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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Igreja evangélica sofre incêndio criminoso, em Campo Mourão no Paraná

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 2h28 do sábado (08) para combater as chamas que atingiram a Igreja Luterana Livre Central.


O Corpo de Bombeiros foi acionado às 2h28 do sábado (08) para combater as chamas que atingiram a Igreja Luterana Livre Central, em Campo Mourão, no Paraná. Informações repassadas por testemunhas aos bombeiros e aos policiais militares que atenderam a ocorrência apontam que o incêndio foi criminoso.

Segundo informações de vizinhos que presenciaram a ação criminosa, um homem teria ateado o fogo na igreja de maneira premeditada. Ele pilotava uma moto Honda CB300 de cor preta parou em frente a igreja e o elemento sem tirar o capacete foi até a porta da igreja e tirou um galão de combustível que estava em sua mochila e despejou o combustível por baixo da porta e também pela calçada, ele ainda colocou um cordão que utilizou como pavio para acender, após atear fogo na igreja ele fugiu tomando rumo ignorado.

As equipes do Corpo de Bombeiros chegaram no local e perceberam bastante fumaça no interior da igreja e ao se aproximar da porta perceberam que só havia um pequeno foco de incêndio em um tapete, os bombeiros conseguiram acionar um responsável pela igreja que abriu a porta, o que chamou a atenção de todos foi que o fogo ao chegar na mesa ele se apagou próximo a Bíblia Sagrada.



Segundo Daniel Cardoso, ex-presidente do grupo de jovens da igreja, ainda não se sabe quem era essa pessoa, nem se sabe se ela agiu sozinha.

"Não houve muito estrago. Colocaram o fogo na porta, mas a sorte é que logo depois da porta só tem um tapete para limpar os pés e um aparador, usado para colocar o vaso de flor e uma Bíblia. Só queimou o tapete e um pouco do aparador", destaca.

Além do aparador, as chamas também queimaram uma cadeira e uma tomada elétrica.


Quando os bombeiros chegaram conseguiram debelar as chamas e a fumaça tomou conta do salão.

Sem inimigos
Segundo Cardoso, os fiéis da igreja não possuem rixa com outras pessoas, tampouco com pessoas de outras religiões. "Eu não consigo nem imaginar a motivação. Nunca fizemos nada contra alguém, nunca desrespeitamos outra religião. Não que isso justificasse qualquer ataque. A gente está lá para levar a mensagem evangélica e o amor. A gente fica triste, com certeza. Também fica triste pela pessoa. Por mais difícil que seja, a gente tem que amar essa pessoa também", declara.

A Polícia Civil ainda não recebeu o relatório da ocorrência elaborado pela Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, mas deve iniciar a investigação assim que isso acontecer.

Atualmente Campo Mourão possui 500 fiéis da Igreja Luterana divididos em cinco templos.

Fonte: Guiame

domingo, 11 de março de 2018

Com o sonho de ler a Bíblia, assembleiana é alfabetizada aos 59 anos


Dona Neusa Costa falou sobre como a alfabetização ganhou um significado especial para ela.

Aos 59 anos, Dona Neusa Costa Moreira da Silva, está aprendendo a ler e escrever, mas a sua principal motivação para aprender é o que tem chamado a atenção de muitos: ler a Bíblia.
Ativa em sua congregação, da Igreja Assembleia de Deus, em Campo Mourão (PR), Dona Neusa integra um grupo de mais de 14 milhões de pessoas, a oitava maior população de adultos analfabetos do mundo. Mas ela não se conformou em permanecer nesta situação e se cadastrou em um programa de alfabetização de adultos do Estado.
Duas vezes por semana, ela pega seu caderno, lápis, borracha e apontador e se reúne com outras 14 mulheres de sua turma para aprender a ler e escrever em uma sala do Colégio Estadual Professor Darcy José Costa, em Campo Mourão.
"A gente não sabe ler e escrever. Fica muito dependente das outras pessoas. Chega uma carta, um talão de luz e de água e a gente não entende nada que tem ali. Agora vou ficar firme nos estudos para poder ler a Bíblia e os cânticos do hinário da igreja", diz ela.
A cerca de três quilômetros da escola onde Dona Neusa e suas colegas de turma estão sendo alfabetizadas, outra sala de aula é improvisada em um barracão, no Conjunto Residencial Fortunato Perdoncini. O lugar simples também está recheado de histórias de adultos que não desistiram do sonho de aprender a ler e escrever.
Exemplo disso, é a Dona Rosa Maria, 62 anos, que conta que só conseguiu aprender a ler e escrever alguma coisa quando mais nova, porque o fez escondida dos pais. Naquela época, a alfabetização era “um privilégio dos homens” na zona rural.
"Meu irmão mais velho estudava e me ensinava em casa, tudo escondido”, revelou.
O programa Paraná Alfabetizado é uma ação do governo do Estado em parceria com o programa Brasil Alfabetizado, do Ministério da Educação.
O objetivo é reduzir o índice de analfabetismo em todo o Paraná e estimular os alfabetizando a continuar seus estudos.
Fonte: Guiame

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