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sexta-feira, 8 de julho de 2022

É JÁ HORA DE DESPERTARMOS DO SONO - Um alerta à Igreja brasileira



[...] É JÁ HORA DE DESPERTARMOS DO SONO. (RM. 13:11a)
                               
(Pr. José Verneques)

Ainda não é tarde, façamos algo!
Para depois não precisar dizer:
Nada fizemos, por isso é tarde demais.

O sono é necessário para que o corpo físico se revigore e recupere as energias, fazendo que a pessoa esteja pronta para enfrentar as tarefas diárias que a aguardam, não é à toa que o ser humano passa 1/3 de sua vida dormindo.

O descanso promovido pelo bom sono é imprescindível a qualquer um. Todavia, passar muito mais tempo que o necessário, dormindo, é demonstração de preguiça e alienação. Adjetivos estes, causadores de vidas frustradas pelo fracasso profissional e prejuízo financeiro, que culminam em crises conjugais e familiares.

Na vida ministerial não é diferente, o sono exagerado pode causar danos incalculáveis e, por vezes, irrecuperáveis tanto ao individuo, quanto a comunidade como um todo, podendo levá-la a perda de todas as vitórias conquistadas até então. 

O Senhor Jesus alertou aos discípulos sobre o perigo de cometer tal negligência quando se referiu ao Reino dos Céus em uma de suas parábolas: “Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se.” (Mt. 13:25). O resultado da semeadura do joio feita pelo inimigo é extremamente prejudicial na cultivação do trigo, pois compete pelos mesmos nutrientes do solo. O joio pode ser tóxico quando ingerido e consumido por humanos, daí o perigo de não estar atento quanto às investidas do inimigo para semeá-lo.

No contexto atual do tema em tela, “os homens” referem-se a uma parte da liderança evangélica atual, que recebeu a incumbência de não permitir que o inimigo semeie o joio, todavia, esta parte da liderança ainda não se apercebeu da chegada do inimigo semeador e nem se deu conta de seu empenho e da sua força hercúlea, que visa atingir o grande trigal chamado igreja.

Com urgência, é preciso que, como dobrados sustenidos, os líderes usem suas vozes e subam a entonação acima da altura para soar a trombeta, dando quantos toques de alertas forem necessários, a ponto de despertar a liderança que Deus escolheu para livrar o seu povo das mãos dos opressores destes dias, mas que ainda dormem enquanto o inimigo se aproxima.

Estes líderes precisam enxergar a tempo, o perigo real que está às portas. A leitura do momento atual deve ser feita de modo eficaz, cirúrgico e ligeiro, para que não seja tarde demais. Refiro-me a leitura da realidade do cenário político brasileiro presente, quanto às eleições que estão porvir. Posto que elas devam demonstrar grande preocupação para todos os cristãos evangélicos, visto que as forças partidárias ideológicas se uniram para reforçar e ampliar as pautas que compõem sua agenda anticristã.

E o quadro que está sendo pintado revela antecipadamente de forma bem nítida uma imagem agressiva e hostil contra a igreja, por entenderem que esta é sua grande e real oponente no que tange a suas propostas de mudança quanto ao modelo dos valores morais fixados.

Numa ação muito bem orquestrada e milimetricamente coordenada, diversas celebridades políticas, artistas, jornalistas e influenciadores youtubers, tudo e todos sob o patrocínio e a cobertura de boa parte da mídia, agem simultaneamente semeando informações sofismáticas e inverídicas contra os cristãos, com o objetivo de minar e desconstruir o papel fundamental da igreja evangélica brasileira no seu combate à violência contra a família e, consequentemente, contra sua defesa aos valores morais que a sustentam, isso no sentido mais preciso que se possa imaginar. 

A intenção que se percebe em suas narrativas diversas é a tentativa incansável de transformar a classe evangélica na grande vilã responsável pelo caos implantado na sociedade, taxando-a de preconceituosa e intolerante quanto às mudanças exigidas pelo modelo de nova sociedade que eles almejam.

Na verdade, esta narrativa não se sustenta quando se faz quaisquer pesquisas sérias e isentas de partidarismos ideológicos, tendo em vista que a grande maioria da sociedade é cristã e não aprova tais exigências, por entender que as mesmas não trarão benefício moral algum para suas famílias, ainda que boa parte desta sociedade não se exponha, não o fazem muitas vezes por medo de represálias e agressões físicas.

