segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Após governador do DF, demolir igrejas evangélicas Bispo Manoel Ferreira lança candidato ao governo do Distrito Federal

O DF tem 830 mil evangélicos. Votos suficiente para eleger um governador!

Na última sexta-feira dia 17, O bispo Manoel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus Madureira (CONAMAD) utilizou seu facebook pessoal para anunciar que a igreja irá apoiar a pré-candidatura de Wanderley Tavares para o Governo do Distrito Federal.
Manoel Ferreira recentemente denunciou a demolição de igrejas evangélicas pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), prometeu fazer várias reuniões nos setores do DF para apresentar o candidato do PRB.

Assista aqui:

Igrejas demolidas
O ápice foi a demolição de uma igreja Assembleia de Deus Madureira em Vila Planalto, Brasília, sem nenhuma notificação prévia. "É tudo feito na base do sufoco, impiedosamente", reclamou o bispo primaz do Ministério Madureira.

Manoel Ferreira estava cansado da falta de respeito do atual governador para com os evangélicos e demais cidadãos do Distrito Federal.

Evangélicos do DF se unem para ganhar força nas próximas eleições
Em 2014, eles elegeram nove deputados distritais e cinco federais. De olho na corrida eleitoral de 2018, os planos são mais ambiciosos: aumentar a representação e alcançar o protagonismo dos cargos majoritários — Palácio do Buriti, Vice-Governadoria e Senado.

Para cumprir a missão, os evangélicos inflamaram as negociações nos bastidores do cenário político do Distrito Federal.


Nas últimas semanas, PRB, PSC e PHS intensificaram a aproximação com o senador Cristovam Buarque (PPS-DF). O Pros, do deputado federal e pastor Ronaldo Fonseca, flerta com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), em busca de reeleição. E, com o recente reforço da ex-deputada distrital Eliana Pedrosa, o Podemos ganhou uma moeda de troca nas conversas que envolvem as negociações relativas ao próximo pleito.

A força política do segmento é inegável. Há 830 mil evangélicos na capital, segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) de 2016 — fatia que representa 30,8% da população. Para se ter noção do alcance, apenas os distritais religiosos eleitos angariaram o apoio de 160.353 eleitores no último pleito.
O PRB emplacou o parlamentar mais bem colocado: Julio Cesar, com 29.384 votos. Agora, ele deve concorrer para o cargo de deputado federal.
Os planos do PRB, contudo, são mais amplos. Presidente do diretório regional, Wanderley Tavares é um nome forte na disputa pelo Executivo local.
Para ampliar o domínio, o empresário busca encorpar a aliança firmada com PHS e PSC com um dos mais tradicionais nomes da política local: Cristovam Buarque. O cenário é favorável. O parlamentar do PPS enfrentará as urnas pela primeira vez sem o apoio petista (leia Memória) e busca um novo grupo político para tentar a reeleição ao Senado.
Alianças
O possível acerto, que contaria, ainda, com PHS e PSC, de Jair Bolsonaro, deve ser ampliado. O grupo mantém contato com PSD e Solidariedade, dos deputados federais Rogério Rosso e Augusto Carvalho, respectivamente. “O PRB está conversando com todos os partidos.
A ideia é compor uma aliança cristã, com um grupo cuja unidade se dê pelas boas ideias”, pontuou Wanderley Tavares. O republicano também busca outros pré-candidatos ao Palácio do Buriti, como Jofran Frejat (PR), Izalci Lucas (PSDB) e Alírio Neto (PTB). A coalizão cristã busca outros nomes com grande representação no segmento.
O ex-deputado federal e fundador da Igreja Sara Nossa Terra, bispo Robson Rodovalho (PP), é sondado regularmente pelo grupo — e por várias outras prematuras coligações.

Apesar de não confirmar sua candidatura, ele costuma aparecer bem posicionado nas pesquisas de intenções de votos. Em 2006, conquistou o cargo de deputado federal, alcançando o apoio de evangélicos e da Igreja Católica. Enquanto o ex-parlamentar não define o posicionamento para as próximas eleições, a mulher dele, bispa Lúcia Rodovalho, torna-se alvo de grandes alianças. Um partido de direita chegou a oferecer a candidatura à Vice-Governadoria à líder evangélica.

