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sábado, 9 de maio de 2020

Judeu torna-se cristão porque “achou difícil ignorar as profecias sobre Jesus”

Erez Soref nasceu em uma família judia praticante do judaísmo e conheceu Jesus em uma viagem à Holanda.


Erez Soref nasceu em uma família judia praticante do judaísmo. Quando criança frequentou os estudos judaicos, mas quando cresceu fez várias viagens, onde descobriu o que ele chamava de outras "realidades espirituais em uma viagem à Índia ao conversar com budistas e hindus".

Foi também em outra viagem que Erez conheceu um grupo cristão, em Amsterdã, que o desafiou a ler profecias messiânicas e compará-las com o cumprimento no Novo Testamento.

Erez conta que seu pai era judeu sefardita e sua mãe descendente de judeus da Babilônia. Para ele, ir à sinagoga parecia chato quando criança. E, mais tarde, a história do povo judeu passada a milhares de anos atrás parecia ter pouca relevância na atualidade.

"Deus estava muito, muito longe", acreditava.

Durante todo o ensino fundamental e médio, ele estudou o Antigo Testamento apenas por seu valor histórico e literário. "Era algo que se precisava saber sendo um judeu, mas não a Palavra de Deus", disse.

Erez viajou pelo mundo ao lado de outros jovens judeus e relata que desembarcou na "Trilha do Misticismo" e, simultaneamente, na "Trilha das Drogas".

"Eu tenho que entender que existe uma realidade espiritual", acreditava ele. "Essa realidade espiritual era muito assustadora, muito negativa, muito sombria, mas era muito real."

Começando a conhecer Jesus
Em Amsterdã, ao se encontrar com alguns jovens cristãos a visão de Erez começou a mudar: "Eles eram muito vibrantes".

Erez lembra que explicou aos jovens que ele era judeu. "Nós não acreditamos em Jesus", declarou.

"Por quê?" eles responderam. "Jesus é judeu."

"Não sei por que, mas tenho certeza que não acreditamos em Jesus", respondeu ao grupo. Apesar de sua resposta, uma semente de curiosidade sobre Jesus começou a germinar em seu coração.

Eretz lembra que ficou impressionado com a fé entusiástica daqueles jovens. O modo como eles chamavam de "relacionamento pessoal com Deus" parecia totalmente estranho para ele.

"O que foi ainda mais chocante do que isso foi que alguns deles estavam familiarizados com passagens nas Escrituras Hebraicas com as quais eu não conhecia", diz.

Seus novos amigos as chamavam de passagens "proféticas" ou "messiânicas".

Contato com o Novo Testamento

Erez lembra que ficou "maravilhado" ao descobrir que aquele grupo conhecia tão passagens do Antigo Testamento. "Como vocês conhecem essas passagens? Isso é nosso!", dizia.

Ele foi pesquisar em sua própria Bíblia em hebraico e constatou que as passagens messiânicas eram legítimas.

A partir daí, Erez aceitou o desafio dos jovens de abrir o Novo Testamento. Ele pensou que, como ele já tinha lido literatura budista e hindu, então o que poderia estar errado com a leitura dos escritos cristãos?

"Fiquei muito surpreso. Primeiro de tudo, [aqueles fatos] aconteceram em Israel e em lugares onde já estive muitas vezes", disse. "Crescendo em Israel, nunca ouvi nada sobre Jesus de Nazaré."

"Jesus é o segredo mais bem guardado entre os judeus", disse ele. Parecia incompreensível que ele não tivesse aprendido nada sobre Jesus quando sua família morava perto do mar da Galileia.

"Fiquei muito atraído por Yeshua", relata. "Ele não fez as coisas para tentar conquistar o favor dos homens".

Profecias
Erez embarcou em um estudo comparando as profecias messiânicas no Antigo Testamento com o cumprimento no Novo Testamento.

"Para minha surpresa, cada um correspondia", diz ele. "Fiquei convencido, primeiro na minha mente, depois no meu coração, de que Yeshua é realmente o Messias prometido do nosso povo".

