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quarta-feira, 14 de junho de 2023

Igreja faz culto com pregação de inteligência artificial: "Não havia alma"

O avanço de tecnologias como a inteligência artificial pode ser um fator positivo em vários aspectos, mas também negativos em muitos outros, inclusive para o meio religioso.

Na Alemanha, por exemplo, uma igreja resolveu utilizar o ChatGPT para organizar e ministrar um culto, provocando diferentes reações entre os fieis.

A celebração foi toda conduzida e ministrada pela inteligência artificial. Para isso, quatro avatares (personagens virtuais) foram criados, os quais se dirigiram à plateia de pelo menos 300 pessoas, pedindo que cantassem, orassem e ouvissem a ministração.

"Queridos amigos, é uma honra para mim estar aqui e pregar para vocês como a primeira inteligência artificial na convenção dos protestantes na Alemanha deste ano", afirmou um dos personagens exibidos em um telão.

A ideia

A iniciativa de fazer um culto 100% comandado por inteligência artificial foi de Jonas Simmerlein, teólogo e filósofo da Universidade de Viena. Segundo informações da Associated Press, ele apenas supervisionou o processo criativo das máquinas.

"No congresso da igreja, você é um pregador… Como seria um culto na igreja?", disse ele ao lembrar da pergunta que fez ao ChatGPT. "E o resultado foi um serviço religioso bastante sólido", destacou o teólogo.

Alguns participantes do "culto", no entanto, reagiram negativamente à iniciativa, pois observaram o óbvio: não existe adoração genuína a Deus em uma cerimônia conduzida e ministradas por personagens virtuais, o que significa vazios de espírito e discernimento.

Em João 4:23-24, por exemplo, vemos que Jesus vinculou a veracidade do culto a Deus à expressão humana, pois só os humanos possuem a capacidade de cultuá-lO "em espírito e em verdade".

"Em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade", diz o trecho bíblico.

Heiderose Schmidt, por exemplo, de 54 anos, estava no culto fictício e comentou sobre o que viu nos personagens: "Não havia coração nem alma. Os avatares não demonstravam nenhuma emoção, não tinham linguagem corporal e falavam tão rápido e monótono que era muito difícil para mim me concentrar no que diziam".

Alerta

Presidente de pesquisa em ética tecnológica da Igreja Batista do Sul, o pastor Jason Thacker fez um alerta para que os jovens pastores não deixem substituir as suas responsabilidades pastorais pelo mundo virtual.

"A inteligência artificial pode imitar isso em algum nível. Mas acho que nunca poderá oferecer qualquer tipo de sensação de sofrimento, dor, tristeza, da mesma forma que um ser humano pode", conclui.

Fonte Gospel Mais

sábado, 1 de setembro de 2018

Autora faz alerta sobre vida cristã “online” e diz que este é o “perigo real desta geração”

Em uma entrevista recente, a renomada autora cristã, Christine Caine, falou sobre como esta geração está se distanciando do ensino bíblico no tocante aos relacionamentos pessoais, sugerindo que uma vida "online" não produz autenticidade suficiente para testemunhar o amor de Cristo em nossas vidas.
Para Caine, relacionamentos reais exige a disposição para julgamentos. Somos expostos ao outro sempre que nos posicionamos, assumindo o risco de receber críticas e ouvir o que não gostaríamos.
"Eu acho que em muitos casos somos relacionalmente disfuncionais, e não temos amor autêntico um pelo outro porque não estamos dispostos a colocar nossos corações lá fora e estar prontos para ser pisados, mal interpretados, mal interpretados", disse ela.
Por conta disso, segundo Caine, vivemos em uma geração que se esconde na internet, acreditando que relacionamentos virtuais são mais "seguros", mas que não refletem o propósito de Deus para a vida humana, que deve ser pessoal.
"Você pode basicamente ter toda a sua vida cristã on-line, e não ter que fazer o trabalho duro de ser vulnerável, transparente e autêntico em relacionamentos reais. O  perigo real para esta geração", disse ela.

Uma caminhada pessoal no dia-a-dia

A escritora enfatiza que vida cristã significa, em outras palavras, caminhar no dia-a-dia com o próximo, tendo a disposição de "chorar com os que choram" e "se alegrar com os que se alegram", na vida real e não no mundo virtual.
"A Bíblia diz para termos cuidado de fazer o bem a todos, especialmente aqueles da família da fé. É muito mais fácil defender a justiça e dizer: 'Vamos todos dar as mãos e cantar Kumbaya e sermos unidos – desde que eu não tenha que ter uma vida diária com você'", explica a autora.
Caina lançou recentemente o livro "Unashamed: Drop the Baggage, Pick Your Freedom, Filling Your Destiny" ("Sem vergonha: largue a bagagem, escolha a sua liberdade, preencha o seu destino", em tradução livre), defendendo que devemos deixar para trás questões do passado que nos afligem, para ter uma vida autêntica no presente.
"Espero que o livro ajude a mover a agulha um pouco sobre tudo isso, porque senão nós vamos desperdiçar outra geração e Jesus terá que esperar até que outra geração surja", conclui a escritora, segundo informações do Relevant.
Fonte: Gospel+
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