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segunda-feira, 12 de junho de 2023

A aceleração da transição religiosa no Brasil assusta pesquisadores



Transição religiosa acelerada do Brasil, de maioria católica para protestante, é processo sem antecedentes históricos, afirma pesquisador


Por Fabio Mazzitelli e Pablo Nogueira



No último 8 de junho, quinta-feira, foi comemorado no país o dia de Corpus Christi, uma data religiosa da Igreja Católica que tradicionalmente se tornou um feriado no Brasil. As procissões católicas que ocorrem em diversas cidades, em ruas forradas por tapetes de serragem e borras de café, passaram a ter a concorrência de um evento que, nos últimos anos, tem dividido o protagonismo religioso da data.

Organizado fundamentalmente por igrejas neopentecostais, a Marcha para Jesus reuniu, em 2023, centenas de milhares de pessoas na capital paulista, com a presença de figuras públicas do primeiro escalão dos poderes constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário. 

O fenômeno do crescimento no Brasil do grupo religioso chamado genericamente de “evangélicos”, que reúne fiéis de igrejas protestantes, pentecostais e neopentecostais, tem levado estudiosos a elaborarem a hipótese de que o país está passando por uma “transição religiosa”, deixando de ser uma nação predominantemente católica para dar lugar a uma hegemonia evangélica, o que poderia se consumar nas próximas décadas.

Caso a hipótese de transição religiosa se confirme, não é possível nesse momento afirmar que tipo de país o Brasil se tornará. Essa é a avaliação do professor Edin Sued Abumanssur, graduado e pós-graduado em teologia e pesquisador especializado na temática do protestantismo e do pentecostalismo. “Se é que está acontecendo de fato esta transição, a gente não viu isso acontecendo em nenhum país em lugar nenhum do mundo. Então não dá para dizer o que é que vem por aí, não dá para gente entender ou fazer um prognóstico do que é que vem por aí porque a gente não tem experiência histórica para ajudar a gente a pensar”, afirmou ao podcast Prato do Dia Edin Sued Abumanssur, que coordena o programa de estudos pós-graduados em ciência da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Embora a alta histórica no número de evangélicos no Brasil seja evidente, o docente pondera que o pentecostalismo e o neopentecostalismo ainda pregam essencialmente para um espectro específico da sociedade brasileira, e carecem de um projeto abrangente para os problemas nacionais. Além disso, na hipótese de a transição religiosa estar em curso, o evangélico também teria de fazer inúmeras concessões para se tornar hegemônico.

O que significa ser evangélico num país que tem uma tradição de cultura fundamentalmente católica? Quais são as concessões que os evangélicos terão de fazer para se tornarem hegemônicos? Como é que eles vão se relacionar com as outras formas de religião que a gente tem no Brasil? Como é que vão se relacionar com formas de comportamento que não estão muito afinadas com os interesses deles? Do campo da sexualidade, do campo étnico-racial, do campo de gênero, a questão ambiental…” pergunta o docente. “Eles vão aprender a dar respostas nacionais para problemas e demandas que estão por aí? Realmente, é difícil saber.”

No podcast, o pesquisador explica a diferença básica que separa os protestantes dos pentecostais, analisa as hipóteses históricas elaboradas para explicar o crescimento evangélico no Brasil e afirma que o governo Jair Bolsonaro, embora tenha feito acenos políticos até então inéditos a essa parcela da população, não pode ser classificado como “evangélico”. “Tanto o ministro terrivelmente evangélico quanto a ministra terrivelmente evangélica, acho que a ênfase é na palavra “terrivelmente” (…) É uma pena, porque as igrejas evangélicas têm que responder a essa marca que essas pessoas acabaram impondo à palavra ‘evangélico’, uma marca terrível”, disse o docente.

A íntegra da edição do Prato do Dia sobre crescimento do protestantismo e transição religiosa no Brasil está disponível na mídia abaixo e também pode ser ouvida diretamente na plataforma Podcast Unesp, bem como nos tocadores Google Podcasts, Spotify e Deezer.

