quinta-feira, 4 de junho de 2015

Comissão aprova regulamentação da profissão de teólogo


Objetivo de qualificar a profissão é impedir que a propagação da fé seja realizada por pessoas despreparadas

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, na última quarta-feira (27), o Projeto de Lei 4293/12, do deputado Professor Victório Galli (PSC-MT), que regulamenta a profissão de teólogo.
Pela proposta, só poderá exercer a profissão quem tiver diploma do curso de Teologia ou equivalente, expedido no Brasil por escolas oficiais ou reconhecidas pelo governo federal, ou os diplomados em cursos de Teologia ou equivalente por escolas estrangeiras que revalidarem seus diplomas no Brasil, de acordo com a legislação em vigor.
Conforme o texto, teólogo é o profissional que realiza liturgias, celebrações, cultos e ritos; dirige e administra comunidades; forma pessoas segundo preceitos religiosos das diferentes tradições; orienta pessoas; realiza ação social junto à comunidade; pesquisa a doutrina religiosa; transmite ensinamentos religiosos; pratica vida contemplativa e meditativa; e preserva a tradição.
O parecer do relator, deputado Luiz Carlos Ramos (PSDC-RJ), foi favorável à proposta. “O principal objetivo é de qualificar a profissão, impedindo que a propagação da fé seja realizada por pessoas completamente despreparadas, sem nenhum escrúpulo, que infelizmente usam a religião para auferir lucro, enganando a boa vontade e a fé das pessoas”, afirmou.
Atribuições
De acordo com a proposta, as atividades do teólogo incluem: o desempenho de tarefas similares às de ministros religiosos; o desenvolvimento de estudos relativos às áreas de investigação e ciências teológicas; e o ministrar de matérias ligadas a essa ciência nos diversos níveis do ensino religioso e na formação escolar.
Se o projeto for aprovado, o exercício da atividade de teólogo em desacordo com essas regras caracterizará exercício ilegal da profissão.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta
Fonte: Agência Câmara Notícias via CPADNews

7 comentários:

Moisés Jacob disse...

A Paz do Senhor Pastor Carlos, gostaria se possível, o senhor fazer um comentário a respeito deste projeto, e o que afetaria a igreja principalmente as assembleias de Deus se esse projeto for aprovado.

Ramiro disse...

Qual será o impacto dessa decisão Pr. Carlos Roberto? Já que a grande maioria dos nossos obreiros, ai incluídos muitos Pastores, Evangelistas e Presbíteros que não dispõem de diploma de Teologia e que exercem efetivamente a funções similares a de ministros religiosos e que exerce-las sem o diploma seria estar contra a Lei? Haveria um tempo de transição?

Terry Bernhard Johnson, Pr. disse...

As igrejas estão preparadas para pagar um salário para os teólogos, bem como seus direitos?

José Roberto Melo, Pr. disse...

O que é um Teólogo? Bem, é uma pessoa que tem formação Teológica, ou seja, alguém que no mínimo se graduou em Teologia. Destarte, deve sim exercer a função de professor, e articulista nos assuntos referentes a Teologia prática cristã. Respondendo a pergunto do nosso irmão Ramiro, é difícil nas Assembleias de Deus se abrir mão com exclusividade e se ter o reconhecimento de Teólogos. Pois, os que são, alguns são deixados de lados, outros são renegados ao desprezos, pois estão de boca calada, e se quiserem exercer a sua função como Teólogo, Professor ou articulista tem que ralar muito. É tanto verdade isso que, algumas escolas de nossa denominação, querem que os Teólogos deem aulas sem receber nada. Ou melhor, alguns confundem as coisas, pensam os tais que os Teólogos não precisam sustentar suas famílias pelo fato de pertencer a uma denominação, então, devem fazer apenas por voluntariedade. Digo que, não são todas as escolas, pois toda a regra tem sua exceção. E com relação ao reconhecimento, bem isso é outra questão, pois se hoje alguns teólogos são renegados, imagine em ter o reconhecimento e receber por isso, digo dando aulas, articulando, fazendo defesa teológica, apologética, etc. Baterei palmas se isso acontecer em algumas Igrejas e denominações.

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Amigos, vossos comentários são todos pertinentes, no entanto, não creio que o pensamento da competente comissão seja aprovado em plenário pelo Congresso Nacional. Se o for, as igrejas terão dificuldades, mormente as pentecostais, onde a maioria dos obreiros, principalmente aqueles que estão nas congregações, onde congregam a maioria dos crentes, são lideradas por obreiros leigos. O ideal é que tenham mesmo pelo menos uma formação básica em teologia; defendo e luto por isso, mas convenhamos, nossa geração lutará, mas não verá o resultado desse trabalho. Se lutarmos com afinco, ainda assim creio que o resultado será a longo prazo. Por outro lado, entendo que a formação teológica é fundamental para aqueles que tem chamada de Deus para a obra, porém, nem todos os que são formados tem essa chamada. Resumindo não vejo como isso acontecer de maneira formal. As grandes lideranças precisam perseguir essa formação teológica dos nossos obreiros, pensando na melhor edificação da Igreja, no entanto sem a obrigatoriedade pela mão do estado. Se o estado se meter nessa questão, romperemos o limite da laicidade em nosso país. Esse é o meu singelo entendimento. Saúde & Paz!

Allan Kardec Leite Costa disse...

Profissionais da fé no Cristo que foi carpinteiro ...........
Vai ter muitas ações trabalhistas de amor ao obreiro evangélico e seus direitos.....
Deus me livre..........
Via Facebook

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Caro Allan Kardec Leite Costa, essa é a ideia dos parlamentares membros da comissão, mas não creio que seja aprovado pelo plenário da Câmara.
Se for aprovado, as igreja terão problemas trabalhistas. O Ministério pastoral deixará de ser vocação para ser profissão.
Oremos!

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