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quinta-feira, 13 de abril de 2023

Pastor diz que Dalai Lama cometeu pedofilia, mas “imprensa tem feito vista grossa”

O pastor e escritor Renato Vargens reagiu à notícia sobre o monge budista Dalai Lama, que repercutiu no último final de semana ao aparecer em um vídeo dando um beijo na boca de um menino, e em seguida pedindo para ele "chupar" a sua língua.

Assim como a cantora Daniela Araújo, que questionou o modo aparentemente indiferente de boa parte da imprensa sobre a atitude repulsiva e chocante por parte do líder budista, Vargens também apontou a parcialidade de parte das mídias sobre o caso.

"Os presentes dão risada", disse o pastor ao lembrar das cenas do vídeo. "Mas muitas pessoas depois chamaram a atenção para o comportamento problemático e pedófilo do líder religioso."

"Ora, porque será que boa parte da imprensa tem feito vista grossa a esse ato repulsivo por parte do Dalai Lama? Isso é pedofilia, um ato nojento e repulsivo", dispara Renato Vargens.

Relativismo

O teólogo criticou a relativização que muitos têm feito com relação ao "um dos crimes mais hediondos que conhecemos", que é a pedofilia, tratando essa monstruosidade como uma "doença".

"O que é um grave erro", diz o pastor. "Pedofilia é pecado e crime e deve ser punida segundo o rigor da lei." Ele completa: "As Escrituras, por exemplo, não tratam em nenhum momento como normal a relação sexual entre adultos e crianças."

"Ademais, não vemos na Bíblia a aprovação de comportamentos nos quais adultos molestam crianças indefesas. Jesus, por exemplo, nos mostra que crianças precisam ser tratadas de forma distinta", concluiu o teólogo em seu artigo para o Pleno News.

A cantora e produtora gospel Daniela Araújo também ficou revoltada com as cenas de Dalai Lama beijando o menino na boca, lembrando que "ninguém nasce para ser adorado", em referência à narrativa idólatra envolvendo a figura do monge.

"Não vou compartilhar o vídeo porque é REPUGNANTE. Não existe justificativa para tal ato nojento", afirmou a cantora.

Fonte: Gospel+

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Morre Roger Stronstad, um dos maiores teólogos pentecostais



Ele é autor do clássico “Teologia Carismática de Lucas”, publicado no Brasil pela CPAD


O teólogo pentecostal canadense Roger Jonathon Stronstad, considerado um dos maiores teólogos pentecostais, faleceu nesta terça-feira (29).


Ele era membro da Assembleia de Deus canadense e foi professor associado de Bíblia e Teologia do Summit Pacific College (anteriormente Western Pentecostal Bible College) em Abbotsford, British Columbia (Canadá), tendo se aposentado lá em 2017.


Stronstad era um autor profícuo de livros e artigos teológicos, tendo o seu clássico “Teologia Carismática de Lucas” impactado a academia nos anos 80, trazendo destaque para a teologia pentecostal e para o que seria chamado de “Hermenêutica Evangélica Pentecostal”. Esta obra foi publicada no Brasil muitos anos depois pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).


A CPAD também publicou o “Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento”, do qual Stronstad é coautor e coeditor, juntamente com o teólogo pentecostal French Arrington.


Nascido em 15 de novembro de 1944, Roger Stronstad morreu aos 77 anos. O funeral será realizado no dia 2 de setembro, das 13h30 às 14h30, no Hazelwood Cemetery, 34070, na Hazelwood Avenue, Abbotsford, BC V2S 7R1, Canadá.


Mais informações no Jornal Mensageiro da Paz, Edição nº 1649 (Outubro de 2022).

Por Eduardo Araújo


Fonte: CPAD News

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Entrevista: teólogo Gutierres Fernandes diz que a igreja não é um partido político


Autor de “Quem tem medo dos evangélicos?”, pela editora Mundo Cristão, explica o fenômeno dos evangélicos no país


Por anos os evangélicos foram considerados de maneiras que, nitidamente, não retratavam com fidelidade um segmento tão diverso.

