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segunda-feira, 23 de maio de 2022

Homem pousa avião após piloto desmaiar e diz que 'mão de Deus' estava com ele


Depois de pousar o avião em segurança no aeroporto, Darren Harrison orou agradecendo a proteção de Deus.

No dia 10 de maio, um passageiro, sem nenhuma experiência de voo, que pousou um pequeno avião após o piloto desmaiar na Flórida, impressionou o mundo. O áudio do homem falando com a torre de controle revelou sua extraordinária calma em uma situação de emergência.

Depois do caso repercutir, foi descoberto o segredo da bravura de Darren Harrison: ele contou com ajuda divina para pousar o avião em segurança e salvar sua vida e da tripulação.

Em entrevista ao ao programa "Today" da NBC, Darren contou que estava relaxando e aproveitando a viagem com os pés para cima no monomotor Cessna, depois de uma pescaria nas Bahamas, quando o piloto disse a ele e ao outro passageiro que não estava se sentindo bem.

“Estou com dor de cabeça, estou confuso e não me sinto bem", informou o piloto de 39 anos. 

"E eu disse: 'O que precisamos fazer?' e naquele momento ele não respondeu nada”, contou Harrison.

Ele correu para a cabine e viu que o piloto havia desmaiado e que o avião estava caindo. “Tudo o que vi quando cheguei à frente foi água pela janela direita e sabia que estava chegando rápido. Naquele momento, eu sabia que se não reagisse, morreríamos", revelou.

Com ajuda do outro passageiro, Darren retirou o piloto do assento e assumiu o controle do avião. Ele conseguiu entrar em contato com um controlador de tráfego aéreo da Flórida e informou a situação.

O controlador perguntou se ele sabia a posição do avião, Darren respondeu que não tinha ideia, já que o GPS estava desligado. Então, a torre perguntou o que ele estava vendo. 

“Vejo o estado da Flórida e vejo um pequeno aeroporto”, disse Harrison. Neste momento, sem nenhuma experiência de voo, o homem foi tomado de bravura e não deixou o medo tomar conta.

Mantendo a calma e reagindo

"Quando eu estava voando e vi o estado da Flórida, naquele segundo eu soube que ia pousar lá. Não sei qual seria o resultado, não sei como iria acontecer, mas eu sabia que teria que pousar o avião porque não havia outra opção", afirmou Darren.

O controlador de tráfego Robert Morgan guiou o homem para pousar no Aeroporto Internacional de Palm Beach. Seguindo as instruções, Darren pousou o avião em segurança.

“Eu agradeci por tudo e joguei o fone de ouvido no painel e fiz a maior oração que já fiz na minha vida. Foi quando toda a emoção se instalou”, lembrou ele. 

Acrescentando que fez uma “oração de agradecimento pela proteção e por tudo o que aconteceu. Mas a última parte da oração e a parte mais forte foi para o piloto, porque eu sabia que não era uma boa situação."

Para Darren, a “mão de Deus” estava com ele durante o pouso de emergência, protegendo a tripulação.

O piloto foi levado para o hospital e receberá alta nesta semana. Darren ficou aliviado de poder voltar para casa e ver sua esposa Britney, grávida de sete meses do seu primeiro filho.

Fonte: Guiame

sábado, 18 de setembro de 2021

Piloto aceita Jesus após sobreviver a queda de avião que matou sua família


Joe Townsend perdeu a esposa e duas filhas em um acidente de avião, mas foi alcançado por Deus enquanto se recuperava no hospital.

O piloto Joe Townsend estava conduzindo um avião de pequeno porte com sua esposa, Kelly, e as duas filhas, Laura e Tara, na volta das férias nos EUA. Até que, pouco depois da decolagem, a aeronave teve problemas no motor e perdeu potência.

O chefe dos bombeiros, Sheldon Conger, foi o primeiro a chegar no local do acidente. “Não parecia que tinha sobreviventes”, disse ao 700 Club. Os bombeiros ouviram o choro de uma criança e perceberam que o piloto estava vivo.

Com o impacto, a testa de Joe colidiu com o painel de instrumentos. O botão do horizonte artificial rompeu seu crânio, danificando as áreas do cérebro que controlam as habilidades motoras e o equilíbrio — o impedindo de ver ou se mover.

