quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A PROVISÃO DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS EBD/CPAD - Subsídio Teológico



A PROVISÃO DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS EBD/CPAD por Pr. Adaylton de Almeida Conceição

A GRAÇA DE DEUS

Após ter saído do Egito e cruzado o mar Vermelho na direção de Canaã, não demorou muito para Israel descobrir o que muita gente não percebe durante a vida inteira: é impossível viver sem a graça de Deus.

A graça de Deus, como bem expressou Davi, é melhor do que a vida, pois é ela que nos salva, nos sustenta e nos satisfaz (Sl 63.3). A graça nos salva do pecado e de nós mesmos (ela nos arranca do Egito); ela nos sustenta em meio ao deserto da vida; ela também nos satisfaz no muito ou no pouco que nós vamos recebendo de Deus na caminhada.

O CAMINHO DO DESERTO

A história de Êxodo é a história da graça de Deus resgatando o seu povo do Egito e sustentando-os pelo caminho do deserto, até a terra de Canaã. Sem a graça de Deus essa gente nem teria saído da escravidão, muito menos sobrevivido no caminho do deserto. O caminho do deserto sem a graça de Deus teria sido o fim daquele povo.

1- Como saber qual o caminho a seguir? Como se aquecer do frio congelante da noite? Como se livrar do sol escaldante do dia? Nada como a coluna de fogo de noite e a nuvem de dia para conduzi-los e abrigá-los no caminho do deserto.

2 – Quando faltar água ou se elas forem amargas, que fazer? Deus proverá e adoçará as águas do deserto.

3 – Quando a caminhada estiver dura, onde buscar alívio? Deus proverá repouso em Elim, com sombra de palmeiras e fontes de água fresca.

4 – Quando faltar comida, onde obter? Deus fará chover maná e codornizes para matar a fome do povo pelo caminho do deserto.

Todas essas provisões pelo caminho do deserto vieram por meios milagrosos. Era a graça de Deus sustentando o povo ao longo da jornada. A provisão de Deus jamais faltaria, de maneira que, se não fosse o espírito de incredulidade, a viagem teria sido calma, apesar das lutas.

O caminho do deserto era a sala de aula de Deus, era o instrumento didático do Senhor, ensinando o seu povo a confiar e a regozijar-se na graça, do início ao fim da jornada.

Ao longo dos quarenta anos no deserto Deus cuidou do seu povo, e os orientou através da nuvem de dia, e a noite uma coluna de fogo (Êx 13.21-22), não deixou nada faltar, as roupas não envelheceram, nem os pés incharam (Dt 8.4), proveu água e comida, deu vitoria diante dos inimigos. Devemos acreditar no Deus que servimos, assim como Ele cuidou de Israel no deserto também cuidará de nós nas horas das dificuldades.

Durante 40 anos no deserto a presença de Deus confirmava a sua Palavra

Durante os quarenta anos de deserto o povo viu á mão de Deus manifestar a favor deles, mesmo assim preferiam estar nos fornos de tijolos do Egito com o Faraó, do que no deserto gozando da graça de Deus. Deus cuidou do seu povo dando-lhe Maná e codornizes, quando estavam com fome (Êx 16.2-3,11-12).

Deus providenciava codornizes de maneira natural, ou seja, Ele usava os meios da natureza (Êx 16.13, Sl 104.30, Nm 11.31-32), porém a maneira pela qual ele providenciava o maná era de fato algo completamente milagroso, o maná vinha do céu (Êx 16.4). É bom lembrar que a Igreja tem o seu maná diário, que é Cristo, pois Ele disse que é o pão da vida que veio do céu (Jo 6.51; 6.35).

ELIAS - DEUS CUIDA DOS SEUS SERVOS EM TEMPO DE CRISES

No tempo de Elias, havia fome sobre a terra.

Ele mesmo transmitiu ao rei Acabe, a mensagem de Deus, de que não choveria sobre a  terra. Porém Deus sempre se responsabilizará pela vida dos Seus. ...Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas (Mateus 6.32).

Elias tinha apenas que obedecer a Deus. “Esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão” ( 1 Re. 17.3). Ele foi e encontrou as águas que faltava em tantos lugares. Ali Deus determinou que os corvos o alimentasse.

( I Re. 17.4,6). “Beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem... E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à tarde; e ele bebia do ribeiro”.

O AGIR DE DEUS

Deus atua de forma contraria às circunstancias: I Reis 17.

Elias foi a uma cova em Querite, os corvos lhe trazia pão e carne. (17.6). E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à tarde; e ele bebia do ribeiro.”

No vers. 7 o ribeiro se  secou e Deus o manda a Serepta de Sidom. Porque? Se calcula que a distancia era de uns 150 Km. E certamente Elias não foi pelo caminho normal, pois  Jezabel e Acabe o estava buscando para matá-lo. Talvez foi pelo caminho das montanhas, mais difícil...150 Km,  sem carro,  sem  cavalo, sem ninguém para lhe dar uma carona...
v.9.  Parece ilógico que Deus o mandasse a Serepta de Sidon (Fenícia). Pois ali era justamente a terra de Jezabel e seus parentes... Ali Deus havia determinado a uma mulher viúva, que o guardasse e sustentasse.

(Lc.4.25,26). “Em verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel nos dias de Elias, quando céu se fechou por três anos e seis meses, de sorte que houve grande fome por toda a terra; e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Serepta de Sidom”.

A viúva ia preparar  seu último pão para ela e seu filho,  para depois morrer. Isto mostra a gravidade da situação( I Re. 17.10). “Levantou-se, pois, e foi para Sarepta. Chegando ele à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco d'água, para eu beber.

