domingo, 17 de maio de 2015

Apóstola cobra dízimos de prefeito depois de ter orado por sua recondução ao cargo


Uma líder evangélica está cobrando do prefeito de Bogotá, Colômbia, os dízimos de seus salários por causa de uma oração feita por ela quando ele enfrentava problemas com a Justiça Eleitoral do país.

Lilia Inés Travecedo, que se apresenta como apóstola da igreja Sua Casa Sou Eu, afirmou que recebeu ordens divinas de cobrar o dízimo do prefeito Gustavo Petro, como forma de pagar as “bênçãos recebidas”, ou seja, sua reintegração ao cargo.

“Deus lhe mandou cobrar o dízimo”, disse a apóstola, que assegura que somente com suas orações foi possível que Petro fosse reintegrado ao cargo depois da destituição feita pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2013.

“O único que recebeu a bênção que Deus te deu através de mim foi você”, afirmou Travecedo, em entrevista ao programa Noticias RCN, dirigindo-se ao prefeito. “O Senhor foi quem me mandou cobrar os dízimos”, acrescentou.

A pastora já havia cobrado o pastor por outros meios, inclusive cartas, onde cobra também $ 1,8 milhão de pesos colombianos (o equivalente a R$ 2.300,00 com a cotação de hoje, 15 de maio), com prazo de dois meses para quitação.

Como não obteve resposta, Travecedo adicionou juros e mora, e a “dívida” do prefeito passou a ser de $ 3 milhões de pesos colombianos (R$ 3.900,00), além de publicar uma carta-aberta ao prefeito no Facebook, o que gerou enorme repercussão entre os fiéis e cidadãos colombianos.

Não bastasse isso, a apóstola ainda pintou um quadro, com uma paisagem que teria sido inspirada por “vozes”, que a orientaram a vender ao prefeito pelo equivalente a R$ 18.200,00. Travecedo enviou o quadro ao prefeito sem perguntar se ele queria, e como o despacho não foi aceito pelo destinatário, foi devolvido à apóstola artista.

Texto de Tiago Chagas
Fonte: Gospel Mais

Meu comentário:

Em que pese existirem discordâncias acerca da devolução do dízimo, a contribuição é bíblica e acompanha o sustento da Igreja ao longo dos séculos. A má administração dos mesmos também é uma realidade que cada líder religioso dará conta a Deus, assim como também cada um de nós, em particular, teremos que dar.

Agora, é claro também que independente das circunstâncias, tanto no velho como no novo testamento, o dízimo era levado (e não buscado ou cobrado) voluntariamente à casa do Tesouro. Sabemos que, seja qual for a forma de contribuição, deve ser efetuada com amor, alegria e voluntariedade.

Essa "apóstola", além de prestar um desserviço ao evangelho, escandaliza, e o pior, em nome do Senhor. Isso é falsidade ideológica e estelionato, portanto, uma blasfêmia pública flagrante. Deus tenha misericórdia de nós.

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