sexta-feira, 20 de maio de 2016

Uso do Facebook pode mudar sua religião, segundo estudo - COMENTO A NOTÍCIA


A pesquisa, realizada nos Estados Unidos ao longo de 11 anos, mostra que as redes sociais têm mudado as nossas crenças - e tornado as pessoas mais tolerantes.

"Borboletas não conseguem ver as próprias asas. Elas sabem o quanto são bonitas, embora todos ao redor consigam". Responda rápido: o que você acha dessa frase? Parece legal, não é? Bom, antes de mudar seu status no Wahtsapp, saiba que essas palavras vieram de uma página religiosa no Facebook - uma das primeiras que aparecem quando você procura o termo "Islã" por lá.

Se você curtiu a frase mesmo não sendo muçulmano, saiba que não é o único: uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que a maioria das pessoas faz a mesma coisa - incorpora crenças, dogmas e práticas de diversas religiões a partir de posts nas redes sociais. E mais: fazem isso mesmo seguindo outra religião.

O estudo, realizado pelo departamento de sociologia da Universidade de Universidade de Baylor, no Texas, tinha como objetivo medir o quanto a comunicação em rede influencia as crenças das pessoas. Para isso, 3 mil jovens de 13 a 17 anos foram questionados sobre religião e internet entre 2002 e 2013.

Nos questionários, os participantes precisavam responder três perguntas simples: se, para eles, outras religiões além da que seguiam poderiam ter valores verdadeiros; se aceitar algumas crenças de outras religiões seria ok ou condenável; e se uma pessoa da mesma religião que eles poderia acreditar em partes de outras religiões. Eles também tinham de dizer com que frequência participavam de cultos religiosos - excluindo casamentos, funerais e batismos - e quanto tempo passavam conectados ao Facebook.

A pesquisa concluiu que 80% dos participantes acham que tudo bem incorporar novas crenças à própria vida, mesmo que elas sejam parte de outras religiões. Mas o que chama atenção é que apenas as pessoas que mais usavam as redes sociais - 89% dos jovens - se mostraram flexíveis em relação aos dogmas religiosos. O resto, usuários menos frequentes do Facebook e de outras redes, são as mesmas pessoas que disseram ir mais a cultos e rituais, como missas, congregações e afins.

Através das redes sociais, as pessoas estão vendo as religiões de uma forma diferente: não mais como uma coisa antiga, inquestionável e sólida, mas como algo mais livre, do qual se pode escolher algumas partes e rejeitar outras para compor uma crença própria e personalizada. Uma mesma pessoa pode curtir a frase da borboleta do começo do texto - que é muçulmana -, aceitar a ideia de que não devemos ser apegados a bens materiais - que é budista -, crer que Deus perdoa tudo - católica - e por aí vai: uma salada mista religiosa e pessoal.

Os sociólogos ainda não entenderam por que isso acontece, mas acreditam que a mudança tenha a ver com uma característica específica da internet - a sensação de anonimato, que nos faz pensar que ninguém está olhando o que fazemos online. No Facebook, dificilmente alguém vai julgar os seus likes em posts de diferentes crenças - mas, no mundo offline, você não pode simplesmente sair falando de reencarnação em uma igreja evangélica, ou pregar o perdão divino católico em um templo budista.

A tendência é que, com a popularização cada vez maior das redes sociais no cotidiano, essa nova visão de religião continue se perpetuando. E amém. Ou Namastê. Ou Shalom. 

Ou o que você quiser. 

Publicado em Super via Notícias Cristãs


MEU COMENTÁRIO


Em primeiro lugar quero deixar claro que, minha intenção não é "demonizar" o Facebook, bem como as demais redes sociais em franca expansão na internet, mas chamar a atenção para o equilíbrio no seu uso, e o filtro bíblico e de caráter espiritual que é necessário para se adentrar ao mundo virtual.

Em minha caminhada pastoral, a cada dia percebo o quanto o relativismo tomou conta dos assuntos de caráter espiritual, em especial o doutrinário.

Na concepção pós moderna, nenhum conceito é absoluto, tudo é relativo. Para cada assunto que se trata, você pode ter dezenas ou até mesmo centenas de interpretações divergentes, de modo que as pessoas se apegam aquela que mais lhe convém, de acordo com a ocasião.

Em assim sendo, temas como, casamento, divórcio, família, homossexualismo, contribuição, arrependimento, confissão, etc.... ficaram relativizados ao "gosto do freguês", ou seja um verdadeiro perigo ao rebanho do Senhor.

Tudo que um pastor ministra ao rebanho que dirige, está exposto à comparação com outras interpretações formuladas por pessoas que na maioria das vezes nem se conhece, muito menos sua origem e credibilidade, mas seus pensamentos invadem as mentes dos leitores, e por aí às famílias e igrejas inteiras.

É preciso filtro, discernimento e atenção para que os fundamentos e princípios bíblicos não sejam transtornados.

Em tudo na vida, existem princípios, fundamentos e marcos estabelecidos, sem o qual perde-se todos os referenciais.

Deus estabeleceu fundamentos, os quais estão exarados na Sua Palavra, e portanto precisam ser respeitados e obedecidos, sem o que, não cristianismo nem Igreja, enfim, nada... 

A matéria acima é um verdadeiro alerta a um tema pertinente e necessário nos dias atuais. Todo cuidado é pouco.

"Se os fundamentos estão destruídos, que pode o justo fazer? Mas o SENHOR está no seu templo sagrado, o SENHOR tem seu trono nos céus. Seus olhos observam tudo; vê atentamente os filhos de Adão.…" Salmos 11:3-4

Um comentário:

Izaldil Tavares de Castro disse...

Parabéns, pastor Carlos Roberto. Assunto de grande importância!

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