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sábado, 7 de junho de 2025

Baladas, festivais e expedição gospel: evangélicos expandem presença em ambientes considerados 'do mundo'




Movimento é impulsionado por jovens, redes sociais e estética 'descolada' de igrejas como a Lagoinha. Para especialistas, estratégia tem como objetivo a acomodação cultural. Entre 2010 e 2022, evangélicos passaram de 21,6% para 26,9% da população, segundo o Censo.




Baladas, festivais, expedições, carnaval e a expansão da música gospel para gêneros como trap e funk: nos últimos anos, vem crescendo a adesão de evangélicos a espaços culturais historicamente considerados "do mundo" e "profanos" por igrejas mais tradicionais.

De cultos na D-Edge, casa noturna tradicional de música eletrônica em São Paulo, ao bloco de carnaval gospel e ao Legendários (expedições religiosas com linguagem motivacional), a ocupação de ambientes seculares por grupos cristãos vem ganhando cada vez mais visibilidade — especialmente com o uso das redes sociais e o crescimento da comunidade evangélica no Brasil.

De acordo com o Censo 2022 divulgado na sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2010 e 2022 a quantidade de evangélicos cresceu 5,2 pontos percentuais, passando de 21,6% para 26,9% da população (veja mais abaixo).

Para Nina Rosas, especialista em Estudos da Religião e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), este movimento não é recente e ocorre, pelo menos, desde os anos 90. Mas, com o crescimento dos evangélicos no país e o uso das redes sociais, ele tem ficado mais visível.

1 em cada 4 brasileiros é evangélico; percentual é maior entre mais jovens, mostra IBGE

Segundo apuração, a ocupação progressiva desses ambientes seculares se dá por alguns fatores, como:
  • Descentralização da autoridade religiosa;
  • Sacralização de ambientes considerados profanos;
  • Adoção da lógica de mercado;
  • Teologia da Prosperidade;
  • Liberação de usos e costumes (leia mais abaixo).
Esta presença já é vista na cultura e, principalmente no mundo digital. Nas redes sociais, influenciadores evangélicos acumulam milhares de seguidores e mostram suas rotinas. São vídeos de "Get Ready With Me" (trend "arrume-se comigo"), de lazer e, principalmente, apresentando as igrejas. As próprias igrejas também têm presença forte nas redes sociais. 

Fundada pela família Valadão, a Igreja Batista da Lagoinha em Alphaville já acumula mais de 700 mil seguidores somente no Instagram, enquanto a Hillsong São Paulo tem mais de 170 mil.

No culto realizado na D-Edge e que foi acompanhado pela imprensa, por exemplo, a quantidade de celulares e câmeras profissionais gravando o evento para ser postado nas redes sociais era quase equivalente à de pessoas presentes.

As baladas gospel já viraram até trend no TikTok, com vídeos que ultrapassam milhares de visualizações. Um deles foi gravado por Karen Santos, de 25 anos, em janeiro deste ano. Ele alcançou mais de 68 mil curtidas. No vídeo, ela mostra um DJ no evento Vira Brasil, o festival de Réveillon de música gospel da Lagoinha com ingressos que custaram até R$ 3.500 na área VIP.

"O vídeo foi no Vira Brasil, primeiro evento de virada de ano de uma igreja em um estádio, que levou várias figuras do mundo gospel. Quem aparece no vídeo é o DJ PV, que tem as batidas de música como qualquer outro DJ, porém ele usa louvores", conta ela.

"Ele usa batidas 'do mundo' e músicas evangélicas justamente para trazer o jovem para dentro da igreja. A batida não tem nada a ver com a música. O que a gente leva em consideração é a letra que estamos cantando", afirmou Karen.

"Eletrônico gospel, pagode gospel, sertanejo gospel fazem com que mais pessoas interajam com a religião e adorem a Deus", completa.