Por fim, a melhor saída para isso é, além de muita oração por parte da igreja do Senhor, muita orientação por parte de seus líderes quanto ao dever de alertar a membresia, no que tange ao cumprimento de sua cidadania e conscientização do valor e do efeito decisivo do voto dado pelo povo cristão; bem como da suma importância de votar integralmente em candidatos cristãos, para que se amplie e se preencha de pessoas cristãs, os cargos executivos e as bancadas parlamentares nos Estados e em Brasília e, mais ainda, da busca pelos votos daqueles que pertencem ao nosso círculo de parentesco e amizade, fazendo-os ver que os ataques promovidos por estas ideologias não atingem apenas a nação cristão-evangélica, mas a sociedade como um todo.

Fazendo assim com perseverança e eficiência, certamente teremos o antídoto eficaz para combater e erradicar o joio e afastar de vez o inimigo que o semeia com o maligno propósito de atingir a igreja e a família brasileira.

Soli Deo Glória


Pr. José Verneques Santos
Presidente da AD - Ministério Paulista
Primeiro Secretário da COMADESPE

quinta-feira, 12 de maio de 2022

A IGREJA TEM O DIREITO E O DEVER DE ORIENTAR POLITICAMENTE OS FIÉIS



A IGREJA TEM O DIREITO E O DEVER DE ORIENTAR POLITICAMENTE OS FIÉIS


Em tempos de pleito eleitoral, é comum as discordâncias sobre a participação opinativa da Igreja nas campanhas, e para tanto, qualquer que seja a atitude dos seus líderes, merecerá a crítica de quem não concorde.


Dentro da minha trajetória, já presenciei crítica à Igreja pela boa relação com os governantes nos tempos do chamado "Regime Militar", mais tarde, por abrir as portas democraticamente para todos os seguimentos da política, ser pechada como "omissa", ou de forma pejorativa "acender uma vela para Deus e outra para o diabo".


Mais tarde, já em tempos dos governos da esquerda, "de se vender pelas benesses oferecidas", e hoje, por "se render" a um governo que, muito embora tenha sido eleito democraticamente, segundo seus críticos, flerta com atos anti-democráticos. 


Fica claro que, qualquer que seja a atitude, a Igreja sofrerá a crítica de quem pensa diferente.


Antes de qualquer coisa, vale lembrar que já há muito tempo, muitos ministros evangélicos se esquivam de instruir politicamente seus membros, com a premissa de que não foram chamados para tal feito e que esse tema seria polêmico demais para ser debatido nas igrejas. Além disso, ainda pesa  contra o assunto, o argumento de que pastores que se interessam por política geralmente se sujeitam ao sistema por interesses próprios, atitude condenada por Deus - Isaías 1:23 


Registro ainda que, pessoalmente, sou contra qualquer favorecimento, benesse ou barganha, como cargos no governo, dinheiro legal ou ilegal, moral, imoral ou amoral, rachadinhas, etc..., que possa justificar qualquer tendência política, seja na individualidade ou da coletividade.


Por conta dessas questões, é que há no meio evangélico, divergências quanto à participação da igreja, tendo em vista as dificuldades morais vindas a público, sobre a política no Brasil e, por isso mesmo deve a Igreja como instituição, ou através de seus líderes, se abster de tais atitudes reprováveis.


O que está em voga neste momento é, se essa discussão se estende também, no que tange, a saber, se é ético ou não, o pastor orientar seus fiéis quanto ao voto nesse ou naquele candidato.

Na verdade é quase consenso entre os líderes sensatos, na atualidade, que já passou da hora de os pastores perceberem a necessidade de discernir os limites estabelecidos quanto à preservação do compromisso da igreja com sua missão de pregar o evangelho e, ao mesmo tempo, com seu dever de contribuir politicamente para que sempre haja garantias constitucionais de que a missão da proclamação do evangelho com total liberdade por parte da igreja, jamais seja impedida.

Verdade é que no século 21 o dever do pastor para com os fiéis já não se atém apenas ao altar e ao gabinete pastoral, ele se completa na medida em que se move e se expande para fora dos intramuros denominacionais, atingindo desta forma a vida social e política.