O Prato do Dia é uma produção da Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp.

OUÇA O PODCAST AQUI

[Prato do Dia #48] Crescimento do protestantismo e transição religiosa no Brasil, com Edin Sued Abumanssur


Possibilidade de Transição religiosa no Brasil: 1940-2032



MEU COMENTÁRIO:
Em que pese a notícia, aparentemente ser alvissareira, em se analisando do ponto de vista do quesito "quantidade", por outro lado, também é muito triste verificarmos que estamos descendo landeira abaixo, na banguela e sem freio, do ponto de vista do quesito "qualidade".
Em outra recente matéria que reverberei aqui neste singelo blog, o pesquisador já cita um grupo de "evangélicos" que ele cita não saber identificar a origem; se dizem evangélicos, usam a bíblia sagrada, mas não são protestantes, nem pentecostais, nem neopentecostais. O pesquisador então os classificou como: "Classificação não determinada"...

Simplesmente lamentável.
Oremos, meu amigos!



sábado, 22 de janeiro de 2022

Pastor brasileiro se converte à Igreja Católica


ASSISTA AQUI


MEU COMENTÁRIO

Estava entre nós, mas nunca foi dos nossos!

"Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós. E vós tendes a unção do Santo, e sabeis todas as coisas. Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade". - 1 João 2:19-21

A Bíblia pela Bíblia, simples assim!

sábado, 24 de outubro de 2020

Pr. Franklin Graham responde ao papa Francisco sobre união civil entre homossexuais

A declaração dada pelo papa Francisco e recentemente divulgada no novo documentário “Francesco”, na qual ele se mostrou favorável à união estável entre homossexuais tem gerado reações no meio cristão de modo geral, incluindo católicos e evangélicos.

Os homossexuais têm direito de estar em uma família. Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou infeliz por causa disso”, disse Francisco em depoimento para o documentário.

O que precisamos criar é uma lei de união civil. Dessa forma eles são legalmente contemplados”, acrescentou o papa. “Eu defendi isso”.

“Impensável à luz da Bíblia”

Porém, a resposta a tal declaração está surgindo e na fala de um líder renomado, como o pastor e evangelista Franklin Graham, que atualmente é presidente da Associação Evangelística Billy Graham e também da organização de ajuda humanitária ‘Bolsa do Samaritano’.

Graham foi enfático em apontar que o apoio de Francisco à união civil entre homossexuais está em desacordo com a Bíblia.

Acho esses comentários do Papa impensáveis ​​à luz da Palavra de Deus”, destacou o pastor em um texto publicado em sua página oficial do Facebook. “A Bíblia ensina que quando Deus criou a raça humana, ‘Ele os criou, macho e fêmea, e os abençoou…’ (Gênesis 5: 2)”.

A primeira família consistia em um marido e uma esposa, depois em seus filhos, que é como Deus define a unidade social mais básica da sociedade, a família. A Bíblia deixa claro que Deus desaprovava quando ‘as mulheres trocavam as relações naturais por outras contrárias à natureza; e os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e foram consumidos de paixão uns pelos outros…‘ (Romanos 1: 26-27)”, acrescentou.

O pastor ainda lembrou que ter um posicionamento bíblico sobre a questão não envolve intolerância e sim a expressão do amor de Deus, mas reafirmou que é preciso reconhecer o pecado para então enxergar a salvação.

As Sagradas Escrituras são claras: o amor de Deus é totalmente inclusivo. Ele ama cada pessoa, sejam quais for as escolhas que tenhamos feito que sejam contrárias ao Seu padrão”, explicou.

“‘Todos pecaram …’ (Romanos 3:23) e isso inclui a mim. Mas as Boas Novas são que Jesus Cristo veio a essa terra para salvar os pecadores levando nossos pecados sobre Si mesmo até a cruz onde sangrou e morreu, foi sepultado, e Deus O ressuscitou ao terceiro dia. Para que sejamos salvos, Deus requer que nos arrependamos de nossos pecados, o que significa que devemos nos afastar desses pecados, deixá-los para trás e colocar nossa fé e confiança em Seu Filho, Jesus Cristo, que pagou a penalidade pelo pecado”, acrescentou.