A partir dalí, Erez devorou ​​as Escrituras. Por nunca ter conhecido outro judeu convertido ao cristianismo, ele acreditava que era o primeiro desde o apóstolo Paulo. Ele se sentiu chamado a retornar a Israel para testemunhar sua família, amigos e nação. Sua alegria foi acompanhada apenas por um senso de urgência em comunicar a verdade ao povo judeu.

Ele diz que sua família não recebeu as notícias de sua conversão com alegria. Seu pai o enviou a uma consulta com o psiquiatra-chefe de Jerusalém.

O psiquiatra, no entanto, o certificou que ele estava completamente sadio.

Sua mãe marcou um encontro com um rabino acreditando que ele provaria ao filho que Jesus não é o Messias. Erez diz que a reunião nunca ocorreu porque o rabino a cancelou.

Tempos depois, Erez conheceu uma congregação de crentes judeus, a qual começou a frequentar.

Ele conta que ansiava estudar a Palavra de Deus, mas em Israel não tinha nada que o ajudasse. Erez acabou se mudando para os Estados Unidos, onde concluiu o doutorado em psicologia.

Hoje Erez dedica sua vida a ganhar judeus para Cristo através One For Israel, um site fundado por ele, onde publica testemunhos de judeus que encontraram o Messias.

Fonte: Guiame

terça-feira, 7 de abril de 2020

De forma inédita, Páscoa judaica deve ser celebrada por aplicativo em tempos de pandemia


Rabinos discutem se a celebração pode ser feita por aplicativos como forma de promover a participação dos familiares em distanciamento social.


A celebração da Páscoa judaica por meio de aplicativo de videoconferência está sendo debatida por rabinos favoráveis e contrários à tecnologia em tempos de pandemia.

A questão, impensável no passado, impõe-se aos rabinos ortodoxos em Israel, onde parte da população se prepara para celebrar essa festa confinada em casa.

Aplicativos têm sido a forma de as pessoas se relacionarem com aqueles que estão distanciados pela crise da Covid-19 e estão sendo cogitados para serem usados para unir as famílias judaicas na realização da Páscoa.

Embora esses aplicativos promovam a união das pessoas que estão distantes, o uso deles divide o mundo rabínico em Israel à medida que a celebração judaica da Páscoa se aproxima, pois a lei judaica (halacha) proíbe o uso de eletricidade durante a festa.

O momento central da Páscoa judaica é o jantar do Seder. Mas como reunir toda a família em meio à pandemia quando as autoridades não autorizam agrupamentos? E também os idosos que vivem em outros lugares?

Um "samaritano generoso" teve a ideia de doar computadores a pessoas idosas para permitir que elas compartilhassem o Seder com sua família por meio de videoconferência. Assim esta seria a primeira Páscoa digital.

Controvérsia
Mas o doador teve uma dúvida: tudo isso é "kosher", ou seja, está de acordo com as prescrições do judaísmo?

Desde então, a controvérsia se espalhou entre os rabinos ortodoxos.

"Uma pessoa que queria dar 10.000 computadores para idosos para permitir que eles se reunissem com suas famílias nos perguntou se estava de acordo com a halacha", disse o rabino Raphael Delouya à AFP.

Com 13 colegas, ele emitiu uma "psak", uma opinião religiosa sobre o assunto: sim, em uma situação de "urgência", como a pandemia do novo coronavírus, é lícito usar um computador para comemorar o feriado com "idosos ou doentes".

"Nos baseamos nos sábios do Marrocos, na tradição rabínica sefardita que permitiu há mais de 50 anos usar eletricidade durante as festividades", explicou.

"O problema é que existem rabinos que temem que isso degenere, e que nos próximos feriados as pessoas usem Zoom, WhatsApp e Facebook, e que isso levará a um desrespeito à religião", disse.

Profanar o feriado
O grande rabinato de Israel se opôs a essa opinião: "A solidão é dolorosa e deve ser remediada (...) talvez falando por computador na véspera de um feriado, mas não profanando o feriado".