Palanque
As siglas PRB, PSC e PHS ainda buscam uma aproximação com o Podemos, antigo PTN. A sigla da ex-deputada distrital Eliana Pedrosa mira uma vaga majoritária, com o intuito de usá-la como palanque para a campanha do pré-candidato ao Palácio do Planalto Álvaro Dias. "Queremos construir uma frente que assuma um compromisso com as bandeiras que o nosso partido defende. Entre elas, o respeito à família", destacou o presidente do diretório regional, distrital Rodrigo Delmasso.
A legenda do parlamentar, entretanto, não fechou as portas para o PSB, de Rollemberg — Delmasso teve um encontro informal com o governador na semana passada. Ainda assim, as diferentes posições podem ser um empecilho para fechar o acordo.
Neste ano, após o governador regulamentar, depois de 17 anos, a lei anti-homofobia, que prevê punições em casos de discriminação por orientação sexual, um movimento da frente evangélica, comandada pelo distrital, derrubou a legislação. Outro embate aconteceu quando o chefe do Palácio do Buriti anunciou uma portaria da Secretaria de Cultura que criava uma política cultural específica para lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais (LGBTI). 
Nesse meio tempo, o partido socialista está mais próximo de fechar uma aliança com o Pros, de Ronaldo Fonseca. O deputado federal teve uma reunião com o governador no último dia 25 e deve encontrá-lo, novamente, na próxima semana. Nos bastidores, o entendimento é de que, atualmente, há maior possibilidade de a legenda fechar com o PSB do que com a frente evangélica.
830 mil Quantidade de evangélicos no Distrito Federal, segundo dados de 2016 da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) ;
30,8% Parcela da população de evangélicos;
37,5% Dos deputados distritais são evangélicos;
62,5% Dos deputados federais eleitos pelo DF integram a frente parlamentar evangélica do Congresso Nacional.

Articulações Partidos envolvidos na negociação
PRB
A sigla, comandada no Distrito Federal pelo pastor Wanderley Tavares, conta com a força da Igreja Universal do Reino de Deus. O nome do presidente do diretório regional é cotado para o Palácio do Buriti — oficialmente, ele não confirma que concorrerá ao cargo. Nome forte no segmento evangélico, o correligionário Egmar Tavares se colocou à disposição do partido para disputar qualquer posto. A legenda ainda lançará a deputado federal Julio Cesar, distrital mais votado nas últimas eleições.
PPS
Sem ninho, o principal nome do partido, senador Cristovam Buarque, busca espaço no campo político. O parlamentar do PPS conversa diariamente com lideranças evangélicas e buscará o apoio de Rogério Rosso e Augusto Carvalho, presidentes das Executivas Regionais do PSD e do Solidariedade, respectivamente. O partido também se movimentará por cargos eletivos, com o nome da distrital Celina Leão para o posto de deputada federal.

PSC

Sem grandes nomes para a disputa pelo Palácio do Buriti, Vice-Governadoria ou Senado, a sigla se movimenta para angariar apoio e conquistar cargos na Câmara dos Deputados e na Câmara Legislativa. Nas conversas, pesa o fato de o pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro compor o time do partido. Uma eventual aliança significa força para campanhas por cargos eletivos e majoritários.
PHS
O partido trabalha, a princípio, para integrar proporcionais de deputado federal e distrital. A disputa por cargos majoritários dependeria diretamente do tamanho da chapa e dos nomes envolvidos. Na Câmara Legislativa, a legenda é representada por Lira.
Podemos
Antigo PTN, o partido recebeu, no último mês, um nome tradicional no meio político: Eliana Pedrosa. A ex-deputada distrital e ex secretária de Estado nas gestões de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda deve entrar na disputa por um cargo majoritário, uma vez que o Podemos precisa de palanque em Brasília para promover a campanha pelo pré-candidato ao Palácio do Planalto Álvaro Dias.
MEMÓRIA
Sem apoio dos petistas O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) enfrentará as urnas longe dos braços dos petistas pela primeira vez. Desde que apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o parlamentar virou alvo do PT. 
Uma reconciliação é considerada inviável. Na visão de eleitores e filiados ao Partido dos Trabalhadores, ele contradisse o histórico político, uma vez que foi governador do DF e senador pela legenda, além de ocupar o posto de ministro da Educação no mandato de Lula — Cristovam deixou a sigla após ser demitido do ministério, por telefone.
Fonte: Gospel Geral

Um comentário:

Pb. José Roberto da Rocha disse...

Essa história de templos destruídos,tá tão mal contada! E é assim, o gv tem autorização da justiça, para demolir templos construídos legalmente e em terreno próprio? Ou já esquecemos que a turma da Madureira apoiou os Ptralhas por longos 13 anos, e as custas do quer? Sera que os Ptralhas não fecharam os olhos para esses templos construídos ilegalmente, em troca de apoio político?Que essa história tá muito mal contada,tá! Tudo se pode esperar, dessa turma da madureira!

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