segunda-feira, 27 de junho de 2016

O QUE É EVANGELIZAÇÃO - Lições Bíblicas EBD/CPAD - Subsídio Teológico


O QUE É EVANGELIZAÇÃO - Lições Bíblicas EBD/CPAD - Subsídio Teológico por Prof. Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida 


O EVANGELHO

Evangelho - A Palavra evangelho é citada 72 vezes no Novo Testamento, vem do grego “evanguélion”, que significa “boas-novas, boas notícias” (Mc 1:1, 1:15, 16:15). O Evangelho teve seu início logo após o pecado, quando Deus prometeu que viria o descendente da mulher e este pisaria a cabeça da serpente (Gn 3:15).

Evangelização - É o ato de comunicar o evangelho. É o ato de evangelizar. A palavra "evangelização" indica ação, significando "pregar o evangelho". Mas o que é evangelizar? Devo dizer que não existe unanimidade quanto a este conceito. Existem dois conceitos básicos sobre o que seria evangelizar:

Evangelizar é a comunicação do evangelho à alguém de tal maneira que este pudesse tomar uma decisão consciente de aceitação ou rejeição à pessoa de Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Exercer a evangelização é alcançar o homem fragilizado pelo pecado com as boas novas de alegria e de salvação. A ideia fundamental de evangelização é a de passar a experiência de conversão para outros.

Evangelizar é apresentar Jesus Cristo no poder do Espírito Santo, para que os homens ponham sua confiança em Deus e entendam e aceitem que Jesus Cristo é o único caminho, a única verdade, a única esperança de salvação e que Nele há vida eterna.

POR QUE TEMOS QUE EVANGELIZAR

A missão precípua dada pelo Senhor Jesus Cristo à Sua Igreja é manter através de seus membros o programa ativo da Evangelização. Em Mateus 28:18-20 o Senhor, solenemente, nos apresenta esse programa básico e primordial da atuação da Igreja no mundo, em todas as épocas: “fazer discípulos”. Como? Evangelizando, discipulando, reproduzindo. Esse processo cumpre cabalmente à “grande comissão”.

A missão da Igreja

Quando pensamos porque a igreja existe, logo nos vem ao pensamento a palavra de Pedro: "a fim de proclamardes as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe. 2.9). A primeira frase diz o propósito de Deus para nós. “Afim de” significa finalidade, objetivo, razão de existir.

O Evangelho é o agente transformador do caráter do ser humano, por isso Deus comissionou à Igreja fazer a evangelização a todos os povos e etnias (Mc 16:15) no afã de possibilitar a restauração do ser humano ao status quo da criação: imagem e semelhança de Deus (quanto ao caráter), dignidade, plena felicidade, comunhão com Deus e vida eterna.

Conhecimento do valor e da situação da alma humana

Sabemos que uma alma vale mais do que o mundo inteiro e que Deus amou a humanidade de tal forma que mandou o seu Filho para morrer por ela. Mas a situação de todas as almas é de condenação e perdição. "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus..." (Rm 3:23)

Responsabilidade diante de Deus

A ideia da responsabilidade pessoal e a de prestar contas a Deus, o juiz soberano, era um estímulo importante à evangelização na igreja primitiva. Com certeza todos iremos comparecer diante de Deus e prestaremos contas pela divulgação ou não do evangelho de Cristo.

"Pelo que desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé..." (2 Co 5:9-11)

"Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares para dissuadir o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o requererei da tua mão. Todavia se advertires o ímpio do seu caminho, para que ele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade; tu, porém, terás livrado a tua alma." (Ez 33:8,9)

A missão da Igreja é Evangelizar

Quando pensamos porque a igreja existe, logo nos vem ao pensamento a palavra de Pedro: "a fim de proclamardes as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe. 2.9). A primeira frase diz o propósito de Deus para nós. “Afim de” significa finalidade, objetivo, razão de existir.

Alguém perguntaria “porque Deus nos salva e logo nos envia a testemunhar aos outros?” A Bíblia diz que Ele nos salvou para sermos uma nação santa, povo de propriedade exclusiva Dele, ou seja, ministros, embaixadores (representantes) do Reino de Deus e nos envia para alcançar os outros. Ele os ama e quer chamá-los também para o seu Reino. E nós — e não os anjos — temos o privilégio de sermos "mensageiros de Deus", representantes do Reino (nação) celestial.

O evangelho foi anunciado na prática e coisas maravilhosas aconteceram. Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes (Salmos 126:5,6). Quem dera se todos os membros de nossas igrejas convidassem pelo menos uma pessoa para os cultos semanais. Quem dera se nós líderes procurássemos incentivar mais e fôssemos exemplo na proclamação do evangelho em lugares esquecidos de nossa cidade.

A igreja precisa compreender qual é a sua identidade

A confusão na igreja se dá quando ela não consegue compreender a sua identidade, quem ela é ou a sua vocação. A falsa imagem da igreja pode conduzi-la ao erro. Vejamos algumas imagens falsas:

A igreja como clube de religiosos.

Funciona como um clube social onde Deus é o objeto em comum das pessoas. Seus membros contribuem financeiramente, mas exigem certos privilégios, status e vantagens. Essas pessoas ainda não compreenderam que “a igreja é a única sociedade cooperativa do mundo que existe para o benefício de seus não-membros” (William Temple).

