sexta-feira, 5 de junho de 2015

O Discípulo de Jesus e os Movimentos Sociais - LB Jovens - EBD/CPAD- Lição 10 - 2º Trim./ 2015 - Subsídio Teológico


INTRODUÇÃO
I - A DUPLA CIDADANIA DO CRISTÃO
II - MOVIMENTOS E ORGANIZAÇÕES SOCIAIS
III - A POSTURA DOS SERVOS DE JESUS FRENTE AOS MOVIMENTOS E ORGANIZAÇÕES SOCIAIS

CONCLUSÃO

O PAPEL DO CRISTÃO NA SOCIEDADE (FILIPENSES 2.15)
Na aula desta semana, estudaremos concernente a participação do crente em uma mobilização social, ou, até mesmo, como integrante de uma organização não governamental.
Veremos que, como qualquer cidadão de bem, o cristão exerce direitos e deveres na sociedade em que vive. À medida que cumpre de forma adequada o que lhe compete, o cristão não somente contribui para uma sociedade mais igualitária, mas também testemunha, por intermédio de sua vida, que os princípios de justiça encontrados na Palavra de Deus valem a pena ser praticados, a fim de que alcancemos uma sociedade mais justa.

Para tanto, o cristão não deve estar alienado da sociedade, muito menos das questões políticas e sociais que a envolve. Antes, deve exercer o seu papel, nas mais importantes decisões de seu país, pois a liderança que impera, muitas vezes, não possui a verdade da Palavra de Deus como base ética que rege o seu governo. Por esta razão, a influência cristã pode e deve exercer papel significativo nas decisões, visto que muitas acabam por comprometer as atividades ministeriais e evangelísticas da igreja em determinado território.

Sendo assim, caro professor, participe aos seus alunos acerca dos direitos e deveres que o cristão deve tomar conhecimento para o exercício de sua dupla cidadania. Boa aula!


1. O cristão exerce direitos e deveres na sociedade.
Em vista disso, os direitos e deveres que envolvem o cristão são os mesmo que competem a qualquer cidadão comum. Os direitos são de categorias, civil, política e social.

Os civis são: o direito à vida, locomoção, privacidade, liberdade de expressão, de crença e consciência religiosa; Os políticos se referem à capacidade de votar e ser votado, participando ativamente da vida política de seu país; Os direitos sociais: acesso à saúde, trabalho, moradia, educação, etc. Todos estes são direitos que competem a cada cidadão de bem do seu país, dos quais, todos participam sem exceção.

Além disso, existem os deveres que estão de acordo com a Constituição, que é a Lei maior do país. Baseados nela há os códigos civil, penal, eleitoral, trabalhista, tributário e etc. Todos devem ser obedecidos, mas caso haja alguma desobediência ou irregularidade são passíveis de pena de acordo com a legislação vigente.

Dado isso, importa que o cristão cumpra de maneira adequada a responsabilidade que lhe compete, a fim de que contribua para uma sociedade mais igualitária, pois não é somente a justiça humana que envolve o seu cumprimento, mas também o cumprimento da justiça divina, servindo de testemunho para os descrentes de que a Palavra de Deus é constituída dos valores e princípios relevantes para que uma sociedade cresça de forma ética e saudável.


2. O cristão não deve estar alienado às questões políticas e sociais.
Por esta razão, é de suma importância que o cristão não esteja, de forma alguma, alienado às questões políticas e sociais de sua nação. Antes, deve entender que o exercício do seu papel é fundamental para que as decisões de seu país sejam tomadas com sabedoria e inteligência.

Elinaldo Renovato discorre que, “É fundamental que a Igreja do Senhor Jesus, formada por cidadãos dos céus, tenha uma influência marcante no meio social em que se insere. Não pode alienar-se dentro das quatro paredes dos templos, só pensando na parte espiritual. Esta é indispensável. Mas a participação na vida da comunidade é importante para o cumprimento da missão profética e salvífica que lhe está confiada. Assim, o cristão, desempenhando sua função política, precisa demonstrar com a mensagem e com a vida, que tem o melhor programa para o mundo, para a sociedade, para a família e para o indivíduo, baseado nos ditames da Palavra de Deus. A cidadania do céu, portanto, deve prevalecer em todas as decisões e envolvimento que o crente possa ter neste mundo”.

Outro aspecto fundamental em que o crente deve ter participação efetiva, a fim de manifestar o que pensa é quando exerce, sabiamente, o papel de eleitor. Nesse caso, Elinaldo Renovato continua a discorrer: “É de grande importância que o servo de Deus saiba exercer o seu direito, quando do momento das eleições municipais, estaduais ou federais. É hora de mostrar que é cidadão da terra. Como tal, lembrar-se de que é ‘sal da terra’ e ‘luz do mundo’ (Mt 5.13,14). A omissão do exercício do voto por parte do servo de Deus pode redundar em graves prejuízos para a própria igreja local, regional ou nacional.
[...] O ‘casamento’ entre homossexuais é condenado de modo veemente na Bíblia, tanto no Antigo Testamento (cf. Dt 23.17,18; Lv 18.22; 20.13), como no Novo Testamento (cf. Rm 1.24-32). Mas, nas casas legislativas, os parlamentares não se baseiam na Bíblia, e sim, nos interesses partidários, a na opinião pública, talvez entendendo, erroneamente, que ‘a voz do povo é a voz de Deus’. Assim, somente através dos representantes do povo é que uma lei pode ou não ser aprovada. E esses são eleitos pelas pessoas em geral, as quais, na hora da votação, são niveladas pelo direito legítimo do voto popular” (Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp. 198-200).


Considerações finais
Assim sendo, os direitos e deveres que são de responsabilidade de cada cidadão praticar, não se resumem ao simples cumprimento de um conjunto de regras que fazem parte de uma esfera legislativa, mas servem de oportunidade para o cristão, além de exercer a sua cidadania, influir na sociedade, a sua ética de vida, baseada nas Escrituras Sagradas, mostrando ao mundo que a sociedade pode ser melhor, caso obedeça aos preceitos e valores da Palavra de Deus.

Por esta razão, o crente não deve estar alienado de suas atribuições legais e nem das questões políticas e sociais que envolvem a sua nação. Visto que, sua influência na sociedade, seja de forma direta, a fim de propagar os valores da Palavra de Deus, ou, seja de forma política, sua contribuição para o país deve vir das mais diversas formas possíveis.

Portanto, que possamos ter a consciência de que o evangelho de Cristo não está restrito ao espaço geográfico eclesiástico, mas possui poder crucial na vida da sociedade, de forma política, filosófica, intelectual, espiritual e outras mais. Em todo lugar e de várias maneiras devemos ser o “Sal da terra” e a “Luz do mundo” (Mt 5.13-16; 28.19,20).


Por Thiago Santos.
Educação Cristã.
Publicações. CPAD.

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