Seja pelo alinhamento político de pastores midiáticos ou fatos controversos envolvendo a "bancada da Bíblia", esses episódios reforçaram ainda mais o preconceito contra o movimento evangélico brasileiro.

Para abrir um debate mais profundo a respeito do segmento, a editora Mundo Cristão lança o ensaio do jornalista e teólogo Gutierres Fernandes, "Quem tem medo dos evangélicos? Religião e democracia no Brasil de hoje".

A obra apresenta as implicações políticas e sociológicas da fé evangélica. Assim, os leitores têm a oportunidade de conhecer mais sobre o movimento que mais cresceu no Brasil nas últimas décadas.

Gutierres Fernandes é jornalista e teólogo, pós-graduado em Mercado de Capitais pela Universidade Mackenzie e em interpretação Bíblica pela Faculdade Batista do Paraná.

Em entrevista à Comunhão ele dá detalhes sobre o fenômeno dos evangélicos no país e o novo livro. Confira!

A RELIGIÃO PODE CONVIVER COM A POLÍTICA?
Pode e deve. Não como um projeto de poder pessoal ou familiar, mas como um meio de diaconia social. A igreja deve servir à sociedade com seus dons e talentos. Todavia, a igreja não deve se comportar como um partido político. O partido sempre representa apenas “parte” da sociedade, mas a igreja é o espaço de comunhão por excelência. Nela, agregamos todo tipo de pessoa com diversos vieses e inclinações de ideais e pensamentos, além de diversas personalidades e histórias de vida.

ATÉ QUE PONTO OS EVANGÉLICOS, NO SENTIDO GERAL, PODEM SER DECISIVOS NESTAS ELEIÇÕES?
Os evangélicos representam em torno de 27% dos eleitores brasileiros. É um número alto que pode decidir uma eleição, especialmente em pleitos concorridos. Segundo os especialistas, talvez o voto decisivo nesta eleição seja da mulher evangélica, que vem manifestando nas pesquisas certa fluidez entre os dois principais candidatos.


Livro “Quem tem medo dos evangélicos?”, de Gutierres Fernandes, pela Editora Mundo Cristão. Foto: Reprodução.

QUAIS ERROS AS IGREJAS EVANGÉLICAS COMETEM AO ESCOLHER POLÍTICOS DE ESTIMAÇÃO?
Muitos são os erros. Quando a igreja sacraliza um candidato, todo erro desse candidato é um erro da igreja. Se o candidato cair em desgraça pública, a igreja corre o risco de ser levada junto. A igreja deve defender valores e crenças – não nomes específicos.

QUANDO E COMO SURGIU A IDEIA DE LEVANTAR A TEMÁTICA: "EVANGELICALISMO BRASILEIRO"?
Há bastante tempo observo opiniões elitistas contra os evangélicos. Normalmente, a elite cultural brasileira trata os evangélicos como ou coitadinhos manipulados pela liderança inescrupulosa ou como fascistas que se escondem sob a capa religiosa. Os evangélicos não são nem anjos e nem demônios – aqui parafraseio o sociólogo Paul Freston. Faltava no mercado editorial um livro, escrito por um evangélico, que tente abordar os preconceitos usuais dos quais os evangélicos são alvo. Observe que não estou dizendo que há no Brasil perseguição contra os evangélicos, mas certamente existe certa implicância e preconceito.

É POSSÍVEL SER CRISTÃO E SER DE ESQUERDA?
Respondo essa pergunta com outra pergunta: é possível ser cristão e direitista? Creio que depende. O meu compromisso maior é com o Evangelho e com todas as pautas do meu grupo ideológico? Quem fala mais alto em meu coração: a Palavra de Deus ou a orientação da minha seita ideológica? Nem todo valor da esquerda é incompatível com a fé, assim como nem todas as pautas da direita são compatíveis com a fé. Historicamente, os progressistas tendem a apoiar o aborto, algo que um cristão jamais pode aceitar, mas a direita também tem os seus pecados. Especialmente na Europa e nos Estados Unidos, a direita tende a ser xenófoba. Quem pratica a Bíblia jamais pode apoiar ódio ao estrangeiro (Dt 10.19).

