sexta-feira, 4 de março de 2011

Centenário, sem temor - Triste realidade assembleiana

Pb. Marcelo A. Feitosa
AD Presidente Epitácio - SP

CENTENÁRIO, SEM TEMOR

É com muita tristeza que escrevo este artigo, gostaria de não ter chegado e essa conclusão, mas infelizmente o que vem acontecendo com a instituição Assembléia de Deus é lamentável. Estou me referindo aqui à igreja visível (Assembléia de Deus – Instituição), pois a Igreja Invisível, essa permanece inabalável, e as portas do inferno não hão de prevalecer contra ela, pois é promessa de Deus.

Estamos chegando a uma data memorável, que deveria ser lembrada por laços fraternos de congratulações e júbilo não só para nós “Assembléianos”, mas como para toda a comunidade cristã evangélica, pois 100 anos não se pode deixar passar em branco, ainda mais, em se tratando da história das Assembléias de Deus no Brasil, e quando falamos das “Assembléias de Deus”, envolvem-se várias igrejas, vários ministérios, e não como se vê hoje uma disputa de PODER, que tem envergonhado a nossa denominação e escandalizado a muitos pela falta de Temor de Deus, falta de temor esta que vem tomando conta dos corações e da mente de muitos líderes. Falamos de um trabalho prestado pelos nossos antecessores que direcionados por Deus erigiram uma denominação respeitada que cumpriu até aqui os mandamentos do Senhor Jesus de pregar o evangelho a toda criatura.

Escrevo isso não como desabafo, mas como indignação pela realidade que estamos vivenciando com os preparativos para a comemoração do Centenário das ADs no Brasil, e tudo isso sendo levado em rede nacional de televisão, por dois segmentos de uma mesma denominação numa “queda de braço” escancarada e descabida, como se estivessem medindo forças para ver quem é mais influente ou mais importante ou mais poderoso. Vamos aprender com as palavras do Salmista:

"Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus." (Salmos 62:11)

É incrível como alguns líderes “Assembléianos” se acham no direito de afrontar a palavra de Deus com tanta frieza, se dizendo homens de Deus, ao invés de anunciar a palavra de Deus, gastam o tempo em seus programas de televisão, caríssimos, e, diga-se de passagem, pagos com o seu dinheiro queridos colaboradores e telespectadores, ficarem afrontando-se uns aos outros expondo seus projetos pessoais, ambiciosos e pretensionistas, com o intuito de mostrarem todo o seu poderio, esquecendo-se que a palavra nos ensina no Salmo 133, que é tão bom e tão suave que os irmãos vivam em união, o que eu ainda não consegui visualizar em todos esses preparativos para a comemoração do centenário é justamente a União da nossa igreja “mãe” em Belém do Pará, com a “filha” CGADB, pois esta sem aquela jamais existiria.

É por essas e outras que termino este artigo parafraseando com uma célebre frase de Rui Barbosa;

“De tanto ver triunfar as injustiças, de tanto ver prosperar a falta de amor, de tanto ver crescer o egoísmo, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos de homens amantes de si mesmo, os crentes fiéis começam a desanimarem da virtude, a desacreditarem da honra, a terem vergonha de dizerem, SOMOS ASSEMBLÉIANOS.”


Pb. Marcelo A. Feitosa
Servo do Senhor Jesus, na Igreja Assembléia de Deus Ministério de Presidente Epitácio – SP, 1º Secretário, Maestro, Professor da Escola Bíblica Dominical, Bacharel em Teologia, Direito e acadêmico em Administração Pública – UFMS, escritor.

10 comentários:

Fábio José Lima disse...

