domingo, 22 de dezembro de 2013

NATAL - A Palavra encarnada



Enquanto os demais evangelhos se prendem ao relato dos fatos que envolveram o anúncio e o nascimento de Jesus Cristo, envolvendo Maria, José, os locais, os pastores, os magos, a estalagem e a manjedoura, o Evangelho de João nos traz uma interpretação que discerne o âmago da questão.

João faz uma comparação da vinda do Messias como no Gênesis, a Palavra colando ordem no caos da terra, ainda sem forma e vazia. Uma espécie de dissertação filosófica que dispensa as ferramentas, pessoas e questões acessórias e se prende à principal motivação de tudo.

E é exatamente o que aconteceu, a Palavra que era o próprio Deus, agora encarnado, coloca ordem no caos espiritual da humanidade, condenada à perdição.

Um Deus que através de seu filho, renuncia o trono de glória e se submete a um corpo ainda informe, no ventre de uma virgem, se subordina ao tempo da vida, nasce uma estalagem e, envolto em panos é colocado numa mangedoura, lugar os os animais comiam. Tudo por amor!

Pense nisso e comemore o Natal sem desprezar o verdadeiro sentido desta festa.

O Texto abaixo está na versão da Bíblia na Linguagem de Hoje da SBB - Sociedade Bíblica do Brasil. Leia com atenção!

No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus.
Ela estava com Deus no princípio.

Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito.
Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens.
A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram.
Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João.
Ele veio como testemunha, para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem.
Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunha da luz.
Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens.
Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu.
Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.
Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus,
os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.
Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.
João dá testemunho dele. Ele exclama: "Este é aquele de quem eu falei: Aquele que vem depois de mim é superior a mim, porque já existia antes de mim".
Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça.
Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.
Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido.
Esse foi o testemunho de João, quando os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e levitas para lhe perguntarem quem ele era.
Ele confessou e não negou; declarou abertamente: "Não sou o Cristo".
Perguntaram-lhe: "E então, quem é você? É Elias? " Ele disse: "Não sou". "É o Profeta? " Ele respondeu: "Não".
Finalmente perguntaram: "Quem é você? Dê-nos uma resposta, para que a levemos àqueles que nos enviaram. Que diz você acerca de si próprio? "
João respondeu com as palavras do profeta Isaías: "Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’ ".
Alguns fariseus que tinham sido enviados
interrogaram-no: "Então, por que você batiza, se não é o Cristo, nem Elias, nem o Profeta? "
Respondeu João: "Eu batizo com água, mas entre vocês está alguém que vocês não conhecem.
Ele é aquele que vem depois de mim, cujas correias das sandálias não sou digno de desamarrar".
Tudo isso aconteceu em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.
No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!
Este é aquele a quem eu me referi, quando disse: Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes de mim.
Eu mesmo não o conhecia, mas por isso é que vim batizando com água: para que ele viesse a ser revelado a Israel".
Então João deu o seguinte testemunho: "Eu vi o Espírito descer do céu como pomba e permanecer sobre ele.
Eu não o teria reconhecido, se aquele que me enviou para batizar com água não me tivesse dito: ‘Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer, esse é o que batiza com o Espírito Santo’.
Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus".
No dia seguinte João estava ali novamente com dois dos seus discípulos.
Quando viu Jesus passando, disse: "Vejam! É o Cordeiro de Deus! "


João 1:1-36

3 comentários:

T.Mendes disse...

"...DE ETERNIDADE A ETERNIDADE, TU ÉS DEUS" (Salmo 90.2)
Comemorar nascimento assim como dia das mães, e qualquer e maior parte das datas calendariais não são bíblicas; tratam-se se adaptações "cristãs" pagãs às comodidades e conveniências mundanas. Acredito que ELE sempre foi, nunca nasceu 9nos dois sentidos). Ao lermos a Bíblia deixa-nos bem claro que agradecer Cristo ser entregue por Deus à cruz PARA NOS SALVAR é motivo suficiente, agora a melhor comemoração é a mudança diária, a renúncia de si mesmo, o sofrimento por amor a Cristo, as chicotadas diárias, não estou sendo radical mas comemorar o nascimento acrescentará alguma reflexão mundial? feliz natal???? Que dia especial é este se depararmos com o cristão passando o ano inteiro atrás de bênçãos materiais, usando o nome santo para barganhas e interesses celestiais em troca de benfeitorias na saúde ou riqueza, que comemoração é esta de nascimento de ninguém quer "nascer verdadeiramente de novo" demonstrado na intensa secularização da igreja, ninguém quer o Cristo crucificado, que espanta multidões com seus discursos que "ninguém podes ouvir", que separa mãe de filho, que faz com que percamos esta vida, ninguém , ninguém quer este Cristo.
Mas o mundo aprecia a manjedoura mas os seus ensinamentos quer bem longe, aliás, não é só o mundo não, dentro da colheita tem ainda muito joio que pensa assim.
"Feliz natal"?
Corajosamente temos que anunciar os seus ensinamentos, teremos a eternidade para comemorarmos, a hora não é imitarmos o mundo com sua fantasia intencional capitalista, com sua real intenção pluralista de que todas as religiões salvam devido também comemorarem o natal em comum com cristãos, que é o mesmo Deus e aí vai. Não comemoro natal por estar frustrado ou outro motivo radical. Tenho como opinião uma influência romana nada bíblica, desses "Jesus" adaptável que o ímpio propõe à sociedade. Não há reflexão sem a pregação! essa falsa piedade em nada modifica, esses "espírito natalino" é bem diferente daquele que pela misericórdia e graça conhecemos.
"como crerão naquele de quem nada ouvirão? e como ouvirão, se não há quem pregue? (Rm 10.13-14).
Não há esperança de salvação sem ouvir a VERDADE a respeito de Cristo e o crer nessa verdade (1 Co 1.21). Nada é mais destrutivo de que a falsa religião. O VERDADEIRO evangelho é poder de Deus para salvação e não historinhas bonitinhas adaptadas de natal.
Paz a todos e feliz..., digo, "se sofrermos por Ele com Ele reinaremos"

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Caro T. Mendes,

A Paz do Senhor!

Respeito sua linha de pensamento, tanto que já está publicada, no entanto, meu entendimento e que, o cristão de agradecer todos os dias o envio do Messias para a nossa salvação, logicamente isso inclui o 25 de Dezembro.

Creio também que existe a falsa religião, os falsos religiosos e a religiosidade, mas não podemos generalizar. Tem muita gente séria que adora a Deus em espírito e em verdade, independente d consumismo existentes nessas datas.

Façamos a nossa parte.

Um grande abraço,

Pr. Carlos Roberto

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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