COMO DEFINIR, ATUALMENTE, A CLASSE EVANGÉLICA À LUZ DA CLASSE ECONÔMICA? E POR QUÊ?
Os evangélicos ainda estão nas classes mais pobres do país. A maior parte dos evangélicos estão nas chamadas classes C e D. Mas à medida que a igreja cresce, é natural vermos cada vez mais pessoas ricas e de classe média alta em igrejas de nicho. Nas grandes cidades já há igrejas focadas em atingir o público mais elitizado. Isso pode ser bom ou ruim, a depender da forma como a igreja lida com a riqueza. A riqueza é um ativo de diaconia ou um meio de sustentação e ostentação da própria vaidade?

A QUE ATRIBUIR O RÁPIDO CRESCIMENTO DO MOVIMENTO EVANGÉLICO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS?
A forte competição entre as denominações, a urbanização, a pregação midiática e aculturação da igreja evangélica – os evangélicos sabem absorver e adaptar a cultura nacional em linguagem religiosa. Esse é o lado humano. Mas também vejo a graça de Deus. Há muita fome espiritual no Brasil e Deus tem usado muita gente no meio evangélico para apresentar o Pão da Vida a essa população faminta.

QUAL SERIA A MELHOR POSTURA CRISTÃ EM MOMENTOS DE TENSÃO E POLARIZAÇÃO NO PAÍS?
É necessário lembrar que todo sectarismo é pecado. Quando Paulo fala das obras da carne em Gálatas 5.20, o apóstolo cita sete palavras que estão presentes na polarização política: ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões e facções. O crente deve viver e caminhar no Espírito também na época das eleições. Devemos viver movidos e moldados pelo fruto do Espírito Santo.

O MOVIMENTO CONSERVADOR É MAIS ADERENTE À “MASSA EVANGÉLICA”? POR QUÊ?
O conservadorismo enquanto pensamento e filosofia sempre foi mais simpático à religião. Isso acontece porque o conservadorismo acredita que devemos manter as instituições antigas (família, igreja, Estado, universidade etc.) em harmonia e convivência pacífica, negociando as eventuais tensões. Isso explica o sucesso do conservadorismo entre religiosos. Mas não devemos esquecer que o conservadorismo também pode distorcer a religião, especialmente pelo apego excessivo ao tradicionalismo. Essa vertente conservadora normalmente é conhecida como reacionarismo, que é a ideia tola de que tudo o que é antigo é bom e deve ser mantido.

QUAL MENSAGEM O SENHOR DEIXARIA PARA O ELEITOR EVANGÉLICO?
Vote como um cristão. Ame a Deus em primeiro lugar. A sua lealdade completa só deve ser a Cristo, não aos homens pecadores e mortais.

VOTO DE CABRESTO EXISTE NO AMBIENTE RELIGIOSO? QUAL DEVE SER A POSTURA DA IGREJA?
De modo geral, não. As pessoas votam por incentivos e senso de comunidade, mas não são obrigadas. Conheço muitos evangélicos que fazem questão de não votar nos candidatos apoiados pela igreja. É um protesto silencioso, mas existe. Mas é sempre bom lembrar que campanha eleitoral em espaço de culto é crime eleitoral.

"UM PROJETO DE PODER RELIGIOSO AUTORITÁRIO" DE EVANGÉLICOS, SE REFERE A O QUÊ?
Alguns evangélicos sonham com dominação e poder humano. Não querem democracia, mas teocracia. Felizmente, é uma minoria ingênua e biblicamente ignorante. A separação de Igreja e Estado e o Estado laico são duas bandeiras históricas do protestantismo. É uma pena que alguns evangélicos esquecem disso.

A CANDIDATURA DE RELIGIOSOS CRESCEU 15,8% SEGUNDO O TSE. MOTIVO DO FENÔMENO?
Tem de tudo. Gente honesta e sincera, mas também outros que são oportunistas e só pensam em dinheiro e no poder pelo poder. Cabe discernir quem realmente é vocacionado para a diaconia social ou quem está apenas atrás das benesses do sistema político. Fiquei espantado com o número de cantores e pastores que serão candidatos neste ano – é impossível que todos sejam vocacionados.

