terça-feira, 24 de março de 2015

A IGREJA E A LEI DE DEUS Lições Bíblicas EBD/ CPAD - Lição 13 - Subsídio Teológico

A IGREJA  E A LEI DE DEUS por Prof. Adaylton de Almeida Conceição


É quase um paradigma para os cristãos modernos associar o Antigo Testamento à Lei e o Novo Testamento à Graça.

Vemos na Bíblia, a Palavra de Deus, mandamentos específicos para os israelitas, constantes do Antigo Testamento. E mandamentos exclusivos para a Igreja, apresentados ou confirmados no Novo Testamento. 

Muitos dos mandamentos para os seguidores de Cristo são novos, inéditos. Alguns até constam da lei mosaica, mas não aparecem no Decálogo, como o que menciona o amor ao próximo (Lv 19.18), o qual o Senhor Jesus apresentou como segundo mandamento, em importância: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39).

Há também os mandamentos que foram baseados na lei mosaica. Lembremo-nos de que esta, segundo o ensinamento do próprio Senhor, perdurou até a sua manifestação (Jo 1.17; Rm 10.4). E isso não é pensamento de dispensacionalista! Jesus disse que “todos os profetas e a lei profetizaram até João [Batista]” (Mt 11.13).

Quando Jesus de Nazaré veio ao mundo terreno, Ele mostrou que a principal razão da sua vinda era esta: "Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância" (Jo 10.10). Jesus de Nazaré é a Palavra encarnada. É o cumprimento de toda a lei: "E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 

Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas (Mt 22.34-40)". Não podemos fazer com a Lei de Cristo o que os escribas fizeram com os Dez Mandamentos: Atentar para a dureza da Lei e esquecer-se do olhar amoroso que ela nos demanda.

Mais importante que obedecer a letra é alcançar o espírito da Lei, que é Cristo. Assim o apóstolo Paulo ratifica: "Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor" (Rm 13.9,10). 

A LEI E SUA INTERPRETAÇÃO PELA IGREJA

Já havia animosidades sobre o papel da lei de Moisés nos dias apostólicos. Esses debates ajudam a elucidar a questão, mas nem por isso a solucionaram definitivamente. Isso vem desde os galacionistas que se opunham ao apóstolo Paulo e também, em parte, desde os ebionitas, que defendiam a guarda da lei de Moisés. Mas os discípulos desses legalistas ainda estão por aí.

Em Lucas 16.16, também está escrito: “A Lei e os Profetas duraram até João; desde então, é anunciado o Reino de Deus”. Quem defende a aplicação da lei mosaica para o povo do Novo Testamento não observa que, naquela época, havia punições de ordem física para quem não cumprisse as ordenanças (Êx 21.23-25). Mas é importante observar que uma parte da lei dada a Moisés foi tomada como base para a formulação dos mandamentos transmitidos à Igreja do Senhor. 

Quanto aos dez mandamentos, seus destinatários originais são — clara e inequivocamente — os israelitas (Êx 20.1,2; Dt 5.1-6). A lei mosaica, como um todo, e o Decálogo (um resumo dessa lei) não devem ser guardados pelos cristãos. Entretanto, devemos observar que quase todos os dez mandamentos (nove, mais precisamente) foram retransmitidos pelo Senhor Jesus e pelos apóstolos, de modo ampliado ou modificado.

O comentarista Luiz Henrique, em seu comentário sobre o tema ele assim escreve:    “Mais importante que obedecer a letra é alcançar o espírito da Lei, que é CRISTO. Assim o apóstolo Paulo ratifica: "Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor" (Rm 13.9,10). Quer cumprir a Lei de DEUS de todo coração? Ame! Contra o amor não há lei. Por quê? O amor é o cumprimento da lei. 

Em vez de decorarmos uma lista de "pode não pode", devemos fazer tudo baseado no amor — naturalmente a Bíblia não se refere ao amor romântico das telas de Hollywood, mas à disposição de se fazer o que tem de ser feito em favor do outro, segundo o Evangelho —, então cumpriremos a lei de DEUS na íntegra. O nosso Senhor resumiu toda a lei ao dizer que o seu objetivo é levar os homens à plenitude do amor. Aqui está o seu significado: "E disto demanda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40).