Graham continuou seu raciocínio, explicando qual é a gravidade de tentar normalizar a homossexualidade.

Tentar normalizar a homossexualidade é dizer que as Sagradas Escrituras são falsas, que nossos pecados realmente não importam e que podemos continuar vivendo neles. Se isso fosse verdade, então a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo não teriam sido necessários. A cruz não teria sido em vão. Ninguém tem o direito ou a autoridade de banalizar o sacrifício de Cristo em nosso nome”, alertou.

Sim, Deus deixa claro que nos ama e deseja que sejamos parte de sua família, mas também nos diz como isso pode acontecer. A Bíblia diz: ‘Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam apagados, para que venham tempos de refrigério da presença do Senhor’ (Atos 3:19)”, acrescentou.

Reação católica

Um arcebispo católico também respondeu às declarações de Francisco, destacando que as palavras do papa parecem revelar uma intenção separatista.

Jorge Mario Bergoglio [papa Francisco] está tentando forçar alguns cardeais e bispos a se separarem da comunhão com ele, obtendo como resultado não o seu próprio depoimento por heresia, mas a expulsão dos católicos que desejam permanecer fiéis ao perene Magistério da Igreja. Essa armadilha teria o propósito — nas supostas intenções de Bergoglio e seu “círculo mágico” — de consolidar seu próprio poder dentro de uma Igreja que seria apenas nominalmente ‘católica’, mas na realidade seria herética e cismática”, disse o arcebispo Carlo Maria Viganò..

Esse engano conta com o apoio da elite globalista, da grande mídia e do lobby LGBT, para o qual muitos clérigos, bispos e cardeais não são estranhos”, acrescentou.

Viganò alertou também que os bispos que se pronunciassem contra o papa poderiam estar “se arriscando”, podendo sofrer ações judiciais ou perdendo seus cargos na igreja.

Um pronunciamento dos bispos contra Bergoglio em uma questão como a homossexualidade poderia levar a autoridade civil a processá-los criminalmente, com a aprovação do Vaticano”, alertou.

Fonte: Guia-me com informações de Life Site News via Folha Gospel

domingo, 2 de dezembro de 2018

Com Pr. Kléber Lucas, Pe. Fábio de Melo se desculpa “com pai de santo’ após ironias à macumba

O padre Fábio de Melo se desculpou pessoalmente com o babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), por suas declarações durante uma homilia, recentemente divulgadas em vídeo, onde ele ironizou a macumba.
A publicação teve mais de 3 milhões de visualizações e viralizou na internet. O encontro dos religiosos foi durante um café, na manhã deste domingo, na Barra da Tijuca.
O religioso já havia pedido desculpas em suas redes sociais. "Fui infeliz na piada e não precisava. Não é mais engraçado. Precisamos compreender que o riso sobre o outro pode ser cerramento doloroso para ele. Ivanir ganhou um parceiro definitivo", afirmou o padre hoje, no encontro.
Ivanir notificou o padre logo que soube da repercussão das declarações do religioso e o encontro foi marcado para hoje, que teve ainda a participação do pastor Kleber Lucas, da Igreja Batista Soul.
"Esse episódio trouxe uma oportunidade para reforçarmos que não temos barreiras entre as religiões e que temos que combater a intolerância religiosa", disse o babalaô.
Visita a terreiro em Nova Iguaçu
Os líderes religiosos seguiram para Nova Iguaçu, onde visitam o terreiro de candomblé Centro Espírita Caboclo Pena Branca, que foi vandalizado no último dia 8. O caso aconteceu poucos dias depois que as declarações do padre Fábio de Melo foram divulgadas. Lá, vão se encontrar com o o proprietário do terreiro, Sergio Malafaia D’Ogum. A polícia investiga o caso de vandalismo.
Fonte: Gospel Geral

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Bispo católico prega biblicamente contra o liberalismo moral na igreja


Durante missa o Bispo foi incisivo ao alertar os fiéis, afirmando que a igreja católica está vivendo momentos difíceis, e que é preciso mudar muita coisa.
O padre afirmou “relação entre pessoas do mesmo sexo para muitos católicos é normal, trocaram a verdade pela mentira”.

