quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pastores e Diáconos - LB Adultos EBD/CPAD- Lição 04 - 3º Trim./ 2015 - Subsídio Teológico


Depois que Jesus concedeu Dons Espirituais aos homens, Ele mesmo, não outra pessoa, concedeu Dons à Sua Igreja. Efésios 4:11: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para  profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”. 

O pastorado eficiente é um dom de Cristo. Não depende de um curso especial, nem é produto de treinamento. Cristo deu a sua igreja (Efésios 4.11). Não pode ser substituído por nenhum preparo intelectual. A instrução pode ser importante no exercício do ministério pastoral, mas para que este seja uma verdadeira benção para a igreja, necessita ser um dom vindo do alto.

Os dons do Senhor, não só habilitam como também capacitam para o trabalho e levam aos vocacionados a realizarem o trabalho do Senhor com zelo. Através da experiência, notamos que aquele ministro cujo trabalho é infrutífero possui apenas o título e não o dom. O evangelista que não tem mensagem e não ganha almas, é alguém que recebeu um título inadequado.

Não é o título que atrai o dom ministerial, ao contrario, o título deve corresponder ao dom ministerial em evidência. O dom de pastor se qualifica por varias virtudes, exigidas para este ofício. 

PASTOR, CARGO OU DOM ESPIRITUAL?

Pastor: ποιμην (gr. poimen). De todos os ministérios cristão, o pastorado é o mais conhecido em nossos dias. A função é tão honrosa, que o Antigo Testamento frequentemente atribui a Deus o título de pastor de Israel ( Jr. 23:4; Sl. 23:1; Sl. 80:1 ).

O vocábulo originalmente aplicado a um guardador de ovelhas significa apascentador, guia protetor (Is. 40:11). Estas definições correspondem às varias fases das atribuições e deveres do pastor. Como no caso dos demais ministérios, encontramos em Jesus o grande exemplo de pastor.

A função pastoral através do dom consiste na habilitação divina do ministro para governar a igreja; na maneira correta de dirigir as reuniões, sem aquele caráter de rotina, de uma liturgia sem vida, mecânica. Que não se deixe levar pelo formalismo nem pelo fanatismo. Que sabe reconhecer e utilizar os valores existentes na igreja. Que sabe orientar e instruir nas decisões a serem tomadas pela assembleia, sem desprezar as opiniões construtivas dos demais. Que sabe ir ao máximo de seus deveres e não excede ao limite de seus direitos.

PASTORES/ANCIÃOS NO VELHO TESTAMENTO 

Sabemos que o Novo Testamento, o evangelho de Cristo, fornece o padrão para a igreja de hoje (veja João 12:48-50; Hebreus 8:6-13; 2 João 9; Colossenses 3:17).  Mas o Antigo Testamento contém exemplos instrutivos que ajudam para entender a vontade de Deus (1 Coríntios 10:1-13; Romanos 15:4). No Velho Testamento, encontramos líderes entre o povo de Israel chamado, às vezes, anciãos (o sentido da palavra presbítero no Novo Testamento). 

Os anciãos das cidades israelitas resolveram problemas que surgiram entre as pessoas (Deuteronômio 21:2,19; 22:15-17; Rute 4:1-11). Quando não conduziram o povo no caminho de Deus, ele cobrou: "O Senhor entra em juízo contra os anciãos do seu povo e contra os seus príncipes. Vós sois os que consumistes esta vinha; o que roubastes do pobre está em vossa casa. Que há convosco que esmagais o meu povo e moeis a face dos pobres? — diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos" (Isaías 3:14-15). Deus condenou os pastores gananciosos que não compreenderam a vontade dele e conduziram o povo ao pecado (Isaías 56:9-12). 

Jeremias transmitiu as palavras do Senhor sobre pastores maus: "Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscaram ao Senhor; por isso, não prosperaram, e todos os seus rebanhos se acham dispersos" (Jeremias 10:21). "Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! — diz o Senhor. Portanto, assim diz o Senhor, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o Senhor" (Jeremias 23:1-2).

PASTORES NAS IGREJAS NO NOVO TESTAMENTO

No Novo Testamento, encontramos muitas referências aos pastores/presbíteros/bispos. 

