sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O EVANGELHO NO MUNDO ACADÊMICO E POLÍTICO - LB EBD/CPAD - Subsídio Teológico

   


IMPORTÂNCIA E ALGUNS DADOS

A instituição escola é hoje quase uma unanimidade mundial na função formativa e informativa. Estudante frequentá-la é requisito básico para se exercer a plena cidadania. Isso faz com que seja um dever do Estado e um direito do cidadão. O Ensino Superior tem a finalidade de formar, de modo sistemático e organizado os profissionais e os intelectuais de que os países necessitam por meio das atividades de ensino pesquisa e extensão

Evangelizar um estudante universitário é investir na conversão de uma pessoa que poderá produzir muitos frutos para Deus (Mt 13. 23). Será um político, um empresário bem sucedido, ou simplesmente uma pessoa talentosa, com aptidões especiais. Enquanto estudante, essa pessoa tem a tendência de estar mais receptiva ao Evangelho que depois de formada.

A igreja evangélica no Brasil, de modo geral, desenvolveu o medo e a desconfiança para com a universidade e a teologia como saber. Subsiste a associação entre o saber e a falta de espiritualidade, entre a teologia e a ausência de unção, entre o conhecimento secular e a perda da fé. Vive-se sob o fantasma da apostasia, sob o pavor da heresia, sob a ameaça do desvio liberal. No imaginário evangélico comum e nos jargões repetidos sem a devida crítica e respeito reproduz-se ironicamente que a teologia é um indicador de sapiência inútil e oposta ao Evangelho.

Instituiu-se neste imaginário e neste inconsciente coletivo o cultivo do medo ante qualquer ameaça ao purismo moralista e à ortodoxia tida como oficial (que raramente se sabe exatamente qual é). Menosprezam o estudo, a pesquisa, a inquirição, a crítica, a discussão e o debate porque temem pela ordem “divinamente” instituída em seus feudos e guetos eclesiásticos.

O jovem cristão e o meio acadêmico

O jovem cristão tem a missão de cursar uma faculdade e também de ser influência para aqueles que não conhecem a Cristo. Mas, como fazer isso num ambiente "livre" e cético ao mesmo tempo? Entenda em nossa matéria especial.

Mas, nem sempre o jovem crente fica desamparado na academia. Em Fortaleza (CE), por exemplo, foi criada recentemente a COMUNIE (Comunhão Universitária Evangélica) que liderada pelo pastor Glauco Barreira Magalhães Filho, pretende revelar a cada cristão na Universidade que ele não está só.

Em entrevista para o Portal Guiame, o pastor comentou como o jovem cristão pode aproveitar o ambiente acadêmico para levar o evangelho aos ímpios. “O jovem cristão deve revelar que a sua fé em Cristo não é ‘algo de fim de semana’, mas o núcleo central de sua existência. Desse modo, o não cristão poderá ver que a igreja não é para ele um mero entretenimento ou um paliativo para as dores da vida temporal”, disse.

Com isso, Glauco acredita que a fé precisa ser o centro do jovem em todos os aspectos. “A fé só mostrará a sua posição central em nossa vida quando determinar as nossas prioridades, as nossas motivações e o nosso pensamento. Um cristianismo que não influencie as pesquisas e a mentalidade acadêmica não impressionará ninguém. Devemos, assim, mostrar coerência entre crenças e práticas. A partir daí, poderemos evangelizar com autoridade, sempre prontos a aproveitar cada oportunidade”, pontuou.

Alcançando os que estão perto

Ao contrário do que muitos imaginam a atividade missionária precisa ser realizada não somente em países e culturas diferentes, mas também no contexto urbano da igreja, nas cidades em que se localizam milhares de pessoas que necessitam ser alcançadas pelas boas novas. Por isso, as universidades são locais propícios para a pregação do evangelho e formação de novos discípulos de Cristo.

No Brasil, de acordo com pesquisa realizada pelo Censo da Educação Superior, o número de alunos universitários alcançou mais de seis milhões e meio em 2012, representando um crescimento de 5,7 por cento em relação a 2010. A comunicação do evangelho nas escolas e universidades faz parte das missões urbanas.

