sábado, 7 de maio de 2016

Igreja Católica vai “comemorar” 500 anos da Reforma Protestante

Simpósio Internacional e Interconfessional indica aproximação histórica com evangélicos

O Vaticano continua firme em sua tentativa de aproximação com os outros ramos do cristianismo. O Simpósio Internacional e Interconfessional que ocorre esta semana em Roma, está sendo alarmado como “preparação aos 500 anos da Reforma Protestante”.
Comemorada no ano que vem, as celebrações do aniversário da Reforma encabeçada por Lutero em nada lembram as lutas do então frei católico contra a teologia papal vigente e a venda de indulgências. Foi por causa do movimento protestante que surgiram os evangélicos.
Curiosamente, o encontro deste ano promovido pelo Vaticano leva o nome de “Sinais de perdão – Caminhos de conversão – Prática de penitência: uma Reforma que interpela a todos”.
De acordo com a Radio Vaticana, o Simpósio foi aberto pela Embaixadora do Ano Luterano da Igreja Evangélica da Alemanha, Margot Kässmann. Ele lembrou aos presentes os eventos mais importantes previstos para o ano comemorativo. As conclusões dessa reunião serão posteriormente entregues ao cardeal Kurt Koch, que é presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos.
O padre James Puglisi, Diretor do Centro Ecumênico Pro Unione, ressalta que “O objetivo é fazer algo em preparação aos 500 anos da Reforma de Lutero… a partir do ponto de vista da teologia sacramental, tomando como referência o tema do perdão, da conversão e da penitência”.
Na verdade, desde 1967 que católicos e luteranos travam um diálogo teológico constante. Ele já produziu documentos históricos como a Declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação, em 1999. Além dos católicos, assinaram a Federação Luterana Mundial, sendo acolhida também pelo Conselho Metodista Mundial, em 2006. “As Igrejas estão prontas para dar outros passos”, enfatiza Puglisi.
A participação do Papa Francisco nas reuniões de 31 de outubro, em Lund, Suécia, marcarão o lançamento conjunto da Igreja Católica e da Federação Luterana Mundial, de comemoração do 500º aniversário da Reforma. Para o Vaticano, esse será “um gesto simbólico e profundo em direção à reconciliação”.

Etapas do ecumenismo mundial

Essa aproximação com evangélicos não é o único passo do Vaticano para o ecumenismo mundial.
O papa Francisco já disse que cristãos e muçulmanos são “irmãos e irmãs viajando pelo mesmo caminho”. Em reunião com Bartolomeu I, um dos mais importantes líderes da igreja ortodoxa, falou sobre a tentativa de reunificação das duas vertentes do cristianismo, separadas há quase mil anos.
No último outubro, uma cerimônia no Vaticano reuniu líderes, de mais de uma dezena de tradições religiosas, incluindo sikhs e hindus. Francisco pediu na ocasião que “Todos os crentes, de todas as religiões, juntos, podemos adorar ao criador por ter nos dado o jardim que é esse mundo”.
No final, pediu que cada um fizesse orações, “conforme sua própria tradição religiosa” e conclamou aos representantes das diferentes fés presentes que pedissem ao “seu deus” que os fizesse “mais irmãos”. Perto da virada do ano, incluiu os ateus nesse grupo.
Recentemente lançou uma campanha de mídia onde afirma que membros de todas as religiões são “filhos de Deus”.

Fonte: Gospel Prime

MEU COMENTÁRIO:

A notícia à primeira vista é impactante, mas não passa de uma demonstração de um ECUMENISMO galopante.

Não consigo vislumbrar qualquer modificação no "modus operandis" da Igreja Católica. Isso é uma espécie de "eles estão errados, mas nós perdoamos", em nome da tolerância do diferente, ou seja, temos divergências doutrinárias, mas ao mesmo tempo estamos juntos social e politicamente.

Pior do que não ver a Igreja Católica entendendo a Reforma Protestante e revendo seus conceitos e ou reconhecendo seus erros à luz das Sagradas Escrituras, é ver a Igreja Luterana retrocedendo 500 anos, e voltando às práticas liberais, ao mesmo tempo que pisa nas 95 teses de Martinho Lutero, publicadas na Catedral de Wittenberg. Aqui vale a alegoria popular: "Lutero deve estar se mexendo no túmulo".


E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo. Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve.

Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro.“ - I João 4:3-6


O respeito e a tolerância para com aqueles que pensam diferente, não pode ser confundido com confusão em nossa "CONFISSÃO DE FÉ".

A matéria deixa claro que, o caminho em velocidade galopante, é o do ecumenismo, quando todas as religiões se fundirão em uma só.

Misericórdia! Maranata, ora vem Senhor Jesus!

2 comentários:

Maurício de Souza Lino disse...

Paz.

Vale lembrar que a Igreja Católica Romana ainda não é membro pleno de qualquer organismo ecumênico, mas é-o de unidades específicas do CMI, como a Comissão de Fé e Ordem, que trata dos assuntos doutrinários.

Como se sabe, o movimento ecumênico nasceu e se desenvolveu entre as igrejas protestantes e foi visto com muita reserva, quando não rejeitado tacitamente, pelas autoridades eclesiásticas católico-romanas.

Em sua Encíclica Mortalium Animus (06/01/1928), por exemplo, referindo-se aos encontros ecumênicos, Pio IX afirma, sem meias palavras: “A Sé Apostólica não pode de modo algum participar das suas reuniões, e de nenhum modo podem os católicos aderir a tais tentativas ou lhes prestar ajuda”. E, de fato, Roma recusou várias vezes o convite a participar de iniciativas ecumênicas, dentre outras, a Conferência de Edimburgo em 1910, “considerada como a hora e o lugar de nascimento do movimento ecumênico moderno”, e a assembleia de fundação do Conselho Mundial das igrejas em 1948.

Ela quer apenas o diálogo inter-religioso.

João Emiliano Martins Neto disse...

A verdadeira Igreja de Cristo que é somente a Santa Igreja Romana é uma só e a mesma ao longo desses mais de 2000 anos, enquanto isso vocês hereges protestantes são uma poeira absolutamente atomizada de milhões de seitas com os ensinos e costumes mais alucinantemente diferentes surgidas a cada 10 minutos em cada esquina do fim do mundo. Não há Protestantismo, mas sim protestantismos. Fica até difícil dialogar com vocês para lembrar a tragédia protestante no próximo ano, por que, afinal, quem são vocês, ó hereges?

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