Descobrimos em Atos 20:17 e 28 que esses três termos se referem aos mesmos homens (veja, também, 1 Pedro 5:1-2, onde os presbíteros pastoreiam). Não temos nenhuma base bíblica para usar o termo "bispo" para descrever um cargo, "pastor" para outro e "presbítero" para ainda outro. Pastores, bispos e presbíteros são os mesmos servos. Lendo o livro de Atos, achamos vários versículos que mencionam presbíteros: na Judéia (11:30); em cada igreja na Ásia Menor (14:23); em Jerusalém (15:2,4,6,22,23; 16:4); da igreja em Éfeso (20:17,28) e, mais uma vez, em Jerusalém (21:18). As epístolas, também, se referem aos homens que pastoreavam as igrejas: "pastores e mestres" (Efésios 4:11); "bispos" em Filipos (Filipenses 1:1); "o presbitério" (1 Timóteo 4:14); "presbíteros que há entre vós" (1 Pedro 5:1; aqui aprendemos que Pedro era presbítero, um dos dois apóstolos assim identificados—veja 2 João 1 e 3 João 1). Atualmente, por uma questão denominacional e querendo primar por uma hierarquia, algumas igrejas os tem como se fossem funções distintas.

AS QUALIFICAÇÕES BÍBLICAS DE PASTORES/PRESBÍTEROS/BISPOS

Paulo cita as qualificações dos bispos/presbíteros em duas cartas (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). A linguagem dele deixa bem claro que ele não está dando meras sugestões, e sim requerimentos. Em 1 Timóteo 3:2 ele diz: "É necessário, portanto, que o bispo seja...". 

Tito 1:7 diz: "Porque é indispensável que o bispo seja....".

Os requerimentos que encontramos nesses dois trechos são qualidades que o Espírito Santo revelou, através de Paulo, como exigências. Para servir como presbítero, um homem precisa de todas essas qualidades. Ninguém tem direito de apagar nenhum "i" ou "til" do que Deus falou.

Vamos ler o que o Espírito falou nessas duas listas paralelas (bem semelhantes, mas não exatamente iguais).

"Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo" (1 Timóteo 3:1-7).

"Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados. Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância; antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si, apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem" (Tito 1:5-9).

O CUIDADO DO PASTOR

O cuidado que Cristo tem de nós, como Pastor e Bispo de nossas almas, pode ser expresso nestas palavras: "instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselhos" ( Sl. 32:8 ). 

O pastorado eficiente é um Dom de Cristo. Não depende de curso especial, nem é produto de treinamento ou de simpatia de nenhum líder. Cristo o deu à sua Igreja (Ef. 4:11). Não pode ser substituído por nenhuma preparação intelectual. A instrução, a preparação através de uma escola teológica é importante e fundamental para o exercício do ministério pastoral, para aqueles quem receberam o chamado, não há duvida de que este, para ser proveitoso, para ser uma verdadeira benção para a Igreja, necessita ser um Dom vindo do alto ( Tg. 1:17 ).

Em João 21:15-17, no diálogo que Jesus manteve com Pedro, antes de sua restauração ao ofício pastoral, o mestre usou dois termos, que sugerem dupla função do pastor, que são:

1. Apascentar. "Apascenta meus cordeiros... apascenta minhas ovelhas". O vocábulo significa "alimentar, dar de comer, sustentar, nutrir". A linguagem é figurada e traduz o dever de doutrinar ensinando a Palavra, ministrar conhecimento, dirigir no bom caminho;

2.  Pastorear, guardar: pastoreia as minhas ovelhas. O sentido de pastorear vai além de apascentar, isto é, o dever de guiar o rebanho, e não somente alimentar, mas conduzir ao pasto, ou mesmo prover pastagem para o rebanho. 

Em João 21.16, Jesus usou o termo: “apascentar”; “apascenta as minhas ovelhas”. No versículo anterior, Ele disse “apascenta os meus cordeiros”. Sabemos que o termo “apascentar”, vais mais além de pastorear, incluindo tudo o que significa o ofício de pastor, ou seja, o dever de guiar o rebanho e, não apenas alimentar, mas conduzir, prover o alimento para o rebanho.  No tempo de seca, o pastor necessitava encontra pasto e água para alimentar o rebanho. O verdadeiro pastor de almas, deve, pela graça de Deus, se sobrepor à diferentes crises que tenha que enfrentar. 

