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sexta-feira, 22 de junho de 2018

“Igrejas que apoiam casamento gay precisam se arrepender”, afirma evangelista britânico

Líder acredita que o discurso politicamente correto está se tornando uma espécie de "idolatria"

Durante a conferência do GAFCON em Jerusalém, o evangelista britânico Rico Tice deu um testemunho de grande impacto. Ex-membro de uma equipe que preparava uma grande campanha de evangelização no Reino Unido, sua opção foi se desligar quando soube que não poderia falar contra a homossexualidade.
Ordenado pela igreja anglicana, a maior do seu país, ele afirma que a postura do arcebispo Justin Welby, líder mundial da Igreja Episcopal Anglicana foi uma "profunda decepção". "Eu choro pelos líderes que deram as costas à autoridade das Escrituras", afirmou Tice. Advertiu ainda que "Deus irá retirar seu Espírito dessa instituição a menos que os anglicanos se arrependam de seus pecados".
    Segundo ele, durante um encontro mundial de líderes da denominação, um bispo nigeriano repreendeu os ingleses pelo seu pecado de apoiar que homossexuais ativos sejam aceitos como membros e também ordenados como sacerdotes na denominação. Para ele, esse foi um claro recado da parte de Deus.
    Tice revela que o discurso do politicamente correto está se tornando uma espécie de "idolatria", sobrepujando a autoridade da Palavra. "Se a comunhão anglicana não se submeter [às Escrituras], o Senhor nos abandonará. Eu acho que a mensagem do momento é 'escute, o Espírito se afastará da igreja anglicana tradicional, a menos que nos submetamos às Escrituras e nos arrependamos de nossos pecados e chamemos os membros para fazerem isso'", assegura.
    "Estou falando como um evangelista, alguém que passou os últimos 30 anos tentando ganhar os perdidos. Estou aqui porque sei que não há poder no evangelismo a menos que você esteja submisso às Escrituras", arrematou.
    Narrando o momento em que decidiu abandonar o Grupo de Trabalho de Evangelismo da cúpula anglicana, ele explica que debateu com o bispo Paul Bayes, que aprova as relações de pessoas do mesmo sexo.
    "Eu não poderia me submeter à liderança dele. Eu tive que deixar o comitê. O bispo e eu seguimos religiões diferentes quando se trata de falar sobre o ensino claro das Escrituras sobre a sexualidade humana. Eu acho uma grande maldade dizer às pessoas que estão no caminho da destruição que está tudo bem, ensinar que elas não enfrentarão a ira de Deus quando se sabe [que isso ocorrerá]", destacou.
    O evangelista diz que é preciso lembrar a diferença entre "tolerância" e "permissividade", algo que em muitas igrejas acabou se tornando sinônimo.
    Apesar de sua decepção, o evangelista diz que muitos dentro da igreja anglicana não abandonaram o evangelho de Jesus e, mesmo sendo minoria, estão dizendo ao seu povo "vamos manter o ensino das Escrituras".
    Divergências no Brasil
    No início deste mês, o Sínodo Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) aprovou mudanças em seus cânones, passando a permitir casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Foram 57 votos a favor e apenas 3 contrários.
    Porém, assim como outras denominações, existe uma ala tradicional e conservadora. Aqui ela se chama Igreja Anglicana no Brasil, cujo Bispo Primaz é Miguel Uchoa.
    Surgida em 2005, o motivo da divisão foi justamente a maneira de ver as relações homoafetivas. A denominação emitiu uma nota onde reforça sua posição sobre o casamento bíblico e lamenta a decisão dos demais grupos anglicanos.
    Com informações Premier Christianity via Gospel Prime

    domingo, 3 de junho de 2018

    Igreja Episcopal Anglicana do Brasil decide permitir casamento gay - COMENTO A NOTÍCIA

    Apesar da decisão ter sido tomada agora, a entidade já permitia líderes homossexuais em união estável.


    A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) decidiu aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em votação, a grande maioria votou que "sim", a entidade cristã deve "estender o matrimônio a casais do mesmo sexo".

    Sobre a votação, foram 57 a favor, três votos contra e duas abstenções. Segundo o site oficial da igreja, que classifica a decisão como um "momento histórico", esta foi a terceira vez que o assunto foi levado à consideração do Sínodo Geral.

    O site explica que a pauta já vinha sendo reivindicada desde 1997 de modo formal, mas que já havia sido debatida informalmente muito antes. O artigo oficial da nova decisão fez questão de salientar a decisão estatal brasileira sobre o casamento civil homossexual, legalizado no país em 2012.