Com efeito, o sacerdote dos dias atuais além do seu chamado a apascentar, tem uma árdua tarefa para com seus fiéis, com relação a instruí-los politicamente até ao ponto de os mesmos estarem preparados para tomadas de decisões conscientes sobre seus deveres quanto à sua cidadania.


Em tempo, não se deve ignorar que há mais de trinta anos as academias públicas e muitas das academias seculares particulares têm investido pesadamente na formação política de jovens que, antes mesmo da conclusão do curso, já se tornam simpáticos às pautas ideológicas contradizentes com a cultura cristã. Muitos desses jovens eram cristãos, e portanto, membros das Igrejas.

Repiso que essa cultura só pode ser mudada se houver empenho e fôlego suficientes na liderança evangélica, para desenvolver algum tipo de projeto de curto ou médio prazo sobre conscientização política dos fiéis. E para que essa concepção errônea seja mudada, antes, é preciso haver uma mudança radical quanto à importância de inculcar na mente dos fiéis o saber político, bem como na mente de boa parte da liderança.

Esta realidade é clara, já que a Igreja de Jesus não pode e nem deve dar-se ao luxo de agir hipoteticamente sobre sua parcela contributiva para o bem da sociedade em que a comunidade está inserida, sob pena de fazer o mundo cambalear por conta de tamanha omissão. Posto que, o debate em pauta faça parte da Igreja atual, ela está profundamente envolvida. Isto é dito para deixar claro que a condução de uma nação não se dá pelo agente eleito apenas, antes, é conduzida pela sociedade organizada que com responsabilidade democrática e consciência política, dita as regras por meio de pressões e cobranças legais a todas as instituições, sejam públicas ou até mesmo privadas quando houver necessidade.

Como cristãos, temos a mente de Cristo, isso deve nos facilitar a enxergar que alguns parlamentares políticos anticristãos, movidos por grande aversão e com o objetivo de atacar a fé cristã, unem-se a governantes que se colocam distantes do cristianismo, quando estes últimos, perseguem a Igreja, por defender um Estado comprometido com os valores deferidos por Deus através da Escritura Sagrada. É o caso de alguns candidatos ao pleito da próxima eleição. Só isso já deve ser suficiente para que a igreja e seus líderes evangélicos percebam o que está em questão: a liberdade religiosa ou, a possível falta dela.

A igreja tem o dever de resistir a esta filosofia inimiga do cristianismo e do povo em geral, a começar por combater e desconstruir a retórica maquiavélica de que a ética cristã desequilibra o poder do Estado, tendo em vista ser a igreja a principal instituição que coopera para o bem e para a ordem na sociedade, é também seu papel pressionar e se afastar de políticos que insistem neste modelo.


Por fim, nestes desafios iminentes, está a luta constante contra bandeiras erguidas em oposição à família tradicional e aos valores cristãos. Logo, urge que a bancada evangélica aumente para que haja maiores chances de garantir a liberdade religiosa e a defesa destes conhecidos valores.


Antes, a luta dessas bandeiras anticristãs, era feita de forma muito velada, mas agora está tudo muito claro através dos discursos dos candidatos e seus defensores. Tais postulantes, por mais que queiram esconder ou maquiar suas reais intenções, não conseguem, já que suas bases provocam que falem e se comprometam claramente com a ideologia que defendem. A questão não é mais simplesmente de política partidária, mas de ideologia. Na verdade vivemos uma verdadeira guerra, sem armas bélicas, mas espiritual - Efésios 6:12

Portanto, em primeira instância, a liderança da igreja evangélica brasileira não deve se omitir de participar do debate político, bem como da decisão de orientar seus fiéis quanto ao delicado contexto político atual, tendo como sua principal missão salvar a família do novo modelo secularista de sociedade que busca se despontar, isto deve ser questão vital para a igreja evangélica, ela deve estar disposta a salvar as famílias dos vilões produzidos por este novo modelo de sociedade apresentado. E isso só será possível pelo voto quantitativo, daí a importância fundamental de líderes e pastores orientar a membresia para o voto consciente e responsável no que tange ao delicado momento político brasileiro. O apóstolo Tiago nos ensina que, aquele que sabe fazer o bem, não o faz está em pecado. Tiago 4:17 

Após a eleição e apuração, estaremos sujeitos às autoridades constituídas, nos limite da lei e, pessoalmente, da nossa fé em Cristo, pela qual ainda teremos o dever de orar por elas e pelo Brasil.