Também é função do pastor, a obrigação ou dever de ir buscar e recuperar a ovelha fraca ou doente, ou afastada do rebanho “Vivo eu, diz o Senhor Jeová, visto que as minhas ovelhas foram entregues à rapina e vieram a servir de pasto a todas a s feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuram as minhas ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas”.  (Ezequiel 34.8). Esta doutrina foi confirmada por Cristo em Lucas 15.1.

QUALIDADES DE UM PASTOR

“Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível,...”  - I Timóteo 3.1-6.

Analisando este texto, encontramos três qualidades fundamentais para um ministério eficaz:

1. Um homem que governa a si mesmo. Sem sombra de dúvida, o domínio se próprio constitui na qualidade básica de um ministro de Deus. Paulo ao falar sobre as piores classes de homens faz uma referencia a uma classe que está muito longe de desejar o pastorado (2 Timóteo 3.1-5).  Quando ele fala sobre as características do bispo, entre outras coisas, ensina que convém que “seja dono de si mesmo”. (Tito 1.8).

2. Um homem que governe bem a sua casa. O ministério de um pastor cuja família pode servir de exemplo para as demais famílias, é muito abençoado em todos os sentidos

3. Um homem que governe bem a igreja de Deus. Só o homem que governa bem a si próprio e governa bem a sua casa, terá autoridade para cuidar da igreja de Deus. Esta habilidade inclui: Capacidade para administração. A capacidade do pastor para cuidar das coisas da igreja de maneira honrada (principalmente da parte financeira) inspira confiança nos membros para servir, contribuir e brindar toda sua confiança no pastor. 

Em 1 Timóteo 3.1-5, Paulo faz uma exposição dos aspectos positivos e negativos de um ministro de Deus.

a. “Seja irrepreensível”. Um homem repreensível não tem autoridade para repreender e exortar para convencer a aqueles que contradizem (Tito 1.9). A Bíblia recomenda aos cristãos a imitar à fé de seus pastores. “Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver” (Hebreus 13.7). Por isso é que dizemos: “Tal pastor, tal rebanho”.

b. Esposo de uma só mulher. O bígamo ou polígamo é um homem governado pelas mulheres. É uma pessoa que, moralmente, não tem autoridade.

c. Apto para ensinar. Isto significa que está capacitado e pronto para comunicar a outros os conhecimentos da Palavra de Deus.

d. Não neófito. O orgulho, a arrogância, a presunção, são coisas comuns ao neófito. A soberbia é comum ao ignorante espiritual, inexperiente. Às vezes, por necessidade da obra, um neófito é indicado para assumir uma determinada congregação, mas sabemos que essa congregação necessitará de uma constante supervisão de obreiros com mais experiência. O mais indicado, é compartilhar a experiência na obra para que os que assumirão o pastorado sejam verdadeiros pastores...

e. Não dado ao vinho. ... (Sem comentários).

O apóstolo Pedro ensina três regras de grande importância do pastoreio (I Pedro 5:2,3):

1ª - Não por constrangimento, mas espontaneamente, com o coração.

2ª - Nem por sórdida ganância, mas de boa vontade

3ª - Nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelo do rebanho. (Pode mais a força do exemplo do que o exemplo da força)..

O pastor que observa estas normas nunca lutará só; terá sempre a mão divina a ajudá-lo na solução de todos os problemas na Igreja. Terá paz e estará tranquilo, na esperança de que, logo que o sumo pastor se manifestar, receberá a imarcescível coroa de glória (I Pe. 5:2,4) 

Isto significa que o pastor, tendo em vista sua responsabilidade como administrador do rebanho ou administrador da Igreja, tem de se destacar também como expositor da Palavra de Deus.

OS DIÁCONOS

“Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus”. (1 Tm. 3.13).

O termo diácono aparece 30 vezes no Novo Testamento, sendo que em 20 casos a palavra é traduzida por ministro, que de fato tem como significado e representação o servo (1 Tm. 3.10,13). 

O apóstolo Paulo de Tarso aborda o assunto em suas cartas às igrejas. Inclusive, ele recebe uma saudação em Filipos que diz: “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos” (Fl 1:1)

DIÁCONOS - Substantivo que foi transliterado para o português na forma de diácono e que se traduz por servo (ajudante, servente, aquele que ministra ou distribui, auxiliar, assistente, adjunto). Há no grego do Novo Testamento, duas outras palavras por vezes traduzidas por servo: DULOS - escravo, e UPERÉTES - subordinado, subalterno.