Karen se converteu em 2021, após se casar com um evangélico. Há dois anos, ela começou a frequentar a Lagoinha Alphaville. "Aqui é um pouco diferente da igreja tradicional. O pessoal pode vestir o que quiser, ouvir o tipo de música que quiser, não é uma coisa muito fechada. É uma igreja mais desconstruída", conta.

Vida noturna gospel

A Balada Sky, voltada totalmente para o público evangélico, chega à 14ª edição neste ano em Guarulhos, na Grande São Paulo, e Jundiaí, no interior. Segundo João Batista Ribeiro, promotor do evento e DJ, ela é considerada "a maior white party cristã do Brasil".

Geralmente, a festa começa por volta de 22h e vai até 6h. O público é embalado, principalmente, pelos DJs que fazem remixes de músicas gospel, tocando eletrônica, funk e trap. Bandas convidadas também fazem parte da programação.

"Durante um bom tempo a igreja evangélica no geral resumia suas atividades apenas a encontros litúrgicos. Porém, acreditamos que a igreja deve se posicionar como um agente influenciador na sociedade e promover não apenas cultos e reuniões, mas também atividades que possam gerar relações interpessoais em sua comunidade", afirma João Batista.

"A igreja não é só templo, mas sim a reunião de pessoas para fazer atividades que estreitam essas relações. Isso inclui festas e baladas seguindo os valores e princípios da comunidade", completa.

Há oito anos, a Balada Colors — que se autointitula a maior festa gospel neon de São Paulo — também transforma igrejas em pistas de dança com iluminação de luz negra e tintas fluorescentes à disposição do público.
Em maio, a festa chega à 9ª edição. Será realizada na Igreja da Lagoinha Campus 2, em Santo André, no ABC Paulista. A maioria do público é formada por jovens cristãos entre 18 a 26 anos que se divertem ao som de diversos ritmos, que vão de eletrônica e trap até reggae e pagode — e sem bebida alcoólica.

Para Paulo Flávio Ferreira, um dos líderes jovens da Lagoinha e coordenador da festa, esse tipo de evento é uma forma de "falar de Deus para as pessoas" e um exemplo de que "é possível unir Deus e a alegria sem os dogmas da religião que só trazem culpa".

"A igreja, como comunidade cristã que tem seus princípios e valores, precisa entender que o seu compromisso não é apenas em promover cultos aos domingos. Mas poder gerar uma programação que seja sadia aos seus frequentadores: encontros de orientação, comunhão, festas para diversão, ações sociais para ajudar necessitados", exemplifica Paulo.

O uso do entretenimento como porta de entrada para a igreja não é um fenômeno recente, como apontaram os especialistas ouvidos pela reportagem. Caso do estudante Kayke Macoy, de 21 anos, que frequentou matinês organizadas em igrejas evangélicas durante a adolescência em São Paulo. 
Kayke conta que as festas — que ele classificou como "balada do bem" — eram regadas a muita música e comida, além da adoração a Deus. "É como qualquer outra balada, porém sem exagero, sem nenhuma bebida alcoólica, sem nenhum tipo de droga. A vibe das pessoas é superpositiva. Todo mundo muito alegre, animado. Um ambiente seguro."

'Coisas de Deus' e 'coisas do mundo'

No universo evangélico, a fronteira entre o sagrado e o profano sempre foi bem definida. Essa distinção rígida entre "coisas de Deus" e "coisas do mundo" impulsionou a criação de versões religiosas para práticas culturais populares.
Segundo o teólogo e pastor André Anéas, doutor pela PUC-SP, essa dinâmica tem levado ao movimento de "sacralização" de espaços classificados como profanos e incompatíveis com a fé cristã.

"O ser humano quer se divertir, quer lidar bem com o seu corpo, quer ter corporeidade, quer ter lazer, quer ter show, quer ter cultura. [...] Só que, na cabeça do evangélico, ele só pode fazer aquilo que é sagrado. Daquilo que é profano, ele está fora", diz Anéas.

