. Não estou fazendo as contas, mas acho que já consegui retirar mais de 100 pessoas. Enquanto Deus permitir, eu vou ajudar”, garantiu. 

Yuliia, que está na JOCUM há cinco anos, recebe pedidos por telefone de um hospital neonatal que fica próximo. Ela conta que, quase todos os dias, os campi da JOCUM na Alemanha e em outros países europeus, enviam suprimentos médicos para Kiev para que sejam distribuídos. 

Yuliia, missionária da JOCUM. (Foto: Captura de tela/YouTube/CBN News)

“Cumprindo nosso dever de servir”

Japhin e Marie contaram também que, quando não estão lidando com a logística do dia a dia na guerra ou selecionando todos os suprimentos vindos de todo o mundo, eles visitam lares de idosos, levando comida e muitos abraços calorosos.

Uma senhora idosa disse: Estamos tão entediados, mas o tempo voa quando vocês estão aqui. Ouvir isso é tão gratificante para a alma, é tão agradável e maravilhoso”, diz Marie. 

Para o casal, trabalhar em meio à guerra na Ucrânia é, em última análise, cumprir o compromisso de servir ao próximo. “Acho que não se trata de distribuir pacotes de alimentos, cozinhar refeições ou oferecer ajuda humanitária. Isso é o básico do que Deus espera de nós”, ela continuou.

O mais difícil é fazer isso enquanto você ouve o bombardeio ou vê nos noticiários as pessoas mortas e cenas de como a cidade foi destruída, com os prédios em chamas”, disse ao garantir que fez a escolha certa ao ficar na Ucrânia para ajudar os sobreviventes. “Trata-se de um compromisso com Deus”, finalizou.

Fonte: Guiame

Assista aqui:

terça-feira, 15 de março de 2022

Israel enviará hospital de campanha para atender refugiados da Ucrânia


A missão contará com pronto-socorro, sala de parto e recursos de imagem para atender refugiados no oeste do país.

Na segunda-feira (14), Israel anunciou que enviará um hospital de campanha para a Ucrânia, para ajudar no atendimento médico de refugiados internos que fogem para a região oeste do país.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, a missão humanitária durará um mês e foi apelidada de “Kochav Meir”, que significa “Estrela Brilhante” em hebraico. 

O hospital de emergência contará com pronto-socorro, sala de parto e departamentos para tratamento de crianças, mulheres e homens. Além disso, terá recursos de imagem (raio-x) e laboratório, que funcionará com o apoio remoto do Sheba Medical Center em Israel.

A operação, que vai custar 6,4 milhões de dólares, será liderada pelo Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Saúde do país e operada por uma equipe médica do sistema de saúde israelense.

Desde que a invasão russa na Ucrânia começou, o Estado de Israel tem se preparado para receber e ajudar milhares de judeus ucranianos que fogem da guerra. No início deste mês, 300 imigrantes foram resgatados e chegaram a Israel, incluindo 100 órfãos.

Em fevereiro, também houve um resgate de emergência secreto de judeus, planejado pelo governo israelense. 

No último sábado (12), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sugeriu que Jerusalém seja o local das negociações de paz entre Ucrânia e Rússia, durante uma coletiva de imprensa especial em Kiev.

Em suas declarações, Zelensky, que é judeu, reforçou que Israel pode fornecer garantias de segurança para a Ucrânia e espera que o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, tenha uma influência positiva nas negociações.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 10 de março de 2022

‘Estamos fazendo tudo o que podemos’, diz pastor que ajuda ucranianos com comida e abrigo


Com ajuda de amigos e da igreja estrangeira, Andrey Tyschchenko conta que já conseguiram evacuar cerca de 600 pessoas em Kharkiv.

Segunda cidade mais populosa da Ucrânia, Kharkiv tem cerca de 1,4 milhão de habitantes, e tem sido um dos principais alvos das tropas russas em território ucraniano.

Os bombardeios frequentes e a destruição de prédios, inclusive alguns icônicos, como o da Opera House, está levando ao êxodo em direção a países vizinhos.

Com a família refugiada na Polônia, o pastor Andrey Tyschchenko, da igreja evangélica da Nova Geração, explica que continua trabalhando para sua congregação. Até agora, o bombardeio não afetou o prédio da igreja e ele está confiante de que poderá retornar em breve.

Dias antes da invasão russa, Tyschchenko disse em entrevista ao Protestante Digital que a maioria das igrejas, localizadas perto da fronteira Ucrânia-Rússia na parte leste ucraniana, continuava pregando o Evangelho.

O pastor disse que antes da guerra começar estava em uma conferência em Gana com seu pai. “Quando tínhamos acabado de chegar, recebi mensagens dizendo que a guerra havia acabado de começar na Ucrânia. Eu estava realmente nervoso”, relata.

Família refugiada

Após contato com sua esposa, mãe e irmã, eles tentaram chegar ao oeste da Ucrânia durante cinco dias. “Meu pai e eu trocamos nossas passagens e voamos para Istambul e depois para Berlim. Depois fomos de carro até a Polônia e encontramos nossa família lá. Estamos aqui agora, em um apartamento”, diz.