    "Reafirmamos nosso compromisso com o Evangelho de Jesus e a pertença à Família Global Anglicana, à medida que buscamos continuar a caminhar conjuntamente com aquelas pessoas de quem discordamos e responder aos desafios à nossa frente, dentro de nossos contextos", diz o artigo.

    Francisco de Assis da Silva, o bispo Primaz do Brasil disse: "Senti a decisão como resultado da presença e trabalho do Espírito Santo. Isso amplia nossas fronteiras, permitindo que nós possamos ser mais acolhedoras(es) à diversidade no nosso país".

    Ainda de acordo com o site oficial, o Secretário Geral da IEAB, Rev. Arthur Cavalcante, que também é um membro da comunidade LGBT, afirma que foi escolhido secretário geral em 2011 mesmo a igreja sabendo de sua orientação sexual. O fato mostra que a entidade já compactuava com a prática homossexual e a união de pessoas de mesmo sexo, mesmo antes da decisão oficial.

    "Quando fui escolhido Secretário Geral em 2011, a Igreja estava ciente de minha orientação sexual e do fato de que estava em união estável com meu companheiro, Dr. David Morales. Isso não foi impedimento a tal função crucial", explica.

    A texto ressalta que não haverá mudanças litúrgicas por conta da mudança que o Livro de Oração Comum sofreu, fazendo com que o rito matrimonial tivesse uma "neutralidade de gênero", permitindo o uso do texto para celebrações de casamento para pessoas do mesmo sexo.

    Rev. Arthur Cavalcante e Dr. David Morales,
    que vivem em união estável. (Foto: Reprodução / Site IEAB).

    Anglicanismo
    O que é o Anglicanismo? Ora, nada mais é que "a manutenção da tradição católica com a aceitação de muitos elementos da reforma protestante". Estas são palavras do bispo Dom Sebastião Armando, em entrevista para um documentário desenvolvido pelo Fórum Inter-religioso da Universidade Católica de Pernambuco.

    Ele conta que o anglicanismo nasceu exatamente no período em que na Europa a Igreja Católica quebrava e a reforma protestante crescia. Surgiu então algo que tentou abraçar as duas vertentes.

    Apesar de se apossar das identidades cristãs, que historicamente são conservadoras, a Igreja Episcopal Anglicana vem se moldando à agenda progressista. O casamento gay não é a primeira pauta que fere as escrituras a ser concebida pela entidade.

    O Anglicanismo apoia a morte de indefesos?
    Daniel Veitel, secretário executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disse em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo (em 2010) que "a Igreja Católica é contra qualquer tipo de aborto, até mesmo os previstos no Código Penal". Ele ainda salientou: "Somos a favor da vida. Esse é o preceito cristão".

    Na mesma entrevista, o secretário-geral da Igreja Episcopal Anglicana no Brasil, reverendo-cônego Francisco de Assis da Silva, discordou de todos os representantes do Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil).

    "A defesa da vida é cláusula pétrea para nós. Mas temos de lembrar que nem por isso temos de transformar a defesa da vida num dogma. É preciso levar em conta a saúde das pessoas, tanto do ponto de vista físico quanto espiritual", disse ele mostrando certa reverência ao Estado.

    "No caso do risco de morte, a medicina tem critérios científicos para definir quando deve ou não ser feita a interrupção da gravidez. Não somos favoráveis à descriminalização total do aborto, porque criaria muita confusão. Mas não somos a favor de dogmas. Defendemos políticas públicas", ressaltou Francisco de Assis.

    O jornalista João Domingos explicou que o jornal "ouviu os representantes de todas as cinco igrejas que compõem o Conic". São elas a Apostólica Romana, Anglicana do Brasil, Confissão Luterana, Síria Ortodoxa da Antioquia e Presbiteriana Unida. Segundo ele, todas as entidades possuem uma opinião comum sobre o aborto, e a defesa da vida, exceto uma. "A que mais se diferencia na discussão desse tema é a Episcopal Anglicana", relatou.

    Fonte: Guiame

    MEU COMENTÁRIO:

    Falaram muito bonito e foram democráticos, no entanto, como Igreja se esqueceram da Palavra de Deus, quando diz:


    "Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é"; - Levítico 18:22

    Alguém dirá, é coisa do velho testamento, então vamos para o novo:

    "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus". - 1 Coríntios 6:10

    Está claro que a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil já vinha se reformando para isso, tanto que já aceitavam a união estável entre seus principais líderes, no entanto, só colocaram a matéria em votação, quando entenderam que já não mais havia risco de perderem, ou voltarem atrás naquilo que já o faziam na prática.

    Ora, se a Igreja que se diz Igreja de Cristo, esquece ou relativiza a Sua Palavra, sob quaisquer aspectos que sejam, já não pode mais ser considerada Igreja de Cristo. Simples assim...

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