domingo, 31 de maio de 2015

Jesus e o Dinheiro - LB Adultos EBD/CPAD- Lição 10 - 2º Trim./ 2015 - Subsídio Teológico


JESUS E O DINHEIRO por Prof. Adaylton de Almeida Conceição


Cerca de metade das parábolas de Jesus envolvem dinheiro de alguma forma. Isto reflete a importância do dinheiro e dos negócios para os ouvintes de Jesus. A Palestina, principalmente a baixa Galiléia, era uma importante rota comercial e também um importante centro produtor de alimentos e outros bens.

A maioria das famílias na Galiléia ainda cultivava as suas próprias terras, e fazia pessoalmente a venda da produção. Muitas famílias se especializavam em determinados negócios.

Pescar, por exemplo, era um grande negócio, de forma que mesmo uma pequena firma como a da família de João e Tiago tinha os seus empregados (Mc 1.20).

Todos precisavam de moedas para comprar bens que não produziam e pagar impostos. Entre os impostos estavam o imposto imperial romano, impostos para a administração local e o imposto do Templo. Além disso, havia os dízimos religiosos que se destinavam aos pobres e à sinagoga, e um "segundo" dízimo que tinha que ser pago em Jerusalém durante as festas religiosas.

Uma das moedas mais comuns era o denário de prata, que era o salário pago ao trabalhador rural por um dia de trabalho, e que trazia uma efígie ou imagem de Tibério César (veja Mt 22.19-21).

A definição bíblica do dinheiro: a Bíblia diz “onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. Só liberamos nosso dinheiro onde reconhecemos que há valor. Ao investir na Obra de Deus damos provas efetivas sobre qual espécie e dimensão é o reconhecimento que dispensamos à Igreja do Senhor. Quanto custa para você o ministério onde serve a Deus? 

Administração de ofertas: Jesus tinha seu tesoureiro no ministério, Judas administrou o dinheiro arrecadado (João 12.4-6).

Ofertas recebidas: Jesus e seus discípulos foram sustentados financeiramente durante o ministério itinerante de três anos e meio. Mulheres seguidoras de Jesus o serviam com seus bens, inclusive a esposa do procurador de Herodes, que pertencia à classe sócio-econômica alta daquela época (Lucas 8.1-3).

Sustento de obreiros: Paulo afirmou que o obreiro é digno de seu salário, e que quem ensina merece honorários em dobro (1ª Timóteo 5.17-18).

Auxílio aos cristãos necessitados: O dinheiro era usado para obras sociais entre os membros da Igreja (Atos 6.1-6; 1ª Timóteo 5.16).

O CRISTÃO E SEU DINHEIRO                                                                                         

A Bolsa de Valores sobe! Juros caem! Inflação voltará? Crise econômica preocupa o governo! As manchetes nos jornais, revistas e programas de televisão não param de falar sobre dinheiro. No Brasil, como em muitos outros países, governos são eleitos e desfeitos por circunstâncias e políticas econômicas.

Mas, essa preocupação com dinheiro não é assunto exclusivo do governo. Muitas igrejas, também, se dedicam à busca do dinheiro. Algumas enfatizam a procura da prosperidade na vida dos adeptos, e muitas mostram uma preocupação muito grande em arrecadar dinheiro para a própria igreja. A maioria das pessoas vive numa constante agitação por causa de diversos problemas financeiros—contas já vencidas, desejos de receber aumentos salariais, dívidas assustadoras. O que Deus ensina para nos ajudar no meio de tanta preocupação sobre o dinheiro?

O  DINHEIRO NO ANTIGO TESTAMENTO

Encontramos na Bíblia uma ambivalência fundamental com relação ao dinheiro. Em alguns contextos, especialmente no Velho Testamento, ele é apresentado de forma bem positiva. O texto fala que Abraão “tinha enriquecido muito, tanto em gado como em prata e ouro” (Gênesis 13.2). Jó era muito rico e Salomão recebeu riqueza e honra sem igual entre os reis que viveram na mesma época que ele (1 Reis 3:13). Provérbios diz que “a bênção do Senhor traz riqueza” (10:22); e apresenta uma ética de trabalho simples: “As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza” (10:4).

Claro que o Velho Testamento apresenta advertências quanto à riqueza. Nunca podemos perder a sua fonte: “Lembrem-se do Senhor, o seu Deus, pois é Ele que lhes dá a capacidade de produzir riqueza” (Deuteronômio 8.18). Jamais devemos colocar na riqueza nossa confiança. O salmista escreveu que Deus trará destruição completa ao “homem que rejeitou a Deus como refúgio; confiou em sua grande riqueza” (Salmos 52:7).

