segunda-feira, 27 de junho de 2016

Pastor responsável pela igreja que desabou assumiu o erro para o delegado - COMENTO


Obra em igreja que desabou era feita por fiéis voluntários


Nesta última semana uma pessoa morreu e outras ficaram feridas no desabamento da Igreja Assembleia de Deus na cidade de Diadema, na Grande São Paulo.
Em depoimento à polícia, o pastor responsável pela igreja confessou que as obras de reforma no imóvel eram realizadas por voluntários da igreja, sem a supervisão de um engenheiro.
Ainda segundo o delegado, o pastor também afirmou que sabia que a igreja – no local há mais de 50 anos – não tinha alvará de funcionamento.
O delegado Miguel Ferreira da Silva está responsável pelo caso e afirmou ao G1 que o pastor pode ser indiciado se for comprovado que ele é responsável pelo acidente.
“Só após a conclusão do laudo, que deve sair em cerca de 30 dias, e dos depoimentos saberemos quem é o responsável. Preciso dessas informações para entender completamente a dinâmica do acidente. Alguém pediu a execução do serviço e alguém assumiu a responsabilidade por ele. É preciso investigar para entender as duas figuras”, explicou.
Além do pastor, que não teve o nome divulgado, dois fiscais da Prefeitura de Diadema prestaram depoimento e disseram que em 13 de junho a igreja foi notificada de que era preciso ter o alvará de aprovação e execução da obra.
A polícia trabalha com a suspeita de que a igreja tenta construir uma garagem em baixo do prédio. Vizinhos confirmam que caminhões de terra foram retirados do local, o que pode justificar o desabamento da igreja.
“Só a perícia poderá confirmar se estavam tirando terra do barranco, que em tese seria a estrutura que sustentava a igreja no terreno em declive”, disse o delegado.
“Se os indícios forem comprovados, a polícia pode indiciar o responsável pela obra por crime de desmoronamento qualificado. Qualificado porque houve lesão corporal e morte, e culposo, porque não houve intenção de matar, mas porque serviço foi realizado de forma negligente”, completou.
O advogado da igreja, Kaique Nicolau de Lima, garantiu ao G1 que a obra estava paralisada e que os documentos já estavam sendo preparados para serem entregues na prefeitura. “A obra já estava paralisada há mais de 15 dias. É uma igreja antiga, com mais de 60 anos. A documentação estava sendo agilizada junto à Prefeitura”.
Fonte: CPAD News
MEU COMENTÁRIO
Conforme havia alertado aqui mesmo no blog, sobre a responsabilidade das igrejas e seus administradores, a coisa já começou a se configurar.
Precisamos entender que a Igreja como corpo de Cristo, é uma questão em nível espiritual, no entanto, como instituição devidamente legalizada e com personalidade jurídica, está totalmente sujeita à legislação vigente no país.
Sei também que algumas questões ligadas ao trabalho voluntário, bem como a maneira de se fazer as coisas sem planejamento, para que depois se regularize é uma cultura brasileira, principalmente nas periferias, onde a maioria dos templos são construídos.
É tempo de refletirmos, repensarmos as coisas e mudarmos de atitude. O caso de Diadema não é um caso isolado, mas serve para que todos tomemos providência em nosso raio de ação.
Oremos pelo nosso companheiro responsável pela administração daquele ministério, cujo templo desabou, para que Deus lhe dê graça nas tratativas desse caso, e nós outros, possamos estar preparados para as devidas mudanças, de tal forma que não sejamos surpreendidos também.
Oremos!

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