sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CADÊ O MEU MENTOR?



Cadê o meu mentor?

Um dos exercícios que mais utilizo em minhas palestras e workshops, buscando despertar reflexões mais profundas, é pedir aos participantes para fecharem seus os olhos e pensarem em alguma pessoa que, de alguma forma, tenha interferido de modo significativo em seus destinos.

Procuro guiá-los no resgate de lembranças de seus mentores, aquelas pessoas que dedicaram tempo e energia para ajudá-los a se desenvolverem.
Gosto deste exercício por ser totalmente aderente ao pensamento de Charles Handy em seu livro - The Hungry Spirit – quando diz que:

 “A sociedade deveria tentar oferecer a cada jovem um mentor de fora do sistema educacional, alguém que tivesse grande interesse no desenvolvimento e progresso daquela pessoa na vida.”

Quando os participantes começam a abrir seus olhos, é muito comum eu observar aquele olhar agradecido  por fazê-los lembrar de alguém que realmente fez diferença na vida de outra pessoa.

Os depoimentos espontâneos que surgem em seguida referem-se a pais, professores ou antigos chefes – todos com reconhecida experiência e que encontraram motivos para passar adiante seus conhecimentos, agindo  como uma referência, um modelo, um instrutor disposto a ensinar tudo que sabia dando orientações e apontando direções.

Contudo, um fato novo tem despertado minha atenção, principalmente quando realizo este exercício em platéias formadas por jovens da Geração Y...

Muitas vezes os jovens não conseguem identificar ninguém. Quando abrem seus olhos, percebo a reação de dúvida e estranheza diante do exercício. Alguns chegam a manifestar o fato de não entender o que se esperava com o exercício.

Depois que dou as explicações, ou seja, peço para identificarem seus mentores, novamente as reações são de perplexidade, diante do insucesso em encontrar alguém que pudessem atribuir a classificação de mentor.

O mais comum é pensarem em personalidades que admiram como grandes empresários ou líderes políticos. Nomes como Steve Jobs, Lula, Eike Batista e Bill Gates são presença comum nestes momentos. Na maioria das vezes que isso acontece, eu aproveito para explicar a diferença entre uma personalidade e um mentor, ressaltando como um bom mentor pode ajudar a trajetória de vida de um jovem.


Em uma destas ocasiões fui interrompido por um jovem que gritou:

CADÊ O MEU MENTOR?

Foi um ótima pergunta, pois muitos estavam com a mesma dúvida na cabeça e a questão serviu para eu fazer um alerta para a geração Y.

Não se encontra mentores no Google e nem é possível dispensá-los quando quer se desenvolver. Todo conhecimento tácito, que também é conhecido como experiência, está nas mãos dos mais veteranos. Para ter acesso a este conhecimento é indispensável conquistar um mentor. Para isso só há um caminho - SER APRENDIZ.

Entretanto nos dias atuais, onde os jovens querem ser vistos e reconhecidos como vencedores, não é muito comum identificar a postura de aprendiz, isto é, aberto para o aprendizado. E neste caso, não é do conhecimento acadêmico, mas sim do velho e bom “pulo do gato”.

Pode-se compreender esta postura da geração Y, diante da evidente superioridade dos jovens diante do ritmo frenético das mudanças, principalmente as tecnológicas, mas já está claro também que algo está faltando para alcançarem seus sonhos, principalmente os de novos desafios.

Os desafios estão com os veteranos, que ainda se esforçam para manter o ritmo das coisas, para “não deixar a peteca cair”.

Se você jovem, está se perguntando então, CADÊ O MEU MENTOR? – lembre-se que, mais próximo do que você imagina, há um veterano perguntando - CADÊ O MEU APRENDIZ?

Vá conquistá-lo!!


Recebí o texto acima procedente da irmã em Cristo Ester D. Brito - (lilined@ig.com.br), e publiquei aqui por entender ser interessante tantos aos aprendizes, quanto aos mentores.

12 comentários:

Conexão da Graça disse...

Pr. Carlos Roberto meu mano querido, graça e paz!

Fiquei boiando quanto a "geração Y", acho que estou "DESANTENADO" por conta dos meus 4.0 e algumas cãs. O texto porém é "ANTENADÍSSIMO", e reflete a geração sem referenciais nobres dos nossos dias, que só se espelha em quem lhe confira sucesso de pop-star ou títulos de capitalização.

Estou colocando o Point Rhema nos favoritos de subversão do Conexão da Graça.

Um abração, e por favor não me deixe pagando esse mico: "me responda quem é a tal geração", para que minha santa ignorância ganhe alguns degraus de sabedoria!

Franklin Rosa

Pr. Carlos Roberto disse...

Olá Franklin Rosa,

Graça e Paz!

Grato pela sua honrosa participação.
Na prática na prática, pelo seu comentário, creio que você entendeu.
A geração "Y" é justamente esta que está crescendo sob o controle da internet e tecnologias modernas, a qual já está com dificuldade de identificar um mentor em que possa se espelhar.

Grato por inserir o Point Rhema nos favoritos de subversão do Conexão com Graça1 rsrs

Volte sempre!

Um grande abraço!

Pr. Carlos Roberto

Pr. Iranildo medeiros disse...

Pr. Carlos Roberto é bem verdade o que o texto expõe, e o que eu vejo é que uma boa parte dessa geração "Y" está dentro das igrejas por todo o mundo. A grande maioria confunde mentores com admiradores.No mais, continue Pr. Carlos Roberto nos trazendo informações para a nossa edificação.