“Nós colocamos ele na ambulância e estava nas mãos de Deus”, lembra Russell, outro bombeiro.

Joe teve diversos ferimentos: sua perna esquerda foi quebrada em três lugares e seu braço direito teve um corte profundo, quando ele estendeu a mão para proteger sua filha. Durante a queda, os tornozelos de Joe se separaram e ambas as rótulas foram quebradas.

Joe e sua filha mais nova, Tara, foram levados às pressas para o Hospital Memorial Phoebe Putney, na Geórgia. Tara morreu na cirurgia. Joe sofreu uma parada cardíaca, um derrame e entrou em coma por dez dias. Quando despertou, teve que lidar com a dor profunda do luto.

“Aquele foi o pior dia da minha vida”, lembra Joe. “Era como se uma faca estivesse no meu peito, girando. Então eu clamei: 'Senhor, me ajuda'. E, surpreendentemente, 30 segundos depois de gritar — senti paz.”

Encontro com Deus no hospital

Joe ficou internado para se recuperar e aos poucos foi voltando a enxergar e andar. Durante a recuperação, ele recebeu a visita do vizinho, Mark, um cristão comprometido. 

Ele perguntou a Joe: “Você gostaria de ver Kelly e as meninas de novo?”, que respondeu que sim. Então o vizinho prosseguiu: “Há uma maneira fácil de fazer isso. Aceite Jesus em seu coração e então você poderá vê-las novamente quando chegar a hora”.

“E foi isso o que eu fiz”, disse Joe.


O piloto Joe Townsend e sua esposa, Kelly, e as duas filhas, Laura e Tara. (Foto: The 700 Club)

Os dias seguintes não foram fáceis para Joe, que enfrentou uma depressão profunda. “Então, orei para que o Senhor me levasse”, disse Joe. “E eu fiz isso por algumas semanas. Depois de algumas semanas, ainda estou aqui. E eu disse: ‘Tudo bem, se o Senhor não me levar, me deixe aqui e eu tentarei fazer o melhor que eu puder'. Minha fé recém-descoberta me ajudou a superar as provações que tive de passar.”

No ano seguinte, Joe deixou a cadeira de rodas e o andador e passou a usar bengala. Logo, ele conseguiu andar novamente por conta própria. “Sinto que meu corpo está curado por causa da minha fé e também da minha vontade de lutar, de nunca desistir”, afirma Joe.

Joe se casou novamente e continuou andando com Deus. Ele espera pilotar um avião novamente algum dia. “Passei por alguns momentos difíceis e, por meio das adversidades que tive de enfrentar, confiei no Senhor para me carregar”, destaca. “Ele estava lá para mim.”

Fonte: Guiame

sábado, 10 de março de 2018

Pilota de Michel Temer é 1ª mulher a comandar avião presidencial - Confira Aqui


Capitão Carla Borges está há 13 anos na FAB. Nathalie Porto trocou arquitetura pela aviação; veja histórias.

Aos 34 anos, a capitão da Força Aérea Brasileira Carla Borges é a primeira mulher a pilotar um avião presidencial no Brasil. Com o olhar altivo e os passos firmes, a militar se destaca em meio a um universo historicamente masculino, onde apenas uma a cada seis pilotos da instituição é mulher.
Às vésperas da data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher – lembrado na última quinta-feira (8) –, a militar que transporta o presidente Michel Temer em viagens oficiais recebeu o G1 na Base Aérea de Brasília para contar parte de sua trajetória.
As flexões “capitã” e “pilota” estão registradas oficialmente no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), organizado pela Academia Brasileira de Letras. Mesmo com a chancela do idioma, a maior parte das mulheres na carreira militar diz preferir o termo “neutro” – neste caso, as palavras flexionadas no masculino.

Mais que a personalidade, o currículo da piloto que chama a atenção. A capitão – como é chamada pelos colegas da FAB – assumiu o posto operacional da aeronave após longos 13 anos de formação.