A grande comissão estabelecida pelo Senhor Jesus em Mateus 28.19-20 requer uma interpretação em sintonia com o que está registrado em Atos 1.8: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”.

POSSIBILIDADES E LIMITAÇÕES DA EVANGELIZAÇÃO ACADÊMICA

É um ponto de convergência.

As pessoas presentes na escola se deslocaram de outros bairros, ou cidades, ou estados ou países, no caso de estudantes estrangeiros. Ter essas pessoas concentradas ali é uma economia de esforço, do ponto de vista da estratégia evangelística. É claro que ninguém comparece à escola para tomar conhecimento do evangelho. O nosso trabalho começa com a comunicação evangelística correta para esse ambiente.

É um local onde as pessoas interagem

Na escola ou na universidade as pessoas precisam se comunicar e têm oportunidade de se conhecerem, fazer amizades, trocar ideias. Talvez não exista outra instituição mais apropriada para essa finalidade. Na verdade, é lamentável vermos que muitos evangélicos ocultam o seu testemunho cristão e perde essa grande oportunidade para comunicarem o evangelho aos seus colegas. Isso é notado entre alunos, professores e funcionários.

A fé é confrontada

A escola ou universidade repassa conceitos filosóficos e científicos equivocados, que são antagônicos à Palavra de Deus, mas são tornados válidos pelo consenso da Comunidade Científica. Entre os não cristãos, isso acentua o ceticismo e a incredulidade. Entre cristãos menos alicerçados no conhecimento bíblico há ameaças de esfriamento na fé. O que cabe a nós fazermos quanto a isto? Muito pode ser feito. Todo o Comunicador do Evangelho tem a missão de manifestar um posicionamento bem fundamentado, tanto na Bíblia como em assuntos científicos e, principalmente, com um testemunho de vida coerente com a fé professada.

A DOUTRINA DA ENCARNAÇÃO

Para que isso possa acontecer, precisamos ter conhecimento da doutrina da encarnação. E ela ensina duas coisas:

1. Deus é Senhor: Quando Deus quis revelar algo de si sobre a humanidade de uma maneira mais sublime, Ele o fez por meio da encarnação. Deus se tornou homem. Tornou-se carne. Isto significa que Deus participou de nossa realidade. Precisamos nos inspirar na doutrina da encarnação. Se quisermos influenciar a universidade, não podemos vê-la como inimiga da fé. Precisamos participar, nos engajar. Em outras palavras, estou dizendo que aproveite o que você esta fazendo e seja o melhor juiz, o melhor biólogo. Faça o melhor curso. O que mais precisamos hoje é de referências na universidade. Enquanto não tivermos, seremos sempre considerados uma subclasse.

2. Não apenas devemos participar, mas também comunicar o evangelho: Jesus comunicou o evangelho em nossa linguagem. Você acha que o evangelho chegaria até nós se Ele não assumisse a humanidade? Ele precisou ser como nós para que pudéssemos, a partir de sua humanidade, entendermos o que Ele queria comunicar a nós. Existem varias linguagens. Filosófica, biológica, psicológica, e podemos comunicar através dessas linguagens. O maior desafio, então, é como podemos usar essa linguagem e comunicar com ela essa visão de mundo que o evangelho nos dá.

COMO COMUNICAR O EVANGELHO COM EFICÁCIA A ESTUDANTES?

Percebe-se na leitura da Bíblia que a prioridade máxima de Deus para as atividades dos cristãos é a evangelização. Antes da ascensão de Jesus, Ele solicitou: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho” (Mc 16. 15). Igualmente, em Atos 1. 7 e 8, Jesus responde aos seus discípulos que certas questões nacionalistas seriam resolvidas depois. Mais importante seria um preparo sobrenatural específico, que os tornaria aptos a comunicarem o Evangelho aos mais diversos ambientes do mundo.

O EVANGELHO NO MUNDO DA POLÍTICA

Enquanto na Europa enfrentamos um acelerado processo de descredibilização da democracia, voltando a pairar no ar o espectro do fascismo, no Brasil o crescimento de grupos evangélicos e pentecostais começa a ganhar contornos verdadeiramente crescentes. Entre os anos 1970-2010 os católicos (ou declarados) desceram de 91,8% da população para 64,6%, enquanto os evangélicos subiram de 5,2% para 22,2% (dados IBGE). Não só se multiplicou nos últimos anos o número de deputados e vereadores oriundos do meio evangélico como se fortaleceu a articulação entre diferentes denominações evangélicas.