O DINHEIRO NO NOVO TESTAENTO

A imagem do dinheiro muda no Novo Testamento, que enfatiza a chegada do reino de Deus com a vinda de Jesus Cristo. A ênfase maior passa a ser nos aspectos negativos. Jesus abordou várias vezes o assunto. Na parábola do rico insensato (Lucas 12.19), mostrou a tolice de ser rico materialmente e pobre diante de Deus. Condenou a atitude idólatra de quem se relaciona com o dinheiro como deus: “Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará outro, ou se dedicará a um e desprezará outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Lucas 16.13). Jesus lembra que o dinheiro foi criado por Deus e não pode assumir a liderança de nossa vida; precisamos buscar em primeiro lugar o reino de Deus e todas as outras coisas nos serão acrescentadas (Lucas 12.31).

Jesus constantemente usava o dinheiro para ilustrar princípios importantes que queria ensinar.

Dinheiro foi um dos assuntos que Jesus mais abordou em seus ensinos, embora, normalmente, sua preocupação não era simplesmente a de dar orientações financeiras aos que o ouviam. Ao utilizar fatos e parábolas envolvendo riquezas e bens materiais, Ele ilustrava os princípios e valores espirituais mais importantes que queria transmitir, de modo que as pessoas pudessem entender. Sabendo o quanto o coração das pessoas está inclinado a valorizar e a amar o dinheiro, o Mestre confrontava os pecados delas, mostrava o quanto estavam distantes da verdade de Deus e indicava o caminho certo a seguir. Nesta semana, vamos ver alguns desses ensinos. Curiosamente, no texto de hoje, “As Bem-aventuranças”, Jesus omite o dinheiro ao ensinar sobre felicidade. Note que Jesus não relaciona como bem-aventurados os que têm mais dinheiro, os que possuem mais riquezas materiais ou os que são mais prósperos. Segundo o texto, quem são os mais felizes? É instigante perceber, uma vez mais, em Atos 20.35, o paradoxo do ensino de Jesus em relação aos conceitos humanos de felicidade.

A VISÃO DE JESUS SOBRE O DINHEIRO E A GANANCIA HUMANA

Em Mateus 6:19-21, o Senhor disse o seguinte sobre os tesouros terreais: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração."

A eternidade é para sempre (!) e é tolice demais sacrificar os tesouros do céu pelas riquezas deste mundo. No entanto, é exatamente isso que muitos cristãos fazem rotineiramente quando ficam enamorados com os bens materiais. Estou convencido que nosso Deus atribui soberanamente a cada um de nós uma posição relativa na vida — nosso status financeiro e material, juntamente com as capacidades co-relacionadas (ou a falta de capacidades) pertinentes a essa posição. Sejamos francos, nem todos têm o intelecto ou a capacidade de acumular riqueza e lidar com ela da forma correta. Alguns têm essa capacidade e graças a Deus por eles poderem gozar os frutos de seu trabalho. Outros irmãos fazem o melhor que podem, mas passam a vida inteira lutando apenas para satisfazerem suas necessidades básicas de alimentação e vestuário. Experimentamos a verdadeira felicidade e o contentamento espiritual quando descobrimos qual é nosso nicho respectivo na vida e então fazemos o melhor que pudermos, enquanto pudermos! Entramos em problemas quando não estamos satisfeitos com a provisão de Deus e cobiçamos mais do que Ele sabe que é melhor para nós. Ambição e desejo de progresso material somente são naturais e corretos quando não forçamos a coisa. Se Deus quiser que prosperemos em nossos empregos e ganhemos mais dinheiro, Ele fará isso acontecer. Quando Ele abrir as portas, poderemos passar por elas.

O dinheiro é nossa ferramenta, não nosso dono

Muitas pessoas são escravas do dinheiro. Lutam tanto para ter dinheiro que nem têm tempo para gozar da sua prosperidade! O desejo de ter coisas e acumular riquezas domina a vida de muita gente. Você já ouviu alguém falar sobre as posses de Bill Gates ou outro rico com tom de inveja na voz? O servo de Deus precisa reconhecer que o dinheiro é uma ferramenta que deve ser empregada em boas obras, e não nosso senhor. Uma das táticas mais eficazes do diabo é apagar o zelo do cristão com preocupações financeiras (Mateus 13:22). Jesus ensinou claramente que nós temos que escolher entre dois senhores (Mateus 6:19-34).

Vivendo livre da avareza

“Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.” (Hebreus 13:5)

Certamente nunca houve tempo em que a ambição desenfreada e a exaltação do consumismo estivessem tão em voga como em nossos dias. O regime capitalista democrático em que vivemos nos oferece liberdade, porém, ínsita à avareza àqueles que não têm a real compreensão do valor das coisas desta vida.