Porém agora, na condição de cidadãos brasileiros, temos também o direito democrático de nos manifestar e o dever cristão de orientar o nosso próximo, lógicamente, com toda a ética, respeito e educação e, finalmente, votar correto.


No Brasil  voto é obrigatório, portanto nós na condição de cristãos obedientes à Palavra de Deus, temos a obrigação de votar, afinal de contas Jesus disse: "Dai a César o que de César e a Deus o que é de Deus" - Mateus 22:21


O apóstolo Paulo nos orienta: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus".1 Coríntios 10:31. Nesse "outra qualquer coisa" está incluso também o ato de escolha dos candidatos, conscientização e o voto propriamente dito.


A Igreja na condição de "organismo espiritual", não precisa de politica, mas como "Instituição ou organização religiosa", depende das leis, e portanto daqueles que as fazem, executam e julgam. Nesse caso, nossa opinião só tem valor na hora do voto, senão fizermos valer isso, quando é que ela valerá.


Deus faz a Sua parte, mas não vota, portanto, somos nós os representantes de Deus na hora do voto.

 

Assim como aqueles que nos contrapõem o fazem, orientando e divulgando para os seus o que julgam interessante, nós também o podemos fazer,  a diferença é que eles o fazem nos seus territórios de atuação, e nós no nosso.


"O Senhor desfaz o conselho das nações; quebranta os intentos dos povos. O conselho do Senhor permanece para sempre; os intentos do seu coração, de geração em geração. Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor , e o povo que ele escolheu para a sua herança". - Salmos 33:10-12


Soli Dei Glória


Pr. Carlos Roberto Silva

  • Pastor da AD Cubatão (SP)
  • Presidente da COMADESPE (Convenção dos Ministros das AD's no Estado de SP e Outros)
  • Relator do Conselho de Doutrina da CGADB (Convenção Geral das AD's no Brasil)
  • Presidente Internacional da AD Gedeones Missioneros no Paraguay
  • Coordenador do MCCP (Movimento Cristão de Conscientização Política) no Litoral Paulista 

Bibliografia: Igreja e Politica - José Verneques




sexta-feira, 4 de março de 2022

MCCP realiza em Cubatão (SP) Fórum Regional para a Baixada Santista


AD Cubatão (SP) recebe Forum do MCC para a Baixada Santista em seu templo sede


O MCCP - Movimento Cristão de Conscientização Política, realizou Fórum Regional na Baixada Santista, no Templo Sede da AD Cubatão (SP), situado à Rua Assembleia de Deus, 251 - Centro - Cubatão (SP), em 19.02.2022, tendo como anfitrião, o Pr. Carlos Roberto Silva e sua equipe de trabalho.

O evento que teve a Direção Geral do Dinho, Presidente Nacional do MCCP, constou de palestras de conscientização, interatividade entre os participantes, e compartilhamento de testemunhos e atitudes que corroboram com a manutenção da família tradicional, contra a legalização do aborto, a ideologia de gênero, sobre o Direito da Criança e Adolescente, além da luta pela manutenção da liberdade de expressão e da liberdade religiosa.

Participaram vários líderes religiosos, autoridades eclesiásticas de Cubatão, líderes da COMADESPE, além de autoridades civis, na esfera dos três poderes constituídos no Brasil.

O encerramento aconteceu com Culto de Celebração, às 19,30h, com oração, momento de louvor e a ministração da Palavra de Deus pelo Pr. Jessé Sobral de Piracicaba (SP).

Na parte musical, participaram o Grupo de Louvor da AD Cubatão, além do cantor Marquinhos Gomes de Brasília.

O Pr. André Bueno, Diretor Executivo do MCCP fez uma avaliação resumo do evento:


ASSISTA AQUI O RESUMO




sábado, 27 de maio de 2017

JUGO DESIGUAL - CRENTE PODE NAMORAR COM INCRÉDULO?





Pode um crente casar com um incrédulo?


O título pode parecer arcaico, mas é proposital.

Em primeira instância me parece que nessa questão, a postura relativista e democrática da Igreja em nada ajudou.

Começamos a suportar o fato, achando que o crente ganharia o descrente para Jesus, e por fim, salvo raríssimas exceções, perdemos gente boa para o mundo, e olhe lá se não foi com um casamento já acabado, envergonhando assim o evangelho.