As frentes parlamentares evangélicas (FPE) já funcionam em vários estados da federação brasileira, contando com mais de 100 deputados estaduais evangélicos e, segundo o presidente do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política, esperam em breve "passar os 10 mil vereadores evangélicos".

O POLÍTICO DANIEL

Um príncipe hebreu que foi levado cativo para a Babilônia ainda na adolescência e cujo nome era Daniel, ou “Deus é Juiz”. Um jovem que perdeu tudo o que tinha de uma vez e passou da condição de príncipe para a de escravo, isso seria o suficiente para deixar qualquer adolescente revoltado, mas Daniel era de Deus e não se deixou contaminar pela revolta, pela depressão e nem pela mesa do rei Nabucodonosor, com seus quitutes elaborados e vinho finíssimo.

Daniel era um servo de Deus e Deus nunca o abandonou, Sua história foi belíssima e muito se tem aprendido com Daniel pelos séculos afora, mas há um traço de sua história que é bem pouco explorado pelos pregadores do Evangelho: Daniel foi um grande político em sua época e serviu aos reis Nabucodonosor, Belsazar e Dario. Daniel foi nomeado, por Nabucodonosor, como governador de toda a província da Babilônia e assim começou sua vitoriosa vida pública.

A Bíblia fala de dois políticos bem sucedidos: José e Daniel e a regrinha de ouro, que os tornou memoráveis, foi o amor a Deus sobre todas as coisas e a fidelidade com que serviram ao Senhor e aos reis da época e a recomendação é esta: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens. (Colossenses 3:23).

Daniel, um homem público incorruptível

Deus tem usado homens incorruptíveis no meio de uma geração decadente para firmar os valores absolutos do seu reino. Um exemplo clássico é Daniel, um homem que viveu há 2.600 anos, mas cujo testemunho reverbera ainda hoje.

Um homem capaz de vencer os traumas do passado sem azedar o coração (Dn 1.1-6). Daniel foi arrancado da sua Pátria, da sua família ainda adolescente e levado cativo para a Babilônia. Ele perdeu sua nacionalidade, sua liberdade, seu nome e sua identidade, mas resolveu ser um influenciador em vez de sucumbir às circunstâncias adversas. O que na verdade mais importa não é o que as pessoas nos fazem, mas o que fazemos com o que elas nos fazem.

O que é dito de Daniel?

Daniel, três vezes por dia se punha de joelhos, e orava, dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.”. Daniel 6:10.

Como Daniel pôde ter tanto sucesso em dois impérios? Qual era o seu segredo? Onde estava a sua fonte de poder? Como ele pôde resistir a tantas ciladas e armadilhas? Como ele não se corrompeu no meio político?

“Tende um tempo fixo, um período especial para oração pelo menos três vezes ao dia. De manhã, ao meio-dia e de noite, Daniel orava a seu Deus, não obstante o decreto do rei e a temível cova dos leões. Ele não ficou com vergonha ou medo de orar, mas orava três vezes por dia, com as janelas abertas.”

Deus sempre honra aqueles que O buscam e se entregam à Ele. Deus não despreza um coração devoto à Ele. A oração nos torna amigos de Jesus, e amigos gostam de atender os pedidos de amigos.

Neste início do século XXI, somos desafiados na nossa integridade como cristãos a termos uma postura que jamais renegue a nossa fé cristã. Haverá em nossos dias gente confiável? Para esse tempo de crise de integridade, a história de Daniel serve de modelo aos cristãos.

Daniel não permitiu que a política e as inovações o governasse.

Um homem governado por um espírito excelente (Dn 6.4). Daniel não era apenas um homem culto, mas também um homem sábio. Ele olhava para a vida na perspectiva de Deus e buscava em tudo a direção divina.

Um homem íntegro cercado por um forte esquema de corrupção (Dn 6.5). Daniel estava cercado por uma horda de homens inescrupulosos, que encastelados no poder, buscavam seus próprios interesses e não os do povo. Os políticos haviam se corrompido de forma alarmante e viviam como ratazanas e sanguessugas, que se alimentavam do sangue da nação. A honestidade de Daniel incomodou os políticos corruptos e eles vasculharam sua vida privada e pública, para só descobrirem que ele era um homem impoluto e sem jaça.