Em toda a missa o padre fez várias afirmações dizendo que muitos católicos tem se calado diante de situações importante da sociedade, e se envergonhado da verdade.
O bispo faz duras revelações para o público católico, alertando para os perigos da permissividade.

O vídeo na internet contém um título preconceituoso: "Padre pregando contra a idolatria católica", afinal nada fala a respeito de idolatria, mas de liberalismo e relativismo moral.

Essa mesma palavra também serve para muitos evangélicos, infelizmente. Muito embora eu seja pastor, não vou discordar da palavra do bispo, só porque ele é católico.

Oremos e vigiemos.

ASSISTA AQUI

domingo, 28 de outubro de 2018

Bispo católico se defende após dizer que homossexualidade é ‘dom de Deus’: “Minha intenção é salvar vidas”

O bispo diocesano de Caicó, Antônio Carlos Cruz Santos, publicou nota neste fim de semana para responder às críticas feitas contra sua fala no dia 30 de julho, quando disse durante uma missa que a homossexualidade ‘é um dom de Deus’. “Minha intenção é de salvar vidas, contribuindo para que possamos superar os preconceitos que matam”, declarou na nota.
Ele afirmou ainda que não agiu de má fé e que segue as orientações do Papa Francisco sobre o tema.
O vídeo com a mensagem proferida durante a tradicional Festa de Santana, na região Seridó do Rio Grande do Norte, repercutiu nas redes sociais e gerou polêmica entre os fiéis da Igreja Católica. Mensagens na página da Diocese de Caicó ficaram divididas entre apoios e críticas ao clérigo.
Em nota, Dom Antonio esclareceu que fez a declaração em razão do alto índice de suicídios na região Seridó. Ele diz que, ao receber pessoas para falar sobre seus conflitos, percebeu que a maior parte é de ordem afetiva. “Dentro do contexto, abordei o tema dos irmãos e irmãs com orientação homoafetiva, procurando enxergá-los de uma forma evangélica, por isso me dirigi aos que sofrem por causa desta condição. Em geral, a orientação sexual não é uma opção, pois em determinado momento da vida a pessoa se descobre com esta ou aquela tendência. Opção é a forma como a pessoa viverá essa orientação”.
Confira a nota completa: O bispo afirmou que não quis induzir ninguém ao erro, mas seguiu as orientações da igreja e do Papa Francisco. “(…) Como o Papa Francisco já nos pediu bastante vezes, as pessoas já sabem de cor a doutrina da Igreja sobre aborto, divórcio e atos homossexuais. Ele pede de nós que não fiquemos obcecados em sempre insistir no pecado aumentando a ferida cada vez mais dessas pessoas, mas insistamos que a igreja está de portas abertas para acolher, instruir, discernir, amar a fim de levar a salvação a todos sem exceção”, escreveu, em nota.
No último dia 30 de julho do corrente ano, em razão da homilia por mim proferida no encerramento da Festa de Sant’Ana, padroeira de nossa Diocese de Caicó, muitas contestações se levantaram a partir da referência que fiz, sobre o tema da homoafetividade.
Como “cada ponto de vista é a vista de um ponto”, gostaria de esclarecer a partir de que ponto eu estava falando. Encontro-me no sertão no Seridó há três anos e a cada dia tenho aprendido a amar este povo forte e sofrido. Uma das dores desta região que corta o meu coração de pastor é o alto índice de suicídio (só na cidade de Caicó, nos dez primeiros meses do ano passado, tivemos dezenove casos). Com frequência tenho abordado este tema e, por isso, muitas pessoas têm me procurado para partilhar experiências, o que me fez entender que vários casos estavam associados a conflitos de ordem afetiva.