É dessa forma que surgem fenômenos como os blocos de carnaval gospel, baladas evangélicas e a bateria de samba Batucada Abençoada, da Igreja Bola de Neve. "Tenho que sacralizar as coisas para embalar numa embalagem evangélica ou gospel para se tornar mais atrativo — e esse pessoal sabe fazer isso muito bem", observa o pastor.

A expansão do número de evangélicos no Brasil também ampliou a demanda por produtos culturais e espaços de lazer que dialoguem com esse público. Para Anéas, a ocupação de espaços antes considerados "do mundo" responde a uma pressão geracional, com jovens buscando expressar sua fé de forma mais plural — ainda que dentro dos limites impostos pelas igrejas.

"As igrejas estão absorvendo essas estratégias [de mercado] porque dá dinheiro. Então elas usam realmente estratégias de marketing e de comunicação para as pessoas poderem ter o melhor tipo de experiência dentro do ambiente eclesiástico. E os jovens, obviamente, têm também estratégias voltadas para eles."

Apesar da roupagem moderna e jovem, Anéas pontua que, do ponto de vista teológico, essas igrejas seguem sendo "bem fundamentalistas, bem radicais no pensamento, na maneira de pensar a fé.", ao mesmo tempo em que ele também reitera que há uma perda dos valores primordiais do protestantismo. "O mundo evangélico é cada dia menos, senão nada, protestante. Porque no protestantismo, a rigor, você não tem sagrado e profano. Tudo é sacralizado", conclui.

Igrejas de parede preta

Para Nina, essa adesão em ambientes antes considerados "do mundo" é vista, principalmente, nas chamadas "igrejas de parede preta", como a Igreja Batista da Lagoinha.
"A Lagoinha vem nessa toada de renovação das igrejas protestantes — que foram muito influenciadas por vertentes pentecostais. A Lagoinha surge na década de 60, uma igreja mais antiga, e vai adotando uma série de práticas que hoje a gente chama de 'parede preta'. Temos inúmeras igrejas que podem ser caracterizadas dentro desse novo movimento. A Lagoinha é uma delas — não todas as suas filiais ou unidades, mas boa parte, como a de Alphaville, de Niterói, algumas Lagoinhas bem expressivas e grandes, e como a do próprio André Valadão em Orlando", afirma a especialista em Estudos da Religião e professora da UFMG.

A Lagoinha assume uma pegada mais "jovial", principalmente influenciada pela igreja australiana Hillsong. Segundo Nina, as igrejas com esse tom incorporaram práticas da Hillsong, sobretudo de louvor e adoração com apresentações musicais nos palcos, organização de eventos, shows, gravações de CDs, DVDs, corpos de bailarinos.

Para chegar ao presente

A especialista cita Christina Rocha, que estuda a Hillsong e deu o nome de "cristianismo descolado" às práticas da igreja, que se manifesta na estética, a presença nas redes sociais - principalmente dos pastores - e uma nova forma de lidar com doutrinas.

O cristão perde as suas caricaturas e se mostram indistintos da cultura local, com uma forma mais livre de se vestir, se posicionar, pregando um igualitarismo, indistinção e, principalmente, a casualidade.

"É uma maneira de se distinguir dentro do próprio grupo evangélico e religioso, o que marca uma aproximação com o estilo que Cristina chama de 'cosmopolitismo', essas tendências de se entender como cidadão do mundo. Isso não significa que se é menos religioso do que antes — e esse é um ponto importante a se marcar. Em vez de vermos uma resistência, uma forma de fugir ou negar o mundo, vemos um passo em direção à acomodação", afirma Nina.

E esse passo em direção as práticas do mundo, além de ser vista como uma maneira de atrair o público jovem é também "permitir que esses jovens permaneçam, construam suas identidades, busquem grupos de apoio e vivam a experiência da juventude no contexto contemporâneo", segundo Nina.

A busca pela juventude está funcionando. Segundo o IBGE, quando se olha por faixa etária, o percentual de evangélicos sobe entre os mais jovens. Entre os brasileiros de 10 a 14 anos, 31,6% se declaram evangélicos. Entre os adolescentes de 15 a 19 anos, são 28,9%.