Um homem piedoso cercado por uma geração perversa (Dn 6.10). Daniel era um político culto, ético e crente. Ele era um homem de oração. Sua religiosidade não era apenas de conveniência. Sua conduta privada e pública testificava sua integridade religiosa. Daniel manteve sua vida de oração, mesmo sabendo que seus inimigos haviam tramado contra ele para o matar. Homens honestos e piedosos incomodam o sistema. Mas, os políticos comprometidos com Deus e com as causas do povo não se intimidam com as ameaças de seus inimigos.

Um homem abençoador e não vingativo (Dn 6.20,21). Daniel não era um político que destilava o veneno do ódio contra seus inimigos. Ele não vinga de seus inimigos nem pede vingança para eles. Da sua boca saem apenas palavras abençoadoras.

Daniel honrou a Deus e foi honrado por ele. Deus foi exaltado entre as nações pelo testemunho de Daniel. Deus é exaltado entre as nações quando os seus filhos permanecem fiéis no campo minado da sedução ou da perseguição. A Babilônia, com sua magnificente grandeza caiu, mas, Daniel permaneceu de pé. Daniel foi maior do que o próprio império babilônico. Que Deus nos dê homens públicos desse jaez!

A INFLUENCIA DE DANIEL

Daniel viveu em meio a todos esses acontecimentos marcantes. Não sabemos exatamente que impacto ele causou na comunidade dos exilados, mas temos evidências de que foi uma grande influência em favor do bem, tanto aos exilados como aos babilônicos.

Daniel tornou-se confidente de Nabucodonosor ao longo do reinado deste (605—562 a.C.). Mais tarde serviu com igual distinção na corte de Ciro, o governante persa que conquistou a Babilônia. Uma das primeiras políticas implementadas por Ciro após subjugar a Babilônia foi permitir que os judeus retornassem à sua terra e retomassem seu estilo de vida. É muito provável que Daniel tenha influenciado a decisão do monarca.

Dn 1.5. Determinou-lhes o rei a ração diária. Àqueles jovens seletos e promissores foi dado um tratamento em estilo real; eles recebiam aulas de primeiro nível em boa mesa, e comiam diretamente das provisões reais, ou seja, metaforicamente, comiam “da mesa do rei”. Tinham os ricos alimentos e o vinho de que o próprio rei desfrutava, mas terminaram rejeitando essa alimentação em favor da comum dieta judaica, conforme se vê no vs. 16. Sem dúvida, por motivo de saúde, isso era melhor para eles, mas a preocupação principal era obedecer à dieta judaica ideal. Além disso, a rejeição dos alimentos reais era uma maneira de eles dizerem: “Também rejeitamos o luxo e a idolatria deste lugar, como algo contrário à boa moral”. Os três anos de educação e treinamento prático significariam a formação universitária no sentido babilônico.

ATITUDE DE DANIEL E DE SEUS AMIGOS

1. Uma firme resolução: não se contaminar (1.8)

Quando Aspenaz, chefe dos eunucos recebeu ordens expressas de Nabucodonosor quanto a preparação daqueles jovens, não discutiria essa determinação palaciana. Reuniu os jovens hebreus e deu-lhes a ordem (1.5,6). Além da troca de seus nomes para apagar de vez com os vínculos religiosos que eles mantinham, Aspenaz lhes deu novos nomes pelos quais eles seriam identificados (Dn 1.7). Daniel e seus amigos, inteligentemente não revelaram as razões de sua rejeição à dieta da mesa do Rei, mas, na verdade, eles propuseram entre si não queriam contaminar-se com as iguarias da mesa do rei que eram oferecidas aos deuses. Essa atitude corajosa de Daniel e seus amigos representava toda a fé que tinham no seu DEUS a quem serviam e sabiam que seriam guardados do mal.