Em Cristo, pastor Iranildo Medeiros

Pr. Carlos Roberto disse...

Olá Pr. Iranild Medeiros,

Grato pela sua participação.

O texto não é meu, mas me chamou a atenção, justamente o fato de retratar uma questão que envolve a nossa juventude atual.

Nossa principal função é ressaltar o que está acontecendo e apontarmos uma solução, ou seja, direcionarmos nossos jovens para que valorizem a experiência daqueles que a tem.

Um grande abraço!

Pr. Caros Roberto

disse...

A geração y é aquela que pega tudo pronto no google, não querem ser aprendiz, e aí acabam sem um referencial,ou seja um mentor para se espelhar. Muito legal o artigo, adorei. Paz.

Pr. Flavio Constantino disse...

Querido Pastor Carlos Roberto,

A Paz do Senhor,

Extraordinário o texto. Essa geração quer ficar famosa, mas acham que não precisam de ninguém.

Conquanto não tenha chegado aos 40,mas sou de uma época em que olhávamos para os mais antigos e víamos neles algo especial da qual poderíamos nos espelhar. E para nos aproximarmos, fazíamos algumas coisas que para muitos dos jovens de hoje é caretice, como por exemplo, carregar a pasta do pastor para que pudéssemos estar mais perto e sermos abençoados com as suas máximas, conselhos, reflexões.

Hoje tenho a grata satisfação de dizer que o meu mentor é nada mais nada menos do que o Reverendo Paulo Cesar Lima. Faço questão de estar próximo dele, dirigir para ele, e continuo carregando a sua pasta,só assim, aprendo sempre. Ele é um grande amigo, conselheiro, Pastor, Pai.

Um grande abraço

No Amor de Cristo,

Pastor Flavio Constantino.

Pr. Carlos Roberto disse...

Olá Rô,

Graça e Paz!

Seu comentário é pertinente e realista. A geração "Y" é imediadista por natureza, para uma mudança é necessário muita conscientização dos educadores, como o faz o articulista Sidnei em seu artigo.

Um grande abraço!

Pr. Carlos Roberto

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro amigo e pastor Flávio Constantino,

A Paz do Senhor!

Sou testemunha do quanto o amado tem sido fiel ao lado do amigo Pr. Paulo César Lima. Tenho a convicção que essa mentoria lhe tem sido muito útil.

Em toda a vida é assim, e no evangelho não é diferente, aliás, Jesus disse: Ide e fazei discípulos. Isso é mentoria.

Um grande abraço!

Pr. Carlos Roberto

Anônimo disse...

Graça e Paz

Pr.Carlos

ótima abordagem do post em questão..

Onde estão nossos referências?
Onde estão nossos mentores?
Na sua maioria são homens, da mídia seja impressa,televisiva ou internet..
homens de sucesso...

já não se molda o pensar.. reflexão é coisa de tolo,uma perda de tempo!

Que estejamos atentos em quem temos colocado na nosso vida como referências...

abraços amigo

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro amigo anônimo,

A Paz do Senhor!

Grato pelo seu reflexivo comentário.
Oremos e prossigamos em nossa busca de verdadeiros referenciais.

Um grande abraço!

Pr. Carlos Roberto

MAGALI DIAS QUINTINO disse...

A PAZ QUERIDO PASTOR:

QUEM TEM TEMPO SUFICIENTE PARA SENTAR E OUVIR? PARA OS JOVENS QUE POSSUEM NAS PONTAS DE SEUS DEDOS TANTAS INFORMAÇÕES(SEJAM ELAS BOAS OU MÁS),TRANSMITIR EXPERIÊNCIAS NÃO É ALGO FÁCIL...
TIVE A FELICIDADE DE TER MUITOS MENTORES EM MINHA VIDA, ALGUNS DE FORMA INDIRETA, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES.
OUVIR ESTÁ SE TORNANDO UMA QUALIDADE BEM RARA EM NOSSO MEIO, E ME ATREVO A DIZER QUE TAL FATO NÃO SE REFERE APENAS AOS JOVENS,MAS TAMBÉM A AQUELES QUE PENSAM QUE JÁ SABEM TUDO!
LEMBRO QUE NA MINHA INFÂNCIA ERA VENDIDA UMA CAIXINHA QUE CONTINHA "SEGREDOS",NA MAIORIA DAS VEZES BALAS.EU SABIA DISSO, MAS A MINHA CURIOSIDADE ME FAZIA SEMPRE SEMPRE IR NA VENDA E COMPRAR UMA, PARA DESESPERO DA MINHA MÃE.
A VIDA DAQUELES QUE TEM MAIS EXPERIÊNCIAS QUE NÓS TAMBÉM É ASSIM:SE VOCÊ PODE ATÉ FALAR:"EU SEI O QUE ELES VÃO DIZER SOBRE ISSO OU SOBRE AQUILO...",MAS SEJAMOS FRANCOS,NÃO EXISTEM NOS MENTORES SEMPRE UMA SURPRESA RESERVADA PARA NÓS?
A PAZ SEJA COM TODOS.

Pr. Carlos Roberto disse...

Olá Magali Quintino,

Shalom!

Os mentores, por mais simples que possam ser, sempre guardam algum segredo no "bolso do colete", que nos surpreendem e justificam a sua mentoria.

Grato pela honrosa visita, volte sempre!

Um grande abraço!

Pr. Carlos Roberto

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