O pastor e sua família passaram a ser refugiados, recebendo ajuda de poloneses. “Alguém nos deixou este lugar de graça, então somos muito gratos a essas pessoas que estão se voluntariando, elas servem e fazem qualquer coisa pelos refugiados, para que as pessoas se sintam bem”, conta.

Ele diz que a situação dos refugiados que conseguiram cruzar a fronteira até a Polônia é muito boa. “Há muitos voluntários, em alguns lugares até mais do que as pessoas que precisam de ajuda. Então, agradecemos a todas as pessoas que estão trabalhando e fazendo tudo para ajudar cada refugiado”.

Sobre a igreja em Kharkiv, Tyschchenko diz que não foi possível voltar, mas que começou a ligar e escrever para os amigos na Europa para que eles enviassem dinheiro aos pastores e líderes que estão ainda na Ucrânia. Com esses recursos, eles poderiam ajudar as pessoas a sair do país, a serem evacuadas e alimentadas.

Tanta gente ainda está em abrigos antibombas e o que nosso povo está fazendo com o dinheiro enviado é comprar um pouco de comida e petróleo, que é muito difícil de adquirir agora”, diz.

Locais de segurança

O pastor conta que, com essa ajuda, já conseguiram evacuamos cerca de 600 pessoas em Kharkiv. “Elas foram enviadas para locais de segurança. As igrejas na Ucrânia estão tentando ajudar todas as pessoas, dando-lhes comida e lugares onde ficar. Estamos fazendo tudo o que podemos para proteger nosso povo”.

Ele diz que os prédios da igreja ainda estão disponíveis e não foram destruídos. “Acreditamos que quando pudermos voltar para a Ucrânia, poderemos nos reunir neste lugar novamente. Em oração, proclamamos proteção diária para as pessoas e acreditamos que tudo ficará bem e essa guerra terminará em breve.”

O pastor diz que os cristãos podem ajudar a Ucrânia de três formas distintas: oração, denúncia sobre o que está acontecendo na Ucrânia e envio de suprimentos e dinheiro.

Em primeiro lugar, é orar. Acreditamos que a oração é o maior poder em todo o mundo. Por favor, ore para que Putin pare suas tropas. Ore por nossa proteção e pela segurança do país”.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 4 de março de 2022

Ucrânia: Igreja remove os bancos e transforma o templo em “casa” para os refugiados

O pastor Henryk Skizypkowski resolveu ir além das orações pela paz no seu país vizinho. Situado na Polônia, ele decidiu abrir o templo da sua igreja para acolher alguns dos milhares de refugiados da guerra na Ucrânia, vítimas da invasão russa que há uma semana vem causando bombardeios no país do Leste europeu.

Até o momento já são 200 refugiados entre mulheres e crianças, uma vez que a maioria dos homens ficou na Ucrânia para lutar contra os russos, conforme determinação das Forças de Defesa ucranianas.

Para acolher os refugiados da guerra, o pastor Skizypkowski precisou mobilizar a sua igreja para a aquisição de camas, itens básicos de higiene e vestuário adequado. O templo, basicamente, foi transformado numa casa para abrigar os ucranianos por um tempo ainda desconhecido.

"Eles removeram todos os bancos, removeram o púlpito", disse um dos refugiados chamado Chitwood, elogiando a iniciativa do pastor e dos membros da Igreja Batista Chelm.

"Na verdade, eles têm berços espalhados por todo o santuário e por toda a igreja, além de fornecer comida e roupas. Eles estão apenas fazendo um ótimo trabalho ajudando aqueles que estão realmente sofrendo agora", destacou o ucraniano.

Para o pastor Skizypkowski, a guerra na Ucrânia pode estar revelando um propósito espiritual por trás dos acontecimentos geopolíticos envolvendo não só a Rússia, mas também a Polônia, já que os ucranianos e os poloneses vêm mantendo um clima de hostilidades desde o final da 2ª Guerra Mundial.

"É um momento histórico e espiritual. Esses problemas históricos – estavam nos corações, nas almas das pessoas por muitos e muitos anos. As pessoas têm um problema de perdoar umas às outras", disse o pastor.

"Mas este momento é o momento em que Deus criou uma nova situação entre nossas nações. É um novo futuro. Agora temos unidade – unidade espiritual", destacou Skizypkowski, segundo informações da Faithwire.

Segundo o pastor, não apenas a sua igreja abriu as portas para os refugiados ucranianos, como outros templos batistas, incluindo a casa de membros. Pessoas que resolveram abraçar os vizinhos da Ucrânia no momento em que mais precisam.

"Oramos pela unidade. Na guerra, temos que ajudar a Ucrânia", exorta Skizypkowski. "Mesmo que a guerra terminasse hoje, o país ficou devastado. Mas certamente, não parece que a guerra vai acabar hoje. Assim, o problema continuará por muito tempo."

Fonte: Gospel+

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