O Evangelho do domingo era Mt 13, 44-5, e nos apresentava o Reino de Deus como um comprador de pedras preciosas que ao encontrar uma de grande valor, vai vende todo o que tem e compra aquela pérola. Também Jesus nos dizia que quem se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. Com esta imagem, convidei a assembleia a refletir sobre a pérola que o Evangelho estava nos dando na Festa de Santana.

Dentro do contexto, abordei o tema dos irmãos e irmãs com orientação homoafetiva, procurando enxergá-los de uma forma evangélica, por isso me dirigi aos que sofrem por causa desta condição. Em geral, a orientação sexual não é uma opção, pois em determinado momento da vida a pessoa se descobre com esta ou aquela tendência. Opção é a forma como a pessoa viverá essa orientação. A minha preocupação ao abordar tema tão delicado, é de caráter eminentemente pastoral e busca acolher, no contexto de nossa Igreja Particular, as orientações da Igreja sobre esta questão, desenvolvidas e aprofundadas nos decênios. O Catecismo da Igreja Católica já nos ensina a respeito do cuidado necessário para com as pessoas homoafetivas: “Um número considerável de homens e mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas. Esta propensão, objetivamente desordenada, constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição” (CIC, 2358).
Tenho total convicção que não agi de má fé nem quis induzir ninguém ao erro. Mas, como o Papa Francisco já nos pediu bastante vezes, as pessoas já sabem de cor a doutrina da Igreja sobre aborto, divórcio e atos homossexuais. Ele pede de nós que não fiquemos obcecados em sempre insistir no pecado aumentando a ferida cada vez mais dessas pessoas, mas insistamos que a igreja está de portas abertas para acolher, instruir, discernir, amar a fim de levar a salvação a todos sem exceção.
Com minha reflexão, em clima de oração, enquanto pastor que se comove diante das fragilidades do seu rebanho, sem querer minimizar as dimensões doutrinal e moral que a matéria em questão envolve, minha intenção é de salvar vidas, contribuindo para que possamos superar os preconceitos que matam e entrar na dinâmica da misericórdia de Deus que respeita, resgata e salva as pessoas. Humildemente confesso que este é o sentimento de um pastor que busca assimilar, no exercício concreto do seu ministério, a mesma compaixão do Bom Pastor, que busca “ter o cheiro das ovelhas” e que, como Pai, preocupa-se pela salvação e pela dignidade da vida dos seus filhos.

Quero confirmar que sou filho da Igreja, amo a minha Igreja, professo e aceito toda a sua doutrina e, em razão da minha prometida fidelidade ao Sucessor de Pedro, o Papa Francisco, estou procurando colocar em prática os ensinamentos do seu magistério e suas orientações pastorais sobre o tema em questão.

Simplesmente busquei ser fiel ao meu lema episcopal: “Olharão para Aquele que transpassaram” (Jo 19,37), tendo os olhos fixos no Transpassado quis contemplá-lo nos transpassados da história. Finalizo com o desejo de que as sábias palavras de Santo Agostinho nos inspirem e nos guiem diante de nossas perplexidades: “Na essência a unidade, na dúvida a liberdade, em tudo a caridade”. Rezemos uns pelos outros.

De peito aberto…
Antônio Carlos Cruz Santos
Bispo Diocesano de Caicó

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Igreja Católica da China jura lealdade ao Partido Comunista


A aliança com o Partido Comunista da China foi reafirmada após acordo entre o país e o Vaticano.


A Igreja Católica da China reafirmou neste domingo (23) sua lealdade ao Partido Comunista, ao mesmo tempo em que firmou um acordo histórico com o Vaticano sobre a nomeação de novos bispos.

O Vaticano assinou no sábado um acordo reconhecendo a nomeação de bispos na China, prometendo reconciliar as relações diplomáticas entre ambos, rompidas há quase 70 anos.

A Igreja Católica na China disse que "vai perseverar em seguir um caminho adequado a uma sociedade socialista, sob a liderança do Partido Comunista Chinês".

A instituição também declarou que "ama profundamente a pátria" e apoiou o acordo, esperando que as relações entre a China e o Vaticano sejam ainda mais estreitadas.