Precisamos relembrar que o Decálogo tem uma divisão natural que versa sobre o relacionamento do homem com DEUS e do homem com o seu próximo. A nossa relação com a lei de DEUS deve se dar nestes termos: vertical, amando a DEUS de todo coração e alma; horizontal, amando o próximo como a si mesmo. Mais do que quaisquer perspectivas de interpretação, o mais importante é nos conscientizarmos da importância dos princípios eternos de DEUS revelados na sua Palavra e interpretados pela pessoa bendita de JESUS de Nazaré. Por isso, toda leitura do Antigo Testamento precisa e deve ser feita tendo JESUS como a chave hermenêutica da nossa leitura e interpretação. (Revista ensinador - Editora CPAD Ano 16 - N° 61. pag. 4).

Qual Lei Deveria Submeter-nos Hoje em Dia? 

Algumas pessoas perguntam: "Se os Dez Mandamentos foram removidos, isso não tornaria correto roubar, mentir, assassinar, etc.?" Então, considere o que a Bíblia diz sobre a lei que hoje devemos seguir.

Hoje devemos obedecer aos Mandamentos do Novo Testamento.

A razão pela qual a velha aliança não é necessária agora é que uma lei diferente tomou o seu lugar.

Hebreus 10:9,10 - Jesus removeu o primeiro testamento para que ele pudesse estabelecer o segundo (veja Hebreus 8:6-9; 7:22; 2 Coríntios 3:6).
Romanos 7:4 - Fomos libertados da lei para que pudéssemos nos unir a Cristo.
Gálatas 3:24-27 - Não estamos debaixo do aio (a velha lei), porque a fé do evangelho chegou.

Uma ilustração: Brasil esteve, antigamente, sujeito às Ordenações do Reino de Portugal; depois da Independência, estivemos sob a Constituição do Império, e agora estamos sob a Constituição Republicana. Do mesmo modo, Deus providenciou para o homem, primeiro o regulamento patriarcal, depois as leis do Sinai e, agora, o Evangelho, ou Novo Testamento. Não estamos mais sujeitos nem às leis do Império, nem às do Velho Testamento.

JESUS, A IGREJA E A LEI

O Senhor Jesus, cabeça da Igreja (Ef 5.23), validou toda a Lei Mosaica, inclusive as 613 disposições, ordens e proibições, ao afirmar: “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (Lc 16.17). Ele avançou mais um passo, dizendo: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17). Jesus, ao nascer, também foi colocado sob a Lei: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4). Ele foi criado e educado segundo os preceitos da Lei, pois cumpria suas exigências.

O Senhor Jesus, porém, não apenas se ateve pessoalmente a toda a Lei de Moisés. Foi essa mesma Lei que O condenou à morte. Quando tomou sobre Si todos os nossos pecados, teve de morrer por eles, pois a Lei assim o exige. Vemos que a Lei foi cumprida e vivida por Jesus, e através dEle ela alcançou seu objetivo. Por isso está escrito que “...o fim da Lei é Cristo” (Rm 10.4).

Quando sou confrontado com a Lei Mosaica, ela me apresenta uma exigência que devo cumprir. Deus diz em Sua Lei : “...eu sou santo...” e exige de nós: “...vós sereis santos...” (Lv 11.44-45). Assim, a Lei me coloca diante do problema do pecado, que não posso resolver sozinho. O apóstolo Paulo escreve: “...eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Rm 7.14). 

A lei expõe e revela nossa incapacidade de atender às exigências divinas, pois ela nos confronta com o padrão de Deus. Ela nos mostra a verdadeira maneira de adorá-lO, estabelece as diretrizes segundo as quais devemos viver e regulamenta nossas relações com nosso próximo. Além disso, a Lei é o fundamento que um dia norteará a sentença que receberemos quando nossa vida for julgada por Deus. Pela Lei, reconhecemos quem é Deus e como nós devemos ser e nos portar. Mas existe uma coisa que a Lei não pode: ela não consegue nos salvar. Ela nos expõe diante de Deus e mostra que somos pecadores culpados. Essa é sua função. 

Lembremos que Jesus disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17). O Filho de Deus está afirmando que veio a este mundo para cumprir a Lei com todas as suas 613 disposições, ordenanças e proibições. Ele realmente cumpriu todas elas, pelo que está escrito: “...o fim da lei é Cristo” (Rm 10.4). 

