sexta-feira, 13 de maio de 2016

Pastor aliado de Cunha será investigado pela Lava Jato


Supremo autoriza Sérgio Moro a ouvir o Pr. Samuel Ferreira

O pastor Samuel Cássio Ferreira, da Assembleia de Deus do Brás, São Paulo, entrou de vez na mira da Lava Jato. A decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quarta (11), determinou a remessa para o juiz Sérgio Moro da investigação.
A denúncia é que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pode ter usado a igreja para lavagem de dinheiro.
Os advogados da igreja alegavam que o caso deveria ser analisado pela Justiça Federal em São Paulo. Mas os ministros da Corte rejeitaram o argumento. O pastor Samuel é o filho caçula do bispo Manoel Ferreira, presidente do Ministério Madureira. Ele será investigado e pode ser chamado a depor diante na força tarefa em Curitiba, não é formalmente réu e tem amplo direito a defesa.
Denunciada na delação de Fernando Baiano, existe provas que o lobista Júlio Camargo fez depósitos de pelo menos R$ 250 mil na conta da igreja. É parte da investigação contra Eduardo Cunha por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o valor seria parte da propina de US$ 5 milhões recebida por Cunha após a contratação de dois navios-sonda da Petrobras.
Fernando Baiano é apontado como “operador” do PMDB no esquema de corrupção instalado na Petrobras, conhecido como “petrolão”. A “doação” orientada por ele para a igreja serviria para quitar parte do débito com o parlamentar.
Foram duas transferências em agosto de 2012, cada uma no valor de R$ 125 mil. Segundo o procurador-geral Rodrigo Janot, esses repasses tiveram como ‘falsa justificativa’ o pagamento a fornecedores.
Para Janot, “não há dúvidas de que referidas transferências foram feitas por indicação de Eduardo Cunha para pagamento de parte do valor residual da propina referente às sondas”. Ele desataca ainda que Júlio Camargo nunca frequentou a igreja evangélica e “professa a religião católica”.
Em fevereiro de 2015, Cunha participou no Rio de Janeiro de um culto comemoração à sua eleição para a presidência da Câmara. Estavam presentes outros políticos na Assembleia de Deus Madureira. Na ocasião, ele declarou ser da Assembleia de Deus Madureira, após ter se desligado da Igreja Sara Nossa Terra.
Com informações Uol via Gospel Prime
MEU COMENTÁRIO:
Reverbero esta notícia com o coração constrangido, pois sabemos perfeitamente que a Operação Lava Jato terá ainda muitos desdobramentos, e se o Brasil está sendo passado a limpo, a Igreja não está fora disso, e todas as alas da igreja evangélica que porventura estejam envolvidas aparecerão no momento certo.

Não pertenço à mesma convenção do Pastor Samuel Ferreira, o que não quer dizer que possa aparecer alguém da convenção a qual pertenço também envolvido. Quando um membro do corpo é honrado todos o são, quando um é envergonhado, todos também o são, portanto vigiemos nisso.
Reitero no entanto, que o Pr. Samuel Ferreira será investigado e pode ser chamado a depor diante na força tarefa em Curitiba, portanto não é formalmente réu e tem amplo direito a defesa.
Oremos e acompanhemos esse caso.

Um comentário:

Pb. José Roberto da Rocha disse...

Era o dizimo!Vocês Acham que os Ferreiras se preocuoam com a origem do mesmo?

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