A ORIGEM DO OFÍCIO

É perfeitamente certo que temos a origem do diaconato no capítulo sexto de Atos. A palavra “servir” (diakoneo) em Atos 6:2 é exatamente a mesma que se usa para designar o ofício de diácono em 1 Tim. 3:10,13, que é o verbo correspondente para diáconos em Fil. 1:1; 1 Tim. 3:8,12.

ANALISANDO  O TEXTO  

“Os doze convocaram a multidão dos discípulos e disseram: “não é justo que desamparemos a Palavra de Deus e sirvamos as mesas. Escolhei, pois, dentre vós, irmãos, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, a quem possais constituir sobre este negócio.” (Atos 6:2,3).

Os apóstolos investiram os diáconos do seu ofício, ou ordenou-os, como vemos no verso seis, sendo este o significado de “nomear” no verso três; mas os apóstolos não presumiram de elegê-los: isto deixou à igreja. Nem mesmo recomendaram à igreja os que ela devia escolher: deixaram a igreja achar isto do Espírito Santo. Foi isto um assunto excepcionalmente importante, mas os apóstolos não se arrecearam de confiá-lo à igreja.

Hoje em dia, há muitos que não entendem o assunto, “Diaconato,” e existe muita confusão a respeito.  Há igrejas pequenas com muitos diáconos.  Há igrejas com nenhum. Há irmãos que pensam que o pastor tem que ser diácono antes de ser pastor.  Outros acham que “uma vez diácono, sempre diácono,” e também que quando um diácono muda de uma igreja para a outra, é automaticamente considerado diácono da igreja de destino. Há igrejas que têm diácono, mas usam outro membro como tesoureiro.  Outros não provam o candidato antes da consagração ao diaconato.  Outros são diáconos e ficam na expectativa de uma promoção para um degrau eclesiástico superior.  Será que não devemos repensar a nossa posição sobre o diácono e sua atuação na igreja?

Jesus não escolheu diáconos, assim como escolheu os apóstolos. O diaconato surgiu a partir de uma necessidade ministerial, quando a igreja já estava consolidada. O livro de Atos dos Apóstolos conta a história da igreja a partir de sua edificação que se deu em Jerusalém, no dia de Pentecostes. 

A necessidade dos diáconos.

Pessoas de várias classes, línguas e povos abraçaram a nova doutrina e, dessa forma a igreja cresceu em quantidade e qualidade. Contudo, esse crescimento trouxe alguns problemas, principalmente em relação àqueles que não eram judeus, como vemos.  "Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano." (Atos 6: 1).

A igreja vivia no seu primeiro amor, e, neste amor, ela seguia o ensino que foi legado pelo Senhor que era o amor incondicional ao próximo. Mas, ao que parece, alguns crentes judeus ainda não haviam entendido que o próximo não era somente aquele que fazia parte do povo de Israel e assim, nutriam certo preconceito em relação aos gentios (povos não judeus). Isto fez com que as viúvas helenistas (gregas), ficassem de fora na repartição diária das contribuições da igreja.

Este problema chegou ao conhecimento dos Apóstolos, que imediatamente, tomaram posição em relação ao problema. Estes, reunindo a igreja expuseram a situação, bem como apontaram a solução para o mesmo.

QUAIS SÃO AS QUALIFICAÇÕES DO DIÁCONO?

“E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constitua-mos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra”. (Atos 6: 1-4).

O critério para a separação

Os Apóstolos tinham ciência de suas responsabilidades quanto à oração e ao ensino da Palavra, quais eram essenciais para edificação da igreja, portanto, não podiam desviar sua atenção para outras causas. Por isso, eles delegaram à igreja a responsabilidade de escolherem entre si, aqueles que assumiriam aquilo que eles denominaram de importante negócio.

Coube a igreja a responsabilidade de separar homens capacitados para exercerem tal responsabilidade e assim foram separados: Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia (Atos 6: 5).

O Ministério dos Diáconos

Os diáconos são muito importantes. Uma igreja não funciona sem eles. Aliás, o normal de 
cada igreja é que seja composta de “bispos e diáconos” (Fp 1:1).

Quais são as qualificações bíblicas do diácono?   

Além dos requisitos mencionados em At. 6:3, há uma lista dos mesmos em I Tm. 3:8-13 (1Tm 3.8-13).