Dn 1.8 Resolveu Daniel firmemente não contaminar-se. Bem no começo de ter sido tão altamente favorecido, Daniel resolveu permitir que sua fé religiosa interferisse e lhe causasse dificuldades. Não são muitas as pessoas que permitem que sua fé intervenha em alvos e ambições mundanas, para nada dizermos sobre os prazeres, que usualmente formam a base de sua filosofia de vida. Daniel e seus amigos resolveram arriscar-se a enfrentar a ira do rei (que lhes seria fatal), a fim de permanecerem fiéis. Eles se revoltaram contra o alimento não-kosher (não puro) que lhes era servido. Os alimentos consumidos pelos pagãos continham coisas consideradas cerimonialmente imundas para os judeus. Daniel fez um propósito “em seu coração”). Ele tinha profundas convicções sobre essas questões.

Então disse Daniel ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia constituído sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias:

Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, e que se nos dêem legumes a comer, e água a beber.

Deus honrou ao profeta e político Daniel

Passaram-se vários anos, Daniel galgou vários cargos públicos de babilônia o jovem ficou velho. Mas sua adoração a Deus não esmoreceu nem enfraqueceu, antes, continuou brilhante como o Sol do meio-dia. Reis entraram e caíram na cidade de Babilônia, Mas o profeta Daniel, continuou fiel ao grande Jeová! Neste momento de nosso estudo, ele já esta com aproximadamente 80 anos. Encontra-se sob os serviços do Rei Medo-Persa, Dario, um dos conquistadores de babilônia. Seu testemunho era louvável e Dario o aproveitou na administração de seu reino:

E pareceu bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte príncipes, que estivessem sobre todo o reino;

E sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes príncipes dessem conta, para que o rei não sofresse dano.

Atualmente, no meio politico brasileiro, vemos muita corrupção. Durante as campanhas para eleição de candidatos, vemos a baixaria que e feita entre eles. São levantados verdadeiros históricos da vida dos candidatos, onde todos os podres são revelados com a intenção de manchar a imagem do concorrente. Essa tática, como lemos no relato, não e nova. Tentaram o mesmo ardil contra Daniel. Porem, Daniel era um verdadeiro servo do SENHOR. Não mentia. Chegava na hora em seu trabalho. Não desviava dinheiro. Não pervertia o juízo. Não caluniava os colegas. Era um homem de princípios, o que até mesmo seus opositores tiveram que reconhecer.

Entretanto eles não desistiriam tão fácil. Pensaram muito e criaram uma armadilha para o idoso Daniel:

Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus.

Então estes presidentes e príncipes foram juntos ao rei, e disseram-lhe assim: O rei Dario, vive para sempre!

Todos os presidentes do reino, os capitães e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.

Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.

Por esta razão o rei Dario assinou o edito e a proibição.

Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer. Daniel 6:10

Deus honra e recompensa aqueles que lhe são fiéis

Deus havia recompensado a fidelidade de Daniel dando uma capacidade e sabedoria fora do comum. Vemos que muitos servos do Senhor hoje em dia também são abençoados da mesma forma. E digno de nota que embora, segundo a tradição judaica, Daniel seja reconhecido como profeta, seu ministério não foi o de pregar ao povo em geral, Assim como Ezequiel, por exemplo. Ele foi usado por Deus em um cargo publico de uma nação paga. Podemos aprender disso que Deus pode usar-nos em qualquer lugar para a realização de sua vontade. Não e necessário que se seja um pastor ou missionário para se fazer a vontade de Deus. Podemos mesmo ser missionários ou pastores em nossa casa, local de trabalho ou escola. E só nos colocarmos a disposição do Espirito Santo, assim como fez Daniel.//  

Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Facebook: adayl manancial

O Pr. Adaylton de Almeida Conceição, foi Missionário no Amazonas e por mais de 20 anos exerceu seu ministério na Republica Argentina; é Licenciado, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Membro da Academia de Letras Machado de Assis de Brasilia-DF, Professor do Seminário Kerigma em Santos-SP e Diretor da Faculdade Teológica Manancial)

BIBLIOGRAFIA

Edson Talarico Rodrigues – A comunicação do evangelho no meio acadêmico.
Elísio Estanque -A evangelização da política
Luís Carlos Fonseca. – Daniel – Um exemplo para os jovens cristãos
Print Friendly – Daniel e a política incorruptível
Valmir Nascimento Milomem – O evangelho na universidade.

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