Antes de registrar mais detalhes sobre o assunto observando minha experiência pastoral, quero reviver o conselho ministrado pelo Apóstolo Paulo à Igreja de Corinto:

Exortação à santidade
Ó coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado. Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos. Ora, em recompensa disso (falo como a filhos), dilatai-vos também vós. Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso. 2º Coríntios 6: 11-18.

Analisemos que o apóstolo exorta a Igreja sobre esse assunto, tratando-o como uma questão de santidade, senão observe o título da passagem.

Vejamos que o apóstolo Pedro ao tratar do mesmo tema, coloca a OBEDIENCIA como uma espécie de ante sala da santidade, senão vejamos:

Exortação à santidade
Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. I Pedro 1: 15,16.

Não há o que se questionar. Obedecemos a Palavra ou estamos fora dela e não alcançamos a santidade.

Os tempos modernos trouxeram certa frouxidão na aplicação das disciplinas na Igreja. Isso favoreceu o relativismo e, como conseqüência surgiram os maus resultados na vida das ovelhas.

O que parece ser cômodo agora, ou seja, deixar que os crentes façam o que bem entendem, no afã de não contestá-los ou entristecê-los, com certeza trará sérios transtornos e prejuízos para eles mesmos no amanhã.

A Bíblia diz:

Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é bem-aventurado. Provérbios 9: 18.

Quando a Igreja tratava esse assunto como uma questão de santidade e, portanto com severidade, qualquer jovem que insistisse em namorar com alguém de fora após ser aconselhado, ficava automaticamente suspenso da comunhão e de qualquer participação, mesmo as mais simples como cantar em grupos oficiais. Isso acontecia como disciplina corretiva. Quem tivesse maior interesse nas coisas de Deus, se consertava e ficava no seu lugar esperando no Senhor.

A partir do momento em que relativizamos o assunto, entendendo que cada caso é um caso, passamos a conviver com verdadeiros engodos no seio da Igreja.

Muitos, para não passarem a vergonha de não poderem ter suas cerimônias religiosas celebradas no templo, simularam conversões, batismos e até outras atitudes de seus futuros cônjuges, apenas “para inglês ver”. Depois de algum tempo, o que sobrou foi apenas a triste realidade dos fatos. Escândalos, separações e até mesmos jovens nascidos e criados no Evangelho, desviando-se dos caminhos do Senhor para manterem seus casamentos. Uma verdadeira miséria de caráter espiritual. O que começa errado, normalmente termina também errado.

JUGO DESIGUAL ALÉM DOS HORIZONTES DA FÉ.

Quando Paulo se refere ao JUGO DESIGUAL na questão da fé, deixa implícito que JUGO DESIGUAL é JUGO DESIGUAL em qualquer situação. Na condição de orientador espiritual, o apóstolo estava ensinando sobre o que lhe era pertinente, no entanto, o tema JUGO DESIGUAL, ultrapassa os horizontes da fé.

Ainda que entenda que nem todas as variantes deste assunto sejam uma tese concluída como o é no caso da fé, ainda assim considero essencial que jovens ou pessoas que pretendem se casar considerem com carinho as diversas situações possíveis de JUGO DESIGUAL. As mesmas poderão trazer sérias conseqüências futuras ao casamento, senão o próprio fim da relação conjugal.

A guisa de colaboração, registro algumas diferenças que podem ser problema até mesmo quando ambos confessam a mesma fé, como por exemplo: Condição financeira, cultura, grau de educação, currículo familiar, divergências ministeriais, diferença na idade e outras mais.

Quaisquer diferenças que possam trazer problemas são uma espécie de JUGO DESIGUAL, que deve ser colocado na mesa e na balança antes do casamento. É necessária uma conversa franca e aberta. Não se pode simplesmente “empurrar com a barriga”.

No início do relacionamento, tudo é tolerável, porém, o JUGO DESIGUAL nos casos que acima citei, não há como se resolver simplesmente com atração física. Com o passar do tempo, é natural que a química relacional se estabilize, e aí esse tipo de JUGO DESIGUAL só pode ser tolerado com muito AMOR. É necessário conviver com as diferenças. Por isso a hora de pesar os prós e os contras é exatamente antes do casamento.

Quanto à questão da fé não há o que se discutir.

A Bíblia diz:

NÃO.

