sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Quanto pesa o voto evangélico?

Por Valmir Nascimento
O peso do voto evangélico voltou a ser um dos temas centrais da campanha eleitoral para a presidência da República. No final de semana que passou a mídia deu destaque à arrancada meteórica da ex-senadora Marina Silva e a repercussão de seus posicionamentos sobre temas morais sensíveis, devido ao fato da candidata ser evangélica e membro da Igreja Assembleia de Deus do Distrito Federal.
O tema, todos nós sabemos, não é novo. Nas eleições de 2010 o chamado “voto evangélico”, o peso da religião e de questões de natureza moral sobre a esfera pública brasileira revelaram-se de forma clara. Para se ter um ideia, a atual presidente petista, Dilma Roussef, durante a campanha daquele pleito visitou igrejas e lançou no início da propaganda eleitoral um documento chamado “Carta Aberta ao Povo de Deus”, no qual, além de reconhecer, vejam só vocês, a importância do trabalho das igrejas de confissão evangélica na sociedade brasileira, assumia o compromisso de deixar para o Congresso Nacional “a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvem valores éticos e fundamentais, muitas vezes contraditórios, como o aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes tanto para as minorias como para a sociedade brasileira”.
O nível da discussão neste processo eleitoral, porém, ao que parece, deve ser mais contundente. A presença de dois presidenciáveis ligados à maior denominação evangélica do país, especialmente a candidata Marina Silva, ante as pesquisas favoráveis que apontam boas chances de vitória em um hipotético segundo turno, elevaram o tom do debate a outro nível, recebendo análises as mais diversas.
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