quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CGADB lança primeira operadora de celular evangélica do país


Não é novidade instituições religiosas terem produtos comerciais com suas marcas. Já existem no país, por exemplo, cartões de créditos ligado a igrejas. Mas nessa quinta (1), foi lançada uma empresa que deve redimensionar o conceito de mercado de nicho no Brasil.
Trata-se da primeira operadora de telefonia celular evangélica. A Mais AD, que pertence à  Assembleia de Deus, utilizará uma rede virtual baseada na estrutura de antenas e satélites da rede Vivo.
A nova operadora deixa claro que seu alvo são os consumidores que professam a fé cristã. O material de divulgação afirma que o objetivo do projeto é “conectar ainda mais todos os cristãos. Principalmente com a Palavra de Nosso Senhor”.  Ressalta ainda que oferecerá serviços “com conteúdos aprovados por líderes evangélicos”.
Os planos oferecidos incluem voz, dados e SMS, como as demais operadoras. Entre os diferenciais estão os aplicativos exclusivos, como o +Comunhão, +Louvor, +Aprendizado, +CPAD (da editora de mesmo nome) e jogos com temática evangélica. A página da internet destaca a imagem de José Wellington Bezerra da Costa (presidente da CGADB).
Como as demais operadoras, ligações e SMS entre usuários da Mais AD são ilimitados. Essa é aposta da empresa para fidelizar os cerca de 18 milhões de membros de suas quase 40 mil igrejas espalhadas pelo país.
Segundo o jornal Valor Econômico, a projeção é atrair 1,2 milhão de clientes no primeiro ano de operação vendendo chips por R$10.
O lançamento da Mais AD é uma parceria com a Movttel, empresa que conta com o executivo especializado em reestruturações empresariais Ricardo Knoepfelmacher, ex-presidente da Brasil Telecom, que mais tarde fundiu-se com a Oi. O diretor-geral será Raul Aguirre, com passagem pela operadora Virgin Mobile Latin America e também pela Oi.
Não foi revelado o montante investido pela igreja nem que percentagem ela detém e quanto pertence à Movttel. Também não se sabe de que maneira os lucros da empresa serão revertidos para fins de evangelização, motivação principal das igrejas evangélicas em todo o mundo.
Com informações de Gazeta do Povo

Um comentário:

junior keyboard disse...

Ide e pregai o evangelho ou ide produzir bens e serviços para os fieis ? Cada vez mais a igreja se distancia do seu verdadeiro propósito.

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