Ele conduziu a Lei ao seu final; ela está cumprida. Por que Ele o fez? Encontramos a resposta quando lemos o versículo inteiro: “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Jesus cumpriu a Lei para todos, mas Sua obra é eficaz apenas para todo aquele que crê.

O MOTIVO DA EXISTENCIA DA LEI

A Lei existe por causa da transgressão. Paulo demonstra aos gálatas que a existência da Lei está associada com a presença da transgressão. Logo, a transgressão é tudo aquilo que impede o ser humano de se chegar a Deus.

Até existe um provérbio que enfatiza que “boas leis são provenientes de más condutas”. 
Por isso, as Leis foram mediadas para que os hábitos maus fossem refreados. Para Paulo a existência da Lei era para disciplinar e para educar, pois pelo meio educativo os israelitas conheceriam as suas culpas.

A morte, a culpa e a corrupção foram às consequências do pecado cometido por Adão. A Lei foi promulgada não por causa da obediência de alguns, mas por causa da desobediência de muitos. Porque a Lei na sua instrução se aplica à corrupção humana.

A Lei revela a justiça de Deus. Logo que a lei revela a justiça divina também demonstra a injustiça por parte dos homens. “Estávamos sobre a custódia da lei,” isto indica que a lei aprisionava os homens por serem os mesmos injustos.

A lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo. Anterior ao ministério do Senhor Jesus a lei definia a educação dos judeus o que Calvino vai considerar com a infância.

Calvino ainda dizia que a lei era a gramática da teologia que ao conduzir a criança até certo ponto os entregavam a fé que completava a graduação das pessoas. Para ele o apóstolo “Paulo associou os judeus a crianças por viverem conforme os ensinos da lei, e nós os da graça com a fase adulta”.

A ÉTICA DA LEI E A ÉTICA DE JESUS

Agora, talvez, muitos perguntem: Não estamos removendo a base que sustenta uma ética comprometida ao dizermos que a Lei não vale mais para os cristãos renascidos? Será que saberemos como nos comportar e o que é certo ou errado se dissermos que não é preciso cumprir a Lei de Moisés? 

Jesus estabeleceu uma ética muito superior... 

...à ética da Lei de Moisés. Ela exige: “Não adulterarás” (Êx 20.14). Mas Jesus disse: “qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28). A lei de Moisés impõe: “Não matarás” (Êx 20.13). Mas Jesus ensina: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5.44).

A ética estabelecida por Jesus Cristo supera tudo que já houve em matéria de lei moral e toda e qualquer possibilidade dentro da ética humana. Jesus exige que cumpramos normas diametralmente opostas ao nosso comportamento natural. Essa ética estabelecida por Jesus só pode ser seguida por pessoas que nasceram de novo, que entregaram todo o seu ser ao Senhor: “Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei” (Hb 10.16). A Bíblia diz, ainda, acerca dos renascidos: Deus “...nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Co 3.6). 

Curiosamente, Paulo escreveu essas palavras justamente à igreja que tinha mais problemas com ira, ciúme, imoralidade, libertinagem e impureza espiritual entre seus membros. Mas, ao admoestá-los, ele estava dizendo aos crentes de Corinto – e, por extensão, a todos nós – que é possível ter uma ética superior e viver segundo os elevados preceitos de Jesus quando nascemos de novo. Com isso os cristãos não estão rejeitando a ética da Lei de Moisés mas estabelecem uma ética muito superior, a ética do Espírito Santo, do qual a Bíblia diz: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.22-23).

Como, porém, colocamos isso em prática? Simplesmente vivendo um relacionamento íntimo e autêntico com Jesus Cristo. O que pensamos, o que falamos, o que fazemos ou deixamos de fazer deve ser determinado somente por Jesus: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus” (Cl 3.17). Na prática, devemos nos comportar como se tudo o que fizermos levasse a assinatura de Jesus. Somente quando nos entregarmos completamente ao Senhor Jesus poderemos produzir fruto espiritual. Quando submetermos nosso ser ao Senhor, o fruto do Espírito poderá crescer em nós em todos os seus nove aspectos. Talvez nós mesmos nem o percebamos, mas certamente as pessoas que nos cercam perceberão que o Espírito está frutificando em nós. Que seja assim na vida de todos nós! 