Infográfico - Religiões por faixa etária, segundo o Censo 2022. — Foto: Arte/g1



Por Deslange PaivaLetícia Dauer, g1 SP — São Paulo

Fonte: G1


MEU COMENTÁRIO:

Em que pese o portal fonte da notícia pertença a um grupo que, via de regra, não defenda os evangélicos, nem demonstre qualquer simpatia por essa ala da sociedade, particularmente, não percebo juízo de valor por parte da jornalista que pesquisou e escreveu sôbre o fato.

Entre os especialistas em ciência da religião e o pastor entrevistado, fica clara a coerência em seus comentários, por ser realmente o que se comenta entre nós evangélicos, entre discordâncias e concordâncias. 

Quanto ao que penso, desde já antecipando que sei que existem quem discorda, afinal de contas ainda estamos tentando viver uma democracia com liberdade de expressão, ainda sou do tempo em que crente era crente, descrente era descrente, ímpio era ímpio e desviado era desviado, profano era profano e sagrado era sagrado, portanto não havia mistura.

Crente se portava como crente, dava testemunho de crente e o que passasse disso, era de procedência maligna. Quem aceitava a Jesus, se portava como tal automaticamente, sem qualquer problema, apenas ouvindo o ensinamento da Palavra de Deus através de seus pastores locais. Assim a igreja cresceu e chegou até aqui. Simples assim...

São temas polêmicos dos dias de hoje, mas ao mesmo tempo são tão simples, que não carecem de qualquer discussão para quem pensa diferente, tem igreja para todo gosto; lá na frente, no grande Dia do Senhor, todos veremos se essa conta fecha ou não.

Para que possamos analisar, ressalto e reverbero abaixo, somente que os próprios entrevistados acima declararam:

"Em vez de vermos uma resistência, uma forma de fugir ou negar o mundo, vemos um passo em direção à acomodação", afirma Nina;

"E esse passo em direção as práticas do mundo, além de ser vista como uma maneira de atrair o público jovem é também "permitir que esses jovens permaneçam, construam suas identidades, busquem grupos de apoio e vivam a experiência da juventude no contexto contemporâneo", segundo Nina;

"Ao mesmo tempo em que Anéas também reitera que há uma perda dos valores primordiais do protestantismo. "O mundo evangélico é cada dia menos, senão nada, protestante. Porque no protestantismo, a rigor, você não tem sagrado e profano. Tudo é sacralizado", conclui.

Analiso que, com toda essa pluralidade e liberdade, em pese continuemos crescendo, o que se projetava de "maioria evangélica" no Brasil para 2030, já se adia para 2.050, isso é, se o índice de crescimento não diminuir, assim como na última década.

Ora, se esse crescimento não for fundamentado na Palavra, de forma que produza novas criaturas (¹⁷ Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. - 2 Coríntios 5:17), já avistamos o risco eminente de uma enfermidade chamada "inchaço", por falta de essência.

Como um crente assembleiano, para não ficar só nas minhas palavras, vou deixar alguns versículos da Bíblia para a nossa meditação:


Consagração a Deus. Humildade e fidelidade no uso de seus dons"¹ Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. ² E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".  - Romanos 12: 1-2

"¹¹ Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ¹² ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, ¹³ aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,"  - Tito 2:11-13

Cada um deve levar a sua cruz - "²³ E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. ²⁴ Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. ²⁵ Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo? ²⁶ Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos". - Lucas 9:22

Perseverança no meio das provações, segundo o exemplo de Cristo - "¹ Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta, ² olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. ³ Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos. ⁴ Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado. ⁵ E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido; ⁶ porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho. ⁷ Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija? ⁸ Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos. ⁹ Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? ¹⁰ Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. ¹¹ E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela." - Hebreus 12:1-11

Vosso conservo em Cristo
Pr. Carlos Roberto Silva

quinta-feira, 27 de março de 2025

Escola cancela eventos da Páscoa alegando “respeito pela diversidade”



A decisão de cancelar os eventos de Páscoa contradiz a própria política da escola sobre a celebração de festivais religiosos.