Depois de elencar as virtudes que devem ornar a vida do presbítero, o apóstolo Paulo passa a falar dos atributos do diácono (1Tm 3.8-13). Muitas das qualificações do diácono são as mesmas do presbítero. O diácono, (diáconos), é o servo que coopera com aqueles que se dedicam à oração e ao ministério da palavra. Os primeiros diáconos foram nomeados assistentes dos apóstolos. Há dois ministérios na igreja: a diaconia das mesas (At 6.2,3) e a diaconia da palavra (At 6.4); a ação social e a pregação do evangelho. O ministério das mesas não substitui o ministério da palavra, nem o ministério da palavra dispensa o ministério das mesas. Nenhum dos dois ministérios é superior ao outro. Ambos são ministérios cristãos que exigem pessoas espirituais, cheias do Espírito Santo para exercê-los. A única diferença está na forma que cada ministério assume, exigindo dons e chamados diferentes.

QUAIS SÃO AS QUALIFICAÇÕES DO DIÁCONO?

Em primeiro lugar, o diácono precisa ser um homem respeitável (1Tm 3.8a). “Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis…”. O diácono precisa ser um homem digno de respeito, de caráter impoluto, de vida irrepreensível, de conduta ilibada.

Em segundo lugar, o diácono precisa ser um homem de uma só palavra (1Tm 3.8b). “… de uma só palavra…”. O diácono precisa ser um homem verdadeiro, íntegro em suas palavras e consistente em sua vida. 

Em terceiro lugar, o diácono não pode ser um homem inclinado a muito vinho (1Tm 3.8c). “… não inclinados a muito vinho…”. O diácono deve ser cheio do Espírito (At 6.3) e não cheio de vinho (Ef 5.18). Quem é governado pelo álcool não pode administrar a casa de Deus. 

Em quarto lugar, o diácono não pode ser um homem cobiçoso de sórdida ganância (1Tm 3.8d). “… não cobiçosos de sórdida ganância”. O diácono lida com as ofertas do povo de Deus e administra os recursos financeiros da igreja na assistência aos necessitados. Não pode cobiçar o que deve repartir. Não pode desejar para si o que deve entregar para os outros. 

Em quinto lugar, o diácono precisa ser um homem íntegro na doutrina e na vida (1Tm 3.9). “Conservando o mistério da fé com consciência limpa”. O termo “mistério” significa “verdades outrora ocultas, mas agora reveladas por Deus”. O diácono precisa compreender a doutrina cristã, crer na doutrina cristã e viver a doutrina cristã. Sua vida, sua família e seu ministério precisam ser pautadas pela palavra de Deus.

Em sexto lugar, o diácono precisa ser um homem provado e experimentado (1Tm 3.10). “Também sejam experimentados; e, se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato”.  Como com os bispos, assim com os diáconos; “sobre nenhum homem imporíamos mãos repentinas ou apressadamente” (1 Tim. 5:22). 

Em sétimo lugar, o diácono é um homem recompensado por Deus (1Tm 3.13).“Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus”. Jesus foi o diácono por excelência. Ele não veio para ser servido, mas para servir. Nunca somos tão grandes como quando servimos. 

Sobre mulheres diaconisas

Uma análise de todas as ocorrências da palavra diakonos no NT mostra uma verdade impressionante sobre a questão de mulheres serem ou não diaconisas. Das 31 ocorrências desta palavra, apenas uma vez é usada em relação a mulheres; na verdade, mais especificamente de uma mulher. Em Rm 16:1 Febe é chamada de “nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia”. A palavra traduzida “serve” é diakonos. Esta é a única vez que essa palavra é usada neste sentido. Baseados nisto podemos dizer que uma irmã é uma “diaconisa”; ela é uma serva de Deus.

CONCLUSÃO

Na verdade, o Diaconato é um dos mais lindos MINISTÉRIOS, porque apresenta características próprias e jamais entra em colisão com o ministério do pastor. O diaconato, uma vez entendido e liberado no contexto ministerial da igreja, pode se constituir ao lado do seu pastor, num poderoso instrumento de sustentação de trabalho do Senhor (intercessor da igreja).

Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.M.;Th.D.)


BIBLIOGRAFIA

Adaylton de Almeida Conceição – Em “O Ministério Pastoral”
Alaine Silva – Diácono
A.J. Anthero – O Ministério dos Diáconos
Bruno Paiva –Diácono – Um Obreiro Aprovado

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