O culto a avareza é um problema tão grave entre os cristãos, senão até mais, quanto entre os incrédulos. Através da Palavra de Deus, podemos entender que a avareza é um problema de ordem espiritual que começa como uma tendência da nossa natureza carnal e pecaminosa e culmina, na vida daquele que dá liberdade a carne, como uma terrível idolatria: “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria;” (Colossenses 3:5)

"E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.".

O perigo espiritual subjacente que está associado com o dinheiro e com os bens materiais é que eles podem facilmente se transformar em ídolos em nossas vidas. Muitas pessoas acham que um ídolo é somente uma figura feita de madeira ou de pedra que é colocada em um templo e que é adorada. Não, um ídolo é qualquer coisa que fique entre nós e Deus! Deus quer nossa total fidelidade a Ele, exatamente como marido e mulher requerem um do outro. 

Ele fica ofendido quando desviamos nosso amor e atenção dEle para qualquer outra coisa.

Esse conceito é delineado em Mateus 6:24: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.".

O que nos faz a avareza?

Sendo que a avareza rouba no nosso coração o lugar que somente a Deus pertence, nos lançando a condição de meros idolatras, então o Senhor Jesus nos faz uma seria advertência para que todos estejamos cientes que Deus não dividirá o seu trono com as nossas ambições egoístas:“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:24).

Ao invés de ceder ao apelo da nossa carne e andar segundo o costume que impera no mundo, a Palavra do Senhor nos convida, neste versículo que tomamos como base, a praticar um estilo de vida diferente: “Sejam vossos costumes sem avareza”.

É possível ter dinheiro e posses e ainda assim ser um servo de Deus? Sim, é perfeitamente possível. Mas é preciso sair da posição de servo do dinheiro e transforma-se em senhor dele.

É errado o cristão ser rico? E viver atolado em dívidas?

O dinheiro é uma parte necessária a vida e certamente não é intrinsecamente mau nem bom. 

Ele é uma das muitas "coisas" na vida de um cristão das quais o Senhor, na verdade, é o dono, mas permite que usemos como Seus mordomos. Quando utilizamos corretamente as "coisas" que Ele coloca ao nosso dispor, e mantemos uma atitude correta com relação a elas, Ele frequentemente as multiplica. Quando adotamos a atitude errada com relação às "coisas" é que entramos em problemas. Se desenvolvermos um amor, um desejo desordenado por essas coisas, isso se torna um pecado em nossas vidas. 

O "Evangelho da Prosperidade" que alguns estão pregando é tão falso e vazio quanto uma nota de três reais. É um fato que Deus prometeu prosperidade espiritual e financeira aos israelitas no Antigo Testamento, mas ambas eram condicionadas à obediência a Ele. Em nenhum lugar você encontrará uma promessa semelhante para os cristãos no Novo Testamento. Na verdade, a Bíblia nos diz que nosso caminhar com Cristo será duro e quanto mais perto procurarmos estar dEle, mais difícil ficará essa caminhada. Neste aspecto, o cristianismo é absolutamente diferente em comparação com todas as religiões do mundo.

CONCEITO CORRETO SOBRE O DINHEIRO

Em quase todos os países hoje, as pessoas precisam ganhar dinheiro para comprar o que precisam. A declaração que Deus inspirou o Rei Salomão a escrever séculos atrás ainda é verdadeira: “O dinheiro é para proteção.” Mas Salomão também disse que a sabedoria vale mais do que o dinheiro porque ela “preserva vivos os que a possuem”. (Eclesiastes 7:12) 

Essa sabedoria se encontra na Bíblia.

Jesus ajudou seus seguidores a ter um conceito equilibrado sobre o dinheiro, ao dizer: “Mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” (Lucas 12:15) Assim como os discípulos de Jesus do primeiro século, nós mostramos sabedoria por usar o dinheiro de modo responsável e honesto e por evitar desenvolver amor por ele. 

O CRISTÃO E O DINHEIRO

A “teologia da prosperidade” comumente difundida no meio evangélico representa um dos maiores desafios pastorais da atualidade. Numa tentativa de diálogo entre a fé cristã e o neoliberalismo presente no mundo capitalista, muitos teólogos têm defendido alternativas que, em muitos aspectos, colocam de lado elementos centrais da fé cristã, para que o “crente-capitalista” possa encontrar no discurso religioso um amparo para seus desejos de acúmulo, consumo e poder. 

POR QUÊ FALAR EM DINHEIRO?

Nas últimas décadas acompanhamos a emergência da teologia da prosperidade. Esta teologia tem apresentado, pelos meios de comunicação de massa, uma proposta de vida cristã que admite como elemento central o acúmulo de bens materiais. Pode-se afirmar, sem dúvida, que esta proposta teológica está mais firmada nos princípios de vida neoliberais que na própria Bíblia. A leitura da Bíblia tem sido condicionada por “lentes” que direcionam a interpretação dos textos, de modo que esses tragam legitimidade ao desejo de acúmulo de bens e poder de consumo.