Uma escola primária em Hampshire, na Inglaterra, cancelou os eventos de Páscoa deste ano alegando que eles não estariam alinhados com os "valores de inclusão e respeito pela diversidade" da escola.

Stephanie Mander, diretora da Escola Primária Norwood em Eastleigh, escreveu aos pais informando que o tradicional culto de Páscoa e o desfile de chapéus de Páscoa não aconteceriam este ano.

Ela disse: "Entendemos que essa mudança pode ser decepcionante para alguns, especialmente para aqueles que valorizam essas tradições ao longo dos anos. No entanto, acreditamos que esta decisão está alinhada com nossos valores de inclusão e respeito à diversidade".

"Estamos explorando maneiras alternativas de celebrar a temporada nos próximos anos, que sejam inclusivas para todas as crianças e reflitam a rica diversidade cultural da nossa comunidade."

Contradição

A decisão de cancelar os eventos de Páscoa contradiz a própria política da escola sobre a celebração de festivais religiosos.

De acordo com o site da instituição, datas religiosas e culturais incluindo Natal, Páscoa, Eid (celebração islâmica) e Diwali (celebração hindu), são tipicamente "celebradas juntas".

"Nesses momentos, a escola recebe membros da comunidade escolar mais ampla para liderar assembleias e atividades de aprendizagem com as crianças para compartilhar suas crenças com elas", informou o site da instituição.

Ainda sobre o cancelamento das celebrações de Páscoa, a diretora relatou: “Para deixar claro, tal como acontece com outras festas religiosas, as crianças continuam a aprender e a celebrar a Páscoa, tanto educacionalmente nas nossas lições, como nas nossas assembleias durante todo o meio período. As crianças também continuarão participando de atividades artesanais de Páscoa muito apreciadas à medida que nos aproximamos do fim do período”.

Embora as celebrações da Páscoa tenham sido canceladas, a escola planeja marcar a "Semana do Refugiado" em junho — um evento que se concentra nas experiências dos refugiados e promove a conscientização sobre seus desafios.

"Uma das maneiras pelas quais celebraremos a inclusão é participando da Semana do Refugiado, que ocorre em junho, e também iniciando nossa jornada para nos tornarmos uma Escola de Santuário credenciada", compartilhou a escola no e-mail.

Críticas

A decisão de cancelar a Páscoa foi criticada online, com alguns perguntando se a Sra. Mander também está planejando cancelar o Natal ou sugerindo que eventos de todas as religiões sejam celebrados, em vez de cancelar todos eles.

Um internauta comentando disse: "Eu pessoalmente não entendo. É uma experiência que fica a uma curta distância da escola. Os pais sempre tiveram a opção de não comparecer."

Também não está claro a qual diversidade a Sra. Mander está se referindo. De acordo com o Censo de 2021, 45 por cento dos moradores de Eastleigh se identificam como cristãos, enquanto a mesma proporção diz não ter religião. As religiões mais próximas são o hinduísmo e o islamismo, que representam 1 por cento cada da população de Eastleigh.

Quando a nacionalidade é levada em conta, Eastleigh parece ser ainda mais homogênea, com 94,2% dos moradores de Eastleigh dizendo no Censo que se identificam como ingleses, galeses, britânicos ou alguma combinação deles. Apenas 4,4% se identificaram como completamente não britânicos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL EM DIA DE CHUVA



ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL (EBD) EM DIA DE CHUVA!



Tive a curiosidade de passar em frente da Igreja Católica porque um dos nossos irmãos que veio para EBD me disse com pesar: "Pastor, passei lá agora e está todo estacionamento cheio, a igreja está cheia, mesmo nessa chuva e nós como estamos?".

O que respondo para esse querido irmão? Qual é a razão do nosso desvelo? Não deveria ser diferente a nossa postura e comportamento? Não deveríamos ter vencido a preguiça e a vontade de dormir? Deus não nos deu saúde (glorias a Deus, são poucos os que estão acamados) e condições (são poucos os irmãos que não têm carro próprio)? 