Ciro Sanches Zibordi, em seu  escrito sobre  os Dez Mandamentos, faz uma das mais lindas comparações relacionando-os ao Novo Testamento, enfatizando sua transmissão por Jesus e citações em outro livro do Novo Testamento.

Vejamos:

1) Não terás outros deuses diante de mim. Este mandamento foi repetido aos seguidores de Jesus por Ele mesmo e pelos apóstolos: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e todo o teu pensamento” (Mt 22.27).Trata-se do primeiro e grande mandamento (v.38). Todos os povos da terra devem saber que somente o Senhor deve ser adorado (cf. Mt 4.10; At 19.26). 

2) Não farás para ti imagem de escultura [...]. Não te encurvarás a elas nem as servirás. Especificamente sobre imagens de escultura, Paulo falou em 1 Coríntios 12.2: “Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados”. Mas o conceito de idolatria foi ampliado no Novo Testamento (cf. Gl 5.20; 1 Co 5.11; 10.7,14; 1 Jo 5.21).

3) Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão. Vemos similaridade desse mandamento com 2 Timóteo 2.19: “qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade”.

4) Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Este mandamento foi transmitido exclusivamente aos israelitas e aos estrangeiros que habitassem com eles (Êx 31.13; Is 56). Trata-se de uma aliança, um sinal, entre Deus e Israel (Êx 31.14-18). O Senhor Jesus nunca ensinou os seus discípulos a guardarem o sétimo dia (Mt 12.1-14; Mc 3.4). A instituição da guarda do sábado não se deu em Gênesis 2.1-3. Ali, Deus apenas santificou o sétimo dia, após ter concluído a obra da Criação. A instituição da guarda do sábado se deu oficialmente depois da saída do povo de Israel do Egito (Êx 16 e 20; Dt 5.12-15). Ao contrário do que asseverou Ellen G. White, em O Grande Conflito, e Charles Hodge, em sua Teologia Sistemática, não há nenhuma evidência de que Adão, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e José guardavam o sábado.

5) Honra a teu pai e a tua mãe. Este é o primeiro mandamento com promessa e foi retransmitido à Igreja do Senhor (Mc 7.10; Ef 6.2).

6) Não matarás. Ao discorrer sobre este mandamento, o Senhor Jesus o ampliou, haja vista o mandamento transmitido aos israelitas não ter previsto punição para agressões verbais (Mt 5.21,22). Observe o que está escrito em 1 João 3.15: “Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanecente nele a vida eterna”.

7) Não adulterarás. Este mandamento também foi ampliado pelo Senhor, visto que a lei mosaica não contemplava o aspecto psicológico (Mt 5.27-32). Na aludida lei, um adultério só era concretizado quando havia conjunção carnal, e esta era punida com pena de morte (Lv 20.10). A graça, por assim dizer, é mais exigente que a lei mosaica. Por outro lado, a misericórdia divina é maior nesses tempos neotestamentárias (Rm 5.20).

8) Não furtarás. A mensagem divina de reprovação ao furto é reprisada e repisada em Efésios 4.28: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade”.

9) Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Jesus abordou o falso testemunho, ao discorrer sobre o julgamento calunioso: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7.1).

10) Não cobiçarás. O apóstolo João alude ao pecado da cobiça em 1 João 2.15-17, ao mencionar a concupiscência dos olhos. E Paulo, aludindo aos pecados dos israelitas durante a peregrinação no deserto, alertou: “E essas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1 Co 10.6).

CONCLUSÃO

Fica bem claro que, a Lei foi dada por Deus para o seu povo, Cristo a cumpriu por nós, pois nossa debilidade nos torna incapaz de cumpri-la. O cristão jamais deve praticar o que a lei proíbe, pois, apesar de estarmos libertos dela, essa liberdade significa que estamos livres para servir, e não para pecar.

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)


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BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
CIRO Sanches Zibordi - Os dez mandamentos foram destinados à Igreja de Cristo ou somente a Israel? 
JOSÉ Dos Reis - A Igreja e a Lei Deus
TÂNIA Almeida – A Lei e o Novo Testamento

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