Aqui está um debate entre rabinos ortodoxos que "tomam nota de uma situação social" e outros que dizem que "não vou quebrar meu sistema legal por causa de uma nova situação social", destaca Kimmy Caplan, especialista em movimentos ortodoxos na Universidade Bar-Ilan, perto de Tel Aviv.

No início dos anos 1950, Avraham Yeshaya Karelitz, o influente rabino que estabeleceu padrões religiosos para o mundo ultraortodoxo após a Segunda Guerra Mundial, proibindo o uso de eletricidade no sábado, dia do descanso semanal.

Na era das mídias sociais, o debate teológico já degenerou online, levando um rabino a pedir calma: quando dois rabinos "discordam, não podem jogar tomates", exortou.

De qualquer forma, a judia Sabrina Castro-Moïse diz que usará a videoconferência para compartilhar o Seder com sua mãe de 76 anos, que mora sozinha, perto de sua casa em Jerusalém.

"Passamos todas as festas juntas", diz à AFP. O Zoom permitirá "não deixá-la sozinha".

"Qual o interesse realizar todo o ritual se [alguém está] sozinho?", pergunta Michael Lev, um empresário de 44 anos que vê a iniciativa dos rabinos como uma "medida excepcional e humana".

Covid-19 em Israel
Em Israel, cerca de 5 mil pessoas foram diagnosticadas com coronavírus desde o começo da crise de saúde, com 18 mortos e 70 em estado grave, até o final de março.

Para controlar a contaminação, o governo israelense decretou regras severas de isolamento social, que incluem fechamento quase total do comércio (a não ser por supermercados e farmácias) e outras instituições, permissão para a população em geral se afastar das casas em um raio de apenas 100 metros (a não ser trabalhadores essenciais como médicos, policiais e outros), "aglomerações" públicas de até duas pessoas, proibição de convidados em casamentos e permissão de apenas 20 pessoas em enterros.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu aos israelenses que permaneçam em suas casas durante o feriado da Páscoa, um "ponto de virada" para ele na luta contra a pandemia, que atinge essencialmente os bairros ultraortodoxos.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Jean Wyllys insinua que homofobia nasceu nas religiões oriundas de Abraão

Ex-deputado Jean Wyllys atacou judaísmo, cristianismo e islamismo pelos preconceitos vividos por homossexuais

Em artigo escrito no portal UOL, o ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL), disse que a homofobia está atrelada a religiões oriundas do patriarca Abraão que são judaísmo, cristianismo e islamismo.
O ativista LGBT escreveu sobre o filme "Dor e Glória", de diretor Pedro Almodóvar, o longa conta a história do diretor espanhol assumidamente homossexual que conta os preconceitos sofridos ao longo da vida e, mesmo assim, se tornou uma pessoa bem-sucedida.
Wyllys conta sua história de vida, dizendo que sofreu a primeira discriminação aos 6 anos de idade. Ele diz que assim há muitos homossexuais, porém, que "não sobrevivem à homofobia" ou ficando escondidos em "armários" para são serem vítimas desse preconceito.
"A única resposta possível para a existência dessa constante — dessa repetição — no tempo e no espaço é a homofobia. Esta é um fundamento de todas as culturas nascidas das — ou influenciadas pelas — religiões abraâmicas (que remontam ao mesmo patriarca Abraão): o judaísmo, o cristianismo e o islamismo", escreveu o ex-deputado.
"Não é de se estranhar, portanto, que sua reprodução em diferentes línguas e instituições como a família, a igreja e a escola construam histórias e constituam sujeitos tão parecidos; que produzam males tão semelhantes e que despertem formas parecidas de resistência a ela", completou.
Depois de colocar os assassinatos cometidos contra homossexuais na conta da fé (e nas diferentes religiões), o ex-deputado afirma que os gays que não se assumem publicamente "correm o risco de se metamorfosearem em pessoas horríveis que reproduzem o mal de que são vítimas".
Fonte: JM Notícia
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