E quem desobedece a Palavra de Deus em qualquer questão está em pecado.

Com carinho pastoral, no amor do Mestre,

Pr. Carlos Roberto


Publicado originalmente em 10.10.2008

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Consciência política: o papel do Pastor e da Igreja

Consciência política: o papel do Pastor e da Igreja - Point Rhema

O papel do pastor na conscientização política da Igreja


O Brasil se prepara para as eleições. Em outubro, milhões de brasileiros irão às urnas para escolher os governantes e os legisladores do país. Diante de tamanha responsabilidade para com o futuro de nossa nação se faz necessário e imprescindível fazer uso da “consciência política”.
Na formação e articulação desta “consciência política”, o pastor tem papel preponderante. Como guia responsável pela orientação da igreja é sua missão alertar, informar e esclarecer a membresia. A igreja deve ser educada na doutrina bíblica e também sobre as questões debatidas no Congresso Nacional e Poder Executivo que afrontam o Evangelho de Cristo.
Apesar de a conscientização política estar florescendo, ainda existe na igreja, focos de resistência. Não poucos crentes são contrários ao envolvimento ou a posição pastoral em relação à política. Acreditam que a igreja não pode comprometer-se com o poder temporal sob o risco dos escândalos. Reconheço que existem líderes oportunistas desprovidos da ética que querem levar vantagens de ordem pessoal. Este comportamento deplorável acaba por expor a igreja à vergonha e ao escárnio público. Porém, não é por causa de uma ou mais frutas podres que vamos recusar a cesta toda.
Como a igreja está engatinhando neste mister, cabe ao pastor o uso de sabedoria, cautela, diplomacia e prudência. É importante levar em consideração o aspecto cultural e o grau de instrução da membresia. Suas convicções devem ser ouvidas e respeitadas. Qualquer persuasão só pode ser levada em efeito sob a autoridade das Escrituras.
A conscientização deve partir do pressuposto que somos discípulos de Cristo e devemos andar como Ele andou (1Jo 2.6). Neste caso, é de bom alvitre, perguntar: “Em nossos passos, que faria Jesus?” Será que Cristo apoiaria partidos políticos envolvidos em corrupção e contrários aos valores cristãos? Será que Cristo votaria em candidatos ficha suja? Cristo faria aliança com políticos favoráveis à liberação da maconha, ao aborto e a homossexualidade
Cumpro com alegria a nobre missão de pastorear na capital do Brasil. A cultura da cidade é politizada. Os crentes estão familiarizados com as manobras políticas,  Estão informados e atualizados com as questões políticas que envolvem ou afrontam a igreja. Como pastor, não tenho dificuldades em apontar o caminho do bom senso e da ética cristã. No entanto sou consciente que esta realidade não se coaduna entre os evangélicos distantes dos conflitos políticos.
Em virtude desta realidade, às vezes os cristãos ficam receosos de que a politização da igreja possa retardar o cumprimento das profecias. Eles perguntam com sincera preocupação: “Não está profetizado que a iniqüidade vai se multiplicar?”. Ao que respondo, alicerçado no Sermão da Montanha: “Sim, mas enquanto a igreja estiver na terra, temos que oferecer resistência à iniqüidade” (Mt 5.13,14).
Assim, para cumprir o seu papel e vencer suas batalhas a igreja deve estar consciente do confronto espiritual e dos ardis de Satanás. Não podemos ignorar que o mundo jaz no maligno (1Jo 5.19) e que temos o compromisso de ser o sal da terra (Mt 5.13). O mundo ainda não se afundou no lamaçal de miséria moral e na calamidade da insegurança por conta da forca restringidora do Espírito Santo que habita na igreja (2Ts 2.7).
É a igreja de Cristo que detém a espada do juízo divino sobre os moradores da terra. As advertências bíblicas sobre o papel do povo de Deus na restauração da nação incluem clamor e consagração: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2Cr 7.14).
Como já escrevi em outra postagem, levanto a bandeira da conscientização política e do voto consciente. Sou favorável a mobilização evangélica e entendo que o Pastor deve divulgar sua posição coerente com o evangelho. No entanto, lembro que nossa luta não é contra a carne e o sangue (Ef 6.12).
As lideranças devem orientar e conscientizar a igreja politicamente. E ao mesmo tempo, precisam promover o despertamento e o avivamento espiritual. O avivamento liderado por John Wesley (1703-1791), por exemplo, trouxe radicais mudanças sociais na Inglaterra. É preciso ter consciência que o mal a ser combatido é o pecado. Quando a igreja passar a viver e priorizar integralmente os valores do evangelho então viveremos um tempo de mudanças.
Por isso, quando as mensagens nos púlpitos das igrejas deixarem de ser de auto-ajuda e o arrependimento voltar a ser pregado, então vidas serão transformadas. O Espírito Santo terá liberdade para convencer os ouvintes da verdade, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Isto acontecerá quando a igreja se recusar a ser um clube de encontros e tornar-se um lugar de adoração. Pecados serão confessados e abandonados. A velha natureza será substituída. Haverá radical transformação e o caráter será revestido “do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.24).
Quando as lideranças deixarem de se preocupar com o crescimento numérico desprovido de qualidade. Quando a disputa por audiência ou por poder for deixada de lado. Quando os embates para conquistar igreja maior e mais rica forem abandonados. Quando o foco for ajustado para a unidade do corpo de Cristo (Jo 17.21). Quando os crentes começarem a viver para a glória de Deus (1Co 10.31). Quando a ortodoxia cristã for defendida e proclamada (Jd 1.3). Então será possível o verdadeiro avivamento espiritual. 
Deste modo nossa nação sofrerá transformações sociais e espirituais. Os crentes terão consciência de seu papel na terra. Jamais concordarão com erro e o pecado. Em hipótese alguma votarão em partidos ou políticos corruptos contrários ao evangelho. E acima de tudo o nome do Senhor será glorificado: “Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem”. (1Pe 2.12).
Reflita acerca disto!
Pr. Douglas Baptista
Fonte: CPADnews
Douglas Baptista é pastor, líder da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento, pós-graduado em Docência do Ensino Superior e Bibliologia, e licenciado em Educação Religiosa e Filosofia; presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Cristã Evangélica, do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e da Ordem dos Capelães Evangélicos do Brasil; e segundo-vice-presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos das ADs de Brasília e Goiás, além de diretor geral do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CADÊ O MEU MENTOR?