O Vaticano disse que o acordo, um avanço depois de anos de negociações, "não é político, mas pastoral", e espera que isso leve à "plena comunhão de todos os católicos chineses".

Impacto nas igrejas
Enquanto alguns católicos elogiam a iniciativa do Papa Francisco, outros definem o movimento como uma "submissão" ao regime político da China, que tem perseguido cristãos de igrejas domésticas não registradas.

Os protestantes devem seguir as normas do Movimento Patriótico das Três Autonomias e da Associação Cristã da China, enquanto os católicos devem se registrar na Associação Patriótica Católica. Todas as associações religiosas são supervisionadas pelo Estado.

Já as igrejas que não seguem a liturgia oficial do governo são consideradas clandestinas. As chamadas "igrejas domésticas" são formadas por cristãos que se reúnem nas casas.

A China Aid, organização que defende cristãos perseguidos no país, também expressou suas preocupações. O acordo "poderia sujeitar igrejas que atualmente não estão sob controle do governo ao escrutínio e perseguição", disseram em comunicado.

O número de cristãos chineses continua crescendo, embora seja impossível fazer uma contagem exata. O governo diz que são 25 milhões, sendo 19 milhões de protestantes e 6 milhões de católicos.

No entanto, fontes não oficiais disseram à BBC News que os números oficiais são modestos demais. Entre as estimativas independentes, as mais conservadoras apontam para uma número em torno de 60 milhões.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Padre que celebrou a “missa por Lula livre” pede desculpas em carta pública

Nota de reparação também é assinada pelo arcebispo de Aparecida e pelo superior dos redentoristas em São Paulo

O padre que celebrou a “missa por Lula livre” no dia 20 de maio, em pleno Santuário Nacional de Aparecida, rezando pela liberdade do condenado por corrupção, para que ele "esteja conosco o quanto antes" e rodeado por bandeiras do PT, pediu desculpas pelo insulto grosseiro aos milhões de católicos brasileiros que viram aquelas imagens.
A carta do pedido de perdão é assinada por dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, pelo padre José Inácio de Medeiros, superior dos redentoristas em São Paulo, e pelo próprio padre João Batista de Almeida, protagonista do ato.
Leiam a carta publicada nesta quarta-feira no site do Santuário Nacional:
NOTA DE REPARAÇÃO
Permanecei no meu amor! (Jo 15,9)

Saudação e Bênção a todos,
Nós, Dom Orlando Brandes, Arcebispo da Arquidiocese de Aparecida; Pe. José Inácio de Medeiros, Superior Provincial dos Missionários Redentoristas da Província de São Paulo; Pe. João Batista de Almeida, Reitor do Santuário Nacional de Aparecida, através desta nota, nos dirigimos ao povo brasileiro e, em especial, aos devotos de Nossa Senhora Aparecida. Manifestamos nosso profundo pesar pelo desapontamento que causamos a todos. Pedimos perdão pela dor que geramos à Mãe Igreja, aos fiéis e às pessoas de boa vontade.
Em nossa Ação Pastoral, o Santuário Nacional, a Arquidiocese de Aparecida e a Congregação Redentorista não defendemos uma posição político-partidária, que é contrária ao Evangelho. Estamos sim, em comunhão com o Magistério e com a Doutrina Social da Igreja.
Contudo, eu, Pe. João Batista, Reitor do Santuário Nacional, manifesto meu pesar e peço o perdão de todos que se sentiram ofendidos pela maneira como conduzi a celebração da missa das 14 horas, do último dia 20 de maio. Quero reafirmar meu compromisso com a Arquidiocese de Aparecida, com a Congregação do Santíssimo Redentor, com os colaboradores e voluntários do Santuário Nacional e com todos os que bebem dessa fonte de restauração de vidas.
Encerrando, renovamos nosso pedido de perdão e confiamo-nos à oração de todos. Pois, com a Mãe Aparecida, “tudo o que é quebrado pode ser restaurado”. Queremos continuar fazendo do Santuário Nacional a Casa da Mãe de todo o povo brasileiro.
Interceda por todos nós a Mãe Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, a Mãe da Misericórdia.
Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Aparecida

