domingo, 16 de fevereiro de 2014

O comentário de Rachel Sheherazade e o discurso de censura



O que há por trás da discussão travada na sociedade nos últimos dias em torno da jornalista cristã?

Dois eventos envolvendo violência chamaram a atenção do Brasil nos últimos dias: o assaltante que foi preso e amarrado nu a um poste por um grupo de jovens, no Flamengo, Rio de Janeiro; e a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, atingido por um rojão enquanto cobria o confronto entre manifestantes e policiais durante protesto também no Rio de Janeiro.
O primeiro caso recebeu maior repercussão em virtude dos comentários da jornalista do SBT Rachel Sheherazade, que mandou aqueles que se apiedaram do rapaz amarrado ao poste, que adotassem um bandido. Isso foi o suficiente para ser acusada – de forma estridente – de apologia ao crime, violação aos direitos humanos, preconceito e incitação ao ódio.
Mas, afinal de contas o comentário de Sheherazade foi tão inconsequente e violento a ponto de justificar o linchamento moral contra a sua pessoa? O que há por trás da discussão travada na sociedade nos últimos dias? Esses dois pontos de indagação podem nos ajudar a compreender as nuanças do contexto sociocultural brasileiro, as ideologias por trás dos discursos, as cosmovisões conflitantes e – o mais importante – as táticas da guerra cultural em andamento.
Vivemos, como afirmou Dallas Willard em A Conspiração Divina (p. 29), sufocados por slogans, em que acontecimentos, coisas e informações nos afogam, nos subjugam, desorientando-nos com ameaças e possibilidades acerca das quais a maioria de nós não sabe o que fazer. Ele diz que “comerciais, slogans, bordões políticos e pretensiosos rumores intelectuais atulham o nosso espaço mental e espiritual. As nossas mentes e os nossos corpos ‘pegam’ essas coisas como um terno escuro pega fiapos”.
Por isso, a leitura e o entendimento do que há por trás de tantos slogans e de tanta informação, indo na raiz dos pressupostos subjacentes às ideias, é essencial para que o cristão coloque em prática o principio bíblico do discernimento.
Continuar leitura em CPADNews

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