Se tivéssemos que trabalhar por causa da chuva iriamos faltar ao trabalho? Afinal, choveu... não foi uma tempestade... foi uma chuva torrencial comum...uma chuva abençoada e esperada pelos nossos queridos agricultores e que impactará positivamente as nossas vidas pela produção de alimentos. Enfim, só choveu. Nesse contexto, teríamos motivos para agradecer e celebrar.

A pergunta remete a uma triste constatação do comodismo assembleiano. Para que se esforçar, se já conheço a verdade? Eles é que estão na ignorância, alguém equivocadamente poderia dizer.  É esse tipo de comodismo que explica a falta de energia, dinâmica, ousadia e Poder Espiritual (1 Co 11.30-34).

É lamentável a realidade do conformismo espiritual no meio de nós. Para que levantar cedo e enfrentar essa chuva se já sei o suficiente, outro poderia afirmar.  "Não vou perder a salvação por causa de uma mera falta na Escola Bíblica Dominical", mas alguém pode fazer coro. "Alcancei o nível espiritual que pretendia", só quero ser membro de banco e por aí se vão as justificativas desarrazoadas e absolutamente implausíveis.

Pasmem! Esses dias eu ouvi que um pastor assembleiano disse aos seus membros: "Vocês precisam ir à EBD, eu já sou pastor", justificando inadvertidamente o seu desleixo com a Escola Bíblica Dominical. 

Sinceramente esse comportamento de descompromisso me causa dúvidas quanto a espiritualidade e desempenho ministerial de quem assim procede. Digo mais, duvido da espiritualidade desalinhada ao comprometimento com a Palavra. É esse conformismo crônico que justifica o baixíssimo nível de avivamento e amor pelas almas nas Assembleias de Deus no Brasil e no Mundo. É público e notório que a frequência da EBD já não é mais a mesma há anos! Com todo carinho e respeito, não posso me omitir como Pastor, especialmente, por representar a nova geração de jovens pastores desse tempo, e assim orientar, recomendar, advertir e apascentar o povo e a quem o Senhor nos deu a destra.

Hoje, dia 08 de dezembro, Dia da Bíblia, deveríamos, mesmo debaixo de chuva, estarmos com a igreja lotada, com uma frequência da maioria dos alunos matriculados, como se num dia de sol qualquer estivéssemos, era o mínimo que se esperava de um bom assembleiano. Pergunto. Foi essa a realidade da sua congregação no dia de hoje?  Enfim, nada justifica o absenteísmo (a ausência) que tivemos hoje.

No nosso contexto assembleiano, a forma como nos comportamos em relação a EBD revela o nosso compromisso, fé, maturidade e espiritualidade. É um indicador clarividente do nosso exercício piedoso de amor à Palavra de Deus. Se você faltou hoje por causa de uma simples chuva. Onde está a honra ao Senhor nessa atitude? Onde está a verdadeira dedicação espiritual? Onde está o nível de amor e conhecimento da Palavra? Amemos mais a Palavra de Deus (Salmo 1). Dediquemo-nos mais ao Reino (Mt 6.33). Pensemos mais nas coisas do alto (Cl 3.2-5). Esforcemo-nos um pouco mais. Santifiquemo-nos um pouco mais. Jesus está prestes a buscar a Sua Igreja!

Amados, não deixe a apostasia entrar no seu coração. Não deixe a frieza espiritual ser parte de você. Por favor, seja mais comprometido, mais fiel, mais fervoroso, mais preocupado com os interesses de Deus do que os seus interesses, seja mais crente! Vamos juntos mudar essa realidade em nome de Jesus! Deus conta com você! Receba essa recomendação como um protesto profético, uma recomendação pastoral, um grito do Espírito Santo para o despertamento espiritual. Espero que na próxima chuva de domingo de manhã, o irmão me pergunte de novo, pois, quero responder: "Aquele domingo foi um caso isolado, veja como a igreja está cheia hoje!".