Graça e Paz Pr. Carlos,

Parabéns pela seleção deste post, sei que poderá soar pesado para alguns, mas tenho uma opinião, e não faço questão que concordem comigo, mas vou colocá-la aqui.
Devemos ter em mente o seguinte: O Centenário é da Assembleia de Deus, Igreja Visível, instituição, sendo que a mesma nasceu, no Brasil, em Belém do Pará, toda e qualquer Assembleia de Deus que existe aqui, no Brasil, se originou direta ou indiretamente da Igreja Mãe, de Belém do Pará, ai temos filhas, netas, bisnetas e assim por diante, que foram se espalhando por este nosso lindo país.
Diante disso, a meu ver, a Igreja Mãe é quem detém o direito, pois foi onde tudo começou, de coordenar as festividades, porém contando com a participação de todas as Assembleias de Deus do país, que poderiam mandar caravanas e realizar festas em suas bases, para os que não poderam ir até Belém do Pará.
A CGADB não é Igreja, é uma Convenção de Pastores, entendo que Igreja é composta por Pastores, Evangelistas, Diáconos, Presbíteros, MEMBROS (principalmente), não podendo se arvorar no direito de realização ou organização de festividade alguma.
Imagine se fosse meu aniversário de Centenário e eu morasse no nosso lindo Estado de Roraima e tivesse filhos, netos e bisnetos morando no lindo Estado do Rio Grande do Sul e eles lá no sul fizessem uma festa, supostamente para comemorar meu aniversário, não me convidassem, nem me dirigissem a palavra naquela data, ou até mesmo vindo para a minha cidade, fizessem a festa em outro lugar da cidade, sem a minha presença, como eu me sentiria?
Não quero entrar nessa de defender "A" ou "B", mas é questão de lógica, bom senso cristão, a festividade maior tem que ser em Belém do Pará e dirigida pela Igreja Mãe.
O que nós podemos fazer é CONTINUAR orando pelos líderes, pela denominação e pelo Centenário.
Fiquem na Paz.

Gutierres Siqueira disse...

Onde assino?

Nilton Rodolfo disse...

Que Deus tenha misericórdia da Assembleia de Deus... Que Deus ajude a Sua igreja(como o senhor disse: a igreja invisível) a perseverar fiel e feliz em Sua presença.

Um abraço.

disse...

Onde assino (2)

Matias Borba disse...

Também assino! Amor existe na Igreja corpo, assembleianos corpo, na instituição isso é coisa rara!

A Paz!

CARLOS HERRERA disse...

Em resumo, tudo inversão de valores!

imaginem comigo...
Se lutero, calvino, Wesley, Daniel Berg e Vingren pudessem contemplar por 1 minuto no que se transformaram nossas igrejas...

Esses maninhos da fé surtariam !

Esse corpo visível, cujo o fundamento está na reunião física dos crentes professos, que chamamos de assembleia de Deus,iurd, impd, batista ou presbiteriana, se transformaram radicalmente de casa de Deus em pequenos vaticanos....literalmente reflexos de seus lideres decadentes..

Que Deus nos ajude....e que nossas casas de oração voltem a ser uma legitima "assembleia de Deus"

a verdade do evangelho disse...

Nada a acrescentar. Disse tudo!

Pb. Edinei, Th.B

Pr. Sérgio disse...

Caro amigo Pr. Carlos Roberto, graça e paz!

Parabéns por selecionar e postar essa matéria.
As palavras ditas são um grito do coração de milhares de assembleianos em todo o Brasil.

Celebremos o centenário em todo o Brasil, afinal somos assembleianos, mas a festa principal com a Igreja Mãe em Belém do Pará.

Um forte abraço!

Pr. Sérgio Pereira
http://prsergiopereira.blogspot.com

Anônimo disse...

Não sou mais assembleiano mas posso comentar.
Não vejo Belen do PAra como mãe, apenas como irmã mais velha, e irmã mais velha não tem o poder de mãe.
Se a maioria dos outros filhos "mais novos" se reunem em uma convenção ( da qual Belen participa)estes tem mais "autoridade" . Ou não?
Belem deveria falar apenas por Belem e comemorar o centario da AD da cidade. A do Brasil nada mais justo do que a Convensão

OBS :Não morro de amores por nenhum dos lados, muito pelo contrário ,mas que da raiva ver o tal Samuel se achar o dono da cocada preta e ficar pedindo dinheiro para o centenario o tempo todo, da

Abraços
Nei

Pbsena disse...

Meu querido irmão foi uma decepção em quase todo país. Que Deus piedade de nós com o que vem acontecendo nas ASS. de Deus no Brasil.

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