A COMISSÃO

A igreja de Jesus não pode ficar circunscrita às quatro paredes, ela precisa ir adiante, levar a mensagem do evangelho de Cristo.

A análise dos textos finais dos evangelhos segundo Mateus, Marcos, Lucas e João, e do início de Atos, revela a teologia bíblica da Grande Comissão. Tais textos não se encontram em oposição, antes se complementam, a partir deles a Igreja aprende a obedecer ao imperativo missionário.

Em Mt. 28.19, diz Jesus, “indo”, na verdade o ide, “poreoumai” em grego não está no imperativo, mas no particípio.

O Senhor sabia que a Igreja iria, já que essa é a condição de ser Igreja, ela não pode ficar estagnada, acomodada em um mesmo lugar.

O imperativo está no “fazei discípulos”, que está atrelado à instrução de Cristo, haja vista que compete à Igreja ensinar aos discípulos a “guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado”.

O TESTEMUNHO PESSOAL (Evangelismo pessoal)

O testemunho pessoal é o trabalho feito pelos membros da Igreja, com pessoas determinadas, como vizinhos, colegas de trabalho ou escolas, nos relacionamentos familiares, costumeiros e eventuais, na visitação a pessoas em casas, nos hospitais, nos presídios, com componentes de grupos específicos como drogados, prostitutas, homossexuais, menores, judeus e pessoas de outros grupos raciais etc.

Mas devemos lembrar que a grande força do evangelismo pessoal está na postura pessoal cristã autêntica, no contexto das várias áreas de convivência (família, escola, emprego, sociedade etc.). Ela é essencial para cumprir com eficiência a responsabilidade evangelística pessoal, aproximando as pessoas, por nós influenciadas dessa maneira, a se aproximarem do Senhor Jesus Cristo, conhecê-Lo e aceitá-Lo como Salvador e Senhor pessoal.

O “testemunho pessoal” está amplamente evidenciado na Bíblia como meio eficaz de evangelização, pois:

  • É ordem do Senhor – Mateus 28:18-20
  • É dever de todo o verdadeiro cristão – Lucas 24:48; Atos 1:8; 2 Timóteo 4:2
  • É privilégio – João 20:21
  • É responsabilidade – Ezequiel 33:7,8; Romanos 1:14 (exemplo de Paulo)
  • É obrigação irrecusável – 1 Coríntios 9:16
  • É prova de amor – Mateus 18:11-13; 1 Tessalonicenses 2:8.


Devemos lembrar que a nossa atuação é meramente “instrumental”, pois o Espírito Santo é quem nos usa para realizá-la. Nós somos o instrumento usado por Deus, não convertemos a ninguém, o Espírito Santo é quem opera, com poder, para a conversão verdadeira – João 16:7-11; Lucas 24:49; Atos 1:8.

Em 2 Coríntios 5:20, Paulo ilustra com muita propriedade o exercício dessa responsabilidade, comparando-nos com o “embaixador”. Um “embaixador” age “em nome de”, como representante legítimo e credenciado para falar pelo representado, como se ele estivesse presente!

O EVANGELISMO DE MASSA (Pregação ao público)

Pode ser feita através da reunião evangelística programada como trabalho habitual, em horário pré-estabelecido, na Igreja local; através de campanhas especiais, no próprio templo ou em lugares amplos escolhidos para esse fim; através de programações radiofônicas e de TV; através de literatura publicada e distribuída amplamente; com grupos específicos reunidos, para o fim de serem evangelizados, como colegiais, profissionais liberais e outros.

Tudo o que se mencionou acima, quanto ao evangelismo pessoal, tem a ver, também, com o exercício da evangelização de caráter público. São condições e características imperiosas que dizem respeito aos que se envolvem com esse importante ministério do Senhor.

Os que são responsáveis pela pregação pública do Evangelho devem ser homens de Deus, dotados espiritualmente para esse tipo de trabalho (veja Efésios 4:11), que devem ter consciência da sua condição de instrumentos do Senhor para pregar a Palavra e não as suas ideias, sem qualquer preocupação de projeção ou destaque pessoal, fazendo o trabalho sem orgulho ou vaidade, mas com humildade e total dependência do Senhor.

Está comprovado que a maioria das pessoas que foram alcançadas pelo evangelho, foram alcançadas através de um familiar, de um amigo ou de uma amiga do trabalho ou da escola. Gente que foi a um acampamento ou a uma reunião da igreja a convite de alguém do seu meio de relacionamento. No Novo Testamento temos o exemplo de André, que era discípulo de João Batista, que imediatamente após reconhecer Jesus como o Messias, apressou-se a apresentá-lo a seu irmão Pedro. Comecemos pelo mais simples e óbvio.///

Por Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.;D.Hu.)
Assembleia de Deus Ministério do Belém em Santos - São Paulo.

O Pr. Dr. Adaylton de Almeida Conceição, foi Missionário no Amazonas e por mais de 20 anos exerceu seu ministério na Republica Argentina; é Licenciado, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia e Diretor da Faculdade Teológica Manancial.

Facebook: adayl manancial

BIBLIOGRAFIA
Agnaldo Almeida – Evangelização é o dever de todo cristão
Eber S. Jamil – Evangelismo
Timóteo Carriker - O que é o evangelismo?
Vinícius Musselman Pimentel- O que é Evangelismo

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