Padre José Inácio de Medeiros
Provincial da Unidade Redentorista de São Paulo

Padre João Batista de Almeida
Reitor do Santuário Nacional



sábado, 19 de maio de 2018

Escândalo: Todos os bispos chilenos pedem demissão por escândalo de pedofilia

Cúpula da Igreja Católica no país é acusada pelo Vaticano de ter negligenciado denúncias

Todos os bispos chilenos apresentaram nesta sexta-feira (18) um pedido de demissão coletiva de seus cargos em resposta ao escândalo de pedofilia que atinge a Igreja Católica no país.
O Vaticano não divulgou ainda se o papa Francisco aceitou o pedido.
"Nós colocamos nossa posição na mão do santo padre e cabe a ele decidir livremente sobre cada um de nós", diz um comunicado assinado pelos 34 bispos do país.
Uma investigação do Vaticano, divulgada parcialmente nesta sexta, afirmou que a cúpula da igreja chilena é responsável por "graves erros" no modo como lidou com os casos de pedofilia no país.
Por isso, o papa Francisco já tinha convocado todos os bispos chilenos para uma audiência no Vaticano nesta sexta sobre o caso.Os bispos são acusados de queimar documentos, ignorar denúncias e negligenciar vítimas, diz o documento de dez páginas, que teve parte de seu conteúdo divulgado pela imprensa chilena e depois confirmado pelo Vaticano.
Fonte: Gospel Geral

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Papa Francisco revela que tem refletido sobre sua hora de se “retirar” da função

Um comentário enigmático do papa Francisco na última terça-feira, 15 de maio, sobre suas reflexões sobre a hora de se "despedir" do pontificado gerou especulações sobre a possibilidade de que ele repita os passos de Bento XVI e se aposente da função de liderança da Igreja Católica.
Segundo informações da emissora Fox News, Francisco fez as declarações durante sua homilia matinal e, como é normal, o Vaticano não divulgou o texto completo, mas apenas selecionou trechos.
De acordo com o relato da agência Associated Press, o papa fazia uma reflexão sobre uma passagem bíblica do apóstolo Paulo, discernindo quando era hora de deixar seu rebanho aos cuidados dos outros, quando falou sobre seus pensamentos a respeito do assunto.
Para o Papa, essa é uma uma decisão que todos os bispos devem tomar em algum momento: "Quando leio isso, penso em mim mesmo, porque sou bispo e vou ter que me despedir", disse Francisco, segundo os trechos citados pelo Vaticano na nota.
O papa acrescentou que os bispos não deveriam considerar sua vocação como "escalada em uma carreira eclesiástica". Em vez disso, ele lembrou que eles são pastores que cuidam de um rebanho, e que em um determinado momento chegará a hora de entregar o rebanho a outra pessoa. "Eu penso sobre os bispos, de todos os bispos. Que o senhor dê a graça a todos nós para podermos nos retirar desta maneira, com este espírito e força", disse ele.
O líder católico já havia dito, em 2014, que devido aos seus problemas de saúde, tinha perspectiva de viver apenas mais "dois ou três anos". A afirmação, feita logo após sua viagem à Coreia do Sul, chamou atenção dos fiéis da igreja romana.
O papa também já havia pontuado que seu antecessor, o papa Bento XVI, "abriu a porta" para que seus sucessores se aposentassem. "Há 60 anos, era praticamente impossível um bispo católico se aposentar, mas hoje em dia é comum", comentou Francisco sobre a situação. Bento XVI foi o primeiro em 600 anos a se afastar do pontificado.
Agora, aos 81 anos, o papa Francisco gera especulações sobre a possível aposentadoria. No entanto, outros analistas especializados em notícias do Vaticano acreditam que o pontífice possa ter enviado um recado claro aos bispos chilenos envolvidos em denúncias de abusos sexuais.
Fonte: Gospel+

segunda-feira, 23 de abril de 2018

250 padres aprenderão exorcismo em curso dado pelo Vaticano

Padres católicos de diversos países disseram à imprensa terem notado um aumento no número de fiéis relatando sinais de "possessão demoníaca"