Em Cristo! Em defesa da maior Escola Bíblica do Mundo – EBD!



Natanael Silva 
é Advogado e Pastor Presidente AD em Nova Aurora - Paraná





Colaboração Ulisses Magliano

- Correspondente Point Rhema no estado do Paraná

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Ed René Kivitz volta a defender leitura atualizada da Bíblia e é criticado



Kivitz disse que a compreensão literal do Livro Sagrado "perpetua pecados como racismo, sexismo e xenofobia"


O pastor Ed René Kivitz voltou a ser criticado em razão de falas que contestam a suficiência do conteúdo da Bíblia. Na mais recente delas, proferida no último dia 18 de março durante uma edição do evento Conversas Pastorais, Kivitz defendeu uma interpretação das Escrituras adaptada ao momento atual e disse que a compreensão literal do Livro Sagrado “perpetua pecados como racismo, sexismo e xenofobia”.

Quando prevalece a crença de que se deve afirmar apenas o que a Bíblia falou ontem, retornamos à densa noite de um mundo onde os homens valiam mais do que as mulheres, judeus valiam mais do que os gentios, ricos valiam mais do que os pobres. A mera repetição do que a Bíblia falou ontem perpetua pecados como racismo, sexismo e xenofobia – declarou.

A fala guarda uma forte semelhança com uma das manifestações mais polêmicas já feitas por Kivitz a respeito da Bíblia. Em outubro de 2020, durante uma pregação na Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo, o pastor contestou a doutrina da inerrância da Bíblia (que defende que o Livro Sagrado é livre de erros e contradições) e disse que ela precisava ser “atualizada”.

Na pregação, intitulada Cartas vivas contra letras mortas, o líder religioso dizia que a Palavra de Deus era “insuficiente” e apontava que o grande desafio da Igreja contemporânea era ver a Bíblia como um livro que precisava “ser relido, ressignificado”.

– [A Bíblia é] um livro que precisa ser relido, ressignificado, para que os princípios de vida que esse livro encerra, e que essa revelação encerra, saltem dessas páginas promovendo libertação e justiça e relações de amor no nosso mundo – afirmou, na época.

TEÓLOGA QUESTIONA INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA

Ainda no evento Conversas Pastorais do último dia 18 de março, a teóloga Karen Colares, outra participante do debate, também questionou o conteúdo do Livro Sagrado. Em sua fala, Karen colocou em xeque a inspiração divina dos escritos da Bíblia, a reduzindo a um “testemunho de testemunhas oculares”, e chegou a dizer que há hoje uma “bibliolatria”.

Pensar a Bíblia enquanto uma revelação definitiva nos conduziu a um fenômeno trágico, que foi transferir características divinas para o texto bíblico. Se Deus não erra, então o texto também não erra. Se Deus não falha, o texto também não falha, e passando então de um testemunho de testemunhas oculares, o texto passou a rivalizar em termos da nossa devoção a Deus. Nós vivemos hoje o que a gente conhece como bibliolatria – disse.

CRÍTICAS

Em resposta ao novo pronunciamento de Kivitz sobre a Bíblia, o pastor Renato Vargens, pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro, afirmou que “Ed prega um falso evangelho, uma mensagem mentirosa, cheia de sofismas, absorta em malignidade”.

Diante do seu ensino de patente piedade, continuo afirmando que a Bíblia é o escudo que nos protege do erro, como também a inerrante Palavra de Deus. Diante do exposto digo que ao incentivar o crente a moldar o texto Sagrado à cultura e modernidade, ou mesmo os ideais de um mundo politicamente correto, Ed peca contra Deus e sua Palavra – resumiu.

Até mesmo nos comentários da postagem sobre a fala de Kivitz na página do movimento Conversas Pastorais no Instagram, muitas pessoas chamaram o pronunciamento do pastor de “meias-verdades” e “blasfêmia”.