“Estou orgulhosa de ter chegado aonde eu cheguei.”
Em pouco mais de dez anos de carreira, Carla acumulou mais de 1,5 mil horas de voo no comando de nove modelos diferentes de aeronaves. Durante todo esse período, ela disse não ter sentido diferença de gênero no tratamento entre os colegas militares dentro da FAB. Carla também foi a primeira mulher a integrar o Esquadrão Escorpião, localizado no estado de Roraima, que emprega o modelo A-29 Super Tucano na defesa das fronteiras do país. O pioneirismo se repetiu, dessa vez, quando ela se tornou a primeira mulher a chegar ao seleto grupo da aviação de caça.
Apesar disso, a capitão recorda o fato de, ainda na primeira turma de mulheres aviadoras, em 2003, compor um grupo de apenas 20 mulheres em um universo de 180 pessoas. A Força Aérea Brasileira só passou a aceitá-las na corporação a partir de 1982.
“Vejo que as pessoas estão valorizando mais a presença feminina na Força Aérea, não porque tem diferença entre os pilotos, mas para mostrar para as mulheres que [elas] têm essa possibilidade.”
Sonho de menina
A paixão da militar pela aviação surgiu na infância, quando os “olhos brilhavam ao ver uma aeronave passar”. Na família e na escola onde estudou, ela lembra de, ainda menina, sempre ter sido incentivada a seguir a carreira.
Em entrevista concedida à própria FAB, quando assumiu o controle do avião presidencial, a pilota disse que o pioneirismo no setor ajudou a “abrir portas para outras mulheres” que, até então, “não sabiam que poderiam ser pilotos da Força Aérea”.
“Me sinto honrada de cumprir essa missão de estar transportando a maior autoridade de um país”, afirma Carla.

“Foi necessário muito preparo e dedicação para chegar onde eu estou, como comandante, podendo pilotar a aeronave presidencial.”

‘Atenção, senhores passageiros…’
Outro exemplo de pioneirismo na profissão é o da piloto Nathalie Porto. Aos 25 anos, mesmo com a formação em arquitetura, ela optou por deixar o lápis e a prancheta de lado para assumir o controle de aviões.
Dez anos depois, Nathalie é piloto de uma companhia aérea comercial – a mudança para Brasília aconteceu em outubro de 2017. Ao G1, a comandante da Avianca lembra que era a única mulher em meio a 30 homens que participaram da turma de formação.
“Ao longo dos anos, dentro da aviação, vi que a proporcionalidade foi mudando. A mulher está mais presente nesses espaços.”
Apesar da percepção da piloto sobre o aumento da participação feminina no setor, Nathalie diz que no contato direto com os passageiros e funcionários do setor – ou seja, quando não está na cabine –, as pessoas ainda estranham a presença dela no cargo.
Ao ser questionada sobre quais as principais reações de passageiros ao vê-la no comando de uma aeronave, Nathalie responde com uma palavra: “supresa”.
“Muita gente me confunde com comissária de bordo só pelo fato de eu ser mulher, mesmo estando com uniforme diferente.”
Apesar da formação como piloto e instrutora de voo, Nathalie diz que a trajetória na profissão nem sempre foi fácil. Ao G1, ela relembrou o momento em que foi rejeitada por uma empresa de táxi aéreo.
“Eles não queriam me contratar por ser mulher, para economizar com diárias da tripulação”, diz. “Alegaram despesa extra com a acomodação no hotel, já que não poderiam me colocar no quarto com os copilotos”.
Mulheres na aviação
Passados 36 anos do ingresso das mulheres na carreira militar da Aeronáutica, a presença feminina na FAB corresponde a apenas 17% do efetivo. No total, de 67,1 mil militares, 55,7 mil são homens e 11,3 mil mulheres. Os números dizem respeito a todas as funções dentro da corporação.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), no período de 2015 a 2017, o número de mulheres na aviação aumentou em 106%. O aumento foi mais expressivo entre as mulheres com licença de é no de mulheres com licença de pilotas privadas de avião (PPR) – um salto de 165%, passando de 279 para 740 em dois anos.
O número de mecânicas também cresceu 30% no período, passando de 179, em 2015, para 233 em 2017. No entanto, o número ainda é pequeno quando comparado aos profissionais do sexo masculino. O último balanço mostra que há 8.092 homens na área de conserto e manutenção de aeronaves – número quase 35 vezes maior. 
Com informações g1/DF. via Gospel Geral
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