Cadê o meu mentor?

Um dos exercícios que mais utilizo em minhas palestras e workshops, buscando despertar reflexões mais profundas, é pedir aos participantes para fecharem seus os olhos e pensarem em alguma pessoa que, de alguma forma, tenha interferido de modo significativo em seus destinos.

Procuro guiá-los no resgate de lembranças de seus mentores, aquelas pessoas que dedicaram tempo e energia para ajudá-los a se desenvolverem.
Gosto deste exercício por ser totalmente aderente ao pensamento de Charles Handy em seu livro - The Hungry Spirit – quando diz que:

 “A sociedade deveria tentar oferecer a cada jovem um mentor de fora do sistema educacional, alguém que tivesse grande interesse no desenvolvimento e progresso daquela pessoa na vida.”

Quando os participantes começam a abrir seus olhos, é muito comum eu observar aquele olhar agradecido  por fazê-los lembrar de alguém que realmente fez diferença na vida de outra pessoa.

Os depoimentos espontâneos que surgem em seguida referem-se a pais, professores ou antigos chefes – todos com reconhecida experiência e que encontraram motivos para passar adiante seus conhecimentos, agindo  como uma referência, um modelo, um instrutor disposto a ensinar tudo que sabia dando orientações e apontando direções.

Contudo, um fato novo tem despertado minha atenção, principalmente quando realizo este exercício em platéias formadas por jovens da Geração Y...

Muitas vezes os jovens não conseguem identificar ninguém. Quando abrem seus olhos, percebo a reação de dúvida e estranheza diante do exercício. Alguns chegam a manifestar o fato de não entender o que se esperava com o exercício.

Depois que dou as explicações, ou seja, peço para identificarem seus mentores, novamente as reações são de perplexidade, diante do insucesso em encontrar alguém que pudessem atribuir a classificação de mentor.

O mais comum é pensarem em personalidades que admiram como grandes empresários ou líderes políticos. Nomes como Steve Jobs, Lula, Eike Batista e Bill Gates são presença comum nestes momentos. Na maioria das vezes que isso acontece, eu aproveito para explicar a diferença entre uma personalidade e um mentor, ressaltando como um bom mentor pode ajudar a trajetória de vida de um jovem.