ABORTO E IDEOLOGIA DE GÊNERO. COMO SE POSICIONAR DE FORMA CORRETA, O EVANGÉLICO?
Certamente que contrário a essas pautas. A chamada teoria de gênero é aquele tipo de moda intelectual que pega na sociedade de uma maneira inexplicável. É uma teoria sem lógica científica e é hoje usada como instrumento de politização da sexualidade humana. O aborto é abominável, é crime contra a pessoa humana; é a violação do direito humano mais básico, que é o direito à vida. Mas não sejamos ingênuos, temos políticos no Brasil usando essas pautas apenas para agradar a base evangélica conservadora. Durante a campanha falam contra o aborto, mas depois de eleito pagam o aborto para a amante. No Dia do Juízo Final, as hipocrisias desses serão postas à luz.

Fonte: Comunhão Por Victor Rodrigues via Folha Gospel

sábado, 18 de julho de 2020

Teólogo JI Packer, autor de ‘Conhecimento de Deus’, morre aos 93 anos e repercute no mundo


O conhecido teólogo inglês, James Innell Packer, autor de um dos clássicos da formação teológica não apenas de pastores, mas também de leigos em várias partes do mundo – O Conhecimento de Deus –, faleceu ontem, sexta-feira, 17 de julho, aos 93 anos.
Os livros "Conhecimento de Deus", "Entre os Gigantes de Deus", e "Evangelização e soberania de Deus" se tornaram clássicos cristãos.
Anglicano, doutor em filosofia pela Universidade de Oxford e por muitos anos professor de teologia no Regent College, em Vancouver, no Canadá, J. I. Packer foi também editor da revista Christianity Today e um autor profícuo, cujos livros venderam milhões de exemplares. 
Para a revista, o influente teólogo evangélico deixa uma lição final para a igreja: "Glorifique a Cristo em todos os sentidos". Segundo a nota, quando a revista Christianity Today conduziu uma pesquisa para apontar os 50 principais livros que moldaram os evangélicos, O Conhecimento de Deus ficou entre os cinco primeiros.

A importância do legado de James Innell Packer, principalmente entre líderes e teólogos, se fez sentir pelas manifestações nas redes sociais, entre as quais destaco:

"Pr. Geremias Couto (RJ) disse: Entre os teólogos que mais me marcaram está J. I. Packer, a quem o Senhor chamou para a sua glória nesta sexta-feira feira, 17. Recebi a notícia, enquanto estava reunido há poucas horas com o reitor do STCN, rev. Idauro Campos e outros mestres da instituição. Logo os informei e ao final agradecemos a Deus pelo seu imenso legado para a Igreja do Senhor ao redor do mundo.  Um homem com intensas marcas de piedade em sua vida, refletidas em seus escritos. Quem lê Entre os Gigantes de Deus - uma visão puritana da vida cristã - compreende o significado da genuína vida piedosa. Sigamos-lhe as pisadas e que o Senhor conforte a família e a todos que, de algum modo, foram tocados pela vida de J. I. Packer."
Outros se limitaram a citações de trechos da obra de JI Packer, como foi o caso de Marcondes Soares:
"Deus usa dor e fraqueza crônica, juntamente com outras aflições, como seu cinzel para esculpir nossas vidas. A fraqueza sentida aprofunda a dependência de Cristo por força a cada dia. Quanto mais fracos nos sentimos, mais nos inclinamos." J.I. Packer (1926–2020) 

Com informações: (Com Ultimato) via JM Notícia

domingo, 12 de agosto de 2018

Teólogo diz que restrições ao cristianismo estão chegando no Brasil


Rodrigo Silva afirma que os estudantes brasileiros já enfrentam dificuldades para expressar sua fé nos ambientes acadêmicos.

A realidade dos Estados Unidos, já retratadas em filmes como “Deus Não Está Morto”, deve chegar ao Brasil “com força total”. Segundo o teólogo Rodrigo Silva, o cristianismo vem sendo restringido nos ambientes acadêmicos e novos desafios estão sendo apresentados aos estudantes cristãos.