Tudo o que Deus fez parece ilógico.

      1- Manda uma cova, e não a uma casa ou a um Hotel.
      2- Um ribeiro, e não um rio caudaloso.
      3- Um corvo, e não um garçom.
      4- A Serepta, e não a um lugar amistoso
    5- e por fim a uma viúva, e ainda, pobre, ou melhor, mais que pobre. Estava num estado de lástima.

(1 Re. 17.17-21) “Depois destas coisas aconteceu adoecer o filho desta mulher, dona da casa; e a sua doença se agravou tanto, que nele não ficou mais fôlego. Então disse ela a Elias: Que tenho eu contigo, ó homem de Deus? Vieste tu a mim para trazeres à memória a minha iniquidade, e matares meu filho?  Respondeu-lhe ele: Dá-me o teu filho. E ele o tomou do seu regaço, e o levou para cima, ao quarto onde ele mesmo habitava, e o deitou em sua cama. E, clamando ao Senhor, disse: ç Senhor meu Deus, até sobre esta viúva, que me hospeda, trouxeste o mal, matando-lhe o filho? Então se estendeu sobre o menino três vezes, e clamou ao Senhor, dizendo:  Senhor meu Deus, faze que a vida deste menino torne a entrar nele”.

Será que não havia alguém em melhores condições social e econômica em Serepta?  - Sim, havia. Mas era para provar a fé de Elias e ver até onde ele confiava em Deus. Deus queria mostrar que ele era o Deus da provisão quando tudo parece difícil.

A globalização

A globalização trouxe e mantém o espírito de unificação das nações para fins comerciais e de avanço tecnológico. Quem parece não encontrar lugar, são as nações pobres do planeta.

A globalização veio com o conceito de “nova ordem econômica” conceito que na minha juventude esperava acontecer e alegrei-me quando isto foi pronunciado pela primeira vez e então entendi que estava aberta a porta para o fim.

A exemplo de Elias, nós também estamos assistindo a uma crise global. Ninguém pode negar que o mundo passa por problemas. A tragédia espalha-se pelas ruas. A violência é o principal assunto dos jornais. Os debates políticos da atualidade refletem as divisões severas e profundas em uma sociedade que parece desorientada. As previsões para a nossa economia são sombrias e assustadoras. Hoje, o fantasma que ameaça grande parte da população, é a perda do emprego. A fobia se espalha. Como explicar tamanho caos? Como viver com esta insegurança? Em que ou em quem confiar? Há alguma esperança para um muno em crise e à beira do colapso?

O mundo jaz no maligno.

Sabemos a causa de todo atropelo que ocorre no mundo; Fomes, guerras, doenças e acidentes naturais Mc 13:8 e as calamidades apocalípticas para depois do arrebatamento, Ap.6:8 tem como causa o profundo grau de desobediência dos homens e o gestor dessas calamidades é o próprio Diabo para quem a sentença já foi lavrada.


Uma sociedade centrada no homem.

Vivemos em uma sociedade em que o antropocentrismo prevalece. A palavra ‘antropos’ significa “homem”, e antropocentrismo traz a ideia do homem como o centro de tudo. Alguns fatos ocorridos no passado poderiam ser visto como uma ficção e o nosso tempo como realidade: A Torre de Babel – “Façamos um nome para que não sejamos espalhados sobre a terra.”; Jardins suspensos de Babilônica e Nabucodonosor, Dn. 4:30.
Deus não dá a sua glória a outrem. Is. 42:8

No Novo Testamento temos o discurso de Herodes que inchou-se diante dos aplausos e gritos que a sua voz era de Deus e não de homem, Atos 12:22.

O antropocentrismo é um mal que invadiu muitos lugares de culto e por vezes vem de um elogio aparentemente honroso.

Os líderes precisam se cuidar, pois em busca de interesses, enaltecem a figura do homem acima de tudo em busca de poder e Deus está atento a tudo isso.

Uma sociedade relativista.

O relativismo ético e moral nega a existência de verdades absolutas, especialmente, os princípios e ensinos imutáveis da Palavra de Deus. O autor esclarece bem o sentido do relativismo e basta sua leitura em classe, para ver  que vivemos um tempo em que o certo e o errado se misturam e pior ainda, em se tratando das questões relativas a Deus e principalmente a sua Palavra, o homem se torna culpado pelo transtorno causado quando em muitas igrejas os valores cristãos estão pervertidos e não há qualquer respeito a verdadeira orientação da palavra de Deus.

O ENSINO DE JESUS SOBRE AS NOSSAS NECESSIDADES

Todas as pessoas, no percurso da vida, enfrentam dificuldades e passam por alguma necessidade. Há necessidades de afeto, de carinho, de reconhecimento, de amor, de coisas mate-riais,  de pão… Jesus ensinou aos seus discípulos: “…no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (Jo 16.33). Ele começou o seu ministério no deserto. Ali Jesus foi tentado por satanás nas coisas em que somos tentados como homens (Hb 4.15). Ele teve fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), cansaço (Jo 4.6) e enfrentou dura batalha contra o tentador, mas, no poder do Espírito Santo, Ele venceu tudo (Fp 2.8-9).


Por Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.M.Th.D.)

Assembleia de Deus Ministério do Belém em Santos - SP
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BIBLIOGRAFIA

  • Ângela Valadão – O Ensino de Jesus sobre a Provisão
  • Vanderlei Cardoso – Deus Proverá e suprirá
  • Gildásio Reis  - A Provisão de Deus em tempos de escassez

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