Em uma destas ocasiões fui interrompido por um jovem que gritou:

CADÊ O MEU MENTOR?

Foi um ótima pergunta, pois muitos estavam com a mesma dúvida na cabeça e a questão serviu para eu fazer um alerta para a geração Y.

Não se encontra mentores no Google e nem é possível dispensá-los quando quer se desenvolver. Todo conhecimento tácito, que também é conhecido como experiência, está nas mãos dos mais veteranos. Para ter acesso a este conhecimento é indispensável conquistar um mentor. Para isso só há um caminho - SER APRENDIZ.

Entretanto nos dias atuais, onde os jovens querem ser vistos e reconhecidos como vencedores, não é muito comum identificar a postura de aprendiz, isto é, aberto para o aprendizado. E neste caso, não é do conhecimento acadêmico, mas sim do velho e bom “pulo do gato”.

Pode-se compreender esta postura da geração Y, diante da evidente superioridade dos jovens diante do ritmo frenético das mudanças, principalmente as tecnológicas, mas já está claro também que algo está faltando para alcançarem seus sonhos, principalmente os de novos desafios.

Os desafios estão com os veteranos, que ainda se esforçam para manter o ritmo das coisas, para “não deixar a peteca cair”.

Se você jovem, está se perguntando então, CADÊ O MEU MENTOR? – lembre-se que, mais próximo do que você imagina, há um veterano perguntando - CADÊ O MEU APRENDIZ?

Vá conquistá-lo!!


Recebí o texto acima procedente da irmã em Cristo Ester D. Brito - (lilined@ig.com.br), e publiquei aqui por entender ser interessante tantos aos aprendizes, quanto aos mentores.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

CARNAVAL: EVANGELIZAÇÃO NO SAMBÓDROMO - TÔ FORA




Evangelho de sambódromo? To fora!

Será que para evangelizar os detentos das penitenciárias temos que cometer delitos e também sermos presos, cumprindo pena atrás das mesmas grades para nos "identificarmos" com eles?

As "estratégias" de comunicação do evangelho, usadas por alguns"líderes", vêm servindo de desculpa para se praticar o pecado em nome de Deus.

Chegam a ponto de colocar blocos "evangélicos" na passarela do samba durante o carnaval.

Se o argumento é: mostrar que o crente pode comemorar o carnaval sem pecar, e desta forma servir de testemunho vivo atraindo os ímpios para o Reino de Deus, realmente estão perdidos na história, pois o termo carnaval vem do latim "carnivale", que significa: adeus à carne, adeus ao mundo, adeus às diversões, adeus às satisfações do corpo!

A festa carnavalesca surge a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma.

Esse longo período de privações acabaria por incentivar a realização de diversas festividades ou "carnivales", que buscavam satisfazer a carne de forma intensa, nos dias que antecediam a quarta feira de cinzas, o primeiro dia da quaresma.

Desta forma, o carnaval é uma festa de católicos praticantes, que usavam alguns dias antes do início de sua jornada de jejum e "morte da carne", para fazer uma espécie de "despedia do pecado", uma overdose de carnalidade.

Portanto, não há como justificar um verdadeiro crente no Senhor Jesus participando deste evento, que tem explicitamente o pecado como foco central.

Cada vez fica mais difícil estabelecer a diferença entre crentes e incrédulos, entre justos e ímpios.

Afinal, que tipo de evangelho estão pregando na avenida? O evangelho "amigo do mundo", onde tudo pode e nada é proibido, sem a preocupação de seguir a Palavra de Deus, querendo apenas receber benção sem nenhum comprometimento com Cristo?

A Bíblia é clara:

"Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." Tiago 4:4

A nossa identidade já está arranhada há muito tempo e nada é feito para restaurá-la. Testemunho, família, casamento, liderança idônea, costumes, linhas doutrinárias bíblicas e ética cristã se perdem na sua seriedade, porque não olham mais para a Palavra e sim para as invencionices, modismos e relativismos dos homens.

Dou glórias a Deus por não precisarmos esperar a maior festa mundana, nem nos envolver nela, para pregarmos o verdadeiro evangelho de Cristo àquelas pessoas da avenida, pois elas estão disponíveis e sedentas durante todos os dias do ano para ouvirem as boas novas da salvação.

"Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores!" SL. 1:1

Pr. Mendes
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