Em reação a essa crise, muitos líderes têm encontrado dificuldade de falar de dinheiro durante suas atividades enquanto doutrinadores das comunidades, buscando sequer serem confundidos com um defensor da teologia da prosperidade. Com essa postura, deixam de ensinar sobre aspectos fundamentais para a saúde espiritual de suas comunidades, que ficam carentes de orientações sobre: que postura espiritual o cristão deve manter frente os bens materiais? Como lidar no dia-a-dia com as finanças pessoais e familiares? O que deve ser prioritário para o cristão que é bem sucedido financeiramente? Como o cristão deve agir para com o pobre necessitado? Etc.

SE O DINHEIRO POSSUI VOCÊ, CUIDADO!

A advertência é contra o materialismo e a favor da espiritualidade. A palavra piedade - que quer dizer santidade, dever religioso, reverência e devoção a Deus - descreve o que tem verdadeiro valor na vida. O discípulo só precisa das necessidades físicas, sem luxo, porque já tem tudo: todas as riquezas pessoais e espirituais em Jesus! Dinheiro não compra as coisas importantes; elas são presentes de Deus. O discípulo precisa apenas do necessário para servir a Deus e não precisa cuidar da sua própria segurança financeira porque Deus faz isto. O contentamento com aquilo que possui, sem cobiça e avareza, é lucro puro. Não um lucro financeiro, como o dos charlatões, porém lucro emocional e moral, de consciência tranquila, que vale mais do que as riquezas. (Você pode encontrar mais comentários sobre contentamento em Hebreus 13.5-6 e Filipenses 4.11-13.).

Os perigos são os males inevitáveis dos que querem ficar ricos, dos obcecados pelo amor do dinheiro. O aviso é a certeza de ciladas e ruína. Por quê? Porque riquezas sem Deus trazem apenas decepção e desilusão - o rico tem tudo e não possui nada de valor e se pergunta: só isto? Dinheiro promete tudo e não satisfaz; não cumpre suas expectativas.

SE VOCÊ POSSUI O DINHEIRO, ÓTIMO!

O lado bom do dinheiro é a possibilidade de usá-lo na causa de Cristo. O segredo é administrá-lo bem - para o Reino e não só para si mesmo ou para seu próprio orgulho. A boa administração deposita os tesouros no céu por meio da bondade e generosidade. O mau administrador pensa exclusivamente em si, como o rico insensato em Lucas 12; na hora da sua morte, Deus pergunta:“Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”. A conclusão de Jesus esclarece: “Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus” (v. 20-21).

Jesus explica tudo em Mateus 6.19-21 “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”

O bom uso do dinheiro prova que a confiança se deposita em Deus e não em dinheiro instável. Dinheiro não garante a esperança futura; Deus garante.

Como a Igreja Primitiva via a questão -

Como os ensinamentos bíblicos sobre o dinheiro têm sido interpretados durante a história da Igreja? A Igreja Primitiva em geral era pobre. Ensinava a indiferença e o desapego diante das coisas deste mundo, em parte por causa da expectativa escatológica da consumação iminente do reino. Pouco a pouco, desenvolveu desconfiança diante da riqueza e exaltação da pobreza.

Porém, a Igreja Primitiva não era comunista ou socialista como muitos já afirmaram. Os líderes perceberam a tensão entre a afirmação da pobreza na Bíblia e as exigências radicais do amor cristão. Aceitavam a propriedade privada e a atividade comercial, embora as considerassem instituições surgidas depois da Queda, acomodações ao pecado humano e, por isso, proibidas aos membros do clero. E as advertências quanto aos perigos da riqueza eram constantes, assim como as instruções aos ricos para aliviarem o sofrimento dos pobres através de atos de caridade. A propriedade privada deveria ser usada para beneficiar os outros.

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição – (Th.B.Th.M.Th.D.)

Facebook: Adayl Manancial

BIBLIOGRAFIA

Bryan J. Bost - "Deus E O Dinheiro"
Pr. Ron Riffe - O  Cristão e a Riqueza
Marcos E. Fink  e Eloi Saul - Jesus e o dinheiro
Sidone Gouveia - Vivendo livre da Avareza
GONZALES, Justos (Editor Geral). Obras de Wesley. Tomo 
XIV. Franklin –Tennessee: Providence House Publishers, 1996.
KLAIBER, Walter & Manfred Marquardt. Viver a graça de Deus: compêndio de teologia metodista. São Bernardo do Campo/São Paulo: Editeo/Cedro, 1999
Dennis Allan - O Cristão e seu Dinheiro

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