Onde o senhor achou no Novo Testamento que judeu vale mais do que gentil, e pobre mais que rico?! Sinceramente essa busca para ser o atual e a sede do contraditório tá deixando vocês cegos. Que isso! Afirmar um contraponto é uma coisa, agora inventar com base em meias-verdades é outra – disse um internauta.

O cara quer atualizar a Bíblia, agora diz que ela é racista. Escreve aí a tua Bíblia, pastor Ed René Kivitz, e vê se ela vai transformar vidas, assim como a inerrante Palavra de Deus – completou outro.


Fonte: Pleno News 

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quarta-feira, 27 de março de 2024

Igreja omite pecado, arrependimento, salvação e Sangue de Jesus em Celebração da Páscoa



Elevation Church, uma mega igreja que tem sua sede em Charlote na Carolina nos EUA, resolveu inovar na Celebração da Páscoa, produzindo um grande evento para a ocasião, quando não serão utilizadas palavras como: salvação, Calvário, ressurreição, arrependimento, pecado, nem sangue de Jesus.

A liderança até entende que a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo é a parte central do evangelho, mas alegam que tais palavras afastam as pessoas da Igreja e, uma vez que o objetivo deles é fazer com que as pessoas se sintam bem e venham se agregar à instituição religiosa, não querem chocá-las nem confrontá-las.

O cantor gospel Rafael Bitencourt do Rio de Janeiro, ex vocalista da Banda Toque no Altar, fez uma análise do fato, a partir de um podcast onde representante da Igreja justifica tal atitude como uma "Estratégia Evangelística"

Celebração da Páscoa por uma Igreja que se diz cristã, sem mencionar pecado, arrependimento, salvação, morte e ressurreição e o Sangue de Jesus, é um contra-senso, uma verdadeira anomalia espiritual.

"O Evangelho cristão é um escândalo para o homem e para a sua cultura, porque faz a única coisa que ele mais quer evitar – desperta-o do seu auto-imposto 'sono' para a realidade da sua situação decaída, da sua rebelião; chama-o à rejeição da sua autonomia e à submissão a Deus, através do arrependimento e fé em Jesus Cristo". (Paul Washer)

"Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus". - 1 Coríntios 1:18


"Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens". - 1 Coríntios 1:23-25

Simples assim...

ASSISTA AQUI


A Igreja Elevation (em inglês: Elevation Church) é uma megaigreja batista multissítio com sede em Matthews, Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Seus pastores principais são Steven Furtick e Holly Furtick.

História

A igreja foi fundada em Charlotte (Carolina do Norte) em uma escola secundária em 2006, pelo pastor Steven Furtick e sete famílias, reunidos na Providence High School.[1] Ao longo de sua curta história, tem experimentado um crescimento notável. Em 5 de fevereiro de 2006, no primeiro serviço domingo, 121 pessoas compareceram.[2] De 2007 a ​​2010, a Elevation Church foi consistentemente citada pela revista Outreach como uma das igrejas (Top 100) que mais crescem nos Estados Unidos. Ela foi descrita como "uma igreja amigável da cultura pop com uma mensagem cristã ortodoxa". Em 2008, a igreja tinha 2.900 pessoas.[3] Em 2015, a igreja cresceu para 13 campus nos Estados Unidos e Canadá[4]

Em 2016, fez a dedicação de um novo edifício principal em Ballantyne, incluindo um auditório de 1.800 lugares. [5]

Em 2015 e 2017, a igreja foi listada pela Revista Fortune como um dos 100 melhores locais de trabalho para jovens Millennials nos Estados Unidos, principalmente pela competência dos gerentes, valorização de colegas e diversidade.[6]

Desligamento da Convenção Batista

Em junho de 2023, dias após a Convenção Batista do Sul aprovar uma proposta de emenda constitucional que não permitiria que igrejas com pastoras fossem membros, ela encerrou sua associação com a Convenção, sem especificar o motivo. [7]

De acordo com um censo da igreja divulgado em 2023, ela disse que tinha uma freqüência semanal de 14.000 pessoas e 16 campus em diferentes cidades. [8]

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