"Vemos o advento do ateísmo com força, e ele tem diferenças do ateísmo clássico, do século 18, 19 e início do século 20. Qual a diferença? O chamado neo-ateísmo é acima de tudo evangelizador, pois ele tem seus pregadores. Vários autores estão popularizando através de livros, querendo levar a juventude para essa ideologia ateia”, disse o teólogo no programa De Tudo Um Pouco.

De acordo com Rodrigo, uma outra característica é que o neo-ateísmo pretende "mostrar que é possível ter uma vida espiritual sem Deus, ter valores sem Deus. Eu diria que é uma evangelização às avessas", explica.

Realidade nacional

O teólogo afirma que nas universidades brasileiras é possível ver uma forte rejeição do cristianismo. “Nós temos no Brasil um movimento de esquerda muito forte, que é muito ligado a algumas tendências marxistas, alguns posicionamentos de autores de linha marxista e que quase emplacaram nas universidades públicas do ateísmo metodológico”, disse ele.

"Em muitas universidades públicas, você não pode falar de Deus porque esse assunto é para a igreja, mas pode falar do 'não Deus'. Eu não posso chegar na UFMG e propor de estudar Deus em uma tese de doutorado. Mas eu posso propor de estudar o ateísmo. Interessante, se não pode falar de Deus, não pode falar da existência e nem da não existência", ressaltou.

Rodrigo ainda observa que há ofensas ao cristianismo nas salas de aula. "Tem muitos jovens católicos e evangélicos que dão depoimentos que quando vão às universidades e há uma verdadeira sensação de bullying. Realmente vivemos um paradoxo, pois hoje qualquer assunto que você fala sobre homossexualismo ou drogas, você está ofendendo o direito do outro de usar um baseado ou o direito do outro da opção sexual".

"Mas você pode dentro da sala de aula falar contra Deus, falar que a Bíblia é ridícula e está tudo bem, ninguém fala nada", acrescentou.

Após citar filmes como "Deus Não Está Morto" e "Em Defesa de Cristo", Rodrigo afirma que este cenário pode estar bem próximo do Brasil. "A realidade americana é muito forte nesse sentido. Esses filmes mostram que você não pode fazer uma oração antes de começar a aula, você não pode mencionar Deus", pontuou.

"Isto é uma realidade que acontece nos Estados Unidos e que está chegando com força total no Brasil, infelizmente. Mas tudo bem, Jesus falou que no mundo teríamos aflições, falou que a fé se esfriaria, que o amor se esfriaria. E nós estamos aqui para mostrar que acreditamos em Cristo e estamos dispostos a dar nossa vida pelo Evangelho, como fizeram os mártires do passado", finalizou.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 19 de maio de 2017

“Brasil está passando por um processo de cura por parte de Deus”, diz teólogo


Estudioso acredita haver o agir de Deus por traz das denúncias de corrupção.


O Brasil tem sido sacudido quase que diariamente por denúncias e fatos que provam e levantam dúvidas sobre a idoneidade de grande parte da classe política. Em meio a escutas, fotos comprometedoras, e documentos os mais diversos, fatos tem sido expostos revelando os bastidores do tráfico de influência em todos os escalões do governo, regado a generosas propinas, capaz de comprar favores, contratos e benesses das mais diversas.
De acordo com o reverendo Alex Belmonte, teólogo e mestre em hermenêutica bíblica, as últimas revelações e investigações fazem parte de um projeto divino.
"Estamos passando por um processo de cura por parte de nosso Deus, estamos só no início.  Há décadas os crentes vêm declarando que o Brasil é do Senhor Jesus, e já vimos vários movimentos e investigações com intuito de sanar várias de nossas mazelas. Mas não será nessa geração nem na próxima que Deus vai sarar nossa nação", diz, sobre o lento processo de apuração de fatos e punição dos culpados.
"Tudo que está acontecendo no nosso país revelando corrupção e os atos de justiça contra essas pessoas é um projeto de Deus, que está sendo executado por causa das orações dos santos, ou seja, todas as revelações de corrupção e corruptos, são respostas às orações da igreja de Cristo", diz, lembrando das numerosas marchas da igreja em favor do Brasil empreendidas nos anos 80/90.
Ele lembra ainda que há homens e mulheres de Deus nas altas esferas que estão influenciando positivamente o curso dos acontecimentos. "Há uma ação de Deus quando a justiça entre os homens é promovida", afirma, comentando sobre os inúmeros processos junto ao Ministério Público.
Segundo o teólogo, existe um fundo espiritual por trás de toda a corrupção brasileira. "Quando há uma prática de suborno ela tem o poder de desviar os rumos da justiça. Atos de injustiça cometidos exercem influência, todas as gerações são atingidas. Isso acontece na história das nações e não é diferente no Brasil, o suborno e corrupção existem desde o descobrimento, esses hábitos e costumes estão arraigados na nossa cultura", analisa.
Mas o estudioso avalia que "estamos no rumo certo", já que as irregularidades estão sob investigação. "Deus está no controle de todas as coisas. O homem, tudo que semear ele vai colher", cita.