O Vaticano acaba de abrir as portas para seu curso anual de exorcismo em meio a uma demanda crescente de comunidades católicas ao redor do mundo.
A prática é polêmica, em parte pela forma como é apresentado na cultura popular – particularmente, em filmes de terror. Mas também houve relatos de abusos cometidos em sessões de exorcismo em várias seitas religiosas diferentes.
O curso do Vaticano, com cerca de uma semana de duração, é denominado "Exorcismo e a Oração da Libertação" e começou a ser ministrado em 2005. Desde então, o número de alunos dobrou. O custo é de 300 euros (cerca de R$ 1,2 mil) e o currículo inclui abordagens da teologia, psicologia e antropologia.
Por que a demanda está aumentando?
Padres católicos de diversos países disseram à imprensa terem notado um aumento no número de fiéis relatando sinais de "possessão demoníaca".
No ano passado, o Papa Francisco disse a clérigos que eles "não deveriam hesitar" em encaminhar casos para exorcistas ao notarem "distúrbios espirituais genuínos".
Estima-se que meio milhão de pessoas busquem sessões de exorcismo a cada ano na Itália. Um relatório do centro de pesquisas cristão Theos afirmou, em 2017, que a prática está crescendo – em parte, pela expansão de igrejas pentecostais.
Algumas dioceses desenvolveram seus próprios cursos para atender à crescente demanda, como na Sicília (Itália), e na cidade americana de Chicago.
O padre americano Gary Thomas, que pratica exorcismos há 12 anos, diz que à medida que a sociedade passou a confiar mais em ciências sociais, caiu o número de igrejas que treinam exorcistas. Para ele, o declínio do cristianismo também abriu espaço a práticas supersticiosas.
Já Benigno Palilla, um padre italiano, disse ao portal Vatican News que a popularização de tarô e feitiçaria teria renovado a demanda para exorcismos.
No entanto, pouquíssimos casos realmente precisam do chamado exorcismo magno. Dos 180 casos que testemunhou, Thomas diz que apenas uma dezena precisou dessa modalidade, que necessita da aprovação de um bispo e envolve orações específicas.
Quando é que um exorcismo é autorizado?
Em 1999, a Igreja Católica fez a primeira grande atualização nas regras sobre exorcismo desde 1614, distinguindo a possessão demoníaca de doenças físicas e psicológicas.
Como consequência, o padre Thomas trabalha com um grupo de médicos, psicólogos e psiquiatras – todos católicos praticantes – para investigar a causa do sofrimento de uma pessoa antes de diagnosticar a possessão demoníaca.
Ele então tenta uma série de orações de esconjuro. Um exorcismo magno só ocorre como último recurso, diz o padre.
O que ocorre no exorcismo?
Em geral, o padre, pratica o ritual usando uma túnica branca de renda chamada sobrepeliz com uma estola roxa. A pessoa possuída pode ser atada, e água benta deve ser usada. O padre faz o sinal da cruz várias vezes em frente à pessoa ao longo do procedimento.
O padre convoca santos, reza e lê trechos da Bíblia nos quais Jesus expulsa demônios de pessoas.
Em nome de Jesus, ele pede ao demônio que se renda a Deus e vá embora, tantas vezes quanto necessário. Assim que o padre se convence de que o exorcismo funcionou, ele reza a Deus para que impeça o espírito maligno de importunar a pessoa afetada novamente, e que, em vez disso, a "bondade e paz do nosso Senhor Jesus Cristo" se apossem dela.
Quais são as críticas?
Há muitas críticas ao exorcismo e preocupações de que ele esteja sendo usado por sacerdotes religiosos para abusar de crianças e outras pessoas vulneráveis.
Houve casos de mortes em rituais associados ao exorcismo.
De maneira geral, há o risco de pessoas com doenças como epilepsia ou esquizofrenia serem erroneamente consideradas "possuídas" e, por isso, deixarem de receber tratamento médico adequado.
Com informações G1 via Gospel Geral 
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