E continua, citando a soberania de Deus: "Há uma ação de Deus quando a justiça dos homens é promovida. Quando a lei criminaliza uma atividade ilegal, e prevê penas, ele está fazendo o que é justo, e isso reflete a justiça de Deus".
Sobre a possibilidade de termos um presidente cristão, segundo ele, é fato que nos países em que dirigentes cristãos, piedosos e tementes a Deus assumiram o poder, a nação prosperou, cresceu e houve melhoras em todos os sectores. Mas ele ressalta que tal pessoa não pode advir de um cristianismo anêmico, mas sim refletir o verdadeiro brilho de Jesus.
Belmonte lembra que a corrupção não está isolada nos altos escalões, mas figura cotidianamente na vida dos brasileiros, por meio das "pequenas corrupções do dia-a-dia".

Segundo ele, muitos ignoram que cometem corrupção, e atos nesse sentido não são isolados, cada um contribui para a corrupção generalizada em diversos setores da sociedade.
Ele lembra que o dever dos crentes é orar para que a justiça humana se torne um reflexo da justiça divina, pois Deus é que institui as autoridades e Ele é justo.  "O dever do cristão é orar e cumprir seu papel de cidadão, para que a justiça humana seja um reflexo da justiça de Deus."
Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Comissão aprova regulamentação da profissão de teólogo


Objetivo de qualificar a profissão é impedir que a propagação da fé seja realizada por pessoas despreparadas

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, na última quarta-feira (27), o Projeto de Lei 4293/12, do deputado Professor Victório Galli (PSC-MT), que regulamenta a profissão de teólogo.
Pela proposta, só poderá exercer a profissão quem tiver diploma do curso de Teologia ou equivalente, expedido no Brasil por escolas oficiais ou reconhecidas pelo governo federal, ou os diplomados em cursos de Teologia ou equivalente por escolas estrangeiras que revalidarem seus diplomas no Brasil, de acordo com a legislação em vigor.
Conforme o texto, teólogo é o profissional que realiza liturgias, celebrações, cultos e ritos; dirige e administra comunidades; forma pessoas segundo preceitos religiosos das diferentes tradições; orienta pessoas; realiza ação social junto à comunidade; pesquisa a doutrina religiosa; transmite ensinamentos religiosos; pratica vida contemplativa e meditativa; e preserva a tradição.
O parecer do relator, deputado Luiz Carlos Ramos (PSDC-RJ), foi favorável à proposta. “O principal objetivo é de qualificar a profissão, impedindo que a propagação da fé seja realizada por pessoas completamente despreparadas, sem nenhum escrúpulo, que infelizmente usam a religião para auferir lucro, enganando a boa vontade e a fé das pessoas”, afirmou.
Atribuições
De acordo com a proposta, as atividades do teólogo incluem: o desempenho de tarefas similares às de ministros religiosos; o desenvolvimento de estudos relativos às áreas de investigação e ciências teológicas; e o ministrar de matérias ligadas a essa ciência nos diversos níveis do ensino religioso e na formação escolar.
Se o projeto for aprovado, o exercício da atividade de teólogo em desacordo com essas regras caracterizará exercício ilegal da profissão.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta
Fonte